quinta-feira, 25 de maio de 2017

Lançadas Ocupam Brasília Apesar da Repressão...

- Nossa luta é realmente forte!!!... Não precisa de gás de pimenta para ser temperada!!!...























































Não dá mais para esconder... O movimento pela queda do presidente chegou ao plenário da Câmara...























































Capa – “FenoMinal”. Porcaria vence o Atlético Tucumán por 3 a 1, com gol do colombiano, e termina em primeiro lugar no Grupo 5 da Libertadores...























Poderoso Timão – “Mais perto do Timão”. Cicinho (OG)... Temporada na Bulgaria está no final, mas janela de contratações internacionais só abre em 20 de junho...
“Novo vínculo de Moisés vaí até o fim de 2019”. Mais dois anos de contrato, para o clube aumentar o faturamento com uma futura negociação, digo...
“Pedro Henrique não se intimida com reforço”.  Não é o internauta e está em uma posição que se disputa, Anderson Martins...
“Pablo volta ao time titular”. Avisem também ao Atlético-GO que Balbuena não joga...
“Maycon afirma que Timão precisa evoluir”. Só depende docê...
“Timão e Coxinha fazem acordo”. Pagamento de R$ 900 mil em oito vezes, Kazim...
“Ingressos já estão à venda”. Peixinho dia 3, às 19 horas, no Fielzão...























Sessão Cartolão – “Daquele jeito”. Se não tiver tensão, não é o Verdinho do Alex Stival (OG), André K....
“Não somos a Europa. Tenho restrição a isso”. Nada de final única na Libertadores, Bolzanaro...
“Direito de arena vira receita para sindicato”. De uma receita prevista de R$ 6,4 milhões para este ano, R$ 3 milhões virão do direito de arena – dinheiro que deveria ser dos atletas... Alis... “Despesas”. Sendo que Sapesp prevê gastos de R$ 1,1 milhão com “pessoal e encargos trabalhistas e sociais” e R$ 1 milhão com “representação”, Martorelli...
“Camisas”. Fase do Real Madrid é melhor, mas ainda assim Barça vence 23% a mais de camisas no Brasil, Netshoes... Ao menos CR7 lidera no quesito camisetas personalizadas...
“Papo reto”. Chape ouvindo o jurídico da Conmebol antes de recorrer no caso Luiz Otávio, Montserrat Jiménez...
“Estratégia”. Definição da compra da Arena do Grêmio... Pelo Grêmio... Só em meados de junho, Bolzanaro...
“Raio-X esportivo”.  5.368 municípios brasileiros (96%) possuem instalações esportivas de propriedade das prefeituras... Sendo 4.444 campos ou estádios (82,8%), 3.611 ginásios (67,3%) e 3.496 quadras esportivas (65%), IBGE...
“Recuso em vista”. Agência NBS recorre da proibição ao anúncio “Isto aqui é Menguinho”, Conar...
“Um erro da Globo”. Pagar mais para alguns clubes não dá, Amir Somoggi... “No Brasil, a diferença só aumenta”. Vide EI...













































Garantia da Lei e da Ordem nos Olhos dos Outros...
Pois é, não é, Doutor... Até com os animais da cavalaria da polícia está difícil o diálogo...























































Não, Tufão... O fogo no Ministério da Agricultura e não era nenhum churrasco, digo...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Manual do Peninha é uma referência ética...

Muito antes do Eduardo Bueno, havia um Peninha que publicava reportagens espetaculares em "A Patada"...
























































O Manual do Peninha, lançado pela Editora Abril em 1973, e relançado neste ano em edição fac-similar, é uma sólida referência ética sobre o trabalho do jornalista em suas 192 páginas... Criado pelo “Homem-Abril” Cláudio de Souza, supervisionado por Waldyr Igayara de Souza, com texto coordenado e pesquisado por Elizabeth Sigoli e editado por Sílvio Fukumoto, o manual tem como figura principal, o pato repórter Peninha (não confundir com Eduardo Bueno, que deve seu apelido ao ilustre colega de profissão...) , que trabalha com seu primo Donald (não confundir com o Trump, pois o pato gosta de mexicanos...), no jornal “A Patada”, de propriedade de seu tio Patinhas... Título escolhido “por ser um nome rico de sentido”, pois “além de lembrar a palavra pato, lembrava o golpe dado com a pata”... Cujo principal concorrente é “A Patranha”, o qual tem como dono o seu arquirrival Patacôncio...  Que não deve ter atentado para o fato de que patranha é sinônimo de mentira... Tanto que ao observar da janela de seu escritório na redação do jornal uma pessoa levando um coice de uma mula, mandou colocar na primeira página de seu jornal... “Funcionário de ‘A Patranha’ agredido pela ‘Patada’”... A cena ilustra o texto sobre “Imprensa Amarela”, que relata a bronca que Patinhas deu em Peninha por ter publicado uma reportagem sobre o pouso, no sítio da Vovó Donalda, de um disco-voador – que era de papelão pintado, feito para o filme “O Planeta dos Marrecos”...  “Você bem sabe que imprensa amarela é um termo depreciativo para designar a imprensa sensacionalista, de idoneidade duvidosa, que até inventa notícias para vender jornal!!!”, disse o pato mais rico do mundo... Os princípios éticos estão presentes em todas as páginas no manual, inclusive nos verbetes do “Pequeno Vocabulário do Jornalismo”... “Cascata”, por exemplo, é “texto enrolado, enganoso e fútil para espichar a notícia”, ou “foto posada, foto arranjada pelo fotógrafo”... “Chupar” é “copiar trabalho alheio”... O equivalente ao “kibar” que ocorre hoje com os memes de internet, Antônio Tabet... Agora, o conceito de “Picaretagem” demonstra tudo aquilo o que um jornalista NÃO deve fazer... “Uso da condição de jornalista para obter proveito indevido... Ação de profissionais incompetentes ou aventureiros que, sem méritos próprios, usam de expedientes para lograr vantagem”...
























Mesmo no ponto mais baixo na hierarquia do jornal, Peninha sempre foi o sustentáculo da publicação...














































































“Será que repórter é a melhor ocupação para um pato amalucado como o Peninha??? Era a dúvida do Tio Patinhas, ao designá-lo repórter de ‘A Patada’... Como não há parada que o Peninha não tope, ele não teve dúvidas:  ‘botou pra quebrar’ (inclusive máquinas de escrever, gravadores, etc.)... E provou que, com as trapalhadas e tudo, tinha uma grande qualidade: comunicava-se com o público... Só não conseguiu comunicar-se com o Tio Patinhas nos pedidos de aumento salarial, mas isso são outros cinquenta centavos (500 cruzeiros é muito para o rico pato)”... Assim, Peninha revelou fraudes no concurso de “a mulher mais bem vestida”  no Teatro Municipal de Patópolis – entre os concorrentes havia a mulher de um dos jurados e Margarida, a namorada de Donald, que o acompanhava na cobertura – confundiu um peixe-espada empalhado com o pescado servido no restaurante “Ao Peixe Frito”, que seria objeto de uma coluna de restaurantes, fez jornada extra entregando “A Patada” para o Urtigão em seu casebre na roça, flagrou (sem saber...) o roubo de joias da H.Estética cometido por Onze Dedos em meio a uma densa neblina que caiu sobre a cidade, confundiu o presidente de Marrecos, Al-Kazo, com o ator Henry Fundo, caracterizado como sultão, fotografou o momento em que o ator Omar Xerife perdeu a dentadura na estreia do filme “Eu Me Chamo TNT” , ajudaram a prender o assaltante Mão Leve, que havia roubado sua máquina fotográfica, escreveu uma coluna social sobre o banquete na mansão dos Dendeco D’Almeida, mostrou a realidade das relações entre vendedor e cliente das lojas Peg-Pato, descobriu o roubo do iate Cifrão dos Mares, denunciou que o prefeito Inaugurindo ia inaugurar o Viaduto dos Patos pela 15ª vez, transformou uma receita de suflê de cenoura em suflê de cebola, conseguiu uma entrevista exclusiva com o milionário recuso Zé Poltrão... Tudo isso sem conseguir aumento de salário, só descontos pelos prejuízos causados ao Patinhas... Até porque o único aumento que o ricaço concede a seus funcionários é de serviço e aquela manchete sobre emprestar dinheiro sem juros era uma “barriga”...  Sempre disposto a ampliar seus conhecimentos sobre a profissão, Peninha aprendeu que “a notícia pode estar ou surgir em qualquer lugar: no mar, no ar, na terra, nas cidades, nas estrada, nos campos, basta que o repórter seja ativo, perspicaz e saia à cata delas”... Que “a redação jornalística começa do clímax” e “essa ‘abertura’ de uma notícia e tão importante que tem até um nome em inglês: lead (pronuncia-se lid), isto é, o que vai na frente”... Soube com seu patrão que “a redação é o cérebro do jornal, é um laboratório que trata a informação de tal maneira que ela possa ter acesso fácil ao público”... Alis, o conhecimento de Patinhas sobre o jornalismo e seu poder é tão grande que o milionário escreveu um editorial pedindo mais policiamento em Patópolis... Depois que uma de suas piscinas de dinheiro amanheceu vazia... Para ser limpa, só que o artigo levou a polícia a prender os Irmãos Metralha...  Isso porque afirmaram ao jornal “O Bico do Bairro” que é muito difícil assaltar a caixa-forte do Tio Patinhas devido aos buracos na rua onde está localizado o depósito de dinheiro...  Também atento aos aspectos comerciais do jornalismo, Patinhas se apetece com o faturamento obtido com os anúncios da edição dominical de “A Patada” e lançou a “Mini-Patada”, uma versão de seu jornal em formato tablóide, para economizar papel, de acordo com seus sobrinhos repórteres... E não deixou que o Museu da Imagem e do Som registrasse o tilintar de suas moedas... Peninha, por sua vez, continuou a aprimorar seus conhecimentos sobre a história do jornalismo, os gêneros jornalísticos e a vida dos grandes jornalistas, inclusive a do Barão de Itararé, cuja frase lapidar está em um quadro na casa do seu amigo Zé Carioca... "Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer"...
























