terça-feira, 23 de abril de 2019

Lançadas Comemorando com Pancada no Maracanã...

Pancada festeja o título carioca do Menguinho e reencontra um velho conhecido, o goleiro César...









































Foto com ex-bambi Rodrigo Caio não tem, mas serve uma "selfie" com ex-peixeiro Bruno Henrique (OG)???...










































Capa – “Love forever???”  Será que chega ao final da carreira no Timão???...





















Poderoso Timão – “Jogou a isca para renovar”. Avise a diretoria, Vagner Love...  Alis... “Predestinado, privilegiado e abençoado... Orgulho de ter voltado”. Modéstia à parte... “Bolado com deputado”. Vide Cauê Macris levantando a taça com Cássio... “Repórter por um dia”. No Media Day...
“No páreo pelo título”. Cássio de olho no Brasileirão...
“Danilo Avelar faz autoanálise”. Acreditou que é o melhor lateral-esquerdo do Paulistão...
“Chegadas e partidas”. Thiaguinho, Araos, Gustavo Silva, Marquinhos e André Luís “nos planos”... Alis...”Reforços”. Matheus Jesus e Everaldo...




















Sessão Cartolão – “A hora dos choques de realidade”.  Vide técnicos demitidos de Bacalhau, Goiás e Ceará após a derrota na decisão dos respectivos campeonatos estaduais, Vinícius Faustini...
“Eu fico boladão, velho... Fico bolado com essa parada aí... Quem tem que estar ali é a gente, os amigos, a família, os companheiros”...  Vagner Love “prestigia” o comparecimento de Cauê Macris na entrega da taça ao Timão no Fielzão... Isso sem contar o Major Olímpio...
“Alexandre Faria está próximo de sair do Bacalhau”. Diretor de futebol acompanharia o técnico Alberto Valentim... Alis... “Alexandres opostos”.  Presidente Campello “presitigiou” Valentim...
“Política do Fluzinho começa a se movimentar por eleição”.  Em maio, na Globo, vide candidaturas  Mário Bittencourt, Ayrton Xerez e, quem sabe, Pedro Antônio...
“Direitos de TV”. Fortaleza pede pão velho para a Turner rumo ao Brasileirão...
“Galo e Ceni”. Será que chega???...
“Mercado de eSports”. Márcio Canosa trabalhando forte no R6, Ubisoft...
“Arão e Valentim”. Pancada nunca criticou o primeiro, LFG...  Enquanto isso, em “Os Trapalhões”, no quartel, o Sargento Pincel comparece com um latão para trabalhar forte na instrução de combate a incêndio... Então é por isso que quando colocaram fogo no latão os soldados correram... Para pegar os espetos e fazer um churrasco com pagode... Melhor Didi demonstrar sua proficiência no uso do extintor, até porque o equipamento só funciona na mão do soldado 49... Que ao se ver diante do general, diz que o churras é em sua homenagem, e que Pinça não está de acordo, vindo com um balde para pagar o fogo – e ser preso...  No bar, Didi trabalha forte nas apostas com Dedé... Que assegura, Mussum parou de beber, e parte para a aposta com cruzeiros marrons... Dedé combina com Mussum,  ele não bebe e os dois aplicam um golpe para ficar com o dinheiro de Didi... Que fica inebriado só com o cheiro de seu “coquetel Gretchen” – e faz Mussum perder a aposta...  E não é que a própria Gretchen estava escondida embaixo da mesa... De onde saiu para cantar a lambada “Cheiro e Chamego”... O guarda Didi e sua colega de farda mandam embora do banco da praça os “sócios” que namoravam – só para poderem fazer o mesmo com tranquilidade... No Trapa Hotel,  “A Trapa Cerveja”, de Mauro Wilson e Paulo de Andrade...  O gerente Pinça anuncia o comparecimento de um grupo de turistas da Alemanha, país que Didi admira muito porque as crianças com dois anos de idade já falam alemão, embora não saiba que derrubaram o muro – e Mussum também... Em meio aos preparativos para receber os alemães, Divino avisa que não há nenhuma cerveja em estoque no hotel... Então é por isso que Didi foi trabalhar forte na produção da bebida na cozinha, um autêntico pioneiro da cerveja artesanal...  Vide uso de açúcar do saleiro para tapear as formigas , da meia para completar as duas xícaras e o telefone, mexendo até aparecer o fundo e colocando farinha para dar um toque cearense... Tudo ia bem até Duda trazer os fiscais e prenderem todo mundo... Para esfriar a cabeça, Didi vai surfar e na volta, sugere fazer uísque para servir aos hóspedes escoceses que vão chegar... Ops!!!... Didi e Dedé comparecem na casa de Laffond e exigem que ele assuma... A paternidade do filho que teve com Léa Garcia, a própria... Só que quando a mãe pede para o menino abraçar seu pai, ele vai direto em Didi...




















Pancada dando... Volta Olímpica com o Urubu...
Sentado em local privilegiado (!!!)  do Maracanã, internauta conseguiu uma foto ao lado de Lincoln...









































Tudo era motivo de alegria para Gabigol, inclusive o choque de dois jogadores do Bacalhau...

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Comemorando 70 Anos de Trólebus... Em Yerevan!!!...

Aprende, Prefeitura... Na capital da Armênia, o trólebus tem vez - e o cinza não!!!...


















































No dia 22 de abril de 1949, começava a operar a primeira linha de trólebus da cidade de São Paulo, que recebeu o número 16, ligando a Praça João Mendes, na região central, à Praça General Polidoro (hoje 408A-10, Machado de Assis / Cardoso de Almeida...), com veículos importados dos Estados Unidos (Pullman Standard e Westram...) e Reino Unido (British United Traction...)... A data é objeto de muitas comemorações entre os adeptos do “hobby”... Inclusive aqueles que aplaudiram a decisão da Prefeitura acabar com o passeio de ônibus elétricos no aniversário de São Paulo em 2017, mesmo que a empresa responsável pela operação do sistema já tivesse reservado os veículos para circularem gratuitamente pela região central da cidade... Na ocasião, para substituir a habitual postagem sobre o evento, e também como forma de protesto, o seu Bloquinho Virtual publicou um texto com a impressão dos internautas sobre o sistema de trólebus de Yerevan, capital da Armênia, também implantado em 1949... O qual repetimos agora na esperança de que o sistema se expanda para além do retorno da linha entre o Terminal Penha e o Terminal Parque Dom Pedro II, prevista na licitação do sistema de ônibus paulistano... 



