
Iniciamos os fortes trabalhos de uma nova edição do Prêmio Melhores do Horário Eleitoral Andrea de Cesaris fazendo uma constatação que não é recente, porém faz mais sentido a cada campanha, uma propaganda eleitoral bem feita não necessariamente reverte em votos suficientes para eleger um candidato ou candidata, pois outras variáveis influenciam no resultado das eleições, a conjuntura, a mobilização, os recursos, e mais recentemente o uso e o alcance das redes sociais, um recurso cuja influência no processo eleitoral é cada vez maior... Enquanto a propaganda eleitoral segue regras estritas, por exemplo, policiais e militares não podem comparecer uniformizados, e há um acompanhamento rigoroso da Justiça Eleitoral, na Internet a situação é de ausência quase total de fiscalização e controle, o que potencializa as métricas de impulsionamento e tem levado muitos candidatos a priorizarem ações nas mídias sociais, claro que na televisão os membros das forças de segurança retiraram as insígnias de seus fardamentos para escapar de punições, e a propósito, nesta eleição basicamente não houve concessão de direitos de resposta em São Paulo, porém o ambiente digital mais permissivo vem atraindo cada vez mais os partidos e candidatos, enquanto alguns concorrentes parecer antenados e simulam na televisão chamadas de vídeo, podcasts e até debates no YouTube (C)... Por falar em regulamentação, o formato e a distribuição do tempo de tela entre os concorrentes, num modelo que combina duas entradas diárias e inserções durante a programação, o qual segundo Antônio Roque Citadini, ex-diretor do Timão teria sido criado em 1974, por uma sugestão da TV Globo, interessada em não prejudicar a audiência de sua novela das oito, "Fogo Sobre Terra", atualmente é um fator limitante da criatividade nas campanhas, as restrições de acesso baseadas no número de parlamentares dificultam o acesso dos pequenos partidos, que normalmente traziam inovações no formato e um conteúdo mais crítico, deixando como única opção ao público as fórmulas de "marketing" repetidas pelas grandes agremiações, caso da campanha para governador em São Paulo, que só tinha dois concorrentes no horário eleitoral que acabavam por passar a impressão que eram faces da mesma moeda... Isso não implica obrigatoriamente em perda de relevância, muitos fatos importantes aconteceram no período do Horário Eleitoral, Carol Lekker saiu do "Fofocalizando", Rodrigo Bocardi deixou o "SBT Cidades", Erika Hilton obteve direito de resposta no "Programa do Ratinho", os anúncios de Bets saíram do ar depois da proibição decretada pelo governo federal, digo... A própria propaganda partidária em São Paulo parecia uma extensão da grade de programação do SBT, tamanha a quantidade de atores, apresentadores, artistas e comentaristas que entraram na disputa eleitoral, e quase ninguém se elegeu, demonstrando o nosso ponto, estar na tela da televisão não é certeza de visualização na tela da urna eletrônica...

MELHOR CAMPANHA PARA PRESIDENTE: Luis Inácio (PT) - A participação do atual presidente e candidato a reeleição na propaganda eleitoral demonstra que uma campanha também é boa quando sabe corrigir a rota, no início, Luis Inácio colocou chapéu e tocou uma versão especialmente dedicada do "Rap do Silva" e a apresentação do ato de lançamento da campanha, apesar de remeter às raízes da luta sindical na região do Grande ABC, criou uma atmosfera de turnê musical de despedida, não de uma disputa eleitoral, a última, mas ainda uma batalha a ser travada... É certo que as realizações vieram nas vinhetas "Antes do Luis Inácio / Depois do Luis Inácio", foram apresentadas propostas na área de segurança pública e foi feita a defesa da soberania nacional, entretanto, como em 2022, quando a covid-19 ficou de fora da pauta, desta vez o enfrentamento esteve ausente ao não ser feita a denúncia da tentativa de goloe de 8 de janeiro de 2023, repetindo a cautela de não se mostrar radicalizado demais ao eleitorado, ou seja, o chapéu é o novo "Luis Inácio Paz e Amor" de 2002, um mote que perdeu força com o antipetismo patológico que tomou conta da sociedade brasileira e permitiu a Flávio Bozo despolitizar o debate e trazer a discussão para a zona de conforto das propostas de eficácia duvidosa para a questão da violência e da percepção enviesada do custo de vida.... Então é por isso que a campanha do Luis Inácio reagiu quando tirou o chapéu e fez o Jones Manoel propondo o debate público com o aumento do bolsa família, a defesa do fim da jornada 6X1, a proibição das Bets, quando ouviu famílias que sofrem com o vício em apostar, a oferta de canetas emagrecedoras pelo SUS e propostas para pequenos empreendedores, e o confronto com o adversário, antes restrito a peças publicitárias em separado mencionando o caso Master, ficou mais direto na série "Falar é Flávio, Fazer é Luis Inácio", tudo isso embalado por uma programação visual que equilibra as cores do PT e da bandeira nacional e até cita jogos famosos de videogame... Obviamente, o resultado do primeiro turno atesta que a mudança não funcionou plenamente, embora alguns analistas acreditem em sua força para impedir uma vantagem maior e até a definição da eleição na primeira rodada em favor do rival, que coisa, não...