Já em 1973, a vida de Donald era assunto constante das reportagens fotográficas feitas pelos paparazzi...














































































Auto-elogios à Editora Abril à parte- 18 milhões de exemplares mensais publicados que formariam uma pilha de  80 mil metros de altura, livros de ensino lançados através de 14 mil bancas de jornais, 50 milhões de leitores no Brasil e em mais de 20 países, 2,5 milhões de palavras recebidas pelos seus teletipos durante 700 horas por mês, suficientes para preencher um livro de 10 mil páginas – o manual não apenas traz a história das comunicações, desde a Antiguidade, com textos sobre pombo-correio, sinais de fumaça, literatura de cordel, folhetim, panfletos, almanaques (ainda hoje disponíveis nas farmácias da região de Pindamonhagaba....), como relata os mais recentes avanços tecnológicos a serviço da informação – em 1973 – tais como o satélite Intelsat, que transmitia 12 programas de televisão e 5 mil telefonemas ao mesmo tempo – e o mini-teipe, uma “câmera de TV  do tamanho de um filmador” que “facilita muito a filmagem das tele-reportagens”... Otimista, o  manual não acreditava que a televisão acabaria com as revistas ilustradas – não se falava em internet, ainda - e mesmo citando a previsão do Caderno de Jornalismo do “Jornal do Brasil” de que “no futuro um cérebro eletrônico  poderá editar um jornal ou uma revista”, tinha a convicção de que “por mais aperfeiçoadas que sejam, as máquinas não poderão fazer tudo no jornalismo e haverá sempre a necessidade da ‘cuca’ de um jornalista para colher, escrever e analisar os fatos... A não ser, é claro, que algum Professor Pardal também invente um jornalista eletrônico”... Antes teria que criar um redator-chefe eletrônico para o Percival – no caso, o contínuo do jornal – colocar óleo, digo... O livro termina com a conferência sobre o poder da imprensa, proferida pelo Peninha na Escola de Comunicações de Patópolis...  “No mundo de hoje, a imprensa tem um papel cada vez mais importante...  Termômetro da opinião pública e arauto da História, a missão da imprensa é grande e nobre... O trabalho do jornalista, antes de ser uma profissão, é um sacerdócio...  Ele deve transmitir ao público, de modo imparcial, os fatos, muitos dos quais podem influir na vida de toda a humanidade... Deve interpretar a opinião pública, visando a interpretar um serviço à coletividade... A missão da imprensa é informar, esclarecer e orientar o público; defender o bem e o justo e combater o mal e o injusto, transmitir corretamente os fatos, sem distorcer a verdade... A imprensa é o mais poderoso veículo de comunicação, dada a influência que é capaz de exercer na opinião pública...  Já no passado liderou campanhas memoráveis, como a do abolicionismo e a da república do Brasil... Pode até mudar o curso da História, tal é o poder da palavra (...) Na organização dos países há três poderes públicos:  o Legislativo, que faz as leis; o Executivo, que governa e cumprindo e fazendo cumprir essas leis; e o Judiciário, que julga as transgressões ou não dessas leis...  Mas o poder da palavra transmitida pela imprensa é tão grande que, por essa razão, a imprensa é chamada o Quarto Poder”... Vale lembrar que os alunos de comunicação de Patópolis convidaram inicialmente o Tio Patinhas para fazer a conferência – ele recusou o convite, alegando problemas particulares, além do fato de que não receberia nada pelo comparecimento no evento – e o texto lido pelo Peninha foi escrito por Gilberto... Que vem a ser “o sobrinho sábio do Pateta”... Naquele tempo ainda não se usava as palavras “geek” e “nerd”... Mas já se falava em “ghost-writer”, digo...























Profissional consciente, Peninha reivindicou melhores salários junto ao dono do jornal, o Tio Patinhas...

Lançadas das Tretas na Craco e na Câmara...

- Puxa vida, prefeito!!!... Não deu nem tempo da gente colocar o saco na cabeça!!!...






















































Tufão só observa o trabalho que dá discutir a reforma trabalhista... Ops!!!...





























































Capa – “Brilho de cristal”. Só porque o Peixinho goleou o Sporting Cristal por 4 a 0 no Urbano Caldeira, pela Libertadores???... Pior que isso, só a citação a Michel Temer na matéria sobre o jogo... “Tem que manter isso!!!”... É fria, Dorival...




















Poderoso Timão – “Flávio Adauto abre o jogo”. Especulando sobre a contratação de zagueiro – Anderson Martins ou Leandro Castan de volta – lateral – Cicinho, para ser reserva de Fagner – e meia – Mancuello, Pancada... Sassá não, esse é atacante, digo...
“Cicinho segue bem próximo”. Avisem o Ludogorets da Bulgária sobre o empréstimo – e que Olavo Gosta do Neuciano...
“Clayson é regularizado e pode estrear”. Vide BID da CBF... Tem o duro desafio de se fixar em uma equipe que desde a Série B de 2008 joga quase sempre com um só atacante de área...
“Balbuena tem lesão atestada”. De grau 1 na coxa direita, do mesmo tipo que o tirou de campo no jogo com a Macaca, em 12 de março – a volta aconteceu no dia 26, contra o Bambi...
“Giovanni Augusto volta a treinar com bola”. Depois de ter operado o tornozelo esquerdo em abril...
“Jô sonha com volta a Seleção”. Rodrigo Caio começou assim, digo...





























