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| E além da redução da jornada de trabalho, Marina Silva também faz a defesa da revisão do contrato da Sabesp... |
A eleição para o Senado em São Paulo é disputada por 14 candidatos que concorrem a duas vagas, no entanto, apenas seis comparecem no Horário Eleitoral, por força da legislação que prioriza os partidos com representantes no Congresso na distribuição do tempo de propaganda, nesse caso, Guilherme Derrite, do PROGRESSISTAS, Marina Silva, da REDE, Geraldo Rufino, do PODEMOS, André do Prado, do PL, Soninha Francine, do CIDADANIA e Simone Tebet, do PSB, enquanto ficaram de fora Guto Schiavetto, do MISSÃO, Weller Gonçalves e Doutora Eliana Ferreira, do PSTU, Peter Maahs, do PCB, Ednelson Cesaretti, do PCO, William Teixeira, do AGIR, Márcio Alves e Maíra de Souza, da UP, aqui já excluindo Ricardo Salles, do NOVO, que anunciou sua desistência da eleição nesta segunda feira, 28 de setembro, tantas ausências são um fato lamentável, não só apenas por darem ao eleitor a impressão de existirem poucas opções de voto como por tirar da propaganda eleitoral televisiva candidatos com discurso mais crítico, como os do PSTU, PCO e UP, embora por outro lado seja de certa forma benéfica a ausência de candidatos e partidos que menosprezam o Horário Eleitoral, em especial o MISSÃO e o NOVO… As campanhas de Guilherme Derrite, do PROGRESSISTAS, e André do Prado, do PL, tem como eixo central o vínculo dos candidatos com o governador Tarcísio de Freitas, com espaços de atuação bem delimitados no Horário Eleitoral, Derrite, segurança pública, a cidade de São Paulo e a Região Metropolitana, Prado, agronegócio e o interior do Estado, mas com uma expectativa bastante evidente de que se repita o ocorrido na eleição de 2022, quando bastou soar o apito de cachorro, quer dizer, lembrar na hora do voto quem era o candidato de Tarcísio (e do Bozo), que o astronauta Marcos Pontes partiu num foguete rumo ao Senado… O policial militar Derrite usou o original slogan “SP Sem Medo” e partiu para o “keep walking” ao enumerar suas realizações como secretário de Segurança de Tarcísio e na Câmara dos Deputados, “Melhores Números da História”, embora a propaganda sobre o fim da Cracolândia na região central de São Paulo tenha sido deixada de lado durante a campanha, “Foco na Proteção das Mulheres”, citando um dado da própria dissertação de mestrado de mestrado, onde aponta que 383 agressores com tornozeleira eletrônica monitorada não chegaram perto das mulheres agredidas, e “Leis Contra Saidinha e Antifacção”, no que diz respeito a saidinha, funcionou contra o próprio Bozo, e quanto a Lei Antifacções, deu o pretexto para a costumeira associação do crime organizado com as esquerdas para ocultar as revelações das investigações de vínculos de direitistas com as facções e milícias, “mas os 20 anos de PT no governo federal fortaleceram demais o crime organizado no Brasil, não por acaso, as duas candidatas ao Senado que Luis Inácio importou e tenta enfiar goela abaixo de São Paulo não entendem nada de segurança!!!”, esquecendo as gestões Temer e Bozo e principalmente que São Paulo não era o domicílio eleitoral de Tarcíscio de Freitas nas eleições de 2022, por fim, mostrou a esposa com os filhos para não perder de vista o voto feminino, que em geral é contra o bozismo e seus afiliados, descrente da efetividade de propostas clássicas do repertório punitivista, como seu projeto de redução da maioridade penal, tentando seduzir os radicais de direita ao falar em “parar de tratar como criancinhas esses marginais”, mesmo formulando uma solução de paladar infantil... Prado, que também não se esqueceu de trazer para a telinha a mãe e a esposa, ao falar do agro, pegando gancho no programa de Tarcísio, que falava em “Tolerância Zero a Invasões” enquanto tirava laranjas do pé, também alfinetou as adversárias na corrida ao Senado, “Mas tem gente querendo enganar vocês... Candidato que nunca fez nada pelo agro paulista e tem como padrinho o grande ídolo do MST... Aqui não!!!... São Paulo não é lugar de invasão”, deixando claro que sua fala sobre o agro é destinada aos grandes proprietários e não ao agricultor familiar... Na reta final, houve um reforço adicional da ligação dos candidatos com Tarcísio e também com Flávio Bozo, na campanha de André do Prado, além do governador dizer que ele é seu braço direito, o deputado estadual foi associado às principais realizações de Freitas, “Projetos Saindo do Papel”, e começaram a tocar um jingle com melodia inspirada na música “Casca de Bala”, “André e Tarcísio, Tarcísio e André, Nessa dupla eu boto fé, nessa dupla eu boto fé, André e Tarcísio trabalhando lado a lado, Tarcísio governador e André do Prado no Senado”, faz sentido, antes da campanha, Derrite era o grande favorito, pela exposição de sua atuação na área de segurança do governo estadual, e Prado, apesar da presidência da Assembleia, vivia a sombra da principal liderança do PL no Estado, Waldemar Costa Neto, a busca por melhor desempenho eleitoral incluiu até uma crítica às Bets, “isso aqui parece brincadeira, ,mas não é”, já as peças de propaganda de Guilherme Derrite o colocaram no centro de uma autêntica micareta, digo, de manifestação pelo impeachment de Dilma Rousseff com muita gente de camisa da CBF, discursos no alto carros de som, “jingle” em ritmo de música sertaneja, dobrando a aposta no “apito de cachorro”...