PIOR CAMPANHA PARA PRESIDENTE: Augusto Cury (AVANTE) - Os outros candidatos se esforçaram para demonstrar personalidade, Luis Inácio, o experiente líder que fez muito pelo povo e ainda tem mais a oferecer, Flávio Bozo, um homem preocupado em resolver os problemas que afligem as famílias brasileiras, especialmente na economia e na segurança, Ronaldo Caiado, uma pessoa determinada em estabelecer a ordem em sintonia com as novas tecnologias... E Augusto Cury???... Sentou-se numa cadeira e meteu bronca, mandando os brasileiros pararem com a bagunça, em seguida subiu o morro para tirar foto de drone na região da Rocinha e tocou uma versão do "Rap da Comunidade" para ir no embalo do Luis Inácio, cuja campanha deixou o "Rap do Silva" de lado quando mudou a orientação da campanha, obcecado por referências musicais, colocou os candidatos do PL e do PT do mesmo lado de um disco riscado, e ele na plataforma de áudio, acreditando na maturidade do eleitor, transformou ele num personagem de desenho animado ouvindo vozes da consciência, disse ser a cura, fazendo um trocadilho infame com o próprio nome, mas não apresentou nenhum tratamento nem para remédio, digo, então é por isso que sua alta nas pesquisas durou o tempo do impulsionamento das mídias digitais feito por Pablo Marçal quando foi proibido de disputar as eleições, sem contar que após o pleito, Cury deixou claro o que observadores mais atentos já apontavam desde o início da campanha, como terceira via, ele é o acostamento da pista da direita... Ops!!!...

MELHOR CAMPANHA PARA GOVERNADOR e PIOR CAMPANHA PARA GOVERNADOR: Não Concedido - Numa decisão inédita, a organização do Prêmio Melhores do Horário Eleitoral Andrea de Cesaris decidiu não entregar o prêmio de Melhor Campanha para Governador, e também de Pior Campanha para Governador... A opção foi feita, em primeiro lugar, pelo fato de apenas dois candidatos terem tempo disponível no horário eleitoral, o que levou a uma espécie de antecipação da propaganda eleitoral do segundo turno, que não é avaliada na atribuição do prêmio porque as campanhas acabam ficando muito semelhantes na forma e no conteúdo... Na disputa entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas isso fica ainda mais evidente porque ambas as duas candidaturas lançaram mão de apresentadores para defenderem seus pontos de vistas, e do mesmo tipo, um homem jovem branco e uma mulher negra madura... Favorito nas pesquisas, Tarcísio fez uma campanha tentando suprir lacunas dos candidatos que apoiava para a presidência e o Senado, buscando atrair o eleitorado feminino, e fazendo propostas na área de educação que poderiam ter sido apresentadas pelo adversário no MEC, e visavam tirar força da candidatura presidencial de Renan Santos, do Missão, afora alguns lampejos de antipetismo puro simples para manter os mais reacionários por perto sem deixar de cultivar uma imagem moderada.... O petista Haddad fez críticas a privatização da Sabesp e as concessões de linhas da CPTM, e até promoveu um debate com mulheres (o que seu adversário também fez, e ainda conversou com estudantes), porém recorreu ao cenário da sala de comando para apresentar as propostas na área de segurança pública e sugeriu um programa de empreendedorismo feminino, o ProSPera, que o candidato do REPUBLICANOS rebateu reunindo projetos sociais sob a denominação (literalmente) ecumênica de Trilhas da Prosperidade, em resumo, mesmo estando em polos opostos da disputa política, as duas candidaturas se propagandeavam de forma muito similar, não oferecendo a criatividade que é exaltada pela nossa premiação, pois é, não é....

MELHOR CAMPANHA PARA SENADOR: Marina Silva (REDE) – A candidatura soube preencher o tempo de tela reduzido sem se prender a um único formato, a candidata se pronunciava sobre meio ambiente, privatização da Sabesp e soberania nacional, e também participava de grupos de discussão sobre direitos das mulheres e políticas para a juventude, aparecia em atos de campanha com mais frequência que Simone Tebet, a qual concentrou a maioria de suas participações em estúdio, soube resumir suas principais propostas - mais delegacias da mulher, fim da escala 6X1, Marco Legal da Emergência Climática, e revisão do contrato da Sabesp – dosou as menções ao Luis Inácio enquanto seus concorrentes com mais tempo e recursos, André do Prado do PL e Guilherme Derrite do PROGRESSISTAS, se associavam ostensivamente ao governador Tarcísio de Freitas, se diferenciando em aspectos pontuais, André focava no agro e no interior, Guilherne na segurança e na Grande São Paulo, e por fim, Marina trouxe um slogan eficiente, “Faz o 180”, seguramente mais original, por exemplo, que o “SP Sem Medo” de Derrite, que assim como Prado, ganhou a eleição usando o “apito de cachorro”, lembrando aos eleitores de sua existência como candidatos do governador e de Flávio Bozo numa disputa onde o número de indecisos na véspera é imenso...