Sessão Cartolão – “Real Madrid pode ficar tranquilo”. Com Vinícius Júnior... Se bem que... Neymar (OG) começou assim, Marcelo Bechler...
“Não há a quem enganar. Nós não recebemos”. Presidente da Chape é o último a saber da suspensão de Luiz Otávio, Plinio de Nês Filho...
“Menguinho visa R$ 40 mil com Sócio-Torcedor”. Apesar da previsão de receita ser de R$ 38,5 milhões, Pracownik... Alis... “Programa em alta”. Atualmente, são 100 mil associados... Ano passado, “cheirinho de hepta” fez o número subir de 65 mil para 75 mil, Pancada...
“Apito”. Sérgio Corrêa acompanha a arbitragem da finalíssima da Copa do Nordeste, Marcos Marinho...
“Internacionalização”. Do Brasileirão, mirando China, Qatar e Rússia, CBF... Alis... “Panorama”. A presença do ex-global Marcelo Campos Pinto é preocupante, digo...
“Direito de arena”. Só cinco anos para ser cobrado não pode, Sapesp... Alis... “Nova regra”. Que foi definida bem longe da sede do sindicato, Martorelli...
“Mudanças”. Fernando Manuel Pinto na Diretoria de Direitos Esportivos da Globo... Sendo que o executivo tinha a mesma função no Sportv e seu nome já era cogitado há quase um ano e meio...
“Sandro Rosell na cadeia”. Vide Operação Jules Rimet da Polícia Nacional da Espanha... Alis... “CBF nega atuação em contratos”. Nem os da Nike???... Alis... “Fazendeiro, Ricardo Teixeira foca nas fazendas de gado”. Mas negocia delação premiada nos Estados Unidos, “Veja”...
“Ex-governadores presos”. José Roberto Arruda, Agnelo Queiroz e o ex-vice Tadeu Filippelli, vide superfaturamento de R$ 900 milhões nas obras do Estádio Mané Garrincha... Alis... “Castelo de Cartas”. Arena das Dunas, Amazônia, Pantanal... Será que chegam no Fielzão, LFG???... “Feito pra Copa, não pra estadual”. Mais que isso, não pra distrital, Erivaldo Alves...
“Chape é punida e está fora da Libertadores”. Afora as três partidas de gancho de Luiz Otávio...
“Autuori vira dirigente”. Do Furacão... Seu substituto no comando da equipe é Eduardo Baptista, o próprio...
“Lucas Lima é cortado da Seleção Brasileira”. Já???...
“O fetiche do elenco”. Fetiche dos carteis, então, Portella... “A presença da ausência”. Carteis são assim...


























Sobre Prisões...
- Pô, Doutor Paulo!!!... Não queríamos dizer, mas o camburão está esperando!!!...


























































Tanto ônibus para pegar e o Doutor embarcou justamente no carro em que a Jeiza prendeu o Rubinho...

terça-feira, 23 de maio de 2017

Lançadas da Tensão no Reino Unido...

Melancia se refugiou do ataque no VLT de Manchester... Ah, como era grande, Ariana...





























































Roger Moore e Tufão estão prontos para mais um explosivo filme de espionagem no Rio de Janeiro...



























































Capa – “Pratto cheio!!!” Vide gol do argentino na vitória do Bambi sobre o Avaí, no Morumbi...























Poderoso Timão – “Visitante indigesto”.  Fora de casa, nesta temporada, são nove vitórias, cinco empates e apenas uma derrota...
“Rodriguinho vai de volante a atacante”. Versátil...
“Marquinhos Gabriel ganha elogios”. Olavo Gosta de voltar a atuar depois de um mês no banco...
“Pablo e Clayson à disposição”. Avisem o Atlético-GO...
“Balbuena vira dúvida para o próximo jogo”. Vide fisgada na coxa direita contra o Vitória...
“Lateral é emprestado”. Guilherme Romão no Oeste de Itápolis, depois de renovar contrato com o Timão até 2020...
























Restinho do Brasileirão...

























Bambi – “Um abafa na pressão”. 2 a 0 no Avaí, no Morumbi,  gols de Lucas Pratto (10/1º) e  Luiz Araújo (45/1º)...
“Número do artilheiro”. Oitavo gol de Pratto na temporada...
“Capitão, Lugano exalta resultado”. Acreditou no Pó-de-Arroz...
“Vitória insiste em ter Neilton”. Que pertence às Marias e já saiu do Bambi...
“Aos poucos, diretoria vai enxugando grupo”. Ceni agradece...






























Sessão Cartolão – “Sem exageros, por favor”. Vide Nenê (OG) no banco do Bacalhau, Vinícius Faustini...  Alis... “Aprecie com moderação”. Vitória do Menguinho no Brasileirão... Alis...  “Desafio ao Fluzinho”. Achar um substituto para o contundido Sornoza, Abelão...
“Eu sempre tive o sonho, desde criança, de ter essa chance”. Sampaoli na seleção argentina, será que chega???...
“Menguinho reforça pedido  por final da Libertadores no Rio”. Se for única no ano que vem, Crivella... Alis... “Cuentas claras”. Em busca da transparência na Conmebol, Alejandro Dominguez... Alis...  “Sem mistério”. Chape e Porcaria deixaram o dirigente com as orelhas ardendo...  Alis... “Sob pressão”. Vide punições do tribunal da Conmebol, Luiz Otávio...
“Sem crise”. Evandro Roman de olho nos investimentos dos bancos no futebol, Caixa...
“Fora do ar”. “Isso aqui é Menguinho”, Conar...
“Ponte aérea”. Ernst&Young, depois da consultoria à dupla Fla-Flu, mira nos clubes paulistas...
“Tendência”. Separar o futebol da parte social, Alexandre Rangel...
“Ricardo Teixeira negocia delação premiada”. Agora vai, FBI...
“Medalhas de lata na Rio-2016???” Vão ter que substituir 7%, Marcelo Laguna...
“Lições do Benfica”. Apostando na base, Janca... “Os rivais”. Porto e Sporting na base da reconciliação...  “Paulo Fonseca”. Patrício no Shakhtar Donetsk... “Sporting Braga”. Investidores brasileiros e tailandeses de olho...






























El, El, El, Bem-Casado pra Fiel!!!...
- Pô, rapaziada!!!... Finalmente encontraram um jeito de fazer dinheiro com essa maquete!!!...





















































No primeiro casório no Fielzão, Fran compareceu com seu uniforme da São Silvestre...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Quando Manoel... De Nobrega não quis ser prefeito de São Paulo...

Quando era deputado estadual, Manoel... De Nobrega recusou o convite de Adhemar de Barros para ser o prefeito paulistano...


































































