Capa do Site – “Escalação: Timão tem retorno de titular às vésperas de enfrentar o Bacalhau”. Sobrou para André domingo, às 16 horas, no Fielzão Genérico, quando o time corinthiano deverá atuar com Kauê; Pedro Milans, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique (OG) e Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Garro; Kaio César (Lingard) e Yuri Alberto (OG)... Alis...
“Timão X Verdinho: STJD reduz pena de Hugo Souza e retira perda de mando”. O gancho do goleiro foi reduzido de duas partidas para uma, o de Matheuzinho diminuiu de quatro jogos para dois, ambos os dois devem cumprir a punição no jogo com o Bacalhau que, revertida a perda de mando, acontecerá domingo no Fielzão Genérico... Alis...
“Timão: Allan é punido pelo STJD por gesto obsceno contra o Fluzinho”. Suspensão de uma partida, por sinal já cumprida contra o Chapolin Colorado...
“Timão prioriza avaliação interna e adia busca por atacante no mercado”. Diniz que lute, Marcelo Paz... Alis...
“Timão acerta saída de atacante apelidado de 'Messinho'”. Lucas Corrêa do Sub-20, e seja para onde for, a equipe corinthiana manterá 20% dos direitos econômicos...
EDITORIAL: Ana Paula Vence BBB, Porém Principais Problemas Permanecem no "Reality"...
Ana Paula Renault venceu e convenceu no BBB26, a produção, porém, reincidiu em falhas decorrentes da força do hábito, além de criar novos equívocos, gratidão de Chaiany à "Pro Pro" a parte... Observadores atentos do "reality" apontam os problemas do programa e, independente do mérito ou não do campeão da temporada, embasados em críticas construtivas na maioria das vezes, apresentam sugestões para a produção... Da nossa parte, apreciamos conhecer as propostas, não pela "solucionática", "sino" pela problemática por trás dessas ideias bem intencionadas ou não, pois acreditamos que o caminho é mais longo, pavimentado por soluções estruturais... Por exemplo, quando o voto por CPF era apenas uma utopia do Chico Sarney em sua coluna na UOL, nós defendíamos que o "reality" mudaria de verdade quando as eliminações fossem decididas pelos próprios competidores, como ocorre na maioria dos países em que o "Big Brother" é veiculado, no fundo, outra viajada, a "brincadeira de votar" que é proporcionada ao público é o sustentáculo do "reality", o voto não é mais pago, porém os números absolutos das votações costumavam abrir portas no mercado publicitário, então é por isso que deixaram de serem divulgados logo após as eliminações, isso sem contar que atualmente o voto por CPF é mais questionado do que o voto de torcida, também porque a campeã do BBB25, Renata Saldanha, perdeu nos votos únicos na votação da final, em temporadas mais problemáticas queríamos um hiato, para descansar o formato, o público e oferecer à direção um ano sabático ou mais para arejar as ideias, outra excentricidade nossa, lembraram a nós que "A Fazenda" fez uma pausa por razões de falta de patrocinadores, e esse nem de longe é o caso da atração global, mesmo em edições que deixam a desejar, por fim, torcemos o nariaz toda vez que algum fã de "A Fazenda" vem com esse papo de voto para ficar, que chegou a ser usado pelo "reality" no Modo Turbo do começo do BBB24, vendem como panaceia o que para nós não passa de um placebo, sem efeito nenhum, inclusive para aquilo que é mais defendido, exterminar as plantas do jogo... Ainda assim, mesmo uma pessoa observadora, com ideias pertinentes, como a usuária Brizola, persistem nessa proposta equivocada, que é o primeiro item de seu vídeo “Coisas que deveriam mudar no ‘reality’ no ano que vem”: “O voto ser pra ficar, não pra eliminar, isso vai obrigar cada torcida a focar em salvar o seu competidor favorito, fazendo com que as plantas não cheguem na reta final... E aí a gente evita coisas como o Fuik na final do BBB21, como a Solange, a Marciele e o Boneco no Top 10”... A ideia parte do pressuposto de que todo concorrente planta tem baixa popularidade e numa votação “do bem” eles sairiam