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| Luis Inácio começa a campanha na televisão com a cabeça coberta e embala ao fazer propostas de tirar o chapéu... |
A eleição presidencial de 2026 é disputada por 13 candidatos, no entanto, as exigências da legislação eleitoral fazem com que apenas quatro deles compareçam no Horário Eleitoral, o presidente Luis Inácio, do PT, Flávio Bozo, do PL, Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do AVANTE, que registrou como nome de urna Escritor Augusto Cury, desse modo, ficam de fora da telinha os candidatos Renan Santos, do MISSÃO, Hertz Dias, do PSTU, Edmilson Costa, do PCB, Clariana Barão, da DC, Leonardo Avalanche, do PRTB (que substituiu Pablo Boçal) Rui Costa Pimenta, do PCO, Romeu Zema, do NOVO, Wilson Grassi, do DEMOCRATA, registrado como Veterinário Wilson Grassi, e Samara Martins, da UP, essa exclusão levou a duas interpretações equivocadas sobre o atual processo eleitoral, a primeira, de que não há mulheres disputando a presidência, e temos concorrentes à direita, Clariana Barão, e à esquerda, Samara Martins, e a segunda, de que o Luis Inácio não tem adversários no campo da esquerda, o que é desmentido pelas candidaturas de Hertz Dias, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta e da própria Samara, nomes que fazem falta ao Horário Eleitoral pelo discurso questionador que trazem, conscientes de sua importância para orientar o eleitor, em contraponto ao desprezo histórico do NOVO, que lançou a candidatura de Romeu Zema, em uma posição modestíssima nas pesquisas, e a agora do MISSÃO de Renan Santos, que concentra seus esforços propagandístico no setor pouco regulamentado das mídias sociais… A campanha televisiva do PT apresentou duas fases distintas, a do Luis Inácio com chapéu e a do Luis Inácio sem chapéu, não que o presidente não tenha falado com a cabeça a descoberto no início do Horário Eleitoral, entretanto era um momento que a propaganda era conduzida na mesma levada de 2022, oferecendo esperança ao eleitor a partir dos mandatos anteriores do Luis Inácio, evitando maiores questionamentos sobre os adversários de modo a não perder de vista o eleitor mais moderado e desconfiado do PT, na eleição passada isso significava não falar dos equívocos do Bozo no combate à Covid-19, agora é não mencionar a tentativa de golpe de Estado que levou a condenação do ex-presidente, uma omissão perigosa, que somada a normalização promovida pela mídia, em um golpismo disfarçado de isenção, ajuda a manter com força a extrema direita bozista, apesar da campanha ter começado resgatando o trabalho forte do Luis Inácio como sindicalista, o que dava o tom eram suas origens populares, no ritmo de uma versão do “Rap do Silva”, emocionante, mas de vida curta na telinha, e a imagem simpática, quase inofensiva, do senhorzinho de chapéu, que introduzia o recordatório das realizações dos três mandatos do presente, resumidas na vinheta musicada “Antes do Luis Inácio, Depois do Luis Inácio”, mostrando muita entrega, embora segundo Pedro Dória, o Passador de Pano Geral da República, o eleitor não quer nem saberrrr de entrega, mas sim de superávit primário, digo, tudo complementado pela fala da primeira-dama Janja, a denuncia dos malfeitos do adversário estava presente nas inserções da série “Flávio, O Pior dos Bozos” e o tom subiu na fala sobre soberania em 7 de setembro, mas então os adversários trouxeram a discussão para sua zona de conforto, transformando-a no seu clássico monólogo sobre segurança pública, seja pela via do punitivismo e do populismo penal, casos de Flávio Bozo e Ronaldo Caiado, ou do discurso de ordem mais doutrinário, adotado por Augusto Cury, e mais uma vez a mídia empresarial dá sua forcinha, dentro de sua obsessão de produzir falsas equivalências que normalizem o projeto anti-democrático da extrema direita, ignorando a injustificável defesa da posição dos Estados Unidos no Tarifaço feita por Flávio, para não erodir sua popularidade, e Luis Inácio não deixou de fazer propostas para a área. Inteligência no Comando, Sufocar Facções e Presídios Padrão Federal… Pressionada pelo avanço do adversário do PL nas pesquisas, a campanha do PT começou a seguir a lição dada nas redes por Jones Manoel, propor o debate público sem ficar colado na agenda da direita, trabalhando forte nas chamadas de vídeo para responder as perguntas da população, dando maior ênfase na defesa do fim da jornada 6X1, na repercussão do aumento do reajuste do Bolsa Família e na defesa da proibição das Bets, decretada