sexta-feira, 24 de agosto de 2018

34 anos de CH no Brasil: a versão da boca de bueiro...

É claro que Pancada também foi presenteado com um exemplar da autobiografia da "Salpicada"...






















































O brasileiro que comparece ao México atrás de livros sobre as séries de Chespirito e seus atores ganhou neste ano duas opções... A primeira é o livro "Despues de Usted", autobiografia de Ruben Aguirre, cuja resenha publicamos no seu Bloquinho Virtual na última segunda feira... A outra é o livro autobiográfico "Había una vez una niña em una vecindad", de Maria Antonieta de Las Nieves... "Era uma vez uma menina em uma vizinhança"...  A autora na capa se apresenta de modo a não deixar dúvidas... "Esta é minha história... A Chiquinha"... Outro lançamento da editora Planeta que não será publicado no Brasil por não ser rentável... E lá vão os fãs brasileiros peregrinar pela internet ou pelas livrarias das redes Gandhi e Porrua no México - na Sanborns não tem... O que até faz sentido pela relação turbulenta de seu dono (Carlos Slim) com o grupo Televisa... Tanto que uma biografia "não-autorizada" da rede de televisão, "Nación TV", é facilmente encontrada nos magazines da Sanborns... Quanto a "Salpicada", Maria Antonieta de Las Nieves (em um documento reproduzido no livro consta  o sobrenome Gómez, de seu pai, Estanislao Gómez...) nasceu em 4 de dezembro de 1949, na cidade do México... Ainda que em "Aqui está lá Chilindrina" tenha dito que nasceu em Santiago Ixcuntlia, en Nayarit, terra de seus pais... Seu sonho de infância era ser bailarina, se apresentar no Palácio de Belas Artes, na Cidade do México, e ter uma academia de danças indígenas, quer dizer, uma escola de balé... Teve aulas na Associon Nacional de Actores (ANDA) do México e começou a participar de teleteatros infantis no canal 2 da capital mexicana, futuro "Canal De Las Estrellas"... Ao ser chamada para fazer a voz de uma criança em um comercial de Sal de Frutas Eno, iniciou carreira de dubladora, que seguiu pela adolescência... Entre seus trabalhos mais destacados em séries importadas dos Estados Unidos estão Ritch de "O Show de Dick Van Dike", Vandinha da "Família Adams", Eddie Monstro de "Os Monstros", Tábata de "A Feiticeira", Penny de "Perdidos no Espaço", Pedrita de "Os Flintstones" - quando a personagem cresceu - e os gêmeos Buffy e Jody em "As Crianças e o Mordomo"... Sim, aquela série que Silvio Santos anunciava nos primórdios da TVS carioca, em 1976... Cujo título original era "Family Affair" e nos países de língua espanhola se chamou "Mis adorables sobrinos"... Ruben Aguirre lembrou em seu livro que Maria também dublou a Bat-Moça na famosa série do Batman de 1966... A própria "Boca de Bueiro" recorda que dublou Judy Garland em "O Mágico de Oz"... Com toda essa experiência não podemos esquecer das duas dubladoras que emprestam sua voz à Chiquinha e a sua "biscavó" Dona Neves nas diferentes fases da dublagem das séries de Chespirito... Sandra Mara Azevedo e Cecília Lemes... Lembrando que nos primeiros episódios dublados pela MAGA a personagem recebeu o nome de "Francisquinha"... E que uma reportagem de "Veja" a chamou de "Chiquita"... Em 1968, começou a atuar com Chespirito nos "Supergenios de La Mesa Cuadrada", uma das "Chespirotadas" do programa "Sabados de La Fortuna"... Onde se encarregava de ler as cartas respondidas pelos personagens de Chespirito (Doutor Chapatin), Ramón Valdéz (Don Ramón Tirado Al Anis) e Ruben Aguirre (Professor Girafales).... Casou-se com o locutor Gabriel Fernandez Carrasco, viúvo e pai de uma filha, Verônica... Que faria a Patty em uma versão de "As Novas Vizinhas" do programa "Chespirito", na década de 1980...






























Não é porque a "Quatro-Olhos" só se apresentou no Brasil em 2013 que vão deixar de lançar seu livro aqui...















































































Em setembro de 1971, Maria Antonieta interpretou pela primeira vez a personagem que se tornaria a Chiquinha, com "sardas, óculos, marias-chiquinhas no cabelo, sem o dente do meio e mal-comportada"... Chespirito se empolgou tanto que Maria sugeriu um esquete em que todo o elenco interpretasse crianças... Bolaños respondeu dizendo que só funcionaria com ela, devido à sua idade e porte físico... Quando Rubén Aguirre deixou o programa "Chespirito" - Maria também trabalhava com ele e Carlos Villagran, "que imitava com maestria Jerry Lewis em O Professor Aloprado", no "El Club de Shory" - a atração não perdeu apenas um de seus atores, mas seu locutor oficial... A maior urgência era substituir o esquete "Los Loquitos", onde Ruben interpretava Lucas Tañeda... Chespirito pensou em um quadro chamado "Los Chavos", protagonizado por ele e Maria, que se tornou "El Chavo Del Ocho", com a adição de Ramón Valdés - Seu Madruga, o pai da Chiquinha - Carlos Villagrán - Quico, que teria "surgido" em uma festa onde Carlos fazia um boneco de ventriloquo inflando as bochechas; Maria aponta que esse detalhe fez com que o público não percebesse que o personagem era uma imitação de Jerry Lewis - Florinda Meza - Dona Florinda, a mãe do Quico, a quem Maria aconselhou em um concurso de interpretação - Angelines Fernandez, a Bruxa do 71, uma "solteirona ridícula" - e Edgar Vivar - Senhor Barriga, o senhorio de "La Vecindad Del Chavo", um estudante de Medicina que começava a carreira artística... Assim como Ruben Aguirre em seu livro, Maria Antonieta aponta a qualidade do texto de Roberto Gómez Bolaños, onde havia um equilíbrio no destaque dado a cada ator... A atriz continuou a interpretar a Chiquinha mesmo quando engravidou de Gabriel, seu filho com o locutor Gabriel Fernandez, o menino da camisa 14... O último episódio que gravou, em agosto de 1973, já estava no oitavo mês de gravidez... Que terminava mostrando a barriga da Chiquinha, supostamente aumentada por ter comido um bolo da Senhorita Clotilde - mas era Gabriel, que muitos anos depois, notou que dava chutes na barriga da mãe...  Para fazer frente às despesas com a casa e o filho, e preocupada com os planos do chefe de produção de programas unitários da Televisa, Raul Astor, que pretendia tirar do ar o programa de Chespirito por entender que "está por concluir seu ciclo", aceitou o convite de Luis de Llano Palmer para apresentar um programa infantil no canal 13 do México... Com o nome de Pampa Pipiltzin - "Alguma coisa para as crianças" no idioma náhuatl... Embora ganhasse mais do que na Televisa, o programa era muito desgastante para Maria Antonieta... Tanto que aceitou o convite de Bolaños para retornar às suas séries, pois ele garantiu que ia dispensar Carlos Villagran e Florinda Meza, pois estavam namorando e Carlos era casado - e nenhuma das atrizes testadas para substituir a Chiquinha emplacou... Ao assinar o contrato, porém, Maria descobriu que Florinda se tornou a protagonista feminina de "Chapolin" - programa do qual ela não participaria... Restou seguir com a Chiquinha, enquanto Florinda terminava com Carlos e começava a namorar o diretor de TV das séries, Enrique Segoviano... Após superar desentendimentos com Horácio Gómez Bolaños, que gerenciava comercialmente o elenco dos programas, Maria descobriria que Florinda começou a se relacionar com o próprio Chespirito no Hotel Ancira, em Monterrey... Em 1978, teve de se conformar com um papel menor no filme "El Chanfle", pois Bolaños a considerava "muito jovem" para interpretar a esposa do protagonista, que seria ele próprio... Não é preciso dizer que o papel ficou com Florinda... Algum tempo depois, Carlos Villagrán recebeu uma proposta para trabalhar na Radio Caracas Television, na Venezuela, convite estendido a Maria Antonieta e Ramón Valdés... De início, apenas Carlos aceitou, levando com ele o locutor dos programas de Bolaños, Jorge Gutierrez Zamora... Que seria substituído por ninguém menos que Gabriel Fernandez, o marido de Maria... Depois Ramón foi para Venezuela, onde fez "aproximadamente dez programas", e voltou para o México... Retorno que durou pouco, pois logo em seguida abandonou Chespirito novamente, argumentando que não aguentava Florinda Meza...





