Em suas andanças pela cidade, o Doutor Kenji descobriu na região da Avenida Nordestina, na Zona Leste, a Escola Estadual Deputado Manoel de Nóbrega... Ao pesquisar na internet de seu celular, Kenji descobriu que o patrono da escola é ninguém menos que o pai de Carlos Alberto de Nóbrega, apresentador do programa humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT... Manoel... De Nobrega criou o formato da atração na TV Paulista, anos depois de ter cumprido um mandato de deputado estadual em São Paulo... A história do pai de Carlos Alberto na política é contada no livro “A Luz Que Não Se Apaga”, lançado em 2004 pela editora Novo Século...  Quando ele era um garotinho de 9, 10 anos de idade, por volta de 1945, Manoel... De Nóbrega apresentava dois programas de grande sucesso na Rádio Cultura de São Paulo... “’Boa Noite Para Você’, que sempre homenageava alguém ou alguma coisa, e ‘Um fato em foco’, que lhe dava muita dor de cabeça... Nesse programa, o meu pai soltava os cachorros das coisas que estavam acontecendo no país... Mas censura não perdoa!!!... Por ser muito corajoso, ele jamais temeu os resultados das críticas que fazia... Falava de peito aberto... Criticava os aumentos, as injustiças, as perseguições... Era enfim, um porta-voz do povo:  o que não podia ser dito nas ruas, ele dizia no rádio... Por conta disso, de vez em quando ele passava uma noite em companhia do ‘delegado vizinho’”... Que era o próprio Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo... O qual levava Manoel... De Nóbrega para seu gabinete, a fim de prestar esclarecimentos para o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas... “Isso deu a ele uma fama de justiceiro, de defensor dos pobres e oprimidos...  E valeu muitas lágrimas da minha mãe, que temia pela vida dele... Meu pai chegou a ter fama de comunista... O que ajudou um pouco a acabar com essa situação foi o convite do governo dos Estados Unidos para que ele passasse uma temporada, como bolsista, trabalhando na CBS e na NBC em Nova York”...  Foi quando Manoel... De Nóbrega recebeu uma carta do ex-interventor federal em São Paulo no Estado Novo, Adhemar de Barros, para ser candidato a deputado estadual pelo Partido Social Progressista (PSP)... “Adhemar iria candidatar-se a governador e queria o apoio, a fama e os votos que o Manoel... De Nóbrega poderia angariar para o seu partido e sua candidatura (...) Quando voltamos de Nova York, em dezembro de 1945, meu pai já era candidato a deputado”... A campanha no interior do Estado foi feita em um Chevroley 1941 azul, equipado com um alto-falante, na companhia do radialista Moraes Sarmento e do “Seu Vilela”, um investigador de polícia que servia como secretário particular... Manoel... De Nóbrega elegeu-se  em 1946 com 38 mil votos, uma votação expressiva para a época, e participou da elaboração da Constituição estadual, com Adhemar de Barros no governo do Estado... “Então começaram as decepções... Política é a arte da barganha... É um troca-troca sem moral... Aquilo não era coisa do pai que eu conhecia... Tanto não era que a posição dele era conflitante  com os interesses do Adhemar de Barros e do PSP, dando início a brigas e divergências... O Adhemar de Barros tinha uma tal de ‘caixinha do Adhemar’, que era muito comentada na época, alguns privilégios de cassinos abertos clandestinamente... Enfim, a política mudara com o fim da ditadura... Se, por um lado, a ditadura acabou com a liberdade de expressão e com os direitos humanos, a democracia, por outro, também trouxe algumas coisas ruins... E essas ‘coisas ruins’ o Manoel... De Nóbrega não aceitava!!!... As brigas com o Adhemar começavam por aí... Meu pai dizia... ‘Adhemar, abriram um cassino em Campos do Jordão e temos de fechá-lo’... Mas o cassino não era fechado e continuava funcionando escancaradamente... Ele dizia... ‘Adhemar, tem alguns deputados levando dinheiro para aprovar determinadas leis’... E nenhuma providência era tomada a respeito... Enfim, para cada acusação que ele fazia, recebia uma resposta irônica... Ele passou a ser o ‘chato da corte’”... Adhemar de Barros chegou a pensar que Manoel... De Nóbrega “estivesse com ciúmes de Paulo Lauro, um homem de prestígio, que fazia parte do ‘esquema’ e que ia tornar-se deputado” e convidou ele para ser prefeito de São Paulo, cargo então preenchido por indicação do governador... Manoel... De Nóbrega recusou... “O que ele queria na verdade, era ser na Assembléia o que ele era no rádio... Era isso o que o povo esperava dele”... Enquanto Adhemar nomeava o próprio Paulo Lauro para a prefeitura paulistana - anos mais tarde, também daria nome a uma escola estadual, na região do Parque Savoy City - Manoel... De Nóbrega rompeu com Adhemar... “Ele não conseguia mais o tempo para discursar em plenário... Tudo lhe era dificultado... Com isso, o povo, que não sabia os motivos de seu silêncio, começou a ir contra ele... Daí à fama de ‘traidor’ e de ‘aproveitador’ foi um pulo... E outros adjetivos ainda mais pesados começaram a ser jogados contra ele”... Afora a acusação de que era dono de um tríplex... Quer dizer, de um prédio na região da Praça da República... Manoel... De Nóbrega, aceitou o convite de um adversário político de Adhemar Hugo Borghi, e filiou-se ao PTN... Mesmo em um partido professoral – que acaba de mudar seu nome para “Podemos”, em alusão a agremiação espanhola – ele não conseguiu a reeleição... Sem mandato, teve de recomeçar no rádio, em 1950... Após ter a ideia de um programa de variedades recusada pela Rádio Excelsior, foi fazer na emissora de menor audiência na época em São Paulo, a Cruzeiro do Sul (depois Emissora de Piratininga) “Torre de Babel”... Cujo sucesso em 1952 o levou de volta à Rádio Excelsior, que passou a se chamar Nacional quando adquirida por Victor Costa... É nessa época que Boni aprendeu tudo sobre redação de programas com Manoel... De Nóbrega, trabalhando com o redator de novelas Mário Santos... Com quem Carlos Alberto começou a escrever para rádio, escondido do pai, para acompanhar Mário em suas saídas pela noite paulistana...




























Inspiração para o "Caro Colega" veio de um mendigo na região da Praça Saens Peña, na Tijuca, Pancada...


































































Oficialmente, Carlos Alberto começou a trabalhar na redação dos quadros de humor dos programas de rádio  do pai em 1953, quando largou os estudos... Victor Costa, por sua vez, adquiriu a TV Paulista, e em dezembro de 1955 encomendou o projeto de um programa de humor a Manoel... De Nóbrega... Que estava com viagem de férias marcada para Buenos Aires, a qual não poderia adiar por motivos de saúde... Assim, escreveu quatro roteiros para o programa “UFE no ar, UFE no lar”, patrocinado pela fábrica de sabão, e viajou... A estreia foi apresentada por Hebe Camargo, mas mesmo contando com nomes do quilate de Ronald Golias, Borges de Barros e Chocolate, a atração não fez sucesso... Nem mesmo nas três semanas seguintes, quando Carlo Alberto assumiu... O comando... De volta das férias, no final de janeiro, Victor Costa, desesperado para manter o patrocinador, pediu a Manoel que criasse um novo programa...
“Naquele momento, Manoel de Nóbrega imitava Cristóvão Colombo:  botou um ovo em pé... O Ovo de Colombo era a simplicidade em forma de programa... Um telão atrás,  com a pintura de uma praça do interior, e dois bancos... Mais nada... Como surgiu essa ideia???... Da janela do apartamento do hotel onde estava hospedado, em Buenos Aires, meu pai reparou que do lado de uma banca de jornal, tinha uma pracinha com um banco... E, sentado naquele banco, todos os dias, havia um senhor, que meu pai calculou ser um aposentado, pois várias vezes, durante o dia, lá estava o ‘aposentado’, conversando com um, batendo papo com outro... E aí ele teve a ideia...
Existe coisa mais simples e eterna do que uma praça???... Praça existe em todos os lugares... Sempre houve... Sempre haverá... Sente quem sentar, sempre duas pessoas irão se encontrar numa casa...  E o programa foi ao ar... Todas as segundas-feiras, às oito horas da noite, na TV Paulista (hoje, TV Globo)...
Meu pai sentava em um dos bancos da praça, e durante 25 minutos, passavam por ali, sentando-se ao lado dele, tipos inesquecíveis como  Golias, Chocolate, Canarinho,  Borges de Barros, Moacyr Franco... E também surgiu naquele programa uma mensagem de amor de pai para filho, que marcou nossas vidas... Eu entrava na praça, sentava ao lado do meu pai e começava a falar mal do ‘meu pai’... E ele fazia a mesma coisa, falando do ‘seu filho’...  Como todos sabiam que na vida real éramos pai e filho, isso marcou muito (...)
Enquanto isso, na Praça, o Golias ‘explodia’ com o Pacífico, aquele personagem que usa o bonezinho virado de lado... O Chocolate, por sua vez, fazia um morador de favela, que ia falar sobre problemas de pobre... E o Borges de Barros lançava o ‘Caro Colega’, com o mendigo que se dizia amigo de todos os famosos e ricos, que tinha intimidade com políticos, milionários e artistas... Esse personagem foi tirado de um fato verdadeiro... No Rio de Janeiro, na Praça Saens Peña, havia um homem que era quase maltrapilho e se dizia amigos de políticos famosos e de celebridades mundiais... Ele falava com tal convicção que a gente sempre ficava em dúvidas se as histórias eram verdadeiras ou se ele era louco”...
Carlos Alberto lembra que “A Praça da Alegria” era gravada no palco da antiga Rádio Nacional de São Paulo, na região da Rua das Palmeiras, “pois a TV Paulista ainda não tinha estúdios que suportassem um programa de auditório... Então, faziam-se algumas escalas para a utilização do palco... Em determinados horários, era programa de televisão... Em outros, programa de rádio... Coisa de louco”... Vide o faxineiro apelidado de Talento e Formosura, escalado para trazer Canarinho em um carrinho de mão, internauta Pedro Henrique, e que ao ouvir o agradecimento de Manoel... De Nóbrega, começou a discursar em pleno palco, fazendo a plateia se acabar de rir... Zilda Cardoso entraria no programa no programa dizendo para Manoel... De Nóbrega... Que tinha sido indicada pelo diretor artístico das radionovelas da Rádio Nacional, Paulo de Gramont... Amigo de Manoel, mas que sequer a conhecia... “Eu faço uma mulher escrachada, que fuma negocio, fala gíria, joga capoeira e não tem medo de homem... É uma espécie de Pacífico-mulher”... Era a Catifunda, que interpretou para Manoel... de Nóbrega e entrou na Praça... Inclusive quando o programa começou a ser produzido e exibido na TV Rio às terças-feiras, em 1958... Na Record, a Praça teve o reforço de Walter D’Avila, o Homem do Livro... “Insubstituível. Ninguém faria igual”... Rony Rios, a Velha Surda... “Falava-se em Praça, falava-se da Velha Surda”... Consuelo Leandro, a Mulher do Oscar... “Aquela milionário cafona, apaixonada pelos poderes do marido, que era podre de rico”... Simplício... “Fazendo o garoto que dizia ‘Ô, Home!!! Ou o caipira mentiroso”... Walter Stuart, Durval de Souza... A grande audiência fazia com que o diretor-geral da Record, Paulinho Machado de Carvalho, fosse demovido de sua recorrente intenção de tirar o programa do ar... Com o regime militar implantado no Brasil com o golpe de 1964, vieram os problemas com a censura... Quando um censor implicou com um texto em que o Caro Colega citava uma poesia de Castro Alves, aquela do “Auriverde pendão da minha terra” que o Jayme Filho não conseguiu recitar com sotaque português na “Escolinha do Professor Raimundo”, Manoel... De Nóbrega compareceu em Brasília, “falar com quem é de direito”... “Desse dia em diante, nunca mais teve censura na Praça... Era o único programa da televisão brasileira que não tinha vigilância moral e política”... 

