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| Pois é, Simone Tebet quebrou o tatu ao apontar as gigantescas omissões do Bozo durante a pandemia de covid-19... |
Marina Silva, da REDE, e Simone Tebet, do PSB, representam a opção do PT e base aliada de se opor a força do Bozismo entre o eleitorado paulista, que também impulsiona a popularidade eleitoral do governador Tarcísio de Freitas, buscando o voto feminino, sempre mais refratário em relação ao Bozo e seus candidatos, trilhando o mesmo caminho com dois perfis bastante distintos, o que ficou bem claro no Horário Eleitoral, Marina Silva, originária de um trabalho forte como ambientalista e sindicalista, compareceu em rodas de conversa sobre o combate à violência contra a mulher e as opções de estudo e emprego para os jovens, fazendo um discurso sobre a soberania nacional em 7 de setembro, devidamente explicada por um vídeo ensaio, “Uma guerra tarifária atinge diretamente o coração produtivo do Brasil, o Estado de São Paulo, é aqui onde estão mais de 30% dos produtos afetados pelo tarifaço estaduinidense, o nosso PIX também está na mira, querem que o Brasil faça pagamentos através de empresas estrangeiras, esse ataque conta com o apoio de gente disposta a entregar as nossas riquezas, os nossos empregos e o nosso futuro, o Braisl é um país soberano e merece respeito”, com Marina concluindo, “Hoje é dia 7 de setembro, dia da nossa independência, dia de lembrar que as riquezas do país pertencem ao povo brasileiro e a mais ninguém, no Senado, vou trabalhar para proteger a economia de São Paulo e do Brasil defendendo a nossa soberania”, Marina apresentou como seu slogan “Faz o 180”, uma mistura de “Faz o L” com manobra radical de skate, vide jingle, “Senadora do voto que vale a pena... Faz o 180... Faz a diferença... Faz o 180!!!”, resumindo na reta final suas principais propostas, Mais delegacias da mulher, Fim da Escala 6X1, Marco Legal da Emergência Climática, e Revisão do contrato da Sabesp, em sintonia com o plano de governo de Fernando Haddad... Simone Tebet, de uma família de políticos, atua principalmente no plano institucional, no Congresso e no governo, tanto que sua biografia na propaganda eleitoral, além da experiência em cargos públicos, salientava as críticas à política de saúde do governo Bozo na CPI da covid-19, “Vacina salva vidas... O Brasil sempre teve um programa vacinal que é modelo para o mundo... Mas infelizmente teve gente que fez tudo o que podia para desacreditar da vacina no meio da crise da covid... Na CPI da Covid, descobriram que queriam roubar dinheiro do Ministério da Saúde, superfaturando o preço das doses... O resultado... 700 mil mortes”, um registro ousado, pois a pandemia foi um assunto intocado na campanha de 2022, em que a despeito de todos os erros rudes do governo federal, que preferia não comentar a respeito, a oposição evitou o tema para não ser considerada radical pelos eleitores mais moderados e descontentes com o bozismo, algo que está se repetindo este ano com a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, a candidata concentrou suas aparições em falas de estúdio, com externas para demonstrar suas propostas, como Delegacias da Mulher funcionando 24 horas e o trabalho dos detentos nos presídios, onde vestiu uma jaqueta estilo Tabata Amaral enquanto um ônibus passava, sem contar que exigiu investigações no STF, “Ninguém está acima da lei”, momento em que colocou roupa verde, trocando o figurino azul predominante na campanha televisiva, onde os programas eram finalizados por com uma assinatura musical, “Simone senadora 400... Meu voto é dessa mulher”, lembrando o “Vote na Mulher” da campanha presidencial de 2022...