"Maria Isabel" não fez os shows da "Santos Televisión", mas compareceu no "Esta Noche Con Rathino"...































































































Maria Antonieta relata no livro as viagens internacionais que o elenco das séries fez durante dez anos por toda a América Latina e, claro, fornece sua explicação para o fato do grupo nunca ter se apresentado no Brasil... A trupe fechou um contrato para vinte apresentações com a "Santos Televisión, naqueles tempos a emissora mais importante daquele país"... Ela se refere ao SBT - o "Santos" é do nome artístico do Silvio - e faz a gentileza de lhe conceder uma posição que era (e ainda hoje é...) da Globo... Devido à dublagem televisiva dos episódios, todos os atores tiveram de tomar aulas de português - Maria, Roberto e Edgar aprenderam com mais facilidade o idioma - porém quando estavam prontos para apresentar "El Show de Chaves y Shiqhuina", a turnê acabou cancelada pela emissora por causa do risco de sequestro... Vale lembrar que uma irmã de Silvio Santos foi raptada em 1992...  Ainda que o grupo tenha ficado com o adiantamento - aqueles 90 mil dólares que Rubén Aguirre fala em sua autobriografia... Em três oportunidades, Maria Antonieta tentou comparecer ao Brasil com seu circo, entretanto não conseguiu acertar o contrato... Felizmente, a atriz conseguiu estar no território brasileiro em outubro de 2011 (no livro consta o ano de 2012...), "quando foi homenageada pelo programa de maior audiência daquele país: Esta Noche con Rathino"... Na verdade, a atração se chama "Programa do Ratinho"... Se bem que... O apresentador, que conduziu uma entrevista com Chespirito em Cancun - Nadja Haddad cuidou de Rubén Aguirre - e recebeu vários remanescentes do elenco no palco, chamou a Salpicada o tempo todo de "Maria Isabel", fato até hoje comentado entre fãs das séries de Chespirito...Os únicos shows que realizou no Brasil aconteceram apenas em 2013, em um clube no Rio e em uma casa de shows em São Paulo... Na década de 1980, os programas "Chaves" e "Chapolin", com meia hora de duração, foram reunidos em uma única atração de uma hora, chamada de "Chespirito"... Maria Antonieta passou a ganhar um pouco mais, porém o espaço dedicado ao "Chaves" foi diminuindo ao longo dos anos, pois Bolaños considerava não ter mais idade para fazer o personagem... E não agradava a Maria interpretar no quadro do Chompiras a "Marujita", "uma prostituta disfarçada de pessoa decente"... Ela então tentou emplacar o programa "Aquí Está La Chilindrina", com apoio de um livro de auto-ajuda, o que só aconteceu quando a Salpicada se encontrou com o dono da Televisa, Emílio Azcarraga Milmo... Que de quebra orientou a divisão de cinema do grupo, a Televicine,  a realizar uma "comédia familiar" com a Chiquinha, chamada "La Chilindrina em Apuros"... Nesse ponto, Roberto tentou impedir a realização do filme... Alegou que a autorização que concedera por escrito para a atriz utilizar o personagem valia apenas para apresentações em circos e que "personagens de televisão não devem fazer cinema"... A palavra final foi de Azcarraga e o filme saiu... Quanto a "Aquí Está La Chilindrina", Maria e Gabriel foram impedidos de serem produtores da série... A tarefa ficou com Ruben Aguirre, que confessou entender de produção de programas de jogos, não de comédia... O programa durou apenas 17 episódios, saindo do ar quando a Televisa decidiu suprimir os programas de "comédia familiar" da grade no final de 1994... A Boca de Bueiro então firmou um contrato de cinco anos com uma gravadora de discos... Como de hábito, foi pedir a Chespirito a autorização para usar o nome da personagem... Sem conseguir resposta, decidiu registrar o nome "La Chilis"... Porém, no escritório de direitos autorais, descobriu que o registro de "La Chilindrina" estava vencido há mais de 15 anos, pois não tinha sido renovado... Maria Antonieta não pensou duas vezes e cuidou de garantir para si os direitos do personagem, de sua versão em desenho e para "todo tipo de mercadorias"... Embora "até hoje todos os produtos que existem no mercado sejam piratas e eu não receba um só centavo"... Vide os bonecos das coleções "genéricas" do "Chaves Animado" - da qual a Chiquinha não faz parte - vendidas no comércio informal... Justificou sua atitude dizendo que Bolaños apenas criou o personagem "hipotético" e seu nome... E ela já fazia a Chiquinha - com o nome de "Toñita", sendo que Maria Antonieta é chamada por amigos e familiares de "Tony" - com todas as características que lhe são peculiares desde o programa "Sábados De La Fortuna", anos antes de "Chaves"... Em 2000, uma produtora da Televisa propos a realização de um programa infantil "El Circo Mágico de La Chilindrina"... Para tanto, seria preciso colocar em dia a questão dos direitos... O advogado da emissora se ofereceu para a tarefa, mas seguindo um conselho do filho, Maria fez todo o serviço com um amigo dele... A atitude despertou a ira de Roberto Gómez Fernandez, filho de Chespirito, e Dona Neves lembrou a ele que seu tio Horácio Gómez, que cobrava pelo uso do personagem fora dos programas, não renovou os direitos... O caso foi para a Justiça... Sem saber se Florinda estava por trás das intenções de Bolaños, Maria ganhou  o caso em primeira instância, perdeu na segunda e voltou a ganhar na terceira... Então entrou em cena Cecília, uma das filhas de "Don" Roberto, que propunha um acordo para que a Chiquinha pudesse participar do "Chaves Animado", que estava em projeto... A intérprete da personagem aceitou, apesar de não poder dublar a Chiquinha e ter considerado sua versão em animação "muito má" e com pernas mais finas do que as dela... No entanto, os advogados de ambas as partes não chegaram a um consenso... O desenho foi feito sem a Quatro-Olhos... Restou a Maria Antonieta fazer a novela "Sonhos y Caramelos" e, posteriomente, deixar a Televisa... As novelas "Dame Chocolate" (2008) e "Amar de Nuevo" (2010) seriam feitas na Telemundo, nos Estados Unidos... Depois de não participar de uma homenagem a Chespirito em 2012, a Televisa chegou a dificultar suas participações televisivas em emissoras latinoamericanas... Porém, a filial estadunidense da emissora, a Univision, chamou a "Boca de Bueiro" para participar de "Mira Quién Baila" - uma espécie de "Dança dos Famosos"... E começou o arrasta-pé... Mas ela acabou eliminada por ter dançado rock "como a Chiquinha"... Não é só no Faustão que tem marmelo... Em seguida, participou da dublagem em espanhol de "Detona Ralph", da Disney, e se reencontrou em um programa de televisão com Carlos Villagrán, em que voltou a ser chamada de "Salpicada" - e Carlos de "Bochechas de Porco Cevado"...




























































































"Francisquinha" se encontrou no Brasil com uma de suas dubladoras, Cecília Lemes...

Lançadas com Motor Roubado...

"O meu mundo é muito estranho", diz o Volkswagen Sedan 1600, also known as "Zé do Caixão"...












































Diante do capô aberto da Brasília, impossível não lembrar do Chaves sentindo falta do motor...












