pelo presidente em 25 de setembro, num momento em que Luis Inácio deixou o chapéu de lado para conversar com pessoas endividadas pelas apostas e com familiares que saíram de cena por razões de dívidas de jogo, a crítica ao adversário ficou mais direta em peças que comparam a economia do governo atual com a do anterior, mostrando a situação calamitosa dos tempos do Bozo, e na série “Falar é Flávio, Fazer é Luis Inácio”, e o presidente trouxe realizações e propostas para a questão do custo de vida, Fim da Escala 6X1 Sem Redução de Salário, Super MEI Teto de Até 140 Mil, Cashback de Impostos, Fim da Taxa das Blusinhas, Salário Mínimo Acima da Inflação, Taxação do Super Ricos, Isenção do Imposto de Renda Até 5 Mil, Imposto Zero na Cesta Básica, além do plano de introduzir as Canetas Emagrecedoras no SUS, terminando o Horário Eleitoral com uma fala emocionante, pontuada pelo toque do TromPetista, “Eu perdi as contas das vezes que eu perdi... Perdi a infância pra seca... Perdi a chance de estudar... Perdi um dedo na máquina... Perdi um filho antes de nascer... Perdi a eleição, uma, duas, três... Perdi a liberdade pra uma injustiça... Perdi um neto... Perdi um irmão... E perdi a chance de me despedir dele... Mas aí tem uma coisa que essa gente nunca entendeu... Brasileiro não aprende a perder... Aprende a não desistir... Nunca... E se eu estou aqui hoje, é porque toda vez que esse povo confiou em mim, nós todos ganhamos... E vamos ganhar de novo”...
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| Flávio Bozo refez a Câmera Escondida do Ivo Empacotador, e saiu por aí doando as compras feitas pelos outros... |
Flávio Bozo iniciou a campanha apresentando “o programa do Brasil real” e enfrentando dois grandes problemas de sua candidatura, a rejeição do eleitorado feminino e a postura subserviente aos Estados Unidos na discussão sobre tarifas, no primeiro caso, o candidato fez questão de mostrar fotos com a mãe e de comparecer na cozinha com sua esposa (a falta que a madrasta Michelle faz…), e no segundo, desviou do debate ao falar em “Soberania da Segurança Pública”, com depoimentos de pessoas do povo e as falas de uma apresentadora, a experiente Francine Souza, sobre violência, repetindo a “fake news” da votação dos presídios e formulando suas propostas punitivistas de paladar infantil, reunidas com o nome de Brasil Sem Medo, Cinco Mega Presídios, nesse caso ele até ouviu um dos papas do encarceramento em massa, o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, Tolerância Zero para Feminicídios, Quadruplicar a Pena de Ladrão de Celular, Castração Química, sempre é preciso algo inconstitucional e ineficaz, e como não poderia faltar, Redução da Maioridade Penal, não esquecendo de colocar estrelinhas vermelhas na parte da decretação de facções criminosas como “organizações narcoterroristas”, sem medo de parecer submisso aos estadunidenses e mal disfarçando a intenção oculta de rotular para reprimir os movimentos sociais, um discurso que serviu como introdução para a principal proposta econômica de Flávio Bozo, o Tesouraço de Impostos, momento onde dispensou intermediários e foi para um mercadinho de bairro bancar o empacotador e mostrar a maquiagem de produtos como prova da alta dos preços dos alimentos, apostando que a percepção da economia pela população vai relevar a falta de dados mais consistentes, até porque as reportagens que fundamentam a crítica do candidato a dúzia de dez ovos e outras dimunições de embalagens foram veiculadas durante o governo do papi Bozo, na convocatória para o ato de 7 de setembro na região da Avenida Paulista, o programa se vestiu de verde e amarelo, com o governador Tarcísio de Freitas e a ex-primeira dama Michelle Bozo chamando o gado, digo, os adeptos do candidato, o registro da micareta, digo, da manifestação, alterou a denominação do programa, agora é “do Brasil Que Quer Mudar”, do alto do trio elétrico, Flávio repetiu seu bordão, “o Brasil vai vencer”, prometeu, “eu vou cuidar do Brasil”, “eu vou cuidar de das mulheres”, “eu vou cuidar de você jovem”, e até “SUS padrão Einstein”, mais que um compromissão de campanha, um ato falho revelando os pouco soberanos apoios internacionais de sua candidatura, não levaram bandeira dos Estados Unidos, mas não deu para esconder o Tio Sam de Mauá, também se pronunciaram o vice Alfredo Gaspar, em sua única aparição no horário eleitoral, Nicolas Ferreira e Tarcísio de Freitas, os próprios, Michelle chamou o povo mas não compareceu, feridas abertas da montagem da