PIOR CAMPANHA PARA SENADOR: Soninha Francine (CIDADANIA) - A candidata da federação PSDB CIDADANIA e Geraldo Rufino, do PODEMOS, eram os nanicos da disputa ao Senado por São Paulo na propaganda partidária, tendo pouco tempo e recursos à disposição, fizeram a mesma opção de falar diretamente ao eleitor, um estilo clássico de propaganda eleitoral, repetindo durante toda a campanha, os mesmos dois pronunciamentos, a diferença é que Geraldo optou por ambientar seus discursos nas ruas, andando para dar uma ideia de dinamismo, Soninha gravou em um estúdio, sob um fundo colorido que lembrava uma colcha de retalhos, Rufino, sem os apoios nacionais de seus concorrentes, deixou de lado propostas muito específicas e usou a própria história de vida para captar os anseios e a indignação da população, Francine no Horário Eleitoral falava sobre o combate e a prevenção a violência contra a mulher, nas inserções da programação sobre participação popular, a temática da condição feminina sobrepunha sua candidatura às de Marina Silva e Simone Tebet, uma disputa em que estava em nítida desvantagem, e o pior, seus discursos eram quase sempre precedidos pela fala do presidente do partido, Alex Manente, candidato a reeleição para deputado federal, tirando uma parte preciosa de um tempo já escasso, além de diminuir um pouco o mérito próprio da candidata, então é por isso que tanto Soninha quanto Geraldo Rufino tiveram menos votos que Guto Schiavetto, do MISSÂO, um candidato que não aparecia na televisão, e de quebra, Alex Manente ficou como suplente, pois a federação PSDB Cidadania elegeu um único deputado federal, o tucano Paulinho Serra, pois é, não é...

MELHOR CAMPANHA PARA DEPUTADO FEDERAL: PDT – O partido apoiou as candidaturas de Luis Inácio, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, porém manteve uma identidade visual própria, apoiado no fato de que não são mais permitidas coligações nas eleições proporcionais, com um uso de cores que não brigava com a imagem dos candidatos, fundo amarelo para os candidatos a deputado federal e azul para os concorrentes a deputado estadual e trazendo como diferencial, uma palavra chave específica para cada concorrente, uma forma simples de fixar seus nomes e números, assim, Bispa Damares da Igreja Biscateriana é VERDADE, Dr. Raphael Oliveira é PROTEÇÃO, Professor Franklin Andrade é EDUCAÇÃO, Professor Wilson Cabral também é EDUCAÇÃO, Bonome é CORAGEM, Cláudia Di Bonito também é CORAGEM, Daniel Mundukuru é JUSTIÇA, Elza Alves é TRABALHO, Robertinho Mendonça é SAÚDE, Dra. Kenia também é SAÚDE, Natalino da Pousada é SAÚDE, Comendador Brilhante também é SAÚDE, Keli Talks é RESULTADO, Tamir Felipe é TRABALHISMO e Eduardo Xaropinho é ESPERANÇA, bastante didático, mas que caiu naquele conhecido paradoxo da campanha que funciona no Horário Eleitoral mas não na urna eletrônica, pois o PDT não elegeu nenhum deputado federal, nem o bonequeiro responsável pelo Xaropinho, Eduardo Mascarenhas, 15.382 votos, que coisa, não...
PIOR CAMPANHA PARA DEPUTADO FEDERAL: PT – As campanhas do partido mudaram muito ao longo dos anos, porém em um aspecto elas continuam irritantemente iguais, a sequência de caras de candidatos passando correndo pela tela ao som de uma música chiclete, apresentados pelo Luis Inácio e por Fernando Haddad, “Vote nos candidatos e candidatas do nosso time”, desta vez na base do sertanejo, “Com nosso time você é prioridade, Agora é, é o time Luis Inácio Haddad, É o time Luis Inácio Haddad, É o time Luis Inácio Haddad, É o time Luis Inácio Haddad, É o time Luis Inácio Haddad, É 13, é 13, é Haddad”, uma estratégia que até fazia sentido quando o voto de legenda tinha mais peso para o partido, mas que foi esvaziada com a exigência das candidaturas nominais obterem um número de votos equivalente a 10% do quociente eleitoral, que este ano para deputado federal em São Paulo foi de 338.203 votos, claro que havia inserções em que os candidatos falavam, mas era com o mesmo cenário, uma paisagem urbana estilizada em laranja abaixo de um céu azul onde um mapa estilzado do Estado de São Paulo mostrando imagens dos candidatos a presidente e governador do partido, uma confusão resolvida apenas no final da campanha, quando os concorrentes passaram a falar com imagens de cidades ao fundo sobre os principais problemas paulistas, como educação e segurança, trazendo as propostas de Fernando Haddad, uma forma de tentar impulsionar o candidato a governador, que não evitou a derrota para Tarcísio de Freitas no primeiro turno, no caso dos deputados federais, o PT, federado com PC do B e PV, elegeu 11 deputados federais, marca que se deve a muitos fatores, e a correria de candidatos não está entre eles...


MELHOR CAMPANHA PARA DEPUTADO ESTADUAL: PSDB – Desde 2018 o partido vem perdendo força eleitoral em São Paulo, que era um de seus principais redutos, com a saída de várias lideranças proeminentes e o encolhimento das bancadas no legislativo, assim, para se manter vivo na cabeça dos eleitores, ao invés dos candidatos já aparecerem na tela falando, eles entram no cenário do programa, todo em azul, com o tradicional “masacote” do partido, o tucano, no canto direito da tela, discorrendo sobre suas propostas, dando dinamismo às inserções, um embalo que não chegou às urnas, federado com o CIDADANIA, o PSDB elegeu apenas uma deputada estadual, Ana Carolina Serra, esposa do ex-prefeito de Santo André, Paulinho Serra, por coindicência o único deputado federal eleito pela legenda, e que apresentava o programa do partido, da mesma forma que Alex Manente, cuja base eleitoral é o vizinho município de São Bernardo do Campo, aparecia antes de cada inserção da candidata ao Senado do CIDADANIA, Soninha Francine, na qualidade de presidente da agremiação, sem que ele ou ela tenham conseguido se eleger...