Capa – “Se vira, Felipão!!!” Faz sentido... Lucas Lima (OG), mais do que uma solução, é parte do problema da Porcaria... Agora, na Multishow não há problema com as séries de Chespirito... A começar por “Chaves”, que teve a exibição de “O dia internacional da mulher”, de 1975... Dublado no “lote de 1984”, e mostrado apenas em 8 de março – Dia Internacional da Mulher  - a partir de 1992 no SBT até seu retorno à exibição regular em 13 de fevereiro de 2012... Episódio de 1975, declarado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher... Chaves joga beisebol com uma vassoura e uma tampinha de garrafa sob os apupos de Chiquinha e acerta Quico... Que ao saber da brincadeira, traz seu tacão e a bola para jogar com o Chavinho, pois beisebol sozinho não rola... Chiquinha quer saber o que ela vai fazer e ouve de Chaves que as mulheres não jogam beisebol... Chiquinha questiona se ele nunca ouviu falar da liberação da mulher feminina e explica que de agora em diante as mulheres não tem que pedir permissão para cometer as barbaridades que cometiam quando não lhes davam permissão...  Isso quer dizer que de agora em diante, as mulheres vão sair para trabalhar e os homens é que vão ter os filhos, Quico... Que pergunta se não dá para ficar solteiro e Chiquinha fala para ele se fazer de difícil caso seja pedido em casamento, mesmo que isso não aconteça, já com o Chaves... Acontece que ele reclama que sempre fica com a pior parte e Chiquinha se sente insultada em pleno Dia Internacional da Mulher, indo contar toda a vida deles para seu pai... Chaves fica com medo de apanhar do Seu Madruga, mas Quico lembra que ele não está e tenta jogar beisebol, mas é impedido pelas reclamações contra a Chiquinha... Irritado, Quico pede a bola de volta e Chaves a joga em sua cabeça... Quando vai revidar, acerta Seu Madruga com o taco... Que o entrega a Chaves, que apanha e quando o Madruguinha toma o taco, golpeia Quico e uma mulher indefesa, quer dizer, Dona Florinda, em pleno Dia Internacional da Mulher... Chiquinha pergunta se a chamaram, mas seu pai diz que o negócio é com a Dona Florinda, que o estapeia... Seu Madruga pensa que Chiquinha vai dizer que fica com raiva de vê-lo apanhando e gostaria que revidasse... Só que desta vez Chiquinha está do lado dela, pois hoje é o Dia Internacional da Mulher...  Não que ele não soubesse, pois leu em alguns jornais que um dia elas se juntaram para tagarelar, mas isso não quer dizer que deveria estar do lado de Dona Florinda... Temos que estar unidas, responde Chiquinha... Seu Madruga retruca dizendo que a mulher é a coisa mais enjoada do mundo –inclusive a própria filha – é mentirosa, é metida, é abusada... Mas não aquela mulher que acaba de comparecer à vila – essa a salpicada considera enjoada... Essa é a coisa mais bonita do universo – e a Senhorita Clotilde acreditou que era com ela, até foi fazer um bolo... A mulher retorna e diz estar a procura de algo desocupado, mas não o Seu Madruga... Que se for o caso, pode até lhe alugar um cantinho, pois hoje é o Dia Intermulher da Nacional... Mas ela quer mesmo saber do apartamento vago, na portaria... Depois de Chaves revelar que não há lugar onde Seu Madruga não deva, o Velho Mamá tenta conversar com a mulher recém-chegada,  mas é interrompido por Chiquinha – que é jovem demais para ser sua filha, papudo – e Quico – que é filho de sua mamãe...  Seu Madruga belisca Quico – que diz que sua mãe irá revidar a agressão - pede a mulher que volte à tarde, para saber ao apartamento para alugar, e recebe um bolo da Senhorita Clotilde, para comerem juntos, ela e Drudru... Chiquinha desenha uma avioneta no chão do pátio da vila e Chaves acredita que ela herdou o sangue ruim do pai dela... Que pede aos dois para dizerem à Bruxa do 71 que ele morreu – parece um esqueleto, digo – para a senhorita que está esperando e para a mãe do Quico, eles devem atirar na cara dela o bolo que transforma qualquer um em minhoca de água parada... Chaves pede para Chiquinha usar o giz com que riscava a avioneta para marcar na parede o que precisam dizer... 1-Morreu... 2 – Entre... 3 – Bo-lo... Assim, Dona Florinda fica sabendo que Seu Madruga morreu,  a Senhorita Clotilde entrou na casa 72 e a recém-chegada levou uma bolada na cara, ordens do pai da Chiquinha... Então é por isso que ela esbofeteou o Seu Madruga... No dia seguinte, Chaves pede um bolo para Quico, pois todas as três prometeram retornar... Logo, a senhorita descobriu que ele morreu, Dona Florinda, sádica, entra na casa do Madruguinha, masoquista, e o bolo... Esse sobra para a Chiquinha... O episódio de Chapolin foi “A volta da corneta paralisadora”, de 1975, dublado no “lote de 1990” da MAGA, recebeu o selo de “episódio icônico” da Multishow... Apesar do roteiro ser semelhante ao de “A prometida”, de 1973 – que estreou no SBT em 2013 - esse episódio não é considerado um “remake”... Tampouco de  “O retorno da corneta paralisadora”, de 1974 – este exibido pela primeira vez no Brasil pelo canal da Globosat... Nem o uso da corneta é levado em conta, mas, enfim... Carlos traz flores para Florinda, a filha de Ramón, que está pintando a casa... Depois de ser posto para fora, encontra na rua Florinda, que repete pela quinta vez que não quer casar com ele... Frustrado, Carlos ouve de Rubén que poderia resolver seu problema, apesar de gostar mais dela, por 50 mil pratas... Ela não, mas o pai, que tal???... Então é por isso que Ramón aceitou o casório, já que não se importa dele ter 20 milhões... Rubén acrescenta que seu sobrinho – que não é seu sobrinho – não mencionou esse detalhe antes por ser muito tímido, por isso o trouxe pessoalmente, tudo é uma questão de 50 mil...  Ops!!!...  Enquanto é acertada a data do matrimônio, Florinda invoca o Chapolin Colorado... Que cai da escada, da janela, sofre um torção no braço, outro no pescoço , outro na perna, e descobre que o coração dela pertence a outro homem – Jorge Ribeiro... Ou melhor,  ao ator de cinema mexicano Jorge Rivero...  O Vermelhinho diz que se Carlos se atrever a por um pé naquela casa é coxo,  se puser três, é um fenômeno, e se puser os quatro, é mula, e impedirá o casamento com uma de suas armas favoritas, a corneta paralisadora... Um só disparo, e a pessoa fica paralisada... Depois, é só dar dois disparos e a pessoa recupera o movimento... Vide teste em Florinda, com beijo e tudo... Não que ele vá beijar o pai dela, mas fazer umas trollagens básicas enquanto pinta a casa, com certeza...  A filha aproveita para dizer que ele estaria com a consciência pesada por estar fazendo algo errado, como colocar óculos sujos de tinta... Ou pintar o terno de Carlos, que voltou para perguntar sobre a data do casamento... O Vermelhinho sai da casinha do Sansón – a própria – onde tem todo o equipamento necessário para levar a cabo seu plano e capta com suas anteninhas de vinil a presença de Carlos... Após colocar uma mangueira nas mãos de Ramón, o Polegar Vermelho corneteia as aptidões artísticas contraproducentes do pretendente de Florinda...  Vide flauta trocada por uma língua de sogra, o violão substituído por uma espingarda quando cantava uma música dos Beatles, a lata de tinta no lugar do bongô tocado de forma assombrosa... Quando Carlos traz o dinheiro do dote para Ramón, Chapolin o substitui por um cachorro, também colocado no lugar de Florinda quando ele quer selar o compromisso com um beijo de amor... E uma lata de tinta é colocada no lugar do dinheiro, dinheirão, dinheirinho... Que Carlos quer levar, mas Ramón lhe aponta a arma – trocada pela mangueira... A qual também vai parar no lugar do charuto do tio que não é tio de Carlos... Ramón toma leite e assegura à filha que aprendeu a lição, e nunca mais pedirá que se case com alguém que não quer, mesmo por dinheiro... Claro que o tio que não é tio vai tentar se vingar, mas aí a corneta paralisadora entra em ação, e Vermelhinho troca o charuto pela brocha e os vasos que iam ser quebrados por uma bola de tênis e outra lata de tinta... Orientado por seu tio – que não é seu tio – Carlos sabe o que fazer e toma o copo de leite de Ramón... Mas bebe uma lata de tinta e joga outra em seu tio, que não é seu tio... Tudo graças à corneta paralisadora, vide banho de tinta em Ramón, pois qualquer um pode cometer um engano, digo... 

























Já foram bons nisso...
Nos bons tempos da Editora Abril, esta seria uma opção de capa para a "Quatro Rodas"...












































Desgastada pelo tempo, miniatura de ônibus da Cometa estava ao lado de peças para Fuscas...

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Lançadas saem de circulação...

Depois da Abril, a Editora Escala também anunciou a interrupção da publicação de várias revistas...










































Capa da última "Mundo Estranho" teria alguma coisa a ver com o encerramento de sua publicação???...










