Parceria entre Manoel... De Nóbrega e Ronald Golias rendeu até anúncio do suco de tomate da CICA...






































































“Mas como tudo um dia acaba, a Praça terminou”, lembra Carlos Alberto... “Com a doença do meu pai (os seus problemas de saúde já estavam começando...) e os incêndios da TV Record acontecendo ano após ano, a Praça acabou... Acabou???... Duvido... Quando saímos da TV Record e fomos trabalhar no SS Studios (hoje SBT...) o Silvio ainda tentou colocar o programa dentro do seu domingo, mas o meu pai estava muito mal de saúde, sem condições de continuar fazendo o programa... Então a Praça terminava para sempre... Para sempre??? Duvido”... A mudança de Manoel... De Nóbrega da Record para o programa de Silvio Santos, na época exibido pela Globo, aconteceu em decorrência da ajuda que Silvio deu a ele para saldar as dívidas feitas com empreendimentos mal-sucedidos – Baú da Felicidade começou assim - como um negócio de travas de segurança para carros...Quando Manoel... De Nóbrega teve um câncer de pâncreas diagnosticado, Silvio pagou todas as despesas com tratamento médico... Ou como conta seu filho...
“Ele, dirigindo o seu carro, voltou-se para mim e disse:
- Você sabe que o seu pai não chega ao Natal, não sabe???...
O Silvio vê a vida de uma forma totalmente diferente da minha... Eu sabia que mais pai não chegaria ao Natal, mas era tudo o que eu não queria saber... E o Silvio continuou...
- O que é que a gente pode fazer com ele???...
- Silvio, está para sair a sua televisão... Certamente, papai não vai vê-la funcionando... Porque você não dá um cargo importante pra ele na televisão???...
O Rubens de Albuquerque, um grande amigo, já tinha dado essa ideia e o Silvio, concordado... Logo em seguida, Silvio recebeu a concessão do canal, lá em Brasília... Meu pai estava muito mal... Mas, mesmo assim, foi a Brasília, com o Silvio e o Luciano Calegari, receber a concessão de um canal no Rio de Janeiro... Manoel... De Nóbrega era, então, o presidente da emissora... Dias depois, ele não saía mais da cama... Seu fim chegava rapidamente...
O Silvio, além de pagar todas as despesas necessárias ao tratamento do câncer, ainda deu ao meu pai um salário de um diretor geral de televisão, salário esse que meu pai recebia em casa (...) Fiquei 11 anos sem falar com o Silvio... Por imaturidade minha e cabeça-dura dele nos afastamos”... A reconciliação aconteceria apenas em 1986, intermediada por seu tio Fernando, que era médico e tratou a filha mais nova de Silvio... E seria consolidada no ano seguinte, quando Silvio tirou Carlos Alberto da “Band”, onde fazia “Praça Brasil” para apresentar “A Praça é Nossa”, no SBT... O velho e querido banco, no entanto, voltaria a atividade em 1977...
“Um ano depois da morte do meu pai, em 1976, eu já estava na Rede Globo, escrevendo e participando do programa ‘Os Trapalhões’... Fui falar com o Boni...
- Boni, dia 17 de março vai completar um ano da morte do meu pai... Dá pra Globo mandar fazer uma missa, pedir pra colocar no ‘Jornal Nacional’, só para não passar em branco o primeiro ano da morte dele???...
- Não... Claro que não... Seu pai era um homem alegre... A gente tem que se lembrar dele com alegria... Dia 17 que dia é???...
- Quarta-feira...
- Quarta-feira é dia do ‘Chico City’... Vocês são tão amigos... Pede pro Chico ceder um bloco do programa dele e você faz a Praça nesse espaço...
Saí da Globo e fui voando até a casa do Chico... Lá estava o Carlos Manga, então diretor do ‘Chico City’... Eu disse a eles a ideia do Boni... Estávamos na semana que antecedia o Carnaval...
- Nada disso – falou o Chico – Vamos fazer o programa inteiro com a Praça... 
O Manga reforçou a ideia, dizendo: 
- Vá para São Paulo e, quarta-feira que vem (quarta-feira de Cinzas...) , me traga um programa pronto...
E o Chico completou...
- Vamos fazer, nós dois, aquele quadro que você fazia com seu pai... Só que, em vez de falar de pai e filho, você fala mal do Chico Anysio que eu falo mal do Carlos Alberto...
E lá vim eu para São Paulo... No avião, comecei a pensar se a ideia do Chico não iria trazer mal-entendido, porque muita gente nem se lembrava mais do papo de pai e filho.. Quando cheguei em casa telefonei pro Chico...
- Chico, você não acha melhor mudar a minha entrada???... Eu tive uma ideia... Quando terminar o quadro do Golias, eu entro, você olha pra mim e eu digo... ‘O senhor me dá licença... Esse lugar é meu’... Então você entrega o jornal e sai... Assim que você sair, o Beto (meu filho mais velho, na época com 11 anos) entra, olha para mim e diz... ‘Meu pai não me entende mesmo’... Congela a imagem e entra a música da Praça... ‘A mesma praça, o mesmo banco’...
Era o Chico chorando no Rio e eu em São Paulo...
O programa foi ao ar... O sucesso foi tão grande que, na semana seguinte, quando eu cheguei na Globo para fazer ‘Os Trapalhões’, tinha um recado do Boni para que eu o procurasse...  Qual foi minha surpresa quando o Boni disse...
- O Roberto Marinho viu e adorou o programa... Ele quer que a gente faça a Praça toda  semana... Vá pra São Paulo, contrate quem você quiser e comece a preparar o programa com o Mário Lúcio...
E a Praça da Alegria voltou... Dois anos depois acabou... Para sempre...
Para sempre???... Duvido”... Pancada observa que o depoimento de Carlos Alberto confirma que a reprise do especial “Praça da Alegria” do “Chico City” no Viva cortou o quadro do Golias... Alis,  a parceria entre Manoel... De Nóbrega e Ronald Golias não se resumiu ao professor Bartolomeu Guimarães... Vide viagem que fizeram
aos Estados Unidos com Carlos Alberto,  a passagem do Golias paga por meio de permuta com uma ótica,  o pulinho de Golias em Hollywood,  seu pedido de melão no hotel, muito antes de Dom Lázaro Venturini,  o urso de pelúcia gigante de 50 dólares que fizeram por 38... Uma das poucas lembranças da dupla na frente das câmeras é um comercial do Suco de Tomate da CICA... 








































Entre uma Praça e outra, Carlos Alberto interpretou o Capitão Tomás no programa dos Trapalhões...

Lançadas da Verdadeira Virada na Paulista...

Temos a impressão que as explicações nada convincentes do Temer fizeram Tufão comparecer na Paulista...
























































- A gente só compareceu aqui para ver o show do Odair José na Virada Cultural, digo...



















































































Capa – “Deu normal!!!” Timão vence na Bahia com gol de Jô... Novas...































Poderoso Timão – “Vitória do Carille!!!” 1 a 0 no Vitória, na Arena Fonte Nova, gol de Jô (30/2º), vide jogada de Marquinhos Gabriel, que entrou no lugar de Maycon, depois do gol anulado...
“Jô exalta inteligência do Timão em Salvador”. Sem contar que marcou os dois gols da equipe no Brasileirão...
“Elogios para a defesa”. Inclusive Léo Santos, que substituiu o lesionado Balbuena...
“Carille mira briga no alto”. Será que chega???...
“Fui surpreendido. Não esperava o Vitória marcando meio campo”. Pet (OG) deu trabalho, Carille...



















Varejão do Brasileirão...