PIOR CAMPANHA PARA DEPUTADO ESTADUAL: UNIÃO BRASIL – Federado com o PROGRESSISTAS, o partido introduzia seus candidatos com pessoas de vários pontos do Estado segurando uma placa com o logo e o número da agremiação, dizendo “UNIÃO BRASIL 44, Juntos por São Paulo”, contando com dois modelos principais de inserções, um mais geral, com um mapa estilizado de São Paulo preenchido com bandeiras do Estado cor de marca texto, e outro destinado aos chamados “puxadores de votos”, em que o candidato percorria um cenário virtual, ilustrado em geral com imagens relativas à sua área de atuação, o problema é que o concorrente era focalizado de muito longe em alguns enquadramentos, o que fazia ele se perder pelo caminho, embaralhando a visão do telespectador, felizmente, dos nove deputados estaduais eleitos pela Federação UNIÃO PROGRESSISTAS, quatro são do UNIÃO BRASIL, se bem que os dois mais votados, Rafael Saraiva e Douglas Garcia, tinham inserções personalizadas, Saraiva focado na proteção animal e Garcia na dobradinha com o candidato a deputado federal não eleito Rubinho Nunes, fizeram bem, digo...


MELHOR SLOGAN: “O lugar onde você nasceu ou a cor de sua pele não podem definir o tamanho do seu sonho” Professor Anderson Guimarães (PSD) – Lemas de campanha precisam ser objetivos, de fácil memorização, por exemplo, “Nesta eleição, não fique confuso, governador é Tarcísio, estadual é Caruso”, do candidato a deputado estadual Jorge Caruso, do MDB, ou que convidam a reflexão, caso de “Fé que sustenta, a voz que representa”, de Marquito, que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSD, o mesmo partido do vencedor deste ano, que estabeleceu um mesmo visual para a campanha de todos os seus postulantes, apenas variando o uso das cores da bandeira nacional, verde, amarelo e azul no fundo, o que só aumenta a importância de um discurso que diferencie o concorrente dos demais candidatos, e realmente, Anderson Guimarães poderia ter vencido na categoria O Professor, também porque sua fala chama a atenção para um tema que seu próprio partido não considera essencial, as desigualdades sócio econômicas e raciais na sociedade brasileira, chamando o eleitor a participar de sua superação, uma lição que ainda precisa ser aprendida, pois o professor teve apenas 1.346 votos, muito longe do resultado obtido pelos nove deputados estaduais eleitos pelo PSD...

PIOR SLOGAN: “O Brasil tem cura, o Brasil tem Cury” Augusto Cury (AVANTE) – Na busca por um mote eficiente, existem duas tentações das quais muitos criadores de campanhas não conseguem fugir, o uso de rimas e os trocadilhos, a rima pode ajudar na fixação da mensagem, caso da campanha de Léo Áquilla, candidata a deputada estadual pelo PSB, “Você sabe, eu também sei, se tem Léo, tem lei”, Domingos Dissei, corre aqui, embora o resultado final possa ser de qualidade duvidosa, por exemplo, o da propaganda de Du Venturini, que tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PRD, em que o próprio nome do candidato dá margem a uma rima de duplo sentido, feita por um palhacinho ao lado do candidato, “Se você está cansado dos mesmos políticos sempre... Vai votar no Du”, lembrando até aquela criança que xingou o Bozo (do SBT) no telefone e o Luis Ricardo disse que preferia tomar no copo porque é mais limpo, falando em trocadilhos, o candidato à presidência pelo AVANTE colocou o próprio nome em jogo para apresentar sua pretensão de endireitar (literalmente) o país, mas sem dizer como, sendo a terceira via as custas de um puxão de orelhas nas outras duas, mesmo recaindo no personalismo que é criticado em ambas, em resumo, um “slogan” pouco convincente, tanto que o próprio candidato preferiu substituir por um dístico mais sintonizado com as novas tecnologias, “Dá o play no futuro... Dá o play no 70”, um sutil tutorial para a urna eletrônica que o eleitorado nem deu muita importância...

TROFÉU PINÓQUIO: Tesouraço dos Impostos (Flávio Bozo, PL) – A campanha do filho do ex-presidente Jair Bozo foi ajudada pelos adversários, que não colocaram em questão o fato dele estar disputando a presidência depois do golpe de Estado tentado pelo papi, mas precisava se desviar das investigações, essas muito presentes na propaganda eleitoral, do envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro no caso do Banco Master, o que procurou fazer trazendo o debate público para a zona de conforto da extrema-direita, a questão da segurança, e jogando com a percepção da economia pela população, comparecendo pessoalmente a um mercadinho de bairro para ajudar a empacotar as compras e mostrar que a prova da alta dos preços é a chamada “reduflação”, a redução de quantidades de produtos nas embalagens, a famosa “dúzia de dez ovos”, o que acredita ser culpa do PT, e a solução proposta para o problema é o corte de impostos, uma medida questionada até por um eminente passador de pano do meio, Pedro Dória, simplesmente porque o corte de tributos não reduz preços, pois é feito por cima, no imposto pago pelos empresários, que transformam a redução da carga tributária em aumento de lucros, repetindo a fórmula Richfield, o chefe do Dino em “Família Dinossauros”, os ricos moram nas colinas, se não pagarem impostos, vão acumular mais dinheiro, e aí quem sabe, talvez, algumas moedinhas vão rolar montanha abaixo e chegar nos pobres, então é por isso que a reação da campanha do Luis Inácio foi destacar formas comprovadamente mais efetivas de aumento do poder de compra, porque chegam na base, como o aumento do salário mínimo acima da inflação, estendido a aposentadorias e ao BPC, e o reajuste do Bolsa Família, apesar de que o resultado do primeiro turno da disputa presidencial mostrou que a resposta deveria ter sido dada beeem antes...