Capa – “Pediu passagem!!!” Porcaria vence o Foguinho no Allianz Chiqueiro, com dois gols de Lucas Limas (OG)... Alis, por falar em abre alas, na Multishow, “Chaves” saúda o povo com “Mal-entendidos”, que estreou no SBT em 1990, exibição única, e só começou a ser mostrado regularmente dez anos depois... Só por que é outra versão de “Com quantos ovos se faz um bolo”, de 1974???... Dona Florinda procura por seu Tesouro e Chiquinha diz que está entre os chifres do touro... Então é por isso que Chiquinha não vale uma pataca, entre os chifres da vaca... Dona Florinda pergunta a Chaves onde Quico está e ele diz que não sabo, não sebo e não subo... Chavinho vai procurar o cara de lua cheia, a pedido de Dona Florinda... Quiquinho vai procurar Chaves, atendendo a solicitação da Bruxa do 71, cujo número da casa permanece o mesmo... Chaves bate na porta da casa 72 e Chiquinha o beija, pensando que ele tem cara de gato arreganhado, como seu pai... Quico também bate a porta e Chiquinha o agride com um tijolo, mas tudo bem, porque choveu tijolos e ela levou 500 na cabeça e ficou baixinha...  Chaves e Quico dizem a Dona Florinda e a Senhorita Clotilde que não acharam ninguém e os dois acabam se encontrando... Depois do teto da vila ser focalizado, Dona Florinda pede a Quico que vá comprar um bolo na padaria, pois o Professor Girafales está chegando  e ela não teve tempo de fazer... A Senhorita Clotilde traz um bolo que fez com as próprias mãos para que Chaves o entregue ao Seu Madruga com um bilhete escrito do próprio punho... Como a entrega vai ser feita pela janela, Chaves entra no 72 pela porta e abre a janela...  Sem ler o bilhete, porque é falta de educação ler o que os outros escrevem, como os livros da escola, os jornais... Chaves não resiste e quer experimentar o bolo, mas Chiquinha aparece para comer também e o menino do 8 o leva da casa... Quico vem com o bolo, mas precisa se esconder do Professor Girafales, que é recebido por Dona Florinda... Chiquinha vê Quico com o bolo e promete dar nele uma hora diária de cacetadas... Seu Madruga intervém na discussão aos gritos, pois só os grossos e os mal-educados falam berrando, e Quico explica que não pode oferecer um pedaço do bolo para Chiquinha porque é um segredo de sua mamãe... Seu Madruga entra em sua casa e encontra o bilhete da Senhorita Clotilde... Entretanto, lembra das palavras de Quico e vai pegar o bolo, acreditando que Dona Florinda o ama em segredo, tirando-o das mãos de Chiquinha, que sugeriu a Quico dizer para a mãe e o professor darem uma volta, de modo a poder colocar o bolo no forno de sua casa... Chaves reaparece com o que restou do outro bolo e Quico pensa que comeu o dele... O Mestre Linguiça sai para passear com a Velha Coroca, feliz com o fato dela ter preparado um bolo só para ele... Ou melhor, para o Seu Madruga... Que agradece à Valentona do 14, pois já deu uma provadinha... Bêbado de amor, ele pede para que dispense “o poste”... O professor pede uma explicação e Chiquinha conta que Quico lhe disse tudo o que aconteceu, pois Dona Florinda o enganou e o padeiro sabe tudo... O Girafão Comprido vai embora e o Macarrão com Pernas bate no Seu Madruga, pois primeiro é amor, amor, amor, e depois vem a cacetada... Pistola com a situação, Seu Madruga joga o bolo pela janela, atingindo a Bruxa do 71... O episódio de “Chapolin”, “A Mansão dos Duendes”, de 1975, também começou a ser exibido em 1990 no SBT e poderia receber o selo de icônico, principalmente pela alusão à “agua de jamaica”... Mais conhecido como chá de hibisco, perguntem à Mariana Ferrão... Carlos não entende porque sua “sócia” Florinda quer vender a casa funcional, em bom estado e que lhes serve... Ela diz que não ele não entenderia, não por falar em japonês, mas porque acredita haver duendes na casa... Carlos ri, mas em seguida tem a impressão de ter visto alguém na porta... Julga ter sido o vento, porém Florinda crê que são os duendes...  Agora eles ouvem batidas na porta, mas desta vez é Ramon, que está interessado em comprar a casa... E já esteve nela, em sonhos, por isso a conhece como a palma da mão... Alis, nem foi preciso anunciar que o imóvel estava à venda para ele comparecer, pois ele soube por telepatia, uma faculdade da mente que alguns de nós temos bastante desenvolvida...Enquanto os “sócios” decidem se vendem a casa ou não, Ramón tem interesse nos duendes que estão ali dentro...  Florinda o leva para ver as escrituras e Carlos chama o Chapolin – o herói, não o duende... O Vermelhinho não acredita e Carlos lembra que Florinda, no dia em que se mudaram, rolou escada abaixo e ficou duas horas comocionada... Isso levou a ela a ter alucinações, como a dos famosos duendes... Quando Ramón confere a escritura, um duende aparece e Florinda grita, já que eles aparecem principalmente atrás dos sofás... Florinda sai transtornada e Ramón chama pelos pequeninos... Quando o Vermelhinho tenta convencê-la de que os duendes são frutos da imaginação das pessoas, mais um deles aparece e o herói pula nos braços de Carlos... Depois de ser jogado no chão, o Polegar Vermelho deita no sofá e se depara com Ramón... Que já descobriu que também está atrás dos duendes – ele leu sua mente, apesar de pensar com erros de ortografia... Também diz que a casa está infestada de duendes, pequeninos e feios como o Chapolin, mas com milhões em dinheiro e tesouros escondidos, por isso quer adquirir o imóvel...  Já que o herói não será avisado quando o dinheiro for encontrado, ele lamenta a ingenuidade de se acreditar em duendes em pleno século XX – inclusive os que aparecem atrás do sofá...  Carlos confere os exames de Florinda – tiraram a grama do cérebro, por isso falta algo na cabeça dela - e Chapolin aproveita para olhar as radiografias, enquanto um duende começa a cutucar ambos, um no plano pacífico e outro no plano atlântico...  O Vermelhinho aplica uma marretada em Carlos, que foge assustado... Na verdade ele viu o duende, que pega a marreta biônica e golpeia o Polegar... Que se sente traído, até ver quem lhe bateu e ficar paralisado... Ramón comparece com água de jamaica, pois os duendes adoram... Chapolin desperta e pergunta uende está o donde...  Ramón pega um copo de água de jamaica para atrair duendes – e um deles aparece no jarro que está bandeja segurada pelo herói... Ramón chora porque ainda não viu nenhum duende... Chapolin recusa a água de jamaica oferecida por Florinda, acreditando que nessa história tem gato, ou melhor, duende... Como aquele que está tomando o refresco deixado na mesa de canudinho... Os dois ficam intrigados ao verem o copo vazio e Carlos anuncia ter descoberto que o homem que quer comprar a casa é o mesmo que a vendeu – só que com uma barba e óculos escuros... Florinda grita ao ver um duende no vaso e Chapolin reluta em por a mão... No fim das contas, o vaso está vazio, mas a caixa ao lado... Para resolver o problema, o Vermelhinho decide usar uma de suas famosas pastilhas encolhedoras, porém Florinda pensa ser outro duende... Enquanto o Polegar Vermelho enfrenta e vence os duendes,  Carlos traz Ramón e revela que ele usou bonecos eletrônicos que parecem duendes para recomprar a casa a um preço muito menor do que recebeu pela venda... Então é por isso que Carlos quer matar o Chapolin, que está mais baixinho do que já é... Ops!!!... Vide duende do Vermelhinho, ou seria um Chaves de uniforme???...








































Continuam circulando...
Fila da lotérica demonstra o desejo de se tirar de circulação o patrão, digo...










































Obedecidos os prazos legais, este ônibus não irá rodar mais muito em breve...

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

34 Anos de CH no Brasil: a versão do professorzinho aposentado...

Pancada não teve dificuldade para conseguir o livro do Mestre Linguiça, pois foi presenteado com um exemplar...































































O vendedor da livraria próxima ao Palácio de Belas Artes, na Cidade do México é abordado por um cliente... Interessado em saber se há ali o livro "Despues de Usted"... Um tanto surpreso pelo interesse no livro, o vendedor pergunta... "Você é brasileiro???"... Não é apenas a grande popularidade das séries "Chaves" e "Chapolin" no Brasil que leva a essa grande procura pela autobiografia de Ruben Aguirre, o intérprete do Professor Girafales... "Despues de usted" - que pode ser traduzido como "Depois da senhora", pois é uma das frases ditas pelo Mestre Linguiça quando é convidado pela Dona Florinda para tomar uma xícara de café em sua casa, e o "usted" em espanhol é um tratamento mais respeitoso que o "você" em português - foi lançado no México pela editora Planeta... No Brasil, a mesma Planeta concluiu que lançar o livro de Aguirre não seria rentável... Talvez não mais do que as obras biográficas de Edir Macedo e Andressa Urach, ligados à Universal e a Record, nada a ver com "Chaves", que passa no SBT... Assim, o jeito é adquirir a edição mexicana pela internet ou aproveitar uma viagem ao México para comprar nas livrarias locais por 198 pesos - um pouco menos de 50 reais... Deve ter sido assim que a Nadja Haddad conseguiu aquele exemplar autografado pelo próprio Aguirre na entrevista feita para o "Programa do Ratinho", exibida em 25 de novembro e realizada na casa do ator em Puerto Vallarta... O que se tornou a maneira mais viável de ler sobre a trajetória do intérprete do "Encanamento de Um Quilômetro", desde o começo como locutor de rádio em Saltillo, suas performances como toureiro no norte do México, os trabalhos na televisão de Monterrey e principalmente a atuação ao lado de Roberto Gómez Bolaños nas séries criadas por Chespirito e em apresentações ao vivo em toda a América Latina... Autobiografia que resgata personagens como o contra-regra Guillermo "El Narizon" Cardenas, o "Figurante Narigudo", sempre zoado durante as viagens... Como na ocasião onde disseram a ele que a comida do serviço de bordo do avião era paga (na ocasião, não era...) ou o cinzeiro nas poltronas das "avionetas" servia para deixar "propinas" (gorjetas) a tripulação do voo... Ou Ana Lilian de La Macorra, a assistente de produção que por consideração a Chespirito aceitou fazer o papel de Patty no "Chaves"... Alis, o título do livro deixa claro que a enfase da "Mangueira de Bombeiro" e na série do Chavinho... Embora ele concorde com Chepsirito ao dizer que o constraste de sua altura com a de Bolaños funcionava perfeitamente no Chapolin (era o vilão preferido de "Don" Roberto...) e mencione a dificuldade em gravar as cenas que o Polegar Vermelho estava menor que costuma ser, há poucas referências a outros personagens, como Lucas Pirado - para ele "o mais querido dos tantos que fiz em televisão" -  e Sargento Refúgio - "Como era terno esse personagem (...) No fundo, era muito nobre"... As atenções de Ruben vão todas para o "Girafão Comprido"...




