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| Soninha Francine é uma mulher que dispensa apresentações, entretanto Alex Manente sempre falava antes dela... |
A campanha de Soninha Francine, do CIDADANIA, com pouco tempo de tela, é bastante simples, a frente de um cenário colorido que lembra uma colcha de retalhos, a candidata, de blazer e óculos se pronuncia sobre o combate a violência contra a mulher nos programas da tarde e da noite, “A violência contra a mulher começa bem antes de deixar marcas no corpo... Precisamos de recursos federais para mais centros de referência da mulher nos municípios, com psicóloga, advogada, assistente social, para acolher a mulher e interromper logo o ciclo de violência” e acerca da participação popular nas inserções da programação, “Nos meus 20 anos de TV, eu amava defender causas, ampliar o conhecimento e contribuir para a sociedade... Agora eu estou há 20 anos na política, colaborando para a construção de políticas públicas... Como, estudando, debatendo e ouvindo todo mundo, médicos, enfermagem, pacientes, diretoria e pessoal da limpeza... No Senado vou seguir desse jeito”... Esses dois discursos posicionaram Soninha em um confronto direto com Marina Silva e Simone Tebet, com maior tempo de TV e apoios mais significativos nos planos nacional e regional, enquanto ela conta apenas com a federação de CIDADANIA e PSDB, a questão é que quase sempre as falas da candidata eram apresentadas pelo presidente do partido, Alex Manente, deputado federal e candidato a reeleição, que dessa forma conseguiu um tempo extra para promover a própria candidatura enquanto criava para Soninha uma imagem de dependência que não combina de forma alguma com sua atuação na política… Geraldo Rufino, do PODEMOS, apresentou como argumento principal de sua campanha a própria trajetória de vida, declarando-se “O Senador do Povo”, trazendo um pouco da indignação que costuma ficar longe das grandes campanhas, imprimindo dinamismo a suas inserções ao aplicar a estratégia do “Keep Walking”, saindo do estúdio para falar na região da Avenida Paulista, em São Paulo, enchendo a tela de palavras chave e cortes rápidos, “Eu cresci na favela do Sapé... Trabalho desde menino... Já perdi quase tudo mais de uma vez... Eu conheço a fila do ônibus... A conta que não fecha... O medo de perder o emprego... Brasília está cheio de gente que nunca dormiu preocupado com o amanhã... Eu não vou ser mais um deles... Eu vou ser você!!!”... Ou caminhando pela região da Avenida 23 de Maio depois de contar sobre não saber o que fazer com o pedido de uma criança... “Se você não está conseguindo dormir refletindo sobre qual conta vai pagar... Já passei por isso muitas vezes... Olhar pros meus filhos sem saber o que falar... Se esta é a sua realidade, eu vim dizer que isso nós podemos mudar”... Ou percorrendo um parque... “Eu comecei no lixão... Fui CLT por mutos anos e hoje emprego centenas de pessoas... Agora é hora de fazer boas escolhas”, aqui acrescentando uma boa dose de pragmatismo... “Você sabia que este ano são dois votos para senador... Dois, seja o primeiro ou o segundo voto, eu peço a você uma oportunidade de levar o povo pra dentro do Senado”... Na pesquisa do Datafolha divulgada na última quinta feira, 24 de setembro, Marina Silva tem 15% das intenções de voto, no levantamento anterior, de 11 de setembro, eram 13%, Simone Tebet 14% (13%), Guilherme Derrite 12% (10%), André do Prado 12% (11%), Ricardo Salles 4% (5%), Geraldo Rufino 3% (3%), Marcio Alves 2 (2%), Soninha Francine 2% (2%), Eliana Ferreira 2% (2%), Maíra de Souza 2% (2%), Guto Schiavetto 2% (3%), William Teixeira 1% (2%), Ednelso Cesaretti 0% (1%), Peter Maahs 0% (0%), Weller Gonçalves 0% (0%), em branco ou nenhum 14% (eram 18%) e indecisos 15% (14%)... O percentual de eleitores que não decidiram seu voto, que empata com o índice da candidata mais cotada, é o resultado mais relevante da pesquisa, e explica porque estão trabalhando forte no “apito de cachorro”, normalmente, o voto para o Senado é o último a ser decidido pelo eleitor, em 2022, o ex-governador Márcio França, do PSB, apoiado pelo PT, liderou todas as pesquisas realizadas antes da eleição, na última semana de campanha, a internet e o debate público foram inundados pelo chorume antipetista, o que incluiu o lembrete de que o astronauta e ex-ministro Marcos Pontes, do PL, era o candidato do Bozo, o que garantiu sua eleição para a única vaga em disputa com larga margem, então é por isso que as campanhas de Derrite e Prado redobraram as menções sobre seus vínculos com Flávio Bozo e principalmente com o governador Tarcísio de Freitas, que vem liderando as enquetes desde o início da campanha, a desistência de Ricardo Salles, que declarou apoio aos candidatos do PROGRESSISTAS e do PL, tem algum peso, o concorrente do NOVO era o mais bem colocado entre os postulantes sem espaço no Horário Eleitoral, no limite da fidelidade ao partido diante de um eleitorado muito suscetível a opções mais contundentes à direita, em 2010, os favoritos na eleição para o Senado eram Marta Suplicy, do PT, e Netinho de Paula, do PC do B, nos últimos dias de campanha, Orestes Quercia, do PMDB, e Romeu Tuma, do PTB, retiraram suas candidaturas por razões de saúde, o que favoreceu o candidato mais próximo a eles no campo da centro-direita, Aloysio Nunes Ferreira do PSDB, que desbancou Netinho, e até a eleição no primeiro turno para governador de Geraldo Alckmin, embora seja preciso lembrar que Quércia e Tuma apresentavam percentuais mais robustos dos que o do ex-ministro Salles, por fim, o desempenho nas urnas de Fernando Haddad e principalmente do Luis Inácio, é essencial para as pretensões das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet…
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| Geraldo Rufino não dispõe de muito tempo de televisão, mas como diz aquele conhecido meme, ele tem o povo... |



