com facilidade, o que não é verdade nem onde o voto para ficar é lei, basta ver que o papi da Viih Tube foi finalista da última edição de “A Fazenda”, teve outros fatores, óbvio, mas agora não vem ao acaso, na realidade, esse sistema de votação não favorece apenas quem é mais popular, “sino” quem é mais rejeitado também, no caso, os antagonistas do jogo, que quase sempre não tem o mesmo aporte de torcida dos protagonistas da temporada, ou seja, uma votação para eliminar tem uma dificuldade que vai além da própria rivalidade do jogo, não por acaso o “reality” da Record, que tem como um de seus pilares os competidores em conflito permanente, vai de voto para ficar toda vida, foi o que segurou por mais tempo na última temporada Carol Lekker, Yoná e Rayane, concorrentes explosivos que seriam detonados rapidamente no outro sistema, e não só apenas isso, também há o risco de um jogador popular ser eliminado pela união das torcidas dos adversários, multiplicando os próprios votos, um perigo do qual o campeão Dudu Camargo escapou vencendo a Prova do Fazendeiro várias vezes, no BBB26, na única votação para ficar além da final, o paredão falso, Alberto Cowboy não conseguiu ser o mais votado, confirmando que os antagonistas do jogo têm, em geral. menos popularidade, mesmo com o apoio da torcida (e do esquema de posts pagos...) de Jordana, que também disputava uma vaga no Quarto Secreto, e da adesão maciça da Máf... Banca Digital e de vários “digital influencers”... Falando em influenciadores, nosso amigo Ergonômico desabafou, “Essa última semana do BBB poderia ser diferente se a Globo não tivesse sido frouxa com o Laboratório, que foi cancelado”, mencionando sua não realização para fins de substituir competidores no jogo em fevereiro, conforme programado pela produção, e dando nome aos bois, digo, às plantas, “poderia ter sido diferente, porque nessa reta final, restando uma semana pro fim da temporada, nós temos atualmente na casa duas plantas, na realidade três, e tivemos quatro, com a Marciele que saiu, mas nós temos três, Gabi, Boneco e Juliano”... Pois é, não é, caro Ergonômico, gostamos muito dos seus comentários, todavia a direção não fez o Laboratório, apesar de ter colocado o Tadeu de jaleco em “teasers” do “reality”, porque optou pelo Quarto Branco, a fim de corrigir algumas distorções e até mesmo injustiças que verificou nas votações da Casa de Vidro, visando principalmente transportar para o confinamento principal alguns conflitos do período, em especial a rivalidade entre Chaiany e Jordana, apesar de que esta sempre era levada na conversa por aquela, digo, a produção também teve a sua disposição um filtro inesperado, a retirada, desistência e desclassificação (esta com eufemismos...) de competidores, que dispensaram a direção de realizar nada menos que cinco paredões, ou seja, Douradão pode ter pecado pela escassez de opções para desenvolver o jogo, mas não pelo excesso de eliminações que tornam a disputa cansativa e ainda estimulam máquinas de votar como a do “Team Ballet” ano passado, por falar na “Pro Pro”, a razão fundamental para não tocarem nas plantas é a força do hábito, porque esses concorrentes habitualmente servem como massa de manobra no jogo interno para os antagonistas do jogo se manterem na casa escapando do paredão, Gabi, corre aqui com a panquequinha de banana, a própria produção reconheceu a necessidade das plantas para a cadeia alimentar e o ecossistema do “reality” ao inaugurar o “Jardim BBBotânico” nos Estúdios Globo, só que ao mostrar que entende de botas, evidenciou um problema estrutural do “reality”, embora entre os vasos de plantas haja nomes de competidores brancos, como Alan do BBB19, Thais do BBB21 e Marcel do BBB24, chamaram para a inauguração do espaço três ex-concorrentes negras, Rízia do BBB19, Pocah do BBB21 e Brunna do BBB22, e toda vez que chamam a Thelminha, campeã do BBB20, de “planta”, é impossível não perceber um viés racista nessa expressão...