Tobogã de Salto Alto, ao olhar para sua autobiografia, pensa: por que não a lançaram no Brasil???...




























































Rubén Aguirre Fuentes nasceu no dia 15 de junho de 1934 em Saltillo, cidade do norte do México... Daí a alcunha "Tobogan de Saltillo", traduzido no Brasil para "Tobogã de Salto Alto"... Outro apelido, "Shory" - vide o ventriloquo do boneco Sinforoso - foi dado por Kippy Casado, com quem apresentou um programa no Canal 6 de Monterrey... É a forma mexicana de se pronunciar "Shorty", "baixinho" - uma ironia com a altura de 1,95 metro de Ruben... Kippy era casada com o produtor Sergio Peña, um cubano exilado do México após a revolução de Fidel Castro, em 1959, que o convenceu a se mudar para a Cidade do México e trabalhar na recém-criada Television Independiente de México (TV TIM), canal 8... Peña aceitou produzir uma série escrita pelo redator dos programas da dupla Viruta e Capulina no Tele-Sistema Mexicano, um certo Roberto Gómez Bolaños... Ruben coordenou a seleção de elenco para a série, feita por meio de um esquete sobre um banqueiro que dava distintos presentes de casamento para seu filho - um carro novo - e o filho do porteiro - um cinzeiro feito em Tlaquepaque... Bolaños pediu para fazer o teste no papel de um homem que saía em defesa do filho do porteiro... Vide episódio "O Presente de Casamento" do Chapolin... Assim, se tornou o protagonista da produção que seria batizada de "El Ciudadano Gómez"... Peña voltaria a se lembrar de Chespirito quando precisou reformular o programa "Sabados de La Fortuna" e encarregou Rubén de chamá-lo para escrever esquetes cômicos, batizados de "Chespirotadas"... Um desses quadros era "Los Supergenios de La Mesa Cuadrada", para qual Aguirre foi convidado a interpretar um professor, batizado como "Ruben Aguirre Jirafales"... Ao qual agregou o maneirismo de um docente que teve na escola secundária que cursou na cidade de Torreón, chamado Wenceslao Rodirguez, o Chelayo... Que costumava dizer "Ta, Ta, Ta, Ta, Ta!" quando se irritava com os alunos... Ao mesmo tempo, Ruben propôs a Peña a realização de um programa infantil, do qual seria o apresentador, que recebeu o nome de "El Club de Shory"... Ali teve a companha de uma jovem dubladora que tinha feito a voz da Bat-moça na série "Batman" e de um fotógrafo de imprensa que já tinha atuado em programas de humor e imitava o Professor Aloprado de Jerry Lewis à perfeição... Maria Antonieta de Las Nieves e Carlos Villagran, apelidado por Peña de Pirolo... O programa saiu do ar e voltou alguns meses depois, com o nome de "El Club de Los Millonarios"... Ali Villgran começou a fazer o choro que se tornaria característico do Quico... Nessa época, ele considerava Rubén como um pai... Por sua vez, Aguirre teve de optar pela carreira de ator e abrir mão de um cargo na direção da TV TIM, pois lhe disseram que um executivo não poderia ficar levando torta na cara... Quando "Los Supergenios" se tornou um programa independente, Chespirito criou novos esquetes, "El Chapulin Colorado" e "El Chavo Del Ocho"... Neste último, sobre um menino órfão que vivia em uma vila, os parceiros de Ruben ganharam papeis infantis, Maria Antonieta se tornou a Chiquinha e Carlos Villagrán o Quico... Para o qual desenvolveu a habilidade de inflar as bochechas... Nesse quadro, o Professor Jirafales reaparecia para dar aulas às crianças... E teria também a tarefa de amenizar o perfil ranzinza e elitista da Dona Florinda, a mãe do Quico, sendo seu namorado... A cena em que Florinda convida o professor para tomar café ficou tão marcada que em 2014 a Nestlé queria reunir Ruben Aguirre e Florinda Meza para repetir o diálogo em um anúncio de Nescafé... O que não foi permitido pela Televisa, detentora dos direitos da série "Chaves" e dos personagens... Dos primórdios da série, Aguirre revela que os primeiros anos se perderam porque  a TV TIM reaproveitava as fitas por medida de economia, até o limite de seis sobregravações... 

























Nadja Haddad tomou uma xícara de café e conseguiu um autógrafo da Mangueira de Bombeiro...











































































O livro de Ruben confirma o que já foi dito em entrevistas por Edgar Vivar... Chespirito exigia fidelidade estrita aos seus roteiros... Cacos - chamados no México de "morcillas", morcelas, um tipo de linguiça, não confundir com "longaniza", Maestro - deveriam ser sugeridos pelos atores e incluídos nos ensaios, de modo que as reações do elenco pudessem ser captadas pelas três câmeras em ação no estúdio... Faz sentido, pois Bolaños recebia mais como redator do que como ator (pois no México eles pagam menos imposto sobre a renda...), com direito a uma permissão para fumar nos estúdios da Televisa, concedida pelo proprietário da emissora, Emílio Azcarraga Milmo... Que só conseguiu ter Chespirito em seus domínios quando o Tele-Sistema Mexicano incorporou a TV TIM em 1973... Sem conseguir trocar o nome "El Chavo Del Ocho" por "El Chavo Del Dos" - alusão ao número do "Canal De Las Estrellas"... A formação da Televisa em 1973 levou a difusão internacional das séries de Bolaños... Inclusive com Ruben ganhando do presidente do Panamá charutos que haviam sido enviados por Fidel Castro... Aguirre diz que ao ver um vídeo de "Chaves" dublado em português, entendeu porque a série faz tanto sucesso no Brasil... E revela que um empresário chegou a pagar 90 mil dólares adiantados por uma turnê dos atores no país, só que as negociações foram interrompidas e a visita nunca aconteceu - o dinheiro seria repartido entre o grupo somente dois anos depois... Assim, Ruben esteve em terras brasileiras apenas se apresentando em circos... Uma pena, pois a presidenta Dilma Rousseff já declarou publicamente que seu personagem preferido em "Chaves" é o Mestre Linguiça - nada a ver com vídeo que circula na internet, em que Dilma leva bomba do professorzinho aposentado... Embora os espetáculos usassem o nome do Professor Jirafales, sempre com a permissão de Chespirito - negada apenas para um comercial de cigarros, ainda que o Mestre, como Ruben, não dispensasse um "puro", quer dizer, um charutinho - o ator nunca entrou no picadeiro caracterizado como o personagem, num gesto de respeito para com o criador da série... A utilização dos personagens fora dos programas foi o motivo da ruptura definitiva entre Rubén e Maria Antonieta, depois que ela registrou em seu nome a personagem Chiquinha, aproveitando que Bolaños não renovara os direitos... Aguirre admite também que os ciúmes de Florinda Meza quando passou a se relacionar com Chespirito levaram a desagregação do grupo... Ficou difícil até falar por telefone com Roberto... Ainda assim, foi dessa forma que a "Mangueira de Bombeiro" soube que o programa de Bolaños seria cancelado, durante uma turnê pelo Chile... Hoje aposentado, o "Trilho em Pé" não se importa que a Televisa tenha "arrendado" os direitos dos personagens de "Chaves", até porque em troca recebe uma pequena pensão da emissora... Apesar de insistir nas críticas a Carlos Villagran e Maria Antonieta de Las Nieves por fazerem modificações "cosméticas" no visual do Quico e da Chiquinha e continuarem a interpretar os personagens, dizendo que não eram nada sem o texto de Bolaños (que assinou até um episódio do "Chapolin" escrito por Ruben...) - a experiência como produtor da mal-sucedida "Aquí está la Chilindrina" pesou, também... Queria dublar o Professor Girafales no desenho, mas não deu... Teve uma relação muito próxima com Edgar Vivar, embora não se encontrem pessoalmente há algum tempo... Considerava Ramón Valdés muito "gracioso e bondoso"... Gostava de conversar com Raul Padilla sobre touradas e beisebol - já que não era muito fã de boxe e futebol, os esportes preferidos de Chespirito... Mesmo assim, fãs brasileiros já o presentearam com uma camisa do Chapolin Colorado de Porto Alegre e pela voz de seu saudoso dublador, Osmiro Campos, já cantou em um episódio do "Chaves" o hino oficial da Peixaria, aquele da flautinha... Dos atuais comediantes mexicanos, elogia Eugenio Derbez (que pode ser visto no canal Distrito Comédia...), por ser "inteligente" nas tiradas de duplo sentido, embora eventualmente se afaste da "comédia branca" defendida por Chespirito... Em defesa de Derbez, devemos dizer que no programa "XHDRBZ" ele fez uma paródia de novela, "Una de Lobos" com Fernando Colunga - o "peitudo" de "Maria do Bairro" e Maria Rubio - a Catarina de "Ambição", a do tapa-olho combinando com o vestido - que lembrou demais Marcelo Adnet no "Tá no Ar"...  Com um toque de Renato Aragão, vide a cena em que uma mulher, para fingir que tinha estourado a bolsa e ia dar a luz, colocou um extintor de incêndio debaixo dos trajes de paciente...  Sem contar que ela começou a criar como filho a almofada que usou para simular gravidez... Eis o link... https://www.youtube.com/watch?v=maLtOYmY0No Um nonsense que estava presente na obra de Bolaños, ainda que Ruben Aguirre só tenha aparecido vestido de mulher - recurso usual entre comediantes brasileiros - só uma vez... Mas assim como o Polegar Vermelho, também havia uma excursão intitulada "Vá a Disneylândia com o Professor Girafales"...

