Macaca se dá mal no Rio”. 2 a 0 Foguinho, no Engenhão,  Bruno Silva (20/1º) e Rodrigo Lindoso (20/2º)...
Bacalhau – “Festa fabulosa”. 2 a 1 no Bahia, em São Januário, gols de Yago Pikachu (8/2º), Luis Fabiano (30/2º) – 400º gol na carreira - e Gustavo (37/2º), descontando para os baianos...
Fluzinho – “Sem medo do Horto”. 2  a 1 no Galo, no Independência, gols de Henrique Dourado (pênalti, 36/1º), Richarlison (38/1º) e  Gabriel (40/1º), diminuindo para o time mineiro...
Grêmio vence fora e assume a ponta”. 2 a 0 no Furacão,  na Arena da Baixada, gols de  Luan (1/2º) e Lucas Barrios (14/2º)... Alis... “Outro tempo, outro jogo”. É que a primeira etapa ficou no 0 a 0... Alis... “Renato exalta postura e crê em expulsão justa”.  Prestigiando Marcelo Grohe...


























Sessão Cartolão – “Luis Fabiano e a intimidade do gol”.  Mesmo no Bacalhau, André Schmidt...
“Esse filme nós já vimos, Timão!!!”. Menos, Beto Vieira, menos...
“Dividido”. Rogério Ceni no Bambi, André K....




























Sobras do Domingão...























Capa – “Santo!” Peixinho vence o Coxinha na Vila, vide pênalti defendido por Vanderlei nos acréscimos... Enquanto isso, na "Sessão Comédia", a exibição do "Sai de Baixo" continuou na temporada de 1997, aquela que não tem números de audiência na Wikipedia... “Odara ou desce” - exibido originalmente em 17 de agosto daquele ano, que mostra outro Vanderlei, o Vavá, trabalhando forte e faturando alto no setor de produtos de limpeza... Mas todo o dinheiro conseguido com a Lavavá  Melhor, não trouxe a felicidade para ele... Então é por isso que Vavá convidou uma antiga namorada para comparecer ao Arouche... Uma milionária que virou hippie mas que continua a rir à toa em cena... Deve ser por causa da maresia, Nair Bello... Ops!!!...























Poderoso Timão – “A eficiência de Jô”. Participou de gols nos últimos três jogos do Timão como visitante... Avise o Vitória...
“Trabalho técnico e tático na véspera”.  Não para Clayson, que ainda não está regularizado na CBF...
“Carille elogia possível reforço”.  Anderson Martins, zagueiro que já atuou no Timão em 2014, emprestado pelo Al Jaish do Qatar, com o qual tem vínculo até 2018, hoje no Bacalhau, Carlos Leite...
“Carille é trunfo, mas dívida pode atrapalhar”. Em 2014, 21 jogos, um gol e uma dívida de 1 milhão de reais em direitos de imagem, Mano...
“Ameixa é surpresa”. Warian  no banco na Fonte Nova...
“Campanha na camisa”. #AdotarÉAmor...



Vitória – “Reforçado para encarar o Timão”. Com Thallyson, Caique Sá e Todinho, Pet (OG)...



















Restinho do Brasileirão...
















Peixinho – “Graças a Vanderlei”.  1 a 0 no Coxinha, no Urbano Caldeira, gol de David Braz (7/1º), que também cometeu o pênalti defendido pelo goleiro peixeiro...
“Herói, Vanderlei chora após o jogo”.  Já Alecsandro, que cobrou o pênalti...  Alis... “Sonho com a Seleção”. Vanderlei, modéstia à parte...
“Ricardo Oliveira destaca jogo complicado”. Brasileirão muito disputado...
“Ninguém pega”.  Vladimir Hernandéz, vide William Matheus...


















Porcaria – “Faltou a calça vinho”. 1 a 0 Chape, no Índio Condá, gol de Luiz Antonio (27/1º)...
“Prass lamenta bobeada”. Vide rebote aproveitado por Luiz Antonio...
“Orientando”. Alex Stival (OG) trocou de calça, não deu...


















Menguinho – “Recomeço com moral”. 3 a 0 no Atlético-GO, no Serra Dourada, gols de Everton (40/1º), Leandro Damião (5/2º) e Rodinei (19/2º)...
“Menguinho acerta venda da joia”. Vincius Junior no Real Madrid em 18 de julho de 2018, quando completar 18 anos... “Renovação”. Assim, a multa rescisória passou de 30 para 45 milhões de euros...






















Sessão Cartolão – “Vítima paga mais do que o agressor”. Em especial no caso da Porcaria depois dos incidentes na partida com o Peñarol na Libertadores, Thiago Salata...
“Maracanã é viável pro clube”. Vice de finanças do Menguinho acreditou, Cláudio Pracownik... Alis...
“A eliminação da Libertadores não atrapalhará as finanças do Menguinho”.  Acreditou nisso também...
“Ir para a Seleção é o que me move”. Neto, goleiro reserva da Juventus...
“Ceni, Tite e Rodrigo Caio”. Convocação controversa, LFG...





































Sobras da Esvaziada Cultural...
Pois é, não é, Doutor... Na Festa da Cerejeira tinha mais gente no Parque do Carmo...























































Molejão, Tchan... Neste ano, o internauta Pedro Henrique não teve o que se queixar...

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Onde Está a Graça no Livro do Boni???...

Padrão de qualidade da capa do livro trabalhou forte no Photoshop (C) da foto do autor da autobiografia...


























