A sugestão seguinte da Brizola é: “Proibir o atual Líder de participar da próxima prova do Líder, acho que essa aqui é auto-explicativa, né, ninguém aguenta quatro lideranças seguidas da mesma pessoa, o jogo fica muito previsível, você já sabe quem vai ser barrado, você já sabe quem vai ser indicado, você já sabe tudo que vai acontecer, então não, isso é um saco”... Tendo em vista que Alberto Cowboy e Jonas Sulzbach foram Líderes sete vezes em 14 semanas de jogo, a proposta de vetar o Líder no cargo da prova do Líder seguinte virou a mais “hypada” da temporada, a questão é que onde se lê “o jogo fica muito previsível”, leia-se “o jogo fica muito controlado pela direção”, essa é uma forte razão para a produção não mudar nada, a não ser quando for vencida pelo cansaço, como no caso do voto por CPF, e nem mesmo seguir a sugestão de divulgar quais serão as provas no início de cada temporada, sem contar que algumas pessoas são contra porque, no seu entender, a vitória na prova do Líder é uma questão de mérito, o competidor se esforçou e, portanto, mereceu ganhar, claro que essa defesa não leva em conta a influência dos tipos de provas realizadas, da presença no VIP ou na Xepa, e por aí vai, por essa lógica, também deveria ser proibido colocar o Líder no Monstro, pois desmerece quem trabalhou forte para ganhar a liderança, e olha que essa é a regra mais flexível de todo o “reality”, já foi proibido, depois permitiram, primeiro o VIP todo ia para a Xepa, depois só o Líder era excluído do VIP, no fundo a falta de critério é para privilegiar o caos de meter o louco envolvido nessa decisão... A próxima proposta é, de certa forma, “cosmética”, mas faz sentido: “Acabar com essa patifaria de geleca, de pó verde, porque isso só atrapalha a dinâmica do jogo, como a própria Ana Paula disse, depois que acaba o Sincerão, eles estão todos sujos de geleca, ou de poeira, eles não vão continuar brigando, eles vão correr se limpar e tomar banho, o que acaba esfriando a treta, não por acaso, os melhores pós-Sincerão que a gente teve, foi quando a dinâmica não envolvia meleca ou sujeira”... Nem sempre o banho pata tirar a sujeira do Sincerão é prioridade, MC Bin Laden no BBB 24 que o diga, partindo para cima de Davi Brito, os dois recobertos por uma crosta de poeira, nesta edição, foi pior com a Renault, porque Humberto, Quinta Série, Jordan e Planta Carnívora Amazônica foram em comitiva encher o saco dela, que tentava se lavar no chuveiro, sob o pretexto de que estaria desperdiçando água, e “actually”, é esse o problema principal dos Sincerões, o efeito manada programado, as pessoas formam grupos para atacar uma única pessoa, no tempo do Jogo da Discórdia com plaquinhas era quase como entregar o prêmio do “reality” a vítima da boiada, Juliette, corre aqui, os pós coloridos, o “slime” e as tintas serviriam para “democratizar” a pancadaria, cumprindo ainda a mesma função das provas tipo “playground” ou “Passa ou Repassa”, atrair o público infantil, ou seja, a direção não vai sair tão fácil assim da zona de conforto... Na sequência, uma sugestão justa, “Acabar com a miséria da Xepa, não precisa acabar com a divisão do VIP e da Xepa, só precisa parar de fazer as pessoas passarem fome, isso não é entretenimento, além de deixar todo mundo fraco, e uma pessoa fraca, não consegue render muito no jogo, não consegue ganhar prova, principalmente com esse monte de prova de resistência, de agilidade, de força, como é que a pessoa que tá comendo um ovo e um pão por dia vai ter força pra competir com a pessoa que tá comendo filé mignon, sem contar o desgaste psicológico, porque a pessoa não fica só fraca fisicamente, ela fica fraca mentalmente também”... Devemos dizer que para alguns sádicos, a regulagem de comida é entretenimento, “sino” para a maioria do público é vista como crueldade, pois não imaginam que uma casa tão rica possa ter uma alimentação tão miserável, não por acaso, todas as queixas de fome são abafadas pela produção e dificilmente entram nos programas da Globo, aconteceu este ano com Ana Paula, no BBB20 com a Thelminha, e assim substantivamente, é interessante ver como essa disparidade nutricional planejada se conecta, mais ainda nesta temporada, com a falta de alternância intencional nas lideranças, de um modo que a direção controle os destinos do jogo, e mais uma vez a força do hábito se faz presente, colocar uma dúzia de pessoas para dividirem uma quantidade mínima de comida na Xepa é pedir para todo mundo dizer “farinha pouca, meu pirão primeiro”, se bem que até no VIP os Fudiders deram um gelo em Marciele por razões de rango, ou seja, mesmo propostas mais razoáveis, como não oferecer