O passeio de trólebus pela região Central em comemoração ao aniversário de São Paulo não será realizado este ano... Na segunda-feira, a SP Trans, empresa pública que gerencia os ônibus da cidade, informou pelo Twitter © que o evento não aconteceria... Surgiu então a informação de que o cancelamento foi um pedido da empresa que opera os trólebus da cidade, com a alegação de que não é paga pela uso de seus carros no passeio... A empresa, por sua vez, teria afirmado que sempre participou voluntariamente do evento e que já tinha os veículos prontos para o passeio deste ano...  Sem o passeio, perde a população paulistana, sempre carente de opções de cultura e lazer... Porque mais do que uma viagem gratuita pelas ruas da região central – e que levava a formação de imensas filas na região do Pátio do Colégio, local da fundação da cidade – o passeio contava com a participação de guias turísticos que contavam um pouco da história dos locais percorridos pelos ônibus elétricos... Também perde o próprio sistema de trólebus, que tinha no evento uma excelente oportunidade para demonstrar suas vantagens para o transporte coletivo e o meio ambiente, sem contar a volta dos temores de que a Prefeitura  acabe com as linhas de ônibus elétricos... Por mais que os adeptos do hobby digam que as últimas edições estavam esvaziadas pela ausência de trólebus históricos – como o ACF Brill e o Marcopolo San Remo que pertenceram a CMTC – e dos veículos da Metra que operam na região do Grande ABC, e que a Prefeitura afirme estar no início da gestão de João Dória – em 2013, Haddad estava em início de mandato e o evento aconteceu – o passeio de trólebus no aniversário de São Paulo faz falta sim...  Inclusive como momento de reunião dos internautas e para mostrar que São Paulo já era uma cidade linda muito antes do prefeito pintar muros e apagar grafites com tinta cinza... Prefeito que prefere anunciar uma medida que beneficiará apenas alguns motoristas - o fim da redução do limite de velocidade nas marginais - e que é tão temerária que vem embalada em um programa chamado "Marginal Segura", como a admitir que a decisão resultará em ganho de tempo, mas também em perda de vidas, do que realizar ações que valorizem o transporte público... E pensar que o filme roteirizado pelo pai de João Dória, “A Luta pelo Transporte em São Paulo”, elogiava os trólebus...













Internauta Chico Melancia confere um dos ônibus elétricos da frota, de fabricação tcheca...














































Sem passeio, resta aos internautas, embarcarem nos trólebus de Yerevan... Alis, o sistema de ônibus elétricos da capital da Armênia  foi inaugurado em 1949, no mesmo ano que o de São Paulo... Só que ao contrário da capital paulista e de seu prefeito, o cinza não tem vez...   Os trólebus sim, já que são um modal de transporte muito difundido nos países que formavam o bloco socialista na Europa e na Ásia, além das antigas repúblicas da União Soviética, como é o caso da própria América... Inclusive quando aconteceram os estudos para a ampliação do sistema de trólebus em São Paulo, em 1977, havia a ideia de se conhecer in loco a expertise soviética na operação de ônibus elétricos, o que não aconteceu, segundo consta, por falta de tempo... Um país socialista e uma ditadura militar, no meio da Guerra Fria, faz sentido...  O sistema de Yerevan, que chegou a ter 300 trólebus em 20 linhas, hoje conta com apenas 108 veículos em cinco itinerários, das linhas 1, 2, 9, 10 e 15... São utilizados por 2,4% da população da capital armena... Na era soviética, operavam  trólebus Skoda, de fabricação tcheca, e ZIU, produzidos na Rússia... Alguns Skoda, do modelo 14 TR, ainda rodam pela cidade... Como aquele carro vermelho e amarelo, de número 31, em que o internauta Chico Melancia posicionou-se no degrau da porta da frente para fazer uma foto... Alguns quarteirões à frente, passa um Skoda azul, amarelo e vermelho,  número 6, da  linha 15, com cortinas na janelas – para amenizar os efeitos do frio e uma “saia” abaixo do para-choque... As pequenas pinturas nas laterais fazem Chico lembrar-se dos “colectivos” de Buenos Aires, embora de lado o ônibus elétrico pareça com um Caio Amélia, como os que operaram em Ribeirão Preto...  O estado de conservação dos veículos faz Chico pensar nas cooperativas paulistanas, porém é com satisfação que ele flagrou um caminhão de manutenção da rede aérea trabalhando forte... Os carros mais antigos vem sendo substituídos por trólebus franceses Berliet ER 100, que operavam em Lyon, na França, inclusive mantendo a pintura original, como o 50, que foi visto operando na linha 2, ou os ônibus elétricos russos LIAZ 5280,  iguais ao 10, que estava na linha 1... Esses têm até ar-condicionado...
















Em Yerevan, a rede aérea tem a sua devida manutenção para que o sistema continue operando...









































Doutor Kenji soube que apenas uma mulher dirige trólebus em Yerevan e fez questão de conhecê-la de perto... Nosso colega de rede encontrou Elmira Manyan, também conhecida como Emma, de sandálias, repondo as hastes do trólebus 67 - um Skoda TR14 com três portas - da linha 10... “Este era meu sonho de infância... Minha mãe era operadora de guindaste e me incentivou a seguir a profissão de motorista”, disse ao Doutor, enquanto terminava de colocar os cabos de alimentação na rede aérea... Há mais de 30 anos em atividade, Elmira, que é mãe de três filhos e avó de sete netos, faz seis viagens diárias entre 7 e 19 horas... Enquanto posiciona-se no veículo, que tem uma espécie de cabine para separar o motorista dos passageiros, ela fala um pouco sobre sua vida... “Cheguei a fazer teatro em Alaverdi, minha terra natal, e a cantar com um conjunto de instrumentistas, mas não escolheria outra profissão, dirigir é muito natural para mim... Quando comecei a trabalhar, havia outras mulheres motoristas, mas elas achavam a profissão cansativa e estressante... Só fiquei eu”... A viagem começa e a motorista continua a conversar com Kenji, que ouve tudo da janela da cabine, por onde os passageiros pagam as passagens, já que entra-se por trás e a saída é pela frente... “Apesar de amar a profissão, convenci a minha filha e a minha neta a não seguirem minha carreira, hoje é muito difícil dirigir na cidade, seja trólebus ou qualquer outro veículo”...  Alguns idosos embarcam no trólebus e Elmira reflete... “O trólebus é o mais importante e mais democrático meio de transporte, todo mundo usa, idosos, deficientes, pobres...  É doloroso ver idosos revirando o lixo para comer, eles não são tratados com o respeito que merecem... Quando o carro está lotado e vejo um idoso em pé peço aos jovens que estão sentados cederem seu lugar... Alguns deles, mesmo tendo passes vitalícios, insistem em pagar a tarifa e ainda oferecem um doce ou uma fruta”...  A motorista lembra que precisa intervir quando algum passageiro embarca embriagado no trólebus e começa a criar confusão... “Os passageiros são muito gratos por isso”... Após confessar que já se envolveu em alguns acidentes, Elmira se queixa de que os motoristas de Yerevan não respeitam as leis de trânsito... “Eles instalam câmeras de segurança, mas elas deveriam estar dentro da cabeça dos motoristas... Os infratores deveriam ser punidos na hora, seja uma limousine ou um calhambeque”... A viagem do velho carro Skoda chega ao fim... A motorista desce do trólebus, aperta um botão embaixo do para-choque para fechar a porta dianteira, ajeita os cabelos, tingidos de ruivo, e conta que todo dia, ao deixar o volante, entrega a féria do dia - também aqui existe dupla função de motorista e cobrador - à empresa de trólebus... Quando comenta sobre seu salário mensal, Kenji faz as contas no seu celular e verifica que o valor equivale a 165 dólares... Não daria meio salário mínimo no Brasil... Ao ver o celular do Doutor com seus olhos azuis, Elmira pede para Kenji mandar as fotos que o internauta fez do carro 67 e dela no volante... Antes do internauta Chico Melancia, senão, ele vai dizer que a motorista ainda dá um caldo e já viu... Ops!!!...