chapa do PL e também um cálculo político de não a expor de modo a comprometer o próprio futuro político... Na reta final, além do Papo Reto com Flávio Bozo, a TV Celular tentando trazer o eleitor para uma área dominada pelo bozismo, e os números das pesquisas de intenção de voto ainda motivando o “jingle” chiclete do “virou, virou, virou, virou” a crítica ao PT do candidato e de sua fiel apresentadora foi mais direto ao ponto, inclusive com Francine Souza segurando cartazes sobre endividamento das famílias, quebra de grandes redes de varejo e criando intrigas entre Luis Inácio e o vice Geraldo Alckmin, a fim de aumentar o volume do chorume na última semana antes da votação, o velho truque de associar a esquerda à criminalidade, sim, é um velho truque, junto com depoimentos de apoio de aliados considerados essenciais na campanha, casos do governador Tarcísio de Freitas, do ex-juiz Sérgio Moro, que já foi e voltou na adesão ao bozismo e concorre ao governo do Paraná pelo PL, o deputado federal Nicolas Ferreira, o principal nome bozista nas redes sociais, e a ex-primeira dama Michelle Bozo, insistimos, mostrada com moderação de modo a sobreviver no caso de derrota do enteado e, quem sabe, ser a candidata do Bozo em 2030… Ronaldo Caiado é um político conservador, historicamente ligado à defesa dos grandes proprietários de terra, com todo um pacote punitivista de segurança pública que acredita ter aplicado com êxito quando foi governador de Goiás, propondo medidas que anunciou do alto da Igreja de Nossa Senhora da Penha, no Rio, acima dos Complexos da Maré e do Alemão, toda uma simbologia para anunciar o Programa de Segurança Liberta Brasil, cujo principal destaque é a construção de 40 presídios de segurança máxima, incluindo Combate ao Feminicídio, confiscando os bens do agressores, Lei do Terrorismo Doméstico, quem sabe enquadrando o MST para o bem dos amigos latifundiários, Reconquista do Território Nacional e Tolerância Zero, o grande problema é que o eleitorado de direita não liga se ele negociou as terras raras de Goiás, porém prefere quem engrossa a voz ao se pronunciar sobre violência, não as promessas de alguém com fala macia, portanto, o fascínio exercido por Renan Santos, além do fato do candidato do Missão ser quase um nativo digital, levaram a campanha do PSD a trabalhar forte na imagem de Caiado como um homem sintonizado com as novas tecnologias, primeiro ele próprio pediu para ser pesquisado no Google, sem medo de surgir como o representante dos latifundiários contra a reforma agrária, depois, se colocou no centro de um debate do tipo “30X1”, claramente encenado, mas que era acompanhado atentamente por uma jovem em seu celular, enquanto esperava o ônibus, talvez esperando seu posicionamento sobre o fim da jornada 6 X 1 ou da proposta de nacionalizar a Tarifa Zero, e por fim, com quatro anos de atraso em relação, por exemplo, ao Luis Inácio, compareceu no podcast Flow para ser entrevistado pelo Igor 3K, pena que o Monark saiu, digo, e além de exigir investigações no caso do Banco Master, e dos membros do STF, para resolver a relação complicada entre a extrema direita e o eleitorado feminino, o candidato do PSD, convocou a esposa para prometer que vai nomear quatro ministras do STF…
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| Pelo jeito, Ronaldo Caiado continua tentando subir nas pesquisas para atender exigência de 1989 do Luis Inácio... |
No primeiro programa de Augusto Cury, candidato do AVANTE, é focalizada uma poltona com um telão no fundo onde são mostradas imagens de assaltos, crimes e dos atos democráticos de 8 de janeiro, sonorizados por notiícias sobre Mensalão e pedaladas fiscais, ao em seguida, o próprio candidato comparece, senta, bate as mãos nos braços da poltrona e mete bronca, parando a exibição, “É isso que vocês querem, mais quatro anos disso... Ou a gente para de gritar, senta, se escuta e cura este país” – agora aparecem imagens de praias e crianças correndo – “não tem cura sem escuta, vamos juntos, fala Brasil, Augusto Cury, 70, Augusto Cury, 70!!!”