alimentos de difícil preparo para a Xepa, acabam sendo rechaçadas pela produção em nome de evitar a fadiga própria e acentuar a dos competidores... Já esta proposta é a constatação de algo inócuo no “reality”: “Também podia acabar com esse negócio de Barrado no Baile, entendeu, funcionava na edição passada porque era uma edição flopada, agora não precisa mais, ou pelo menos faz alguma coisa interessante e legal de verdade, não esses desafios meia-boca, chato pra baralho”... Aqui é preciso registrar como Ana Paula subverteu o esquema do Barrado no Baile e o jogou no lixo, ela simplesmente não cumpria o desafio, preferindo dormir a ter que comparecer na festa de seu desafeto, afinal, vou me desgastar fisicamente para dar essa moral ao inimigo, sem contar que seus ADMs compensaram a ausência viralizando o vídeo do “World Hold On”, claro que não é uma decisão simples e tem sua dose de porra-louquice, zerar o desafio também é uma forma de enfrentar o rival, então é por isso que uma vez a Renault foi até o fim e voltou a festa quando tocaram “Erva Venenosa”, e a produção ter mandado a chave certa ajudou bastante, quando precisavam dela para compensar a monotonia das lideranças, o pessoal do Douradão era bem ligeiro... Ops!!!... Outro esquema que não teve serventia nenhuma também é alvo de uma sugestão de mudança para o próximo ano: “Fazer o Anjo escolher entre ver o vídeo da família ou se auto-imunizar... A gente já viu que esse negócio de escolher ou o vídeo da família ou imunizar outro aliado não deu certo, ninguém deixou de ver o vídeo da família... Agora, se fosse pra escolher entre o vídeo da família e se auto imunizar, eu acho que eles iam escolher se imunizar”... Assim como dar a opção de se imunizar ou dar o colocar para outra pessoa, como também é proposto nas redes sociais, invariavelmente levaria o Anjo a ser autoimune toda semana, e não adianta, as pessoas não só apenas sentem saudades dos amigos e familiares como o presente do Anjo é uma excelente fora de proporcionar reforço positivo em casos do interesse da direção... A proposta mencionada a seguir já poderia ter sido adotada antes: “Zerar as estalecas, pra acabar com essa p... da galera guardando estaleca não sei pra quê”... Fazia sentido a poupança quando o leilão do Poder Coringa era usual ao longo da temporada, este ano ele foi substituído pela Máquina do Poder, que aconteceu muito esporadicamente, a ideia original era trazer a tona o egoísmo dos competidores, a pessoa pegar todas as suas estalecas para adquirir um poder leiloado, imaginando a briga que ia dar quando as pessoas mandassem ela comer caixas, como Babu Santana fez com Humberto e Quinta Série depois da Máquina do Poder, porém logo no BBB23, quando surgiu o Poder Coringa, os competidores foram na direção contrária, cada grupo escolhe uma pessoa que vai guardar as estalecas para o leilão, enquanto as outras cobrem sua parte nas compras da semana, mas sem uma finalidade para as estalecas, o acumulo não faz sentido... Falando na moeda do “reality”, a última sugestão é polêmica: “Também acho que seria legal pagar estalecas por cada serviço doméstico que eles fizerem na casa, porque aí vai acabar com essa p... de uns fazerem muito e outros não fazerem nada”... Esquemas como esse, de pequenas recompensas, ou mesmo de permitir compra de imunidade com estalecas, sempre são sugeridos, embora não costumem ser colocados em prática, da mesma forma que começaram a regular a distribuição e reduzir o valor prêmios dados ao longo da temporada, neste ano mesmo tivemos a “Lei Samira”, o Líder só ganharia o apartamento da MRV chegando ao Top10, tudo para manter o foco dos concorrentes no jogo, fazer a disputa ser movida pelas estalecas vai desvirtuar a competição e reproduzir uma desigualdade que existe fora do confinamento, as pessoas não vão querer ver o poder econômico levando a melhor de novo, e não só apenas isso, quando Davi Brito no BBB 24 ou a Tia Milena trabalhavam forte nos serviços domésticos da casa, algumas pessoas consideravam muita subserviência, outras, porém, que atribuem valor moral ao trabalho, elogiavam, mesmo porque a fama do confinamento sempre foi de ser uma imundície, algo que é fácil de acontecer quando há muita gente na casa, os banheiros não dão conta, e dos confinados de serem uns preguiçosos, agora, pagar pelos serviços não vai manter essa mesma situação que supostamente seria combatida???, e não é “reality” de faxina, a falta de limpeza até pode gerar conflitos, mas não concentrar eles, ou como disse certa vez o filósofo Tiago Leifert, “nunca uma máquina de lavar louça ganhou o BBB”, nem quando a Brastemp patrocinou o programa... Ops!!!...