Doutora Kenji observa Elmira Manyan, única motorista de trólebus de Yerevan, repor as hastes do carro 67...

Lançadas do Timão Tricampeão...

Como é tradição do seu Bloquinho Virtual, publicamos pôster do Timão para recortar e guardar... Ops!!!...













































Gol do tricampeonato foi marcado por Vagner Love, para alegria do nosso colega de rede... 












































Capa – “É tri!!!” Timão vence o Bambi no Fielzão e conquista o 30º título paulista...

















Poderoso Timão – “Campeão dos campeões!!!”  No Fielzão (46.481 pagantes...), 2 a 1 no Bambi, gols de Danilo Avelar (30/1º), Antony (47/1º) e Vagner Love (43/2º) e o tricampeonato paulista, o primeiro em 80 anos... Alis... “Sobrou tensão”. Vide Pedrinho trabalhando forte... “Fim de seca corinthiana...” Sornoza lança,  Ralf escora e Danilo Avelar abre o placar...  “...e fim de seca pó-de-arroz”. Everton tenta pela esquerda, bola desvia em Ralf, Antony gira e empata o jogo... “Complicado...”  Entrada de Hernanes nivelando o jogo por baixo... “Amor no bico da chuteira!!!” Vagner Love, que substituiu Pedrinho, aproveita o vacilo de Arboleda, e evita a decisão por pênaltis, dando o título ao Timão...
“Boa atuação”. Fagner, sempre...
“Olha quem jogou”. Pedrinho, quem diria...
“Tentou”.  Não deu, Hudson...
“Deixou o dele”. Antony, mas não foi o suficiente...
“Carille, um abençoado!!!” Técnico tricampeão no Timão, só Guido Giacominelli, em 1922, 1923 e 1924...
“Todo mundo é campeão e merecedor por aqui”. Tu o disseste, Cássio...  Alis... “Só vamos ter noção como pararmos, diz Fagner”. Faz sentido...
“Cássio dos títulos”. Nove na equipe corinthiana, um recorde...
“Dói muito, queríamos o título, peço desculpas”.  Só restou ser vice, Alex Stival (OG)...

















Sessão Cartolão – “A grandeza de um clube não se mede pelo seu balanço”. O que são alguns milhões de reais em dívidas, não é, Giovane Martineli???...
“Ex-Bacalhau, Valdiram é encontrado morto”. 64 pontos no Bolão Pé-na-Cova...
“O planejamento tributário dos atletas”. Questão complicada, Fernanda Cintra do Prado...  Alis, por falar em complicações, a exibição de “Os Trapalhões” no Viva foi em dose dupla, a começar pela sequência da temporada de 1990... Artur Costa Filho conduz o julgamento de Didi, o qual acredita que o guarda do tribunal abastece, por estar portando um revólver de plástico... Enquanto o promotor Felipe Wagner acusa Didi de ser um delinquente, e ele se sente pisado em cima, o advogado de defesa Dedé afirma que Didi é apenas uma vitima da sociedade, e ele quer saber se está sendo defendido ou esculachado... Em meio a uma revoada de abacaxis, Didi é absolvido da acusação de ter roubado uma caixa de bombons da padaria – porém sua mão foi condenada a dois anos de reclusão... Os mariachis Dedé e Mussum brindam a saúde de ambos os dois e cantam “Cucurucucu Paloma”... Mussum canta triste porque seu “papacito” está em Bangu 1, e não pode visita-lo porque não o deixariam sair...  Dedé sofre porque não consegue fazer nada direito e Mussum oferece ajuda... Como Dedé queria morrer, Mussum deu o tiro... Ops!!!... José Carlos Araujo apresenta o grande judoca Ananias, ao lado de Aurélio Miguel, a grande esperança de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, que sabe dar um balão como ninguém...  O xerife Sobral Kid, depois de trabalhar forte prendendo ladrões de chupetas, comparece no saloon e toma uma dose que desceu tão bem que foi direto para as botas... Empolgado, pede mais uma dose, e fica por aí, pois o líquido já está saindo amarelo...  O índio marceneiro, para dar uma informação, quer receber em dólar... Uma vez pago, informa que Arizona Kid avisou que desta vez o xerife não escapa – de um duelo de porrinha... Que Sobral Kid vence, obrigando o perdedor a pagar mais uma rodada de bebida... O segundo programa é da temporada de 1989... No quartel, a tropa do Sargento Pincel recusa-se a fazer ginástica... Mas só até a tenente comparecer para dar aula, vide Pinça abrindo a rodinha... Ops!!!... Enquanto a tenente e o sargento vão rediscutir as aulas, o soldado 49 tem uma ideia para a tropa não fazer feio na malhação... Aparício comparece na praça com seu terno novo para “negociar” com as garotas, porém seu amigo Wilton Franco sugere que compareça ao alfaiate para ajustar sua roupa... O problema é que Aparício ficou todo torto, e aí nenhuma garota se interessou... Para comemorar o aniversário do grande chefe Nariz de Águia, a tribo prepara um bolinho bochechudo, que é a cara do Baiaco... Didi conta a história do cara que estava tão desesperado com as contas que tinha para pagar que tentou se enforcar – esganando todo mundo que parava para ouvi-lo, inclusive o guarda Zé Ramalho...  Que sobreviveu ao extintor de incêndio usado pelos bombeiros para impedir o suicídio – acionado por Didi, claro – e cantou “Frevo Mulher”... Regina Duarte faz mágica transformando um quilo e meio de tomates em uma caixinha de Tomato da Arisco ®... Maitê Proença, a própria burguesinha, deixa pelo suquinho de maçã Yakult ®... Os soldados do Sargento Pincel trabalham forte para massagear da “sócia” do comandante, Pinça também, depois de  confundi-la com Mussum, que foi pegar creme de tartaruga... Agradecido, o comandante manda a “sócia” sentar em cima do sargento... 




















Bicões na Festa do Timão...
- Pô, Major Olímpio!!!... Você não pode ver uma vergonha que já quer passar...









































- Afinal de contas, em que posição joga esse tal de Cauê Macris que está pegando na taça???...

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quando Manoel não quis ser prefeito de São Paulo de novo...