Dublagem fez "Trilho em Pé" cantar hino do Peixinho e fãs lhe deram camisa colorada...

Lançadas dos Pontos Desativados na Celso Garcia...

Sistema de pontos de ônibus numerados, que vigorava na Celso Garcia há  quase 40 anos, já eras... 










































Até os abrigos dos pontos desativados serão removidos da região da Celso Garcia...










































Capa – “Ao ataque!!!”  No Brasileirão, Timão contra o Fluzinho, lá, Porcaria contra o Foguinho, aqui, e Bambi contra o Paraná, lá também... Agora, matador mesmo é ver as séries de Chespirito na Multishow... Em “Chaves”, tivemos “O livro da Chiquinha”, de 1975 – distribuído pela Televisa na temporada de 1976 – estreou no SBT em 1992, apesar de ter sido dublado no “lote de 1990”... Também é chamado de “O livro de animais”... Seu Madruga traz uma surpresa para Chiquinha, que entrega após Chaves tropeçar nele com os pés, não com os olhos... Um livro com muitas fotos e desenhos de animais, igual ao que tinha na infância, e ainda se lembra... Irritado com Chaves, Seu Madruga ordena – mesmo que não se trate de uma vaca – que jogue no lixo o papel onde estava embrulhado o livro, enquanto mostra para Chiquinha como vivem os animais – jogando papeis pelo chão... Quico comparece e Chiquinha diz que tem nas mãos um avião de quatro motores, mas que funciona melhor para bater nele... Quico tem seu pirulito jogado no chão por Chiquinha e Seu Madruga leva a bofetada correspondente de Dona Florinda – descontando com um beliscão no Quico...  Chiquinha defende o pai, discute com Quico se ele é tonto ou besta, e conclui que ele é de uma cidade com uma população gigante, quer dizer, ignorante... Não que Chaves tenha entendido, mas enfim... As crianças olham o livro e veem o lião, o liopardo e a gaevota...  Sem contar o animal engraçado que não é o Quico e tem dois ganchos na cabeça... E as hienas, que não são tão feias quanto a Chiquinha... Ou a minhoca, que lembra a mãe do Quico... Pena que o livro não tem a fotografia do Seu Madruga, que não entende o choro da Chiquinha... Não existe nada pior que uma pessoa gritando escandalosa, berra o Quico... Vide Seu Madruga se irritando com Chaves, que não vai atrás, quer dizer, adiante... E Quico pode contar... 1,2,3,4,5... No que imita o choro de Chiquinha, Dona Florinda entra em cena para bater no Seu Madruga e ouvir que as minhocas não são tão magras e nem tem a pele tão enrugada... Agora é a vez de Quico chorar de verdade, ao ser chamado de Frederico pela mãe, mas encontrando tempo para chamar Seu Madruga de gentalha... Chiquinha pergunta a Chaves qual é o animal que grunhe e vive no chiqueiro, é sujo, fedorento e porcalhão – e não é o pai dela... É o porco, aquele que te dá um soco!!!...  Quico sugere que pergunte a  ela qual o animal que faz miau e come ratos... É o gato, que te bate com o sapato... Pode ser um crocodilo bilíngue, mas quem chuta Chaves com o sapato é a Chiquinha... Agora Quico pede que indague sobre o animal dentuço que come o dia inteiro cenoura  e verduras e não é o Nhonho... É o coelho, que te chuta com o joelho!!!... Essa Chiquinha também sabia... Agora Quico menciona o animal que voa e vive no mar... A gaviota... Quem mandou ser idiota???... Para Chiquinha, é o porco... Aquele que te dá um soco!!!... Seu Madruga observa a agressão e sua filha acaba conhecendo o animal que bate nos filhos, porque hoje vai ter, Quico... O episódio de “Chapolin”, “Quer apostar como nunca mais eu entro numa aposta???”, de 1975, foi dublado no “lote de 1984”, mas foi exibido pelo SBT apenas na internet, em 30 de agosto de 2014, e sem os últimos sete minutos... Então é por isso que ele foi redublado e fizeram tanto terrorismo nas redes sociais antes da exibição na Multishow... Quase Nada ganha mais uma aposta no salão de jogos e Tripa Seca sugere que joguem cartas, colocando em jogo sua própria “sócia”, que vende cigarros no estabelecimento, de modo que não seja preciso assaltar o banco da esquina para recuperar o prejuízo... Doutor Chapatin comparece para ir no fundo à direita e os dois bandidos propõem uma partidinha, não de bola de gude, ou do jogo do futuro que não foi inventado, mas de pôquer... A mulher alerta para os riscos de jogar com Quase Nada e Tripa Seca, mas o experiente médico vai em frente e, sempre tirando cartas iguais, ganha todas – além de um passaporte para o cemitério... É hora do Chapolin comparecer em cima da mesa de sinuca, em meio a uma animada partida de xadrez, para liberar o ancião e dizer que o jogo é ruim, a não ser que seja por beijinhos na gatinha, como a que o herói encontrou na rua... Tripa Seca intima o Vermelhinho a jogar carambola  com Quase Nada, usando tacos de carne moída... Ops!!!... Ou melhor, bater na bola com o Tripa Seca... Ops de novo!!!... Apostando a própria vida... O Polegar Vermelho come o giz de passar no taco, acerta Tripa-Seca e Quase Nada, e depois de estar perdendo de 534 a 2, começa uma luta de tacos com os bandidos, nocauteando-os com as bolas de bilhar, tudo isso sem interromper a partida de xadrez...















Ponto de Ônibus Três Em Um...
Agora, as linhas que paravam em três pontos diferentes vão parar em um único ponto...













































Junte isso a liberação do trânsito de carros de passeio no sentido Centro e que os jogos comecem...

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Lançadas da Misturinha do Melancia na Lotérica...