Todas essas propostas atacam questões pontuais ou sazonais, não chegam nem perto dos problemas centrais, na nossa visão, do “reality”, os erros capitais cometidos pela direção: sustentar antagonistas contrariando a vontade do público e acobertar casos de racismo... Estender rivalidades individuais ou de grupos com uma narrativa de equilíbrio de forças é algo que sempre aconteceu no "reality", assim como a “política do peru”, onde o vilão morre na véspera, caso de Marcos Harter no BBB 17, entretanto, dois anos depois, no BBB19, a rivalidade entre o "Camarote" e a "Pipoca", chamados pela direção de Zikardashians e ManiFestou, rixa que inspirou a criação do Camarote de verdadinha, com famosos, no BBB20, se esgotou muito depressa, porque a liderança de um grupo, Hana, a vegana, ao invés de fazer a escolha óbvia esperada pela produção, a experiente Tetê, colocou no paredão o cabeça do outro grupo, Gustavo, o oftalmologista da região do Tatuapé, e sua eliminação desarticulou os aliados, que antes da metade da temporada estavam todos fora da casa, e diante dessa situação, restou a direção dar um empurrãozinho a única competidora que sustentava algum tipo de conflito no jogo, a futura campeã Paula Porca, mesmo que fosse fortemente trabalhada no racismo, lembrem-se que estávamos nos primeiros dias do governo Bozo, posturas como a de Paula eram aplaudidas, apoiadas e até incentivadas... O fantasma do esvaziamento preço precoce do jogo voltou a puxar a perna do Bofinho no BBB20 com a revolta das Fadas Sensatas, que condenou a extinção meteórica os machos escrotos da casa, então é por isso que começou a narrativa do "quanto Prior, melhor", não que os responsáveis hoje comentem muito sobre o assunto por razão das condenações do ex-competidor na Justiça, porém Tiago Leifert, o apresentador na época, deu a letra no Flow Podcast, Prior Babu e os demais confinados eram 15 contra 2, fazia sentido dar aquela forcinha, claro que tiveram a sorte de haver um Pyong Lee entre os 15, o público não costuma gostar de competidores que fazem o estrategista, mas não era apenas isso, Prior pensava diferente das Fadas Sensatas, estávamos no segundo ano do governo Bozo, nesse ponto Tiago desconversou com o Igor 3K, ele não era o idealizador da tática do "chegar para queimar", mas estava na hidro quando Lucas, o "Capitão Zero Estaleca" apresentou o plano, isso sem falar do comportamento com Gizelly, o fato é que a energia caótica de Prior teve um efeito de "barata voa" na casa, eliminou Pyong e atraiu a torcida do tipo #TimeTreta da Tati, um eterno nicho potencializado pela pandemia, só indo ao alto do pódio como Paula porque o isolamento social motivado pela Covid-19 também gerou uma formidável mobilização em contrário, onde os ADMs de Manu Gavassi abriram caminho para as redes sociais ditarem a narrativa do "reality" em sintonia com a preferência do público, de qualquer forma, a "prioridade" consegiu derrubar duas Fadas Sensatas, Marcela, não foi só apenas o Daniel e as intrigas de Rafa Kalimann, e Gizelly, que colocou Prior no paredão, depois do programa veicular a "fanfic" do interesse romântico dela por ele, somente sobrevivendo a campeã Thelminha, e então é por isso que sempre tem uma Arlequina dizendo que a vencedora do BBB20 foi uma planta, também apontam veladamente outros motivos, como vimos anteriormente, enfim... No BBB21, carregaram nas tintas e nas referências a videogames de tiro, ficassem só na citação a Scott Pilgrim, como lembrou a criadora de conteúdo, tudo bem, porém pesaram a mão e Karol Conká durou apenas quatro semanas, a prioridade foi concedida a Viih Tube, que explorando a rixa entre