Depois de fazer as resenhas das biografias de Silvio Santos e Hebe Camargo, o seu Bloquinho Virtual fecha esta semana turbulenta no Brasil – e consequentemente, na internet brasileira – com a biografia de outra figura essencial para a televisão do país... Lançado em 2011, “O Livro do Boni” representou o fim de uma espera que durou 14 anos... Desde que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho deixou a direção-geral da TV Globo, em 1997, a sua autobiografia era ansiosamente aguardada por todos os internautas interessados em conhecer a história da televisão brasileira sob a ótica de um de seus protagonistas... Nascido em 30 de novembro de 1935, em Osasco (então pertencente ao município de São Paulo...), Boni começou no rádio em 1949, como estagiário de Dias Gomes, na época diretor-geral da Rádio Clube do Brasil, no Rio de Janeiro... Que o encaminhou para o curso de rádio mantido pela prefeitura do Rio na Rádio Roquette-Pinto... Em 1951, de volta a São Paulo, trabalhou na Rádio Nacional com Manoel... De Nóbrega... “O Nóbrega foi muito importante para mim... Sem ele eu não teria dado a partida... No início eu organizava os textos dele que seriam os quadros de humor do dia. Conferia tudo e mandava para o mimeógrafo...  Depois de algum tempo trabalhando juntos, quando faltava algum texto no programa, ele escolhia no arquivo um quadro antigo e me pedia para reescrever, atualizando os diálogos... Depois, adquirindo confiança,  me deixou encarregado de dois quadros que ele havia criado, e ficamos eu, o Mário Santos e o Nóbrega com todos os humorísticos do programa...  Peguei bem o estilo dele, de tal forma que não sabíamos mais o que ele tinha escrito e o que era meu (...) Até hoje sou grato a ele e tenho um especial carinho pelo Carlos Alberto de Nóbrega, que comigo compartilhou os ensinamentos de seu pai”... Em 1953, Boni foi para a TV Tupi de São Paulo... No ano seguinte, estava na TV Paulista, mas logo em seguida transferiu-se para a Rádio Bandeirantes... Em 1955, assumiu... O Departamento de Rádio e Televisão da Lintas Propaganda, em um tempo que as agências de publicidade se encarregavam da produção dos programas, vide “Lever no Espaço”, na TV Tupi... Simultaneamente, atuava na gravadora RGE... Depois de estagiar nos Estados Unidos e na Inglaterra, em  1957, passou a dirigir a Lynx Filmes, produtora especializada em comerciais de televisão... Também atuou nas agências Multi Propaganda – vide Jorge Adib - e Alcântara Machado – vide Alex Periscinoto -  antes de retornar à Rádio Bandeirantes em 1962... Reformulou a programação da rádio, porém seu interesse maior era montar uma rede de televisão a partir da emissora de São Paulo, que ainda não estava no ar... “A Band não tinha canal no Rio... A concessão do canal 7 só viria a ocorrer no final do anos 1970, por meio de um decreto executivo do presidente Geisel... Como em 1965 não se contava com isso, era preciso uma solução... A Globo, que na época ainda não tinha canal em São Paulo, seria inaugurada no Rio... Procurei o Mauro Salles, diretor de jornalismo da TV Globo, e ele marcou um encontro com Roberto Marinho, que me recebeu em seu escritório, na sede de ‘O Globo’... Os estúdios da Band eram bem maiores que os da Globo e eu levei fotos que impressionaram Marinho...  Ele se dispôs a conversar com o João Saad e me apresentou ao Abdon Torres, diretor artístico da Globo, que me mostrou o que estava comprando de filmes internacionais e a grade de programação inicial... Tudo estava bem adiantado, pois em poucos meses a emissora entraria no ar... O Abdon era falante, entusiasmado e educado...  Conversamos várias vezes para compatibilizar uma programação ou, ao menos, comprarmos juntos os filmes e séries que seriam necessários... Mas nem sempre as ideias coincidiam, pois faltava a ele a experiência pratica... Roberto Marinho marcou um dia para a reunião com o João e pediu levássemos uma proposta de como seria o acordo entre Band e Globo... Levamos o rascunho de um acordo operacional, Marinho leu e comentou... ‘Bom, é isso mesmo’...  Nos retiramos... Ele e o João Saad ficaram a sós por algumas horas e depois se despediram cordialmente... Eu estava ansioso para saber o que havia sido acertado...  No carro, o João me explicou que a proposta de Roberto Marinho seria repetir com a TV Bandeirantes o mesmo acordo que o grupo Time-Life havia feito com a TV Globo... Isso seria essencial para fechar o negócio... O João não se sentiu confortável... ‘O que eles fizeram com o Time-Life não é acordo... É uma sociedade disfarçada... Não gosto de sócio e especialmente sócio americano... Eles entram de mansinho e querem mandar em tudo... Quando você acorda, já te comeram por uma perna... Insisti com o João, mais uma vez, argumentando pelo que sem o Rio seria difícil montar a nossa rede e que, sem rede, não teríamos a menor chance...  Ele me disse que iria tentar conseguir um canal para o Rio e me liberou para negociar alguns produtos com a Globo, sem acordo nenhum”... Anos mais tarde, já na Globo, Boni teria outro desentendimento com uma emissora que ajudou a criar... “Em 1983, o governador Leonel Brizola decidiu pela construção do Sambódromo... O sociólogo e apaixonado pela educação Darcy Ribeiro era um homem extrovertido, preparado, mas confuso... Ele inventou duas coisas malucas no Carnaval... Uma foi a Praça da Apoteose, projetada a seu pedido e que, na cabeça dele, permitiria que casa escola desse uma volta no final, fazendo um círculo e passando por dentro dela mesma – coisa que nunca aconteceu – num desconhecimento total do que é uma escola de samba, com seus carros alegóricos, alas e bateria... A outra invenção foi o Super Campeonato, que só existiu uma vez porque não fazia nenhum sentido...  Nas reuniões preliminares, fui contra essas propostas e começou a se criar um ambiente delicado de entendimento entre o Darcy, representado pelo Carlos Imperial, e a Globo... Por outro lado, o governo, com o Sambódromo na mão, assumiu a negociação dos direitos de transmissão anteriormente discutidos com a Associação das Escolas de Samba... A coisa foi engrossando e, pressionado, achei uma saída... Combinei com o Moysés Weltman, da Manchete, que ele compraria o Carnaval sozinho e depois repassaria a minha parte... Esse compromisso foi assumido pedra e cal, depois dele ter consultado o Adolpho Bloch... Uma vez  assinado o contrato, no entanto, o Weltman não me atendia mais e o Bloch não respondia nenhum telefonema do Roberto Marinho...  Como a a Globo havia ajudado a Manchete a receber as concessões dos seus canais, inclusive fazendo, de graça, o projeto técnico para o Ministério das Comunicações, Marinho declarou guerra ao Adolfo Bloch... Ficamos fora do Carnaval... No Rio, a Manchete deitou e rolou na audiência, mas no resto do Brasil, sem Carnaval, a programação da Globo, cresceu em relação aos anos anteriores (...) Quando à Manchete, foi uma ‘vitória de Pirro’... Cutucou o leão com vara curta... Nós, que eramos aliados deles, e como a característica da Globo foi sempre de um ‘corredor de fundo, de longa distância’, a Manchete sofreu muito com o não cumprimento do acordo”... E os manchetistas fanáticos, que não acreditam na “forcinha” que a emissora recebeu da Globo, devem ter ficado aliviados em saber que graças ao Carnaval, acabou-se tudo... Ops!!!... 



























Só mesmo a Globo pegando fogo para fazer Boni comparecer diante das câmeras, no incêndio de 1976 no Rio...


























































Enquanto Boni esperava pela inauguração da TV Bandeirantes de São Paulo, que aconteceria apenas em 1967, quando já tinha saído do grupo Bandeirantes,  ele esteve na TV Excelsior – vide criação dos bonequinhos Paulinho e Ritinha a pedido de Edson Leite – TV Rio – vide novela “O Direito de Nascer”, Walter Clark – e TV Excelsior novamente... Onde dirigiu o programa de Moacyr Franco... Que conheceu na Rádio Clube de Ribeirão Preto, onde Moacyr apresentava a versão local do programa “Levertimentos”, além de ter apresentado um programa na Rádio Bandeirantes nas madrugadas...  “O Moacyr reunia todas as qualidades de um ‘show-man’... Cantava muito bem, era comediante, bom redator, comunicativo e carismático (...) No ‘Moacyr Franco’, como se tratava de um show, usei o que era possível na época:  fórmica branca... Coloquei uma das câmeras bem baixa, rente ao piso, para dar profundidade... A imagem na televisão parecia de uma produção estadunidense... Além de ensaiar com o Moacyr e com o elenco, antes do programa ir ao ar, ensaiava as músicas com o auditório, que tinha as letras na mão e cantava em massa junto com o Moacyr...  O Guto, filho dele, e grande profissional de televisão, trazia humor e ternura ao programa... Consegui, no consulado do Canadá, alguns filmes do Norman Mc Laren... Eu os copiava e os montava de novo, sincronizando-os com as letras das músicas... Com um truque feito de cartolina, colocava o Moacyr no centro do vídeo... Deixou de ser um programa de auditório televisionado e passou a ser um show de televisão... O Moacyr, que sempre deu Ibope, passou a ter mais audiência ainda”... Boni também dirigiria o programa de Moacyr Franco na TV Tupi, em 1966, quando também dirigia o Telecentro, um esforço para centralizar e organizar a produção de programas das Emissoras Associadas... A experiência não deu certo e em 1967, cumprindo um compromisso firmado por Walter Clark, Boni chegou à TV Globo do Rio... Primeiro, resolveu problemas relativos às novelas de Gloria Magadan... Depois cuidou dos programas de Dercy Gonçalves e supervisionou a estreia de Chacrinha na emissora... Em seguida, foi para São Paulo tentar resolver os problemas administrativos e de audiência da TV Paulista, adquirida por Roberto Marinho em 1966... “Quem assumiu a direção regional foi o Luiz Eduardo Borgerth, advogado formado na Universidade de Columbia e um companheiro maravilhoso...  Demitiu um bando de gente, pegou dinheiro emprestado com o Silvio Santos, sem que Roberto Marinho soubesse e passou a pagar em dia a folha de funcionários e a liquidar as dívidas com fornecedores”... Auxiliado por Luiz Guimarães, Geraldo Casé, Durval Honório e Eduardo Lafon, Boni fez a TV Paulista subir do quinto para o segundo lugar em audiência em São Paulo, alcançando a liderança em 1969... “Em uma saída noturna encontrei, no bar La Licorne, o Marcos Lázaro, um polonês criado na Argentina e que foi o maior empresário de artistas e cantores que já existiu no Brasil... Posteriormente, dedicou-se à produção e comercialização de eventos esportivos... Ele comentou sobre um boneco chamado Topo Gigio, que fazia sucesso na Itália e já tinha ido até no programa do Ed Sullivan, nos Estados Unidos...  No dia seguinte, me levou um vídeo do ratinho italiano, que era de espuma sintética e animado por várias pessoas vestidas de preto usando varetas invisíveis... Marcos vendia todos os artistas para a TV Record, por isso perguntei... ‘E a TV Record??? Não quis comprar???’... ‘Vou te contar, Boni... Tem que trazer toda a equipe da Itália para fazer o programa no Brasil... O Paulinho achou muito caro para colocar no horário infantil e, na opinião dele, à noite não vai funcionar...  A princípio, parecia que o Paulinho Machado de Carvalho estava certo, pois o vídeo mostrava um programa inteiro somente com o boneco... Mas achei que, se colocado como um quadro, dentro de um programa de variedades, à noite, seria um sucesso... Comprei o rato... Todo mundo torceu o nariz, menos o Borjalo, que resolveu adaptar os textos para o português... Com a ajuda do Augusto César Vanucci, criamos o ‘Mister Show’ e decidimos que o parceiro do Topo Gigio seria o Agildo Ribeiro... Em um mês estávamos em primeiro lugar no horário, no Rio e em São Paulo... Aliás, além do Silvio Santos, já tínhamos três programas entre os dez mais vistos em São Paulo... ‘Mister Show’, com o Topo Gigio, Dercy e Chacrinha”...






