PRÊMIO IPHG: Dercinho O Negão do Caminhão (UNIÃO BRASIL) – Esta é a categoria mais inusitada do nosso prêmio, tanto quanto a escolha de Melhor Animador e Apresentador e de Melhor Animadora e Apresentadora no Troféu Imprensa, na qual os jurados votam numa urna para manter sigilo sobre a escolha de Celso Portiolli e Patrícia Abravanel, que não só apenas fazem a apuração como tentam adivinhar quem votou em quem, da nossa parte, a escolha é feita por uma única pessoa, um colega de rede nosso, cujos critérios são absolutamente desconhecidos, no entanto, ele quase sempre escolhe logo no início do período do Horário Eleitoral, e já no segundo dia ele comunicou a organização do prêmio que indicaria o candidato a deputado federal pelo União Brasil, convencido pela potência do discurso, “Quero levar a força da Baixada Santista para Brasília e representar São Paulo com trabalho e compromisso... Parabéns, vote 4474!!!, Dercinho O Negão do Caminhão”, e principalmente pelo nome de urna, que o conquistou ao aparecer na tela, levando o internauta a conceder o prêmio sem considerar opções como os candidatos a deputado federal Alex Minduin e Lucas Penteado, do PT, Anderson Neguin, do União Brasil, Flávio Casimiro e Olegário da Comunidade, do PSOL (Brasilândia em Brasília!!!), Preto de Direita, do PL (!!!), e para deputado estadual, os candidatos Pastor Edvaldo e JR Freitas, do PSOL, Geleia Protetor, do PSD, Luisão Cruz, do PDT, Mauro Vercidade, do PT e Marcinho do Povo, do PODEMOS...

MESTRE: Mestre Valdenor (PSOL) – Normalmente, são premiados nesta categoria nomes com longa experiência no Horário Eleitoral, como por exemplo, Edinho Araújo, do PRD, e Gilson de Souza, do PSB, que foram candidatos nas eleições de 1990 pelo PMDB e pelo PL, conforme atestam os vídeos de propaganda política da época postados no YT, porém é impossível deixar de reconhecer o mérito de quem carrega a designação de Mestre no próprio nome de urna, e é exatamente isso que acontece com o candidato a deputado estadual pelo PSOL, que se pronunciava em um cenário com fundo dourado, de terno marrom e chapéu cinza, “Sou Mestre Valdenor, homem negro, capoeirista e candidato a deputado estadual... Meus compromissos: culturas afro-brasileiras, educação, esporte e povos tradicionais... Vote 50074”, uma participação que ressalta a evolução da propaganda eleitoral do PSOL, uma das que mais se destacam pelo espaço que proporciona aos integrantes das chapas proporcionais, incialmente, o partido concentrava esforços em um ou dois candidatos, num esforço para superar o quociente eleitoral, posteriormente a exigência de votação mínima de 10% do quocioente para a eleição de parlamentares levou o partido a divulgar um número maior de candidaturas, seja com inserções feitas em estúdio ou gravadas em externas, com resultados expressivos, no pleito para a Assembleia Legislativa, o PSOL, federado com a REDE, elegeu nove deputados estaduais, um alento na eterna luta contra a cláusula de barreira, pois apesar do excelente desempenho em São Paulo, o partido não conseguiu a votação mínima de 1,5% para a Câmera dos Deputados em nove Estados, apesar de ter acançado a meta de 2,5% dos votos para deputado estadual em todo o país, lembrando que a agremiação deve pedir uma nova totalização dos votos no Espírito Santo, onde faltaram 185 votos para atingir o patamar de 1,5%...



MÚMIA: Marquito do Ratinho (PSD) – No dia 25 de fevereiro de 2026, o humorista Marco Antônio Ricciardelli, o Marquito do “Programa do Ratinho”, teve um mal súbito quando dirigia sua moto na região de Vila Gustavo, Zona Norte de São Paulo, e sofreu uma queda, que provocou ferimentos no rosto, uma costela fraturada e uma lesão na coluna cervical, levado ao Hospital Nipo Brasileiro, foi internado na UTI e passou por duas cirurgias na coluna, recebendo alta no mês de abril, quando deu início ao trabalho forte de reabilitação motora... Mesmo com as reprises de suas participações na atração comandada por Ratinho, Marquito permaneceu afastado da televisão e surpreendeu ao anunciar que seria candidato a deputado estadual, fazendo dobradinha com Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos e concorrente a uma vaga de deputada federal, com quem compareceu no Horário Eleitoral, sentado em uma cadeira de rodas, visivelmente debilitado, quando ela dava a deixa, “Sem Deus não somos nada, Marquito!!!”, ele falava com dificuldade uma frase cuja força contrastava com sua aparência desolada, “Fé que sustenta, a voz que te representa!!!”... Uma parceria que não foi suficiente para garantir uma vaga na Assembleia Legislativa, Marquito teve apenas 1.596 votos, e o fato de ser uma figura reconhecida nacionalmente, vide fantasia de vaga-lume, e que já lhe garantiu a eleição para vereador em São Paulo (em 2024, quando não conseguiu voltar para a Câmera Municipal, Ratinho zoou Marquito no programa falando o tempo todo de sua votação), mas que não foi suficiente nem para a disputa pelo voto em seu próprio partido, que recebeu várias lideranças regionais egressas do PSDB depois da eleição de Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo em 2022...