Juliette e Sarah no G3 (e alimentando um ódio carregado de homofobia a Gil do Vigor...) e movida por um agressivo poder de convencimento, preencheu o miolo do jogo, eliminando Sarah, fazendo Gil cair na armadilha da piedade, e a Bonita só sobreviveu por causa dos Cactos que mandavam no jogo externo... No BBB22, Jade Picon tinha uma imagem de "pobre menina rica" que atraia público para a influencer, e no jogo interno, conseguiu transformar os Lollipopers num fiel exército de zumbis, conquistando ainda a simpatia das Comadres, mas a ideia fixa de emparedar Arthur selou seu destino, bem como as tentativas de fazer Linn, Jessi e Nat as algozes do campeão pararam na Padaria... Doutor Fred compareceu no BBB23 com uma roupagem atraente, envolvente, diferente,uma grande habilidade de articulação e também de lidar com os acontecimentos no jogo interno, porém nem o fato da direção ter dado uma mão e fazer ele voltar duas vezes da eliminação o impediram de ser derrotado pelos Mãozinhas de Amandinha Tadeu, e a direção acreditando em #DocShoes... No BBB24, Fernanda, após a discussão com Alane, foi vista como a versão masculina de Prior, considerada possuidora da mesma energia caótica, apesar das falas problemáticas, algumas direcionadas a Bia do Brás, a direção acreditou que ela iria causar um "barata voa" na casa, porém não contava com a reação à altura de Alane e Bia, esta deu o troco ganhando duas semanas seguidas a prova do Líder, e nem as dinâmicas de votação loucamente favoráveis ou o esforço para fazer dela uma aliada de Davi Brito que jamais foi impediram sua saída, e olhe que a produção já deixava pelas publis do pós... No BBB25, não houve um antagonista "mid-season", posto que o discurso era de uma disputa sem favoritos, leia-se, sem Camarotes favoritos, viu, Diogo, viu, Vitória, logo, o impulso dado a Renata na Vitrine preencheu essa lacuna de favoritismo conforme as especificações da direção, e apesar da vitória incompleta na final ter mostrado que o alcance de sua popularidade era principalmente localizado no Ceará, diferente, por exemplo, de Juliette, que foi além da rivalidade entre Campina Grande e João Pessoa e conseguiu ser abraçada pelos cactos de todo o Nordeste, e o pós de Renata também foi limitado pelos compromissos comerciais assumidos em seu Estado de origem, a direção replicou o esquema para montar o grupo de Pipocas põe meio das cinco Casas de Vidro espalhadas pelo país... Um acerto no que diz respeito à representatividade regional, o jogo chegou ao Top10 com representantes das cinco regiões brasileiras, claro, também contribuiu o fato de terem desistido de introduzir Cowboy e Jonas entre os dez primeiros colocados na disputa, mas, enfim... No entanto, por ser uma votação no início da temporada, que tem menor participação do público, o resultado está mais sujeito a influência das assessorias dos concorrentes, da mesma forma que os ADMs do Team Ballet criaram uma máquina de votar para levar Renata ao final, com “lan houses”, panfletagens, distribuição de garrafas de água mineral em troca de votos, anúncios no telão do estádio Castelão, na região de Fortaleza, etc, etc, etc, e como era de se esperar, isso aconteceu na votação das Casas de Vidro, o favoritismo inicial de Chaiany no Centro-Oeste levou os ADMs de Jordana a buscarem uniões com os “social media” dos concorrentes de outras regiões, bateram na porta principalmente de Maxiane e Samira, chegaram a dizer que Jordan e Sami repetiram o vínculo entre Bruna e Larissa no BBB23 (a peitada na sala desmentiu a “fanfic” pré-confinamento...), mas a tática mais ostensiva foi inundar as redes sociais de posts pagos, uma