Sim, Boni compareceu na TV Globo antes de Roberto Marinho... Na inauguração do Projac, em 1995...


























































Conseguida a liderança em São Paulo, a Globo lançou o “Jornal Nacional”, reformulou suas novelas, assumiu a realização do Festival Internacional da Canção... No entanto, o que importa para o Pancada é o envolvimento de Boni com  os grandes nomes do humor global...  “Chico Anysio tem uma importância na história da TV Rio e na carreira do Walter Clark maior do que se imagina... A Rádio Mayrink Veiga havia chegado à liderança com uma faixa de programas humorísticos, um a cada dia... Partindo do princípio que isso funcionaria na televisão, Chico convenceu o Walter a tentar a mesma estratégia, e a TV Rio assumiu a liderança com programas como ‘A Cidade se Diverte’, ‘O Riso é o Limite’, “Noites Cariocas’ e outros (...)  Em um domingo, 3 de dezembro de 1972, briguei com o Chacrinha... Ele deixou a Globo e eu fiquei com verba para realizar dois novos programas... Um seria, obviamente, o Chico Anysio... Logo na segunda-feira liguei para ele, que estava cumprindo sua agenda de shows... ‘Chico, é o Boni... Preciso de você e tenho grana para montar um grande elenco de apoio’... ‘E o que você está pensando em fazer???’... ‘Quero fazer um programa semanal e voltar com seus tipos geniais’... ‘Pois é exatamente o que eu quero’... ‘Bom, temos que ver contrato, salário, etc’... ‘O salário você determina... O contrato você assina por mim... Quando eu começo???’... ‘Ontem. Quero estrear em trinta dias... Dá???’... ‘Tem que dar... Depois de amanhã estou aí’... Na quarta-feira, 6 de dezembro de 1972, ele chegou com o projeto de ‘Chico City’, uma cidade nordestina onde caberiam todos os seus tipos e mais os novos que ele viria a criar... Os personagens do Chico são mais de duzentos... Um não tem nada a ver com o outro, em carne, osso e alma... E mesmo sem fazer tipo, se apresentando de cara limpa, com sua voz colocada e com um ritmo de narração perfeito, Chico Anysio é imbatível”... Vinte anos depois, Boni alçava ao estrelato um grupo de humoristas vindos da mídia impressa... “Os ‘Cassetas e Planetas’, como eram conhecidos internamente, participavam também de um programa experimental chamado ‘Dóris para Maiores’... Na minha opinião, estavam maduros para entrar no ar, com a cara deles mesmo, e assumir um programa exclusivamente para eles... Considerei que precisavam de assunto para cumprir os 50 minutos de programa e tinha que ser assunto de conhecimento do grande público... Programei então, o ‘Casseta e Planeta Urgente!!!’ para ser mensal dentro da ‘Terça Nobre’... Sabia que Roberto Marinho iria torcer o nariz e que teríamos reclamações, mas no dia 28 de abril de 1992, o programa foi ao ar.... Na manhã seguinte eu estava tenso, à espera de três reações... A do Ibope, a do CAT (Centro de Atendimento dos Telespectadores...) e, obviamente, a de Roberto... O Ibope marcou acima de 30 pontos de audiência, ou seja, acima do esperado para a estreia de um grupo desconhecido... NO CAT, nenhuma reclamação, indicando ampla aceitação do público... De posse daqueles dados, encarei Roberto Marinho... ‘O publico gostou, e o senhor???’... ‘Bom, eu acho pesado... Vai ser sempre assim???’... ‘Não, quando eles se soltarem vai ser um pouquinho pior’... O ‘Casseta e Planeta Urgente’ conquistou o horário e tinha uma freguesia fixa... Depois que eu saí da Globo, considerei um erro transformar em semanal um programa do estilo deles... A televisão brasileira é cheia de mesmices e a ‘Terça Nobre’ e ‘Sexta Super’ davam alguma variedade à programação, além de dar tempo para se fazer um programa mais elaborado, sem cair no lugar-comum”... Em 1996, teria início outro programa bem-sucedido... “O ‘Sai de Baixo’ cumpriu o papel de trazer à tona o ambiente das famílias paulistas falidas... O programa foi proposto pelo Daniel Filho, baseado numa sugestão do Luiz Gustavo, o Tatá, cuja contribuição para a televisão brasileira é muito maior do que se imagina... Lembro do meu tempo de iniciante na Tupi, onde, pelos corredores, já se respeitava a figura do Tatá como um palpiteiro de sucesso em algumas decisões e ideias do Cassiano... O espanhol Tatá sempre foi assim... Cheio de talento e cheio de ideias, mas contribuindo de longe... Quando o Daniel me propôs a voltar a produzir um ‘sitcom’, sugeriu também a ideia de fazer em São Paulo e com público... Eu aprovei na hora e dei o nome de ‘Sai de Baixo’ para o show... Sugeri que o personagem Caco Antibes fosse feito pelo Miguel Falabella e o Daniel gostou, mas me pediu para convencer o Miguel... Liguei para ele, que já fazia parte da equipe de redatores  e adorou a ideia... Aliás, ele é o mais polivalente da televisão... Autor de humorísticos e novelas, diretor, ator e produtor... O primeiro programa foi gravado, e quando assisti, vi que a família estava pobre, mal-vestida e que o cenário era quase de um cortiço, escuro e com móveis antigos... Com conhecimento de causa, expliquei ao Daniel e ao Mário Monteiro que paulista ‘fica pobre, mas não perde a pose’... E tudo foi mudado e regravado... O Luiz Gustavo, como sempre, deu seu show particular... O  Falabella... Nem se fala... O Tom Cavalcante fez miséria... A Cláudia Jimenez, minha querida Cláudia Jimenez, matava de rir a cada episódio...  A Aracy Balabanian é um caso clássico na televisão... Onde participa, deixa sua marca indelével... A Marisa Orth desfilou seu charme e seu humor”... Ah, sim... Pancada consultou a Wikipedia e o episódio recusado por Boni foi gravado em outro cenário, e exibido em 5 de maio de 1996 com o nome de “O Sexo Nosso de Cada Dia”... Mesmo ano em que Boni lançou uma das atrações preferidas dos internautas... “A Manchete, com o danadinho do Maurício Sherman, havia descoberto a Angélica e nós a levamos para a Globo e, em 1996, lançamos seu primeiro programa na emissora... O Angel Mix, no qual havia de tudo e, em especial, uma novelinha sobre uma agência que empresariava artistas, a Caça Talentos”... Em cujo elenco, no papel de Drica Tiririca, estava Ana Furtado, sua nora... O antecessor do “Angel Mix” – e sucessor do “Xou da Xuxa”, também revelada por Sherman na Manchete  – é uma criação de seu filho...  “Eu não queria uma outra apresentadora ou outro apresentador para substituí-la e encomendei ao meu filho Bofinho um programa que fosse baseado em uma caricatura da televisão, uma espécie de ‘PRK-30’ do rádio mas feito com bonecos... O Bofinho criou o projeto ‘TV Colosso’... Os bonecos eram excelentes, com bons personagens e texto inteligente... Estreou em 1993, com um sucesso total, ficou no ar por três anos e ainda rendeu algumas reprises”... Bonecos do Luiz Ferré e textos da Laerte Coutinho... Ah, sim... A menção de Boni a “apresentador” não é casual, vide Sérgio Mallandro na Globo, em 1990... 






















































Notem que o elenco do "Sai de Baixo" era muito grato a Boni por ter dado sinal verde para o programa...