Quando era deputado estadual, Manoel... De Nobrega recusou convite de Adhemar de Barros para ser prefeito da capital paulista...


































































(Publicado originalmente em 22 de maio de 2017...) Em suas andanças pela cidade, o Doutor Kenji descobriu na região da Avenida Nordestina, na Zona Leste, a Escola Estadual Deputado Manoel de Nóbrega... Ao pesquisar na internet de seu celular, Kenji descobriu que o patrono da escola é ninguém menos que o pai de Carlos Alberto de Nóbrega, apresentador do programa humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT... Manoel... De Nobrega criou o formato da atração na TV Paulista, anos depois de ter cumprido um mandato de deputado estadual em São Paulo... A história do pai de Carlos Alberto na política é contada no livro “A Luz Que Não Se Apaga”, lançado em 2004 pela editora Novo Século...  Quando ele era um garotinho de 9, 10 anos de idade, por volta de 1945, Manoel... De Nóbrega apresentava dois programas de grande sucesso na Rádio Cultura de São Paulo... “’Boa Noite Para Você’, que sempre homenageava alguém ou alguma coisa, e ‘Um fato em foco’, que lhe dava muita dor de cabeça... Nesse programa, o meu pai soltava os cachorros das coisas que estavam acontecendo no país... Mas censura não perdoa!!!... Por ser muito corajoso, ele jamais temeu os resultados das críticas que fazia... Falava de peito aberto... Criticava os aumentos, as injustiças, as perseguições... Era enfim, um porta-voz do povo:  o que não podia ser dito nas ruas, ele dizia no rádio... Por conta disso, de vez em quando ele passava uma noite em companhia do ‘delegado vizinho’”... Que era o próprio Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo... O qual levava Manoel... De Nóbrega para seu gabinete, a fim de prestar esclarecimentos para o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas... “Isso deu a ele uma fama de justiceiro, de defensor dos pobres e oprimidos...  E valeu muitas lágrimas da minha mãe, que temia pela vida dele... Meu pai chegou a ter fama de comunista... O que ajudou um pouco a acabar com essa situação foi o convite do governo dos Estados Unidos para que ele passasse uma temporada, como bolsista, trabalhando na CBS e na NBC em Nova York”...  Foi quando Manoel... De Nóbrega recebeu uma carta do ex-interventor federal em São Paulo no Estado Novo, Adhemar de Barros, para ser candidato a deputado estadual pelo Partido Social Progressista (PSP)... “Adhemar iria candidatar-se a governador e queria o apoio, a fama e os votos que o Manoel... De Nóbrega poderia angariar para o seu partido e sua candidatura (...) Quando voltamos de Nova York, em dezembro de 1945, meu pai já era candidato a deputado”... A campanha no interior do Estado foi feita em um Chevroley 1941 azul, equipado com um alto-falante, na companhia do radialista Moraes Sarmento e do “Seu Vilela”, um investigador de polícia que servia como secretário particular... Manoel... De Nóbrega elegeu-se  em 1946 com 38 mil votos, uma votação expressiva para a época, e participou da elaboração da Constituição estadual, com Adhemar de Barros no governo do Estado... “Então começaram as decepções... Política é a arte da barganha... É um troca-troca sem moral... Aquilo não era coisa do pai que eu conhecia... Tanto não era que a posição dele era conflitante  com os interesses do Adhemar de Barros e do PSP, dando início a brigas e divergências... O Adhemar de Barros tinha uma tal de ‘caixinha do Adhemar’, que era muito comentada na época, alguns privilégios de cassinos abertos clandestinamente... Enfim, a política mudara com o fim da ditadura... Se, por um lado, a ditadura acabou com a liberdade de expressão e com os direitos humanos, a democracia, por outro, também trouxe algumas coisas ruins... E essas ‘coisas ruins’ o Manoel... De Nóbrega não aceitava!!!... As brigas com o Adhemar começavam por aí... Meu pai dizia... ‘Adhemar, abriram um cassino em Campos do Jordão e temos de fechá-lo’... Mas o cassino não era fechado e continuava funcionando escancaradamente... Ele dizia... ‘Adhemar, tem alguns deputados levando dinheiro para aprovar determinadas leis’... E nenhuma providência era tomada a respeito... Enfim, para cada acusação que ele fazia, recebia uma resposta irônica... Ele passou a ser o ‘chato da corte’”... Adhemar de Barros chegou a pensar que Manoel... De Nóbrega “estivesse com ciúmes de Paulo Lauro, um homem de prestígio, que fazia parte do ‘esquema’ e que ia tornar-se deputado” e convidou ele para ser prefeito de São Paulo, cargo então preenchido por indicação do governador... Manoel... De Nóbrega recusou... “O que ele queria na verdade, era ser na Assembléia o que ele era no rádio... Era isso o que o povo esperava dele”... Enquanto Adhemar nomeava o próprio Paulo Lauro para a prefeitura paulistana - anos mais tarde, também daria nome a uma escola estadual, na região do Parque Savoy City - Manoel... De Nóbrega rompeu com Adhemar... “Ele não conseguia mais o tempo para discursar em plenário... Tudo lhe era dificultado... Com isso, o povo, que não sabia os motivos de seu silêncio, começou a ir contra ele... Daí à fama de ‘traidor’ e de ‘aproveitador’ foi um pulo... E outros adjetivos ainda mais pesados começaram a ser jogados contra ele”... Afora a acusação de que era dono de um tríplex... Quer dizer, de um prédio na região da Praça da República... Manoel... De Nóbrega, aceitou o convite de um adversário político de Adhemar Hugo Borghi, e filiou-se ao PTN... Mesmo em um partido professoral – que acaba de mudar seu nome para “Podemos”, em alusão a agremiação espanhola – ele não conseguiu a reeleição... Sem mandato, teve de recomeçar no rádio, em 1950... Após ter a ideia de um programa de variedades recusada pela Rádio Excelsior, foi fazer na emissora de menor audiência na época em São Paulo, a Cruzeiro do Sul (depois Emissora de Piratininga) “Torre de Babel”... Cujo sucesso em 1952 o levou de volta à Rádio Excelsior, que passou a se chamar Nacional quando adquirida por Victor Costa... É nessa época que Boni aprendeu tudo sobre redação de programas com Manoel... De Nóbrega, trabalhando com o redator de novelas Mário Santos... Com quem Carlos Alberto começou a escrever para rádio, escondido do pai, para acompanhar Mário em suas saídas pela noite paulistana...




























Sendo que inspiração para "Caro Colega" veio de um mendigo que comparecia na região da Praça Saens Peña, na Tijuca, Pancada...


































