Visual é novo, mas o costume de fazer aquilo tudo SEM PARAR MEU AMOR com o sorvete é o mesmo...










































Há quem diga que o bigode é para que ninguém confunda Chico com o Gargamel... Ops!!!...










































Capa – “Mostre a cara!!!” Bruno Henrique do Peixinho contra o Independiente pela Libertadores... Agora, quem está mostrando as caras são as séries de Chespirito na Multishow, a começar pelo episódio de “Chaves”,  “Jogando futebol”, de 1975 – por vezes listado na temporada seguinte devido à distribuição da Televisa -  é exibido sem interrupções pelo SBT desde 1984... Bem que poderia ser um episódio icônico, não... Chaves comparece no pátio da vila jogando com uma bola de trapos e narrando sua atuação de grande futebolista... Chiquinha quer brincar de casinha, mas Chaves diz que está jogando  futebol e ela só entra de quatro no convento... O menino do 8 quer chutar sua bola em Chiquinha, que inconformada por não poder jogar, fica no meio do pátio, mas acaba atingindo Quico... Chaves chama Quico de bochechas de buldogue velho e Dona Florinda de velha coroca, mas quem apanha é o corpo da tripa escorrida, quer dizer, Seu Madruga... Cuja avó de fato é apelidada de ameixa seca... Depois de apanhar do Seu Madruga, Chaves pede a Chiquinha que não lhe torne a “digerir” a palavra, pois tá de mal, come sal, na panela do mingau... Irritado, Chaves bate em Quico, que só queria jogar futebol com a bola e chutar uns pênaltis... Como Quico é o dono da bola, ele faz questão de ser o Luis Pereira!!!... Chaves não pode ser o Ataliba, pois vai ficar no gol... Pode ser o Barbiroto, o Rodolfo Rodriguez (OG), o João Marcos, o Gilmar – que jogou na Porcaria – o Paulo Vitor... Isso até Quico se irritar, chutar e Seu Madruga agarrar a bola, sendo agarrado por Chaves... Pênalti!!!... Chiquinha quer que o pai bata em Chaves, porque ela se aguenta ao ver o sofrimento alheio... Melhor jogarem bola do que se tornar um pesado fardo para a sociedade, aconselha Seu Madruga, que não ouviu isso de ninguém quando era jovem... Mesmo assim, ele jogava quando jovem, pois já existia futebol, jogado com bolas de couro de dinossauro... As crianças recomeçam o jogo e Chiquinha será a “coronista”, pois não entende nada de futebol, e Chaves já testou e provou o pirulito que faz as vezes de microfone... Começa o jogo para os televidentes amantes de beisebol e Chaves dá uma paradinha, sem chutar, e no chute seguinte, toma distância e Quico defende... Mais uma cobrança e Nhonho é atingido... Recuperado, quer ser goleiro, pois tapa o gol inteiro... O problema é que Chiquinha comeu o microfone...  Como Nhonho quer ser o Bernard, e Quico não está jogando vôlei, Chaves é chamado para ser o Luis Pereira, e confunde o filho do Senhor Barriga com a bola...  Melhor a bola de gordura, quer dizer, Nhonho se juntar com a Chiquinha e lhe emprestar um barão, uma vez que ela o chama de banha de porco espalhada, garrafão grande de vinho, pança de tambor usado... Chaves vai ensinar Nhonho a chutar uma bola e acaba chutando o Seu Madruga e Quico... Nesse momento, Dona Florinda comparece para dar uma aula de futebol, chutando o Seu Madruga... Gol da Florinda!!!... O episódio de “Chapolin”, por fazer parte do “lote de 1984” deveria ser considerado icônico, mas, enfim... Em “Uma múmia incomoda muita gente, duas muito mais!!!” – título não narrado na abertura, nem por Marcelo Gastaldi, em a posteriori por Daniel Muller... Sem contar que ele recebia a denominação de “A múmia do museu” entre os fãs...  No museu, a guia Florinda apresenta a múmia de Tutankamon, faraó que viveu no Egito há mais de 4 mil anos, e que será restituída a seus legítimos proprietários, providencialmente, pois diz a lenda que há pessoas que morreram só por ter tocado na múmia... Tipo Rubén, aquele senhor de sobretudo, cachecol, óculos escuros e chapéu... Quando ele cai no chão, a figuração sai correndo do museu, aos risos... A guia reclama da brincadeira de mau gosto, mas um dos acompanhantes do homem, Ramón, pede que ela vá buscar um médico... Enquanto ela tromba com figurantes desesperados rindo em cena e pede ajuda ao Chapolin e seus conhecimentos de medicina particular, o homem se levanta e toma o lugar da múmia no sarcófogo, enquanto Ramón e Carlos, outro comparsa dele, vestem o corpo de Tutankamon... A guia e Chapolin reaparecem e Ramón avisa que seu amigo está bem, porém o Vermelhinho precisa de álcool – assim tão cedo – para ouvir o coração e medir a pulsação... O Polegar Vermelho não gosta de seu estado de saúde, e como não dá para trazer a Roberta Close, quer saber se ele está bem... Ramón diz que ele operou as amígdalas, a cabeça e o corpo, mas só do pescoço ao tornozelo, e gosta de ver as múmias, sem referências aos presentes... Chapolin fica sozinho com a falsa múmia, enquanto Carlos e Ramón vão levar o amigo para os outros salões do museu... E!!!... (Aqui entra a música "Boosy Blues", de Andrew Jackman...) O problema é que o museu fechou e Chapolin precisa avisar a eles para saírem – indo ao salão de armas... E!!!... Além do mais, a saída é por ali... E!!!... O Vermelhinho ouve um grito – é a guia desesperada com o sumiço da múmia do sarcófago... Que apesar de ter morrido há mais de 4.500 anos, sem avisar, retornou ao sarcófago... Chapolin tromba de novo com a múmia verdadeira do corredor e a múmia falsa faz o herói  fugir e chamar os fenícios... O homem avisa os comparsas para deixaram a múmia em qualquer canto, porque só quer se vingar da guia, a qual não se casou com ele depois de quatro anos de namoro... Carlos e Ramón recolocam a múmia no sarcófago, enquanto Chapolin enfrenta o farsante no salão de armas, vestindo a roupa trazida pelos cúmplices... E!!!... Jogado no salão egípcio, o Vermelhinho se depara com a múmia e sai correndo pelo museu, até descobrir que é um homem vestido de múmia – e partir para a briga da força bruta conta a inteligência com o corpo de Tutankamon, sem saber que o ordinário do ex-sócio da guia já foi preso... 
















Tem que dar para apostar...
Toda semana, Melancia tem um compromisso inadiável... Fazer sua fezinha na loteria...












































Nome da lotérica é esperança de que um dia a sorte irá sorrir para nosso colega de rede...

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

34 Anos de CH no Brasil: Chespirito como poderia ter sido...

Nos capítulos anteriores, o apresentador do noticiário "24 Horas", alinhadíssimo com o governo, anuncia Chespirito...
































































































O livro "Nación TV - La Novela de Televisa", de Fabrizio Mejía Madrid, é um relato romanceado e crítico da história política da principal rede de televisão do México... Centrada na trajetória de três gerações de dirigentes da empresa... O pai, Emílio Azcarraga Vidarrueta, fundador da XEW em 1950, emissora que originaria o Tele Sistema Mexicano... O filho, Emílio Azcarraga Milmo, "El Tigre", que criou a Televisa em 1973, a partir da fusão da XEW com a Television Independiente de México... O neto, Emilio Azcarraga Jean, atual comandante do grupo de mídia... Chamar a história da Televisa de "novela", apesar da teledramaturgia ser uma das especialidades da casa, está muito longe de ser um elogio... Ao contrário, ao comentar sobre as novelas da emissora, o autor não poupa críticas... "O que memorizei foi a sensação enclausurada de todas as novelas... Diálogos intermináveis em sofás, escritórios, restaurantes"... Quase a mesma impressão deixada pela última edição do BBB, digo... "A ideia de trama na Televisa sempre expressou melhor como ela mesma atuava em política...  O segredo, a intriga, o favor, a chantagem"... Quase uma Globo manipuladora, vendendo seu principal "reality-show" como metáfora da mudança no poder que alguns grupos querem impor à força ao país... Ops!!!... Além dos protagonistas, a trama do livro tem como personagens vários presidentes do México - como Carlos Salinas de Grotari, eleito de forma fraudulenta em 1988, mas que ao privatizar a televisão estatal em 1993, permitiu o surgimento da maior concorrente da emissora, a TV Azteca - e figuras importantes da programação da Televisa, como o jornalista Jacobo Zabludovsky ("24 Horas"), os apresentadores Paco Stanley e Raul Velasco ("Siempre en Domingo"), a cantora Gloria Trevi, a atriz Lucero - consagrada como "Chispita" a mesma que o SBT acaba de contratar para a versão brasileira de "Carinha de Anjo"  - os comediantes Humberto Navarro - "Pajara Peggy", de "La Carabina de Ambrosio" - e Roberto Gómez Bolaños... Chespirito tem participação destacada em dois momentos da história... Na década de 1940, quando sua gangue juvenil na região da Colonia Del Valle - Los Aracuanes, em que pontificavam seu irmão Horácio e Ramiro Orci, que faria participações esporádicas em suas séries - era precisa fácil de seus rivais - Los Halcones, da região da Colonia Roma, da qual faziam parte os futuros presidentes Luiz Echeverria, José Lopez Portillo e Arturo "El Negro" Durazo Moreno, membro da milícia que cuidou da repressão aos protestos estudantis de 1968 e chefe de polícia da Cidade do México entre 1976 e 1982, posto do qual foi afastado por corrupção ... Cinco décadas depois, já consagrado mas afastado da televisão, Bolaños é um dos alvos do processo de renovação que Emílio Azcarraga Jean inicia na Televisa após a morte do pai, em 1997... Ainda assim, o herdeiro compareceu pessoalmente a três grandes homenagens feitas para Chespirito na emissora, em 2000, 2005 e 2012... Também vale lembrar que, a despeito das ligações da Televisa com o Partido Revolucionário Institucional, que domina a política mexicana há quase um século, muito ressaltadas no livro, após a ascensão de Azcarraga Jean ao comando da Televisa, Bolaños se engajou na campanha dos candidatos Vicente Fox e Felipe Calderón, do PAN, que venceram as eleições presidenciais em 2000 e 2006... Em 2012, com Enrique Pena Nieto, o poder voltou ao PRI... Emilio Azcarraga Jean, por sua vez, continuava com seu ímpeto modernizador na Televisa, tirando o programa de Javier Lopez, o popular Chabelo, após 47 anos de exibição...  Ah, sim... Temos um aviso a fazer... Os trechos a seguir não são recomendados para os admiradores da obra de Roberto Goméz Bolaños, mesmo que o autor tenha preferido não mencionar "as relações de Chespirito com os narcotraficantes colombianos"...