ESTAILE – Carlos Cunha (PSD) – Na campanha eleitoral, muitos candidatos, para se destacar em meio aos concorrentes, buscaram desenvolver um estilo próprio, Girlei Marconi, candidata a deputada estadual pelo União Brasil, empunhava uma colher e proclamava, “Na defesa da mulher, pode meter a colher!!!”, também usando uma colher, só que invertida e com uma arara no cabo, além de uma sacola que estampava um pedido de proteção ao idoso, Maria Helena do PSDB declarava, “Quer uma nordestina arretada na Assembleia... Para o bem do povo vote deputada estadual Maria Helena 45210!!!”, Fernanda Quadros, do PROGRESSISTAS, concorrente a uma cadeira na Câmara dos Deputados, levou uma vassoura para a frente das câmeras de modo a ressaltar o histórico de seus sobrenome, garantindo ser "Uma nova voz na família de Jânio Quadros"... Vestido de palhaço, Alessandro Cultura Viva, postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PT, era enfático, “Vote num palhaço de esquerda!!!”... Sidão Formiga, candidato a deputado federal pelo PSB, associava a clássica fábula ao próprio sobrenome, “Chega de cigarra na política!!!”... Fernando Sirichia, que tentava se eleger deputado estadual pelo PDT, segurava uma pasta e fazia um gancho a João Kleber, “Parou, parou, parou... Não vai dar tempo... Joga no Google ©!!!”... Edson Ventura, candidato a deputado estadual pelo PSB, recorria ao linguajar nordestino, “Se amostre, viu!!!”... Santo Legaliza, da chapa do PSOL para a Câmera dos Deputados, sugeria, “Aperte o verde e sente a brisa”... Mônica Rosenberg, do PSD, buscava votos para se eleger deputada estadual cortejando um famoso “fandom”, “Você também cansou do grito dos radicais... Vem para a turma da Mônica!!!”, falando em modinhas, o “Six Seven” virou parte da propaganda do Professor Franklin Andrade, do PDT, “É doze Six Seven”, e de Rogério Zeraik Abdalla, candidato a deputado federal pelo PL, “O Brasil é nosso, 22 Six Seven!!!”.... Outros tentavam demonstrar estilo no nome de urna, caso de Elys Style, que concorria para deputada federal pelo PDT, que foi direto ao assunto, de Abençoado da Bahia, do PL, apesar de estar concorrendo em Sâo Paulo, de Luiz Boatto, do SOLIDARIEDADE, “Contra o desmonte da educação, espalhe o boato”, de Tuca Munhoz Bigode Azul, que de fato tinha um “mustache” nessa cor, e de Samurai Caçador Dr. Mardoqueu, que concorreu para a Assembleia Legislativa pelo PSD, e para a Câmara dos Deputados, a opção era Reginaldo Ajuda Eu... Seu colega de partido, Eng. Renato Archanjo, dizia, “venho trazer luz e renovação para a política de São Paulo”, momento onde a lâmpada que segurava na mão se acendia... Na disputa por uma cadeira em Brasília, Dr. Caboclo, do PSD, se contorcia todo na tela para dizer, “Siga @doutorcaboclo para ver nosso trabalho e expandir esse trabalho para todo o Brasil, e tchau, Caboclo!!!”, seguindo a linha performática, Ale Duarte, candidata a deputada federal pelo PL, cantava numa desenvoltura de fazer inveja a Marcelo Aguiar e seu poder de filho, “De promessas vazias, a família brasileira está cheia... Para renovar, vote Ale Duarte 2266”... E quando o estilão do postulante vem de muito antes da sua introdução na política, este é o caso de Carlos Cunha, candidato a deputado estadual pelo PSD, piloto conhecido por seus shows de acrobacias automobilísticas, cujas manobras radicais a frente de equipes patrocinadas por montadoras de veículos levaram ao surgimento de uma legião de fãs na região do Grande ABC, contemplados na propaganda partidária com uma comunicação direta, apontando e chamando o eleitor com a mão onde leva um relógio de ouro, combinando com a corrente com uma chave na ponta e a pulseira no outro braço, “Para evitar acidentes de trânsito e salvar vidas, vem comigo... Falando com você, Carlos Cunha, Deputado Estadual, 55054”, pena que esse estilo irresistível não tenha feito o eleitorado pegar carona na candidatura de Cunha, que obteve apenas 1.471 votos, sofrendo com o mesmo problema de seu companheiro de legenda Marquito do Ratinho, a forte concorrência dentro do próprio partido vinda de lideranças regionais consolidadas...