... Na peça seguinte, enquanto subia o morro na região da Rocinha para tirar uma foto de drone, muito procurada por turistas, a campanha de Cury copiava a campanha do PT e lhe dedicava uma versão do “Rap da Comunidade”, sem medo das críticas que outra versão da música, feita por cantores sertanejos, sofreu na intenet, também não hesitando em veicular um “slogan” pouco inspirado, “O Brasil Tem Cura, O Brasil Tem Cury”, falando em músicas, o candidato do Avante se colocou em um iPhone, enquanto retratava seus adversários Flávio Bozo e Luis Inácio como faixas de um mesmo disco riscado, tentando ser uma terceira via sem mencionar o plano de anistiar os golpistas de 8 de janeiro de 2023 ou de chamar Tarcísio de Freitas para ser primeiro ministro de um país oficialmente presidencialista, mas lançando mão da linguagem dos desenhos animados para mostrar dois anjinhos, representando direita e esquerda, PT e PL, atanazando a vida de uma jovem negra, obviamente, o segredo do morcego de Augusto Cury não são suas peças de propaganda no horário eleitoral, mas sim o impulsionamento na internet vindo de uma fonte, digamos, insuspeita, as mídias sociais de Pablo Boçal, que passaram a trabalhar forte pelo candidato do AVANTE quando o concorrente do PRTB teve sua inelegibilidade pelos feitos na campanha de 2024 confirmada pelo TSE, ou seja, a terceira via na realidade é o acostamento da pista da direita, logo, o crescimento nas pesquisas ancorado no plano da digital foi revertido por conta dessa independência seletiva e de propostas pouco consistentes do candidato apresentadas em entrevistas para uma mídia empresarial que simulteamente se deixava surrar com gosto pelo radicalismo do discurso e dos projetos de João Canabrava, quer dizer, de Renan Santos... A pesquisa do Datafolha divulgada na quinta feira, 1 de outubro, mostra o Luis Inácio com 42% (40% em 24 de setembro), Flávio Bozo com 38% (36%), Augusto Cury com 4% (5%), Ronaldo Caiado com 3% (4%), Renan Santos com 3% (3%), Romeu Zema com 1% (1%), Samara Martins 1% (1%), Wilson Grassi 1% (0%), Edmilson Costa 0% (0%), Rui Costa Pimenta 0% (0%), Leonardo Avalanche 0% (0%), Clariana Barão 0% (0%), Hertz Dias 0% (0%), branco, nulo ou nenhum nome 5% (5%) e indecisos 2% (2%), com os números apresentados, é impossível cravar qualquer resultado quanto a realização ou não do segundo turno, na verdade, é difícil até prever quem ficará em primeiro lugar e qual será a diferença para o segundo colocado, por razões da evolução dos números das pesquisas, antes da definição oficial das candidaturas, Luis Inácio estava bem à frente, e era cogitada uma definição no primeiro turno, com o início da campanha, Flávio Bozo diminuiu a diferença, encostou e em alguns levantamentos até passou a frente, por volta de 7 de setembro, que desde a facada do papi Bozo em 2018, é um momento de alta da extrema direita, que tomou o cuidado de não ficar repetindo “Imbroxável!!!” e nem levar bandeira dos Estados Unidos para a região da Avenida Paulista, na sequência, o candidato do PT começou a se recuperar, superando o impacto da crise do STF, que também explodiu na Semana da Pátria, e os avanços de Augusto Cury e Renan Santos, menos pelo envolvimento do adversário do PL com o Banco Master e Daniel Vorcaro, e mais porque começou a pautar o debate com a defesa do fim da jornada 6X1, o compromisso de aumentar o salário mínimo acima da inflação, o reajuste do Bolsa Família e o fim das Bets, que permitiram retomar a liderança por pequena margem, inclusive nas simulações de segundo turno, e trouxeram de volta alguma esperança de liquidar a fatura de primeira, acontece que a última semana antes da votação é o outro pico da “alt-right”, quando a internet e a sociedade brasileira inteira é inundada pelo chorume anti petista, onde tudo vai ser usado contra o PT e seu candidato, vide “tour” do toque, e o pior que essa onda, que funciona como um “apito de cachorro” na hora do voto, impulsionando os aliados do Bozo, não é detectada pelas enquetes de intenção de voto, principalmente no que diz respeito às redes sociais, onde o movimento continua trabalhando forte, enquanto a campanha de rua vem perdendo força a cada eleição, o mesmo se pode dizer da mídia tradicional, vide o fracassso da Globo em comprometer o Luis Inácio mostrando um púlpito vazio com seu nome no debate presidencial que terminou por cancelar por razões de desistência de Flávio Bozo, receoso com a inclusão de última hora de Renan Santos, agora um crítico feroz do filho do Bozo, que foi fazer uma “live” enquanto o presidente falava no Flow, com o dobro da audiência do candidato do PL, e mesmo que o encontro acontecesse, o TSE proibiu o púlpito, enfim, num contexto de votação “curtinha”, como diria o Bofinho, fica difícil acertar no bolão, com a proibição das Bets, então… Ops!!!...
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| Augusto Cury dá a maior bronca mandando parar com a bagunça, mas quer anistiar os golpistas de 8 de janeiro... |