Oficialmente, Carlos Alberto começou a trabalhar na redação dos quadros de humor dos programas de rádio  do pai em 1953, quando largou os estudos... Victor Costa, por sua vez, adquiriu a TV Paulista, e em dezembro de 1955 encomendou o projeto de um programa de humor a Manoel... De Nóbrega... Que estava com viagem de férias marcada para Buenos Aires, a qual não poderia adiar por motivos de saúde... Assim, escreveu quatro roteiros para o programa “UFE no ar, UFE no lar”, patrocinado pela fábrica de sabão, e viajou... A estreia foi apresentada por Hebe Camargo, mas mesmo contando com nomes do quilate de Ronald Golias, Borges de Barros e Chocolate, a atração não fez sucesso... Nem mesmo nas três semanas seguintes, quando Carlo Alberto assumiu... O comando... De volta das férias, no final de janeiro, Victor Costa, desesperado para manter o patrocinador, pediu a Manoel que criasse um novo programa...
“Naquele momento, Manoel de Nóbrega imitava Cristóvão Colombo:  botou um ovo em pé... O Ovo de Colombo era a simplicidade em forma de programa... Um telão atrás,  com a pintura de uma praça do interior, e dois bancos... Mais nada... Como surgiu essa ideia???... Da janela do apartamento do hotel onde estava hospedado, em Buenos Aires, meu pai reparou que do lado de uma banca de jornal, tinha uma pracinha com um banco... E, sentado naquele banco, todos os dias, havia um senhor, que meu pai calculou ser um aposentado, pois várias vezes, durante o dia, lá estava o ‘aposentado’, conversando com um, batendo papo com outro... E aí ele teve a ideia...
Existe coisa mais simples e eterna do que uma praça???... Praça existe em todos os lugares... Sempre houve... Sempre haverá... Sente quem sentar, sempre duas pessoas irão se encontrar numa casa...  E o programa foi ao ar... Todas as segundas-feiras, às oito horas da noite, na TV Paulista (hoje, TV Globo)...
Meu pai sentava em um dos bancos da praça, e durante 25 minutos, passavam por ali, sentando-se ao lado dele, tipos inesquecíveis como  Golias, Chocolate, Canarinho,  Borges de Barros, Moacyr Franco... E também surgiu naquele programa uma mensagem de amor de pai para filho, que marcou nossas vidas... Eu entrava na praça, sentava ao lado do meu pai e começava a falar mal do ‘meu pai’... E ele fazia a mesma coisa, falando do ‘seu filho’...  Como todos sabiam que na vida real éramos pai e filho, isso marcou muito (...)
Enquanto isso, na Praça, o Golias ‘explodia’ com o Pacífico, aquele personagem que usa o bonezinho virado de lado... O Chocolate, por sua vez, fazia um morador de favela, que ia falar sobre problemas de pobre... E o Borges de Barros lançava o ‘Caro Colega’, com o mendigo que se dizia amigo de todos os famosos e ricos, que tinha intimidade com políticos, milionários e artistas... Esse personagem foi tirado de um fato verdadeiro... No Rio de Janeiro, na Praça Saens Peña, havia um homem que era quase maltrapilho e se dizia amigos de políticos famosos e de celebridades mundiais... Ele falava com tal convicção que a gente sempre ficava em dúvidas se as histórias eram verdadeiras ou se ele era louco”...
Carlos Alberto lembra que “A Praça da Alegria” era gravada no palco da antiga Rádio Nacional de São Paulo, na região da Rua das Palmeiras, “pois a TV Paulista ainda não tinha estúdios que suportassem um programa de auditório... Então, faziam-se algumas escalas para a utilização do palco... Em determinados horários, era programa de televisão... Em outros, programa de rádio... Coisa de louco”... Vide o faxineiro apelidado de Talento e Formosura, escalado para trazer Canarinho em um carrinho de mão, internauta Pedro Henrique, e que ao ouvir o agradecimento de Manoel... De Nóbrega, começou a discursar em pleno palco, fazendo a plateia se acabar de rir... Zilda Cardoso entraria no programa no programa dizendo para Manoel... De Nóbrega... Que tinha sido indicada pelo diretor artístico das radionovelas da Rádio Nacional, Paulo de Gramont... Amigo de Manoel, mas que sequer a conhecia... “Eu faço uma mulher escrachada, que fuma negocio, fala gíria, joga capoeira e não tem medo de homem... É uma espécie de Pacífico-mulher”... Era a Catifunda, que interpretou para Manoel... de Nóbrega e entrou na Praça... Inclusive quando o programa começou a ser produzido e exibido na TV Rio às terças-feiras, em 1958... Na Record, a Praça teve o reforço de Walter D’Avila, o Homem do Livro... “Insubstituível. Ninguém faria igual”... Rony Rios, a Velha Surda... “Falava-se em Praça, falava-se da Velha Surda”... Consuelo Leandro, a Mulher do Oscar... “Aquela milionário cafona, apaixonada pelos poderes do marido, que era podre de rico”... Simplício... “Fazendo o garoto que dizia ‘Ô, Home!!! Ou o caipira mentiroso”... Walter Stuart, Durval de Souza... A grande audiência fazia com que o diretor-geral da Record, Paulinho Machado de Carvalho, fosse demovido de sua recorrente intenção de tirar o programa do ar... Com o regime militar implantado no Brasil com o golpe de 1964, vieram os problemas com a censura... Quando um censor implicou com um texto em que o Caro Colega citava uma poesia de Castro Alves, aquela do “Auriverde pendão da minha terra” que o Jayme Filho não conseguiu recitar com sotaque português na “Escolinha do Professor Raimundo”, Manoel... De Nóbrega compareceu em Brasília, “falar com quem é de direito”... “Desse dia em diante, nunca mais teve censura na Praça... Era o único programa da televisão brasileira que não tinha vigilância moral e política”... 

























Parceria de Manoel... De Nóbrega e Ronald Golias rendeu até anúncio do suco de tomate da CICA, que pode ser visto no Youtube(C)...






































