prática que durou por toda a passagem de Jordana pela casa, esbravejando de ódio de classe contra Chai, que se apresentou como desempregada, o que prejudicou não só apenas ela como Rafaella, a adversária de Maxiane na Casa de Vidro do Nordeste, conhecida pelos vídeos gravados dentro de ônibus, como também Gabriela, vendedora ambulenate, que perdeu para Milena na votação do Sudeste, aqui também porque a torcida da Tia Mi já entrou no jogo mobilizada nas redes, enfim, a derrota de Chai Chai e a rivalidade engatilhada com Jordana na Casa de Vidro em Brasília foram o principal motivo para a produção optar pelo Quarto Branco, que posteriormente foi um dos fatores que desencorajou a realização do Laboratório... As Casas de Vidro expuseram também o outro problema crônico do “reality”: nas quatro disputas entre um homem branco e um homem negro, estes perderam a votação para aqueles, o que tentaram contornar com a rápida substituição de Marcel por Breno e com a própria realização do Quarto Branco, e esse resultado se deve em boa parte à própria maneira com que a direção enfoca a representatividade, como bucha de canhão de conflitos, só fazendo sua defesa e elogio para abafar o caso, sim, porque todo ano acontecem situações de preconceito racial no “reality” e elas são sempre escondidas, muitas vezes estigmatizando os que são discriminados mostrando-os como pessoas reativas sem motivo, porque omitem quem comete a discriminação... Então é por isso que insistimos, caso Ana Paula Renault não tivesse comparecido na casa, e isso não era muito difícil, bastaria ela desistir um dia antes da estreia para ficar perto do pai e as pessoas sequer saberiam que ela foi escalada para o “reality”, a história de Milena seria a mesma, porque ela sofreria os mesmos preconceitos, e sem um ponto de apoio importante, basta lembrar que o racha de Ana Paula com o primeiro grupão formado na casa aconteceu também porque estavam isolando Tia Milena, a direção, que precisava reforçar a posição dos antagonistas de Ana no jogo, escondiam os ataques que faziam a Tchamilena, ou tiravam de contexto, como na vez em que foi espezinhada por Jordana e seu racismo mal disfarçado, mostravam apenas a resposta de Tia Mi, que era vista por uns como energia caótica, mas por muitos outros como imaturidade, o público até gosta de concorrentes reativos, desde que sejam, na maioria das vezes, do sexo masculino, e a infantilização é o principal instrumento usado pela direção para desmoralizar competidoras mulheres, mais até do que o “gaslighting”, lembrem-se da bronca de Tadeu Schmidt quando Milena preparou uma limonada batizada com água da lavagem de frango, quase ocultando que a atitude era uma resposta a atitude de Jordana de comer toda a comida que estava guardada para Ana Paula no intervalo do castigo do Monstro, sempre que passam um clipe “cirandeiro” nos programas de terça-feira, é certo que alguém sofreu preconceito, mas ninguém será responsabilizado, nem se pode dar nome ao que aconteceu, na verdade, só começaram a mostrar Milena de forma mais empática quando perceberam que os antagonistas de meio de temporada não tem condição de chegarem ao final e acreditaram, com o objetivo de derrubar Ana Paula, num antagonismo com quem mais a acolheu... Ana provou que o jogo não precisa ir contra a vontade do público para fazer sucesso e Milena demonstrou que é muito maior do que tudo o que sofreu e foi acobertado... O BBB não vai salvar o mundo, está totalmente fora desse propósito, na verdade seus maiores problemas, aqueles reais oficiais, atestam que é difícil até o “reality” salvar a si mesmo...
Em 2016, 74% e em 2026, 75,94%...