"Para Emílio, Chespirito era uma anedota da televisão, um desses personagens fugazes a que Emílio podia homenagear quando completam 80 anos... Emilio via seus programas de supostos chistes na casa da mãe, Nadine: cacetadas... Isso é o que recorda... E deixou ele cair também... Os condenados já o são antes do julgamento... E agora a sentença era exclusivamente sua... Como qualificá-lo na televisão do século XXI???... Por sua história... Porém, sua história era, agora, uma caricatura... Nada podia se fazer contra isso... O país todo era um exagero de si mesmo, algo risível, uma aberração"...
































































































Que fala do Chile - mas não de Pinochet - tendo a seu lado Eduardo Manzano, que não perguntou do Besouro Verde...
































































































"Em 1977, quase dez anos depois do nascimento de Emílio em 1968, o romance de Chespirito com Florinda Meza, que interpretava os papeis femininos em suas duas séries de televisão, começou em meio a uma visita ao ditador Augusto Pinochet em Santiago do Chile... Florinda tinha sido namorada de outro integrante do elenco de 'Chaves', Carlos Villagrán, Quico, mas por um REGAÑO do chefe Goméz Bolaños-Cacho, haviam-se separado...

- Não podemos ser como todos na Televisa, que aproveitam os programas para encostar-se um com os outros - lhes disse...

Dois anos depois Goméz Bolaños entrada de braços dados com Florinda a saudar Pinochet (...) Agora caminhavam por um tapete vermelho, ele vestido de fraque e ela com vestido longo e um diadema de lápis-lazuli, que disseram a ela ser originário do Chile... De uma cadeira branca com detalhes em dourado, Pinochet se levantou para saudá-los... Os atores levaram a mão à testa, como fazem os militares, e depois fizeram uma reverência... Pinochet se apeteceu com essa confusão em ser considerado um militar, e a um só tempo, um monarca...

- Gostamos muito de seus programas, senhor Roberto - disse Pinochet a Goméz Bolaños - O humor nada tem a ver com a política, com as leviandades e nem com a vulgaridade... O senhor é o melhor exemplo disto...
- Muito obrigado, meu general - respondeu Goméz Bolaños quando lhe foi permitido - isso é algo que fiz 'sem querer, querendo'...


O riso dos militares inundou o Palácio La Moneda (...) A história pessoal de Gómez Bolaños estava neste momento saldada...  Sobrinho de um dos grandes repressores mexicanos. Gustavo Diaz Ordaz, Goméz Bolaños havia saído de uma agência de publicidade, Noble D'Arcy - 'Chevrolet, rende mais e jamais se rende', havia celebrado o slogan seu chefe, Mario De La Piedra - para ser roteirista de uns programas estranhos, onde os personagens repetiam diálogos que, na verdade, eram motes publicitários... 'Foi sem querer querendo'... 'Não contavam com minha astúcia'... 'Palma, palma, não priemos cânico'... A publicidade como celebridade, frases que as pessoas aprendem sem saber porquê... Os chistes de Goméz Bolaños vinham de golpes entre personagens a que se seguiam uma risada gravada para indicar ao público quando deviam tomar algo como engraçado...  O general Augusto Pinochet gostava da comédia 'controlada' e buscava naquele outubro de 1977 que cada gesto, expressão e atitude dos chilenos estivesse regulada pelo medo da polícia, do exército e da 'secreta'... No caso de Chespirito, a ordem de rir era antecedida pelas risadas gravadas... Tudo estava controlado... Se Chespirito via a si mesmo como um mimo de autocensura - sua regra era: 'nem grosserias, nem sexo, nem política' - no ano em que 'El Tigre' Azcarraga morreu, se enxergava cada vez mais como um escritor... O herdeiro, Emílio Azcarraga Jean, o via como uma piada ruim de sua infância...
































































































Suas histórias fazem rir seu patrão Emilio "El Tigre" Azcarraga Milmo - e o presidente José Lopez Portillo também...
































































































"Quando em 1980 Chespirito visitou a Colômbia, o então presidente Julio César Turbay lhe concedeu cidadania colombiana 'automática'. Era o mesmo presidente que havia acusado o escritor Gabriel Garcia Marquez de ser integrante da guerrilha conhecida como M-19 e, com isso, levando-o a se exilar no México...  Este sucesso pareceu a Chespirito que Turbay o considerava  ainda mais importante do que Garcia Marquez, e começou a se vagloriar de que também escrevia, poemas, canções, peças de teatro... Ele não podia ver, no entanto os outros levantaram um pouco as sobrancelhas quando começou a dar entrevistas em que tratava de citar a Einstein, Churchill ou a Cervantes sem bons resultados... As antologias de aforismos de 'Seleções do Readers Digest' não serviam para suprir a cultura, que é o que resta quando tudo é esquecido ... Porém Chespirito, igual ao general Durazo, acreditava  que memorizar citações compensava a falta de educação e leitura... Ao final, o rancor transparecia no que dizia Roberto Goméz Bolaños...


- Se alguém me dá inveja é Juan Rulfo, que escreveu dois livros de fama internacional... Eu tenho 250 volumes encadernados com meus roteiros...Perguntem quantos prêmios me deram... Nenhum... Nem de obra, nem de atuação, nem de direção, nem de tempo... De nada... Um dia, como disse o padre jesuíta Teilhard de Chardín - ele pronuncia como se lê em espanhol -se uniram o 'acima' e o 'adiante', quer dizer, Deus e o progresso...Espero que me toque (...)



Mas a ideia de sentir-se um intelectual havia ocorrido a Chespirito na visita a Augusto Pinochet, no Chile... Ali decidiu, também, que a ele não podiam aplicar-se as regras e o que era bom para um ator de seu elenco sem 'desenvolvimento intelectual', Carlos Villagrán, não era para ele, a que era recebido por milhões de latino-americanos, fascinados 'por um tipo de comédia baseado em 'O Gordo e o Magro", porém com 'o sentimento de Charles Chaplin'... E entrou de braços dados com sua atriz, Florinda Meza, a saudar o ditador dos chilenos...  O resto do mundo televisivo havia entrado na era de Lenny Bruce, de Monty Phyton, de Woody Allen, porém a 'comédia' da Televisa buscava todavia restringir-se ao que o cinema mudo havia esgotado... As cacetadas, as tortadas, os encontrões... Mais que um escritor, Bolaños era uma anomalia histórica e a América Latina dos ditadores parecia compartilhá-la (...) Para ele, os 30 milhões que El Tigre Azcarraga lhe contabilizou como audiência significavam um futuro de homenagens, prêmios literários, medalhas... E como não vinham de pronto, se amargurava... Desaforado com os reconhecimentos que não lhe eram logrados, Chespirito rompeu o bloqueio que o México mantinha com a ditadura de Pinochet e se apresentou em duas funções no Estádio Nacional de Santiago (...) Mas Gómez Bolaños, sempre ressentido pela falta de reconhecimento no mundo literário e cinematográfico, se sentia chamado a publicar 'poesia', autobiografias onde ocultava quase tudo e a dar sua opinião (...) Não se dava conta de que as pessoas o viam como Chespirito, uma colcha de retalhos de quedas e cacetadas próprias do cinema mudo... Não queriam escutar ele (...) Não era nada mais que seus dois personagens (...) Apesar de que milhões o viam absortos em toda América Latina por obra das transmissões via satélite, ninguém o escutava... Ninguém o levava a sério... Havia sucedido a ele o mesmo que a própria Televisa... Tinha morrido em algum momento dos anos 1980 sem que tivesse notado...  Ele, que havia tratado de que seus slogans publicitários fossem tomados como chistes, terminou desaparecido, ao fim, no que jamais pode transcender... O silêncio"...































Apesar do célebre desfile em Bogotá, colombianos dizem... "Dormiu Shakespeare, acordou Chespirito"...