“Mas como tudo um dia acaba, a Praça terminou”, lembra Carlos Alberto... “Com a doença do meu pai (os seus problemas de saúde já estavam começando...) e os incêndios da TV Record acontecendo ano após ano, a Praça acabou... Acabou???... Duvido... Quando saímos da TV Record e fomos trabalhar no SS Studios (hoje SBT...) o Silvio ainda tentou colocar o programa dentro do seu domingo, mas o meu pai estava muito mal de saúde, sem condições de continuar fazendo o programa... Então a Praça terminava para sempre... Para sempre??? Duvido”... A mudança de Manoel... De Nóbrega da Record para o programa de Silvio Santos, na época exibido pela Globo, aconteceu em decorrência da ajuda que Silvio deu a ele para saldar as dívidas feitas com empreendimentos mal-sucedidos – Baú da Felicidade começou assim - como um negócio de travas de segurança para carros...Quando Manoel... De Nóbrega teve um câncer de pâncreas diagnosticado, Silvio pagou todas as despesas com tratamento médico... Ou como conta seu filho...
“Ele, dirigindo o seu carro, voltou-se para mim e disse:
- Você sabe que o seu pai não chega ao Natal, não sabe???...
O Silvio vê a vida de uma forma totalmente diferente da minha... Eu sabia que mais pai não chegaria ao Natal, mas era tudo o que eu não queria saber... E o Silvio continuou...
- O que é que a gente pode fazer com ele???...
- Silvio, está para sair a sua televisão... Certamente, papai não vai vê-la funcionando... Porque você não dá um cargo importante pra ele na televisão???...
O Rubens de Albuquerque, um grande amigo, já tinha dado essa ideia e o Silvio, concordado... Logo em seguida, Silvio recebeu a concessão do canal, lá em Brasília... Meu pai estava muito mal... Mas, mesmo assim, foi a Brasília, com o Silvio e o Luciano Calegari, receber a concessão de um canal no Rio de Janeiro... Manoel... De Nóbrega era, então, o presidente da emissora... Dias depois, ele não saía mais da cama... Seu fim chegava rapidamente...
O Silvio, além de pagar todas as despesas necessárias ao tratamento do câncer, ainda deu ao meu pai um salário de um diretor geral de televisão, salário esse que meu pai recebia em casa (...) Fiquei 11 anos sem falar com o Silvio... Por imaturidade minha e cabeça-dura dele nos afastamos”... A reconciliação aconteceria apenas em 1986, intermediada por seu tio Fernando, que era médico e tratou a filha mais nova de Silvio... E seria consolidada no ano seguinte, quando Silvio tirou Carlos Alberto da “Band”, onde fazia “Praça Brasil” para apresentar “A Praça é Nossa”, no SBT... O velho e querido banco, no entanto, voltaria a atividade em 1977...
“Um ano depois da morte do meu pai, em 1976, eu já estava na Rede Globo, escrevendo e participando do programa ‘Os Trapalhões’... Fui falar com o Boni...
- Boni, dia 17 de março vai completar um ano da morte do meu pai... Dá pra Globo mandar fazer uma missa, pedir pra colocar no ‘Jornal Nacional’, só para não passar em branco o primeiro ano da morte dele???...
- Não... Claro que não... Seu pai era um homem alegre... A gente tem que se lembrar dele com alegria... Dia 17 que dia é???...
- Quarta-feira...
- Quarta-feira é dia do ‘Chico City’... Vocês são tão amigos... Pede pro Chico ceder um bloco do programa dele e você faz a Praça nesse espaço...
Saí da Globo e fui voando até a casa do Chico... Lá estava o Carlos Manga, então diretor do ‘Chico City’... Eu disse a eles a ideia do Boni... Estávamos na semana que antecedia o Carnaval...
- Nada disso – falou o Chico – Vamos fazer o programa inteiro com a Praça... 
O Manga reforçou a ideia, dizendo: 
- Vá para São Paulo e, quarta-feira que vem (quarta-feira de Cinzas...) , me traga um programa pronto...
E o Chico completou...
- Vamos fazer, nós dois, aquele quadro que você fazia com seu pai... Só que, em vez de falar de pai e filho, você fala mal do Chico Anysio que eu falo mal do Carlos Alberto...
E lá vim eu para São Paulo... No avião, comecei a pensar se a ideia do Chico não iria trazer mal-entendido, porque muita gente nem se lembrava mais do papo de pai e filho.. Quando cheguei em casa telefonei pro Chico...
- Chico, você não acha melhor mudar a minha entrada???... Eu tive uma ideia... Quando terminar o quadro do Golias, eu entro, você olha pra mim e eu digo... ‘O senhor me dá licença... Esse lugar é meu’... Então você entrega o jornal e sai... Assim que você sair, o Beto (meu filho mais velho, na época com 11 anos) entra, olha para mim e diz... ‘Meu pai não me entende mesmo’... Congela a imagem e entra a música da Praça... ‘A mesma praça, o mesmo banco’...
Era o Chico chorando no Rio e eu em São Paulo...
O programa foi ao ar... O sucesso foi tão grande que, na semana seguinte, quando eu cheguei na Globo para fazer ‘Os Trapalhões’, tinha um recado do Boni para que eu o procurasse...  Qual foi minha surpresa quando o Boni disse...
- O Roberto Marinho viu e adorou o programa... Ele quer que a gente faça a Praça toda  semana... Vá pra São Paulo, contrate quem você quiser e comece a preparar o programa com o Mário Lúcio...
E a Praça da Alegria voltou... Dois anos depois acabou... Para sempre...
Para sempre???... Duvido”... Pancada observa que o depoimento de Carlos Alberto confirma que a reprise do especial “Praça da Alegria” do “Chico City” no Viva cortou o quadro do Golias... Alis,  a parceria entre Manoel... De Nóbrega e Ronald Golias não se resumiu ao professor Bartolomeu Guimarães... Vide viagem que fizeram
aos Estados Unidos com Carlos Alberto,  a passagem do Golias paga por meio de permuta com uma ótica,  o pulinho de Golias em Hollywood,  seu pedido de melão no hotel, muito antes de Dom Lázaro Venturini,  o urso de pelúcia gigante de 50 dólares que fizeram por 38... Uma das poucas lembranças da dupla na frente das câmeras é um comercial do Suco de Tomate da CICA... 








































Entre uma Praça e outra, Carlos Alberto de Nóbrega interpretou Capitão Tomás em"Os Trapalhões", na década de 1980...

Lançadas da Transunião na União de Vila Nova...

Transunião assumiu... A linha 2590-10, União de Vila Nova / Parque Dom Pedro II, que era da Imperial...


















































Itinerário permanece o mesmo, proporcionando acesso a um importante centro de ensino superior...


















































Capa –“Ajustes finais!!!” Mais Danilo Avelar do Timão do que Hernanes do Bambi na finalíssima do Paulistão...




















Poderoso Timão – “Retorno à vista e dúvida”. Danilo Avelar e Júnior Urso na decisão com o Pó-de-Arroz... Alis...
“Avelar treina sem restrições, mas Urso segue de fora”. E Manoel ficou só na academia...
“Jejum é ampliado antes da grande decisão”. Quatro jogos sem marcar...
“Empresário faz desabafo”. Will Dantas e Pedrinho, há dois jogos sem atuar...




