HERDEIRO: Albertinho Maluf (PROGRESSISTAS) e Tenente Celsinho Russomanno (REPUBLICANOS) – Há controvérsias sobre o verdadeiro parentesco de Albertinho, que se apresenta como sobinho do Doutor Paulo, mas só o fato de seguir com o legado de uma figura que moldou a propaganda eleitoral televisiva como a conhecemos hoje já é digno de nota, e o candidato a deputado estadual pelo PROGRESSISTAS, além de postar vídeos de campanhas passadas de Paulo Maluf no YT, também usa em sua campanha o mesmo logo “Amo SP Voto Maluf” com o coração que a equipe do marqueteiro Duda Medonça criou para a eleição estadual de 1990, é de coração que o sobrinho declara, sentado em um sofá ao lado do tio, “O legado do homem público que mais fez por São Paulo tem que continuar”, nesse momento, Paulo Maluf, que completou 9.5 em 3 de setembro, coloca a mão no joelho de Albertinho e fala, com a voz embargada, “Confie seu voto votando no Albertinho, que esse vai trabalhar forte por você!!!”... Outro postulante empenhado em honrar a tradição familiar e ir além foi o Tenente Celsinho Russomanno, candidato a deputado estadual pelo REPUBLICANOS, filho do deputado federal Celso Russomanno, que ao lado do pai, declarou, “Aprendi desde cedo com meu pai a importância de defender as pessoas... Como tenente do Exército, entendi o que é servir e fazer as coisas do jeito certo... Levo a defesa do consumidor no meu DNA e agora quero levar essa missão para a Assembleia com disciplina, coragem e trabalho... Uma nova geração para continuar”, e a introdução do Celso filho na política é particularmente importante em um momento onde o trabalho forte do Celso pai na defesa do consumidor é cada vez mais contestado, inclusive pelos comerciantes que colocam música de filmes do Valdisnei no último volume para os vídeos das diligências de Russomanno tomarem “strike” no YT, e a tarefa de dar continuidade a sobrenomes tradicionais no campo conservador não é simples diante de tantas figuras emergentes à direita nos últimos anos, em especial de extrema direita, tanto que os dois herdeiros não conseguiram se eleger, Albertinho Maluf teve 11.451 votos e Celsinho Russomano conseguiu 28.446 votos...

REVELAÇÃO – Vitória Souza (PROGRESSISTAS): O partido, que lançou a candidatura de Guilherme Derrite ao Senado e apoiou a reeleição de Tarcísio de Freitas, seguiu a mesma linha de outras grandes agremiações com muito tempo de tela à disposição, e compareceu com dois modelos de campanha eleitoral, um para os membros da chapa em geral, com fundo azul dividido entre a imagem de uma família negra e uma vista aérea da região da Avenida Paulista, sempre apresentado pelo presidente da legenda em São Paulo, Mauricio Neves, também candidato a deputado federal, e um com inserções personalizadas, lançando mão de todos os recursos tecnológicos audiovisuais disponíveis, destinado principalmente aos puxadores de voto, mas também proporcionando a oportunidade para revelar Vitória Souza, que se destacou no meio de tantos delegados, policiais e militares concorrendo pela agremiação com o estilo de comunicação da Bia do Brás, que era ridicularizada e alvo de ódio de classe no BBB e se tornou fora do “reality” uma altamente requisitada garota-propaganda, e Vitória hablava em alto e bom som na frente de uma Sprinter da SAMU, “Vou prometer três coisas que dá para cobrar de mim, licença maternidade que só começa a contar quando o bebê vai para casa, eu colocaria obrigatoriedade de banco de leite em todas as maternidades e UTIs neonatais, e mais leito de UTI neonatal no interior, é pouco... Para quem está no corredor, isso é tudo, Vitória Souza 1199”... A eficiência de sua peça de propaganda eleitoral fez com que Vitoria ficasse em sexto lugar entre as candidaturas a deputado federal do PROGRESSISTAS, que federado ao UNIÃO BRASIL, elegeu três parlamentares (Sargento Nantes, o próprio Maurício Neves e Coronel Telhada), obtendo 43.643 votos e chegando bem perto de uma concorrente muito mais famosa, e que teve 46.773 votos, Janaína Paschoal, a própria...

VIRA-CASACA: Eduardo Cury (PL) - O partido de Flávio Bozo, que apoiou Tarcísio e lançou André do Prado ao Senado, é outro que seguiu a linha de fazer dois tipos de inserções, um fundo azul com faixas verdes e amarelas no canto esquerdo e as imagens de Bozo e Prado do lado direito para toda a chapa e vídeos personalizados para os nomes de maior peso eleitoral, como por exemplo, Rita Zambelli, a mãe de Carla Zambelli, Kátia Sastre, Rosana Valle, o irmão do ex-presidente Jair Bozo, Renato Bozo, e até o tal do Luis Inácio do Bem, nosso premiado, Eduardo Cury, fez parte desse seleto grupo, “Esse é Eduardo Cury, construtor de soluções, Cury transformou São José dos Campos em referência nacional... Então é por isso que foi escolhido por Flávio Bozo coordenador de seu plano de governo à presidência da República... Ele tem a solução para as cidades”, em suas próprias palavras, “A gente precisa de menos discurso e mais solução”, o candidato a deputado federal faz parte de outro grupo destacado, o de ex-prefeitos e parlamentares paulistas que deixaram o PSDB após as eleições de 2022 e foram compor a base de sustentação do governo Tarcísio de Freitas filiando-se a partidos aliados, numa autêntica revoada de tucanos, entre eles o próprio Eduardo Cury e Luis Fernando Machado, que entraram para o PL, Analice Fernandes, Barros Munhoz, Barjas Negri, Carlos Sampaio, Duarte Nogueira, Mauro Bragato, Paulo Alexandre Barbosa e Vitor Lippi, que foram para o PSD do vice governador Felício Ramuth e de Gilberto Kassab, principal articulador político do governador, e até mesmo Orlando Morando, que entrou no MDB do prefeito Ricardo Nunes, apoiador de Tarcísio, enquanto sua esposa Carla Morando, que disputou a reeleição para deputada estadual pelo PSD, uma adesão fundamental para a reeleição do governador do REPUBLICANOS no primeiro turno, e virar a casaca não prejudicou Cury, ao contrário, ele foi o 16º colocado entre os candidatos do PL, que elegeu 19 deputados federais, com 66.860 votos, ou seja, foi o Cury que deu certo... Ops!!!...