Sessão Cartolão - “COB evita falar em metas”. Brasil no Top 3 do Pan de Lima já estará de bom tamanho, Marcelo Laguna...
“Tite me mandou mensagem quando machuquei... Ontem, ele mandou de novo desejando bom jogo”. Pedro do Fluzinho, oito meses após a lesão...
“Tecnologia brasileira pela América do Sul”.  Controle de torcedores em Medellin, Imply... Alis... “Internet e biometria”. Já implantada, além do Brasil, no Chile, Paraguai e Uruguai...
“Saída da Copa do Brasil vai gerar dispensas no Bacalhau”. 43 atletas sob contrato não dá...
“Fluzinho com apetite”. Sobrou para Kelvin, ex-Bacalhau, Fernando Diniz...
“Campeão na raia”. Phelipe Rodrigues, nadador campeão mundial dos 50 metros livres categoria S10 no Maria Lenk...
“Tudo pelo UFC 237”. Ou não, porque os ingressos de cadeira especial, que custavam 980 reais (!!!), já estão esgotados...
“Peixinho repudia fala racista”. Que papo é esse, Adilson Durante Filho???...
“Secretário do Esporte é exonerado pelo governo”. Sai Marco Aurélio Costa Vieira e entra Décio dos Santos Brasil... General por general...
“Às franjas do Brasileiro”. Estaduais tipo novela, só interessam no final, Leo Pereira... Alis... “A lógica”. Menguinho e Porcaria favoritos no Brasileirão para o colunista... Alis... “O drama de sempre”. Avaí, CSA, Fortaleza e Goiás cairiam... Melhor falar em comédia, já que em "Os Trapalhões", no bar, Dedé impede Mussum de beber, porque está fazendo mal para ele, e demonstra que o álcool faz mal até para os animais, vide burro que corre para a água, porque é burro... Alis, Didi comparece no bar e aposta que consegue jogar várias pedras na água e elas não vão afundar, porque são pedras de gelo... No saloon, um sensacional número de strip-tease – a garota toca o piano e Didi tira a roupa, enquanto a plateia enfurecida permite... Dedé não quer conversa com Mussum até ver um “garotaço” sentado no banco da praça... Os dois decidem tirar a sorte para saber quem vai “negociar” com ela, Dedé pede cara, e Mussum coroa... Então é por isso que uma experiente senhora o abraçou apaixonadamente... O grande Ananias demonstra suas incríveis mágicas auxiliado por Andréa Sorvetão... Que solta a pomba que ele ia fazer sumir, larga o vaso na cabeça dele durante o número de telepatia e lhe dá um martelo de verdade que destrói o relógio do voluntário da plateia, o qual ficou pistola... Ainda bem que a mágica que transformou o cara em anão funcionou, digo...  No Trapa Hotel,  “Os Sósias”, de Humberto Ribeiro... Pinça dispensa Didi da recepção depois que ele mandou o doutor Coelho embora porque o hotel não permite animais, e Tião leva duas galinhas de chapéu de palha para o hóspede que se apetece com galinha caipira... Dedé tenta ensinar Duda a andar com pernas de pau, mas acabam discutindo sobre a preguiça de Didi, enquanto Tião ajuda a colega de hotel a ensaiar para a aula de teatro... Duda pergunta a Mussum sobre o ofício de detetive, e quando o tiro sai pela culatra (!!!), ele desconfia de um homem com uma mala suspeita – era médico e a mala continha materiais colhidos para os exames médicos dos funcionários... De capacete, Didi anda com as pernas de pau, e ignora a sugestão de Duda, de colocá-lo no popozão, caso contrário o dublê não poderia substitui-lo... Dedé chama as hóspedes para aula de natação e Didi já abaixa as calças, mesmo sabendo que esse jogo não vai sair do 0 a 0, porque ele tem imaginação...  Sorvetão pede a Didi que avise a Conrado que comparecerá ao dentista e fala do João que lhe deu um tapão... Dino comparece no hotel e Didi o considera a cara de sua “sócia” Jurema, apesar de não ter bigode... Conrado fala da briga com o camelô – para comprar um chapéu com machado – e lembra que Sorvetão adora ir ao dentista, porque não tem imaginação... Didi atende o telefonema do Tatá e Pinça acerta a reserva de quatro suítes para grandes astros internacionais, apesar do hotel não ter suítes...  Pinça incumbe Didi de receber os novos hóspedes, desde que tenham reservas... Vide Brutus, Olívia e Popeye – no caso Ruço dublado pelo Orlando Drummond  - Magnum, Tattoo da Ilha da Fantasia, Hulk – sem falsete – e Rambo – que lhe deu tiro de bazuca... Em “Yakult ® Mostra o Brasil”, Natália Lage apresenta o trem da região de Morretes, no Paraná...  Didi conta a Dedé e Mussum o segredo de sua saúde e disposição – Biotônico Fontoura – e ainda sobra tempo para anunciar o VHS de “Uma Escola Atrapalhada”... Na vendinha que só faz fiado para maiores de 90 nos acompanhados pelos pais, Didi pede a Baiaco que consulte os bolsos para saber se tem dinheiro na frente para o quente...  Pinça, porém, tem crédito ilimitado e até ganha um pouco de cachaça para levar na maleta... Mas só até revelar que é Zé Gaudêncio, o matador da Vila Vintém – aí Didi o expulsa do estabelecimento, pois só fez fiado porque pensou se tratar de um fiscal do governo...



















Hoje, 19 de abril...
- Este anúncio é muito importante... Quanto será que a imobiliária está pedindo pelo terreno???...


















































Pois é, não é, Drica Tiririca... Tomar sorvete em forma de galinha com Bofinho é programa de índio... Ops!!!..

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Lançadas Conduzidas na Região de Guarulhos...

Para ir de Guarulhos a Cumbica, pode-se usar a linha 331, Terminal CECAP / Aeroporto...
















































Também há a linha 488, Circular Aeroporto Internacional, que também cobra tarifa de R$ 4,45... Ops!!!...

















































Capa – “Dominante!!!” Peixinho vence Bacalhau e sai na frente na disputa pela classificação para a Copa do Brasil...


















Poderoso Timão – “Time sem poder de fogo”. Pela Copa do Brasil, 1 a 0 Chape, lá, gol de Aylon (32/1º)... Alis... “Começo morno”. Exceto pela cabeçada de Everaldo que Walter defendeu...  “Chape se anima”. Marllon afasta mal a bola após cobrança de escanteio e Guatavo Campanharo serve Aylon, que abriu o placar... “Em busca do empate”.  Clayson e Ralf no lugar de Jadson e Ramiro, mas não deu... “Quarto jogo sem marcar”. Aí é osso...
“Deixou a desejar”. Vagner Love...
“Pai de Everaldo revela acordo”. Será anunciado em 18 de maio, inclusive...
“Clayson poderá pegar o Bambi”.  Vide advertência do TJD...



















Sessão Cartolão – “Bizarrices e curiosidades”. Vide provas de natação dos Jogos de Tóquio com horário ajustado para atender os interesses da televisão estadunidense, Marcelo Laguna...
“Ele estava triste... Gostaria de ir para a final da Champions... O que ele disse para mim???... Mãe, eu não faço milagres...” Juve fora, Dona Dolores Aveiro...
“Clima político faz Porcaria ferver”. Mesmo que a eleição seja apenas no final de 2021, Leila Pereira é “prestigiada” desde já...
“Menguinho luta para conseguir liberação total do Ninho do Urubu”. Avise o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura...
“Galo com fome”.  Na busca por um novo técnico, sobrou para Dorival Júnior e Rogério Ceni...
“Balança, Valentim!!!”  A espera de um milagre para ficar no Bacalhau...
“Copa do Mundo ao vivo”. Mundial feminino no Sportv...
“Fortaleza é saúde”. Vacinação no Leão...
“Festa do Cariocão”. Dia 22 no Km de Vantagens Hall, na região da Barra...
“Um presente”. Ajax eliminando Juve na Champions, André K.... Alis, por falar em presentes, em “Os Trapalhões”,  Sargento Pincel conversa animadamente com a sargenta da tropa feminina, bancando o coronel, e ela fica com medo de ser flagrada por seu "sócio",  o comandante... Os soldados disfarçam a sargenta e comandante não teria descoberto nada se Pinça não tivesse se empolgado quando ele disse que sua "sócia"  faria uma demonstração de ginástica... Didi, feliz com o sucesso de Conrado,  considerado pela crítica o cantor do ano, apresenta em primeira mão seu novo clipe, "Encontro Casual"...  Os moradores de rua Didi e Mussum se encontram na praça,  dividem um pãozinho cortado com serrote e decidem aplicar o  golpe da fome para conseguir dinheiro, inclusive em Nicole Puzzi,  a própria,  que no papel de médica,  deixou por um exame em Didi... Que esquenta o termômetro, assustando a doutora, que corre para chamar uma ambulância... A dupla aproveita que ela esqueceu a maleta com remédios e toma tudo – no caso de Mussum, o purgante...  No Trapa Hotel,  “A Regressão”,  de Roberto Silveira... O vice-presidente do hotel e sua sócia vão fazer uma visita e o gerente não quer nenhum deslize dos funcionários... O problema é que Didi se submeteu a uma terapia de regressão e agora pensa ter três anos de idade, trabalhando forte para fazer totô... Felizmente, a "sócia" do superintendente é Susana Vieira, e apesar do piripaque que teve ao ver que Didizinho “feize totô” na cozinha, tem a vida salva por ele e Duda, que chamaram um médico... Agradecida, contratou uma psicanalista que reverteu a regressão de Didi e até virou sua “sócia”, Paula Burlamaqui... Severina leva o filho para o cinema e escova seus dentes para ele dormir ali mesmo na sala de exibição,  sem precisar ver o filme do Edson (OG)...



