COADJUVANTE: Apóstolo Waldomiro Santiago – Na divisão entre Camarote e Pipoca da propaganda eleitoral do PL, os candidatos apoiados pelo líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, um expoente do teleevangelismo, ficaram no grupo da Xepa, quer dizer, das inserções com cenário padronizado, Missionário José Olímpio para deputado federal e Rodrigo Moraes para deputado estadual, ficando lado a lado com Waldemiro, que era com junto do Missionário RR Soares uma presença constante no Horário Eleitoral, mesmo que depois da eleição de Jair Bozo em 2018 tenham perdido parte de sua influência política para o partido Republicanos, estreitamente ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, comandada por Edir Macedo, e lideranças mas próximas da família Bozo, como Marco Feliciano, Nikolas Ferreira, Silas Malafaia e André Valadão (!!!), então é por isso que o apoio de Santiago não foi suficiente para eleger José Olímpio, que teve 52.030 votos, todavia, em compensação, Rodrigo Moraes, com 73.837 votos, está entre os 27 deputados estaduais eleitos pelo PL em São Paulo, enquanto Edna Macedo, irmã de Edir Macedo, não conseguiu se eleger pelo REPUBLICANOS, apesar de ter conseguido 55.086 votos...




TROFÉU CATHO ®: Silvia Abravanel (PSD) – Devemos dizer que o esporte e a música, tradicionais fornecedores de pessoal em busca de um novo emprego se fizeram presentes por meio de nomes como os cantores Manoel Gomes, o Caneta Azul, do AVANTE, e MG Gui, do PSB, e na parte esportiva, os ex-futebolistas Finazzi e Luis Fabiano (Dinei não conta porque já é veteranissimo de campanhas políticas), além de Joel do Vôlei e do ex-jogador de basquete André Brazolin Anjo do Esporte... Todavia, nas eleições deste ano, o Horário Eleitoral mais parecia uma extensão da programação do SBT, devido ao grande número de egressos da emissora da Anhanguera a procura de uma nova colocação profissional: o humorista Marquito, do PSD, e o manipulador do boneco Xaropinho, Eduardo Mascarenhas, filiado ao PDT, do “Programa do Ratinho”, os apresentadores José Luis Datena, do PSB, e Geraldo Luís, do AVANTE, que comandaram o “Tá Na Hora” e o “Aqui Agora”, os comentaristas policiais Delegado Palumbo e Delegada Raquel, candidatos pelo PODEMOS e pelo PSD, a apresentadora do “SBT Brasil” Rachel Sherezade, candidata a deputada federal pelo PSD, Débora Rodrigues, do primeiro time de apresentadoras do “Fantasia”, que também concorreu pelo PSD, também o partido onde disputaram a eleição os atores Constantino Akon e Fabio Villa Verde, que atuaram na novela “Carrossel”, o biólogo Richard Rasmussen, apresentador do programa “Aventura Selvagem”, que usou como nome de urna Richard Selvagem, e a principal representante do SBTismo no pleito de 2026, Silvia Abravanel, a filha número dois de Silvio Santos, diretora, produtora e apresentadora do programa “Sábado Animado”, candidata a deputada federal pelo PSD, que compareceu na propaganda eleitoral com um prefixo musical, “A Silvinha vem aí, 5590!!!”, inspirado no tema de abertura do programa do papi, que é citado em seu pronunciamento e aparece em fotos ao lado da candidata, “Silvio Santos, meu pai, criou o Teleton e agora é minha vez de lutar pela família atípica como ele sempre fez, vote 5590!!!”, ela própria foi mãe de uma criança atípica, sua filha Luana, e uma das inspirações do Teleton, junto com a proposta feita pela AACD via Hebe Camargo do SBT realizar uma maratona televisiva de arrecadação de fundos baseada no Teleton do Chile, demonstrando que suas intenções são excelentes, porém ela enfrentou o mesmo questionamento pelo qual passou seu sobrinho Tiago Abravanel quando entrou na disputa do BBB, vindo da família que veio, ela precisa mesmo do prêmio do “reality”, quer dizer, de participar da política, o próprio Silvio Santos tentou se candidatar quatro vezes, só concorreu efetivamente em uma e não deu certo, no final das contas, a filha também não foi bem sucedida, alcançando a marca de 22.472 votos, sendo a décima oitava colocada entre os candidatos do PSD, que elegeu seis deputados federais, e aqui reside o grande obstáculo ao êxito eleitoral de Silvia e dos demais concorrentes oriundos das fileiras do SBT, os quatro nomes mais votados do partido são ex-prefeitos, Igor Soares (Itapevi), Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Marcos Neves (Carapicuíba) e Saulo Pedroso (Atibaia), em uma legenda abarrotada de caciques regionais que saíram do PSDB depois das eleições de 2022, e o acesso negado de Silvinha se repetiu com os outros “SBTistas”, no SBT e em outros partidos, com exceção do Delegado Palumbo, um dos únicos que tinha experiência política prévia, pois foi eleito vereador em São Paulo no pleito de 2020, o outro era José Luis Datena, que dispensa maiores comentários, no caso de Silvinha, resta retornar ao “Sábado Animado”, que foi comandado pelos atores mirins Theo Radicchi e Valentina Bandeira enquanto esteve em campanha, uma volta que só não é mais aguardada que a do Xaropinho, porque ninguém aguenta mais o Fuça, aquele cachorro que substituiu o roedor no “Show de Calouros”... Ops!!!...