Tarifa da linha S172, Shopping Internacional / Aeroporto, é de R$ 5,50... Ops de novo!!!...

















































Sendo que alguns carros ainda possuem a pintura da administração anterior...

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Mais Outra Noite em 67...

No mesmo palco, alguns meses antes do violão quebrado, deram bolo... Para o aniversário do Bronco...





















































(Publicado originalmente em 24 de março de 2017...) A história da final do terceiro Festival de Música Popular brasileira, realizado pela TV Record em 1967 (e transmitido para o Rio de Janeiro pela Globo...), é contada no documentário “Uma Noite em 67”... No filme, o diretor da Record na época, Paulo Machado de Carvalho Filho, conta, sem meias-palavras, que a diretriz que norteava os festivais era a mesma dos combates de luta-livre transmitidos pela televisão, o popular telecatch... Tudo armado, desde a torcida e suas infalíveis vaias, até os resultados da disputa... Paulinho, como era conhecido, embora estivesse cercado por alguns dos maiores criativos da televisão brasileira na época, dava a palavra final quanto a nomes de programas, em especial os de humor, geralmente buscando inspiração em filmes de sucesso... Assim, “Moscou Contra 007” foi parodiado no nome da novela “Ceará Contra 007”... A família Trapp, do filme “A Noviça Rebelde”, serviu para batizar o humorístico “Família Trapo”... Já na década de 1970, quando contratou Renato Aragão e Dedé Santana, lembrou da série “Os Intocáveis” para dar o nome do programa “Os Insociáveis”, o qual Renato nunca gostou e nem mesmo entendeu... No caso da “Família Trapo”, o nome não foi obstáculo para o público gostar do programa, que estreou em 25 de março de 1967... Tanto que o aniversário do protagonista, Carlo Bronco Dinossauro, vivido por Ronald Golias, seria o tema do “Show do Dia 7” do dia 7 de julho de 1967... Realizado no mesmo teatro na região da Rua da Consolação – hoje Lustres Yamamura – em que aconteciam os festivais de MPB, inclusive o retratado no documentário... Em comum entre o show e o festival também há o comparecimento de grandes nomes da nossa música, de Elizeth Cardoso a Wilson Simonal, passando por MPB-4, Jair Rodrigues, Erasmo Carlos e Ronnie Von... Apresentações entremeadas pelo texto redigido por Carlos Alberto de Nóbrega e Jô Soares, que apesar ser mais longo que o dos episódios da “Família Trapo”, dava muito espaço ao improviso, como lembrou o próprio Jô em uma entrevista à Record em 1988... Quando o episódio foi reapresentado... É essa exibição que foi parar no Youtube ©... O cenário da festa é o suntuoso jardim da casa dos Trapo – enquanto a casa, em algumas temporadas da série, não tinha vaso sanitário no banheiro – vide imenso portão de ferro... É ali que o chefe da família, Peppino di Trapo (Otelo Zeloni, um mito do humor que saiu de cena precocemente...) comparece impaciente, perguntando sobre sua “farfalla”, enquanto o mordomo Gordon (Jô Soares, também redator... ) tenta colocar seu terno... Antes da “farfalla” aparecer, Peppino quase bate em seu filho Sócrates (Ricardo Corte Real, o próprio...) que explicou que “farfalla” quer dizer “gravata-borboleta”... Sua outra filha, Verinha (Cidinha Campos, a própria), explica que conseguiu trazer vários artistas para a festa, com uma ajuda de seu novo namorado, Carlos Leitão... Que na verdade é um dos cantores convidados, mas isso veremos mais adiante... Agora, essa piada do Gordon deixar cair uma bandeja com os copos pregados é velha, Jô... A ideia é aprovada pela mãe de Verinha e irmã de Bronco, Elena (Renata Fronzi, muito antes do “Bronco”...), enquanto Sócrates trolla Verinha dizendo que ela vai montar uma arca de Noé... Os primeiros convidados a chegar são o casal Blota Júnior e Sônia Ribeiro, que também apresentavam os festivais de MPB... E que atendendo a ordem da Record, vieram apresentar o show... Mesmo sendo italiano, Otelo votou em Blota... Ops!!!... Em seguida, entram os conjuntos Som Três, quinteto do Luis Loy e regional do Caçulinha... Blota pede a família Trapo “aquele ar aparvalhado de quem aparece pela primeira vez na televisão” e pede a Sônia, que chame, diretamente do jardim da mansão Trapo (na verdade, o jardim é da prefeitura, eles só colocaram as cadeiras, intervém Elena e Peppino...),  Elizeth Cardoso...  A “Divina” interpreta “Amor de Carnaval”, de Gilberto Gil...  Depois da apresentação, Sônia quer saber onde está o aniversariante... Enquanto Bronco não comparece, até porque ele está dormingo e a família quer fazer uma surpresa – e Peppino não quer o pessoal do albergue noturno para a festa – o MPB4, saudado como “maior conjunto vocal do Brasil” por Blota, que promete uísque para o grupo, canta “Cheguei (Avisa Maria)”... Na sequência, Peppino é surpreendido pelo pedido de demissão de Gordon... Acontece que ele gosta de trabalhar sozinho, e seus patrões contrataram uma empregada para servir os convidados da festa... Benedita, ou melhor, Hebe Camargo...  Que na melhor tradição de Nair Bello, não segura o riso diante dos chistes de Jô e Zeloni... Sônia diz que a empregada lembra muito uma amiga dela – ah, o humor interno – e apresenta Erasmo Carlos... Que acompanhado do conjunto “Os Vandecos” interpreta “O Caderninho” – Hebe serve Elizeth, que ri – e “Pode vir quente que eu estou fervendo”... Depois do abraço de Elena, claro... De pijama (e sapato...), Bronco finalmente comparece na festa e descobre que ela é em sua homenagem, com quase todos os artistas da Record – e avisa a Blota que prefere aniversário a presente... Enquanto chama um amigo para cobrar ingressos, quer dizer, vai colocar um terno (chamando Peppino de “Mussolini” e “nazista”...), Sônia anuncia Jair Rodrigues... Que estava comendo... Isso fica para depois de cantar “Triste Madrugada”... Depois de oferecer salgadinhos servidos por Hebe, ops, Benedita, para o pessoal no fosso da orquestra, o “Cachorrão” vai de “Rapaz da Moda”... Fazer na guitarra plim-plim, que papo é esse???....




















Jô Soares era o mordomo da Família Trapo e Hebe Camargo descolou um bico para servir os convidados da festa, digo...




















































Blota Júnior anuncia que agora Jair Rodrigues pode comer sem ser interrompido para cantar, quando Gordon avisa ao pé do ouvido que o português chegou... Na verdade, é, nas palavras de Blota, “a atração máxima da festa”... O comediante português Raul Solnado... Que engata um stand-up com Peppino e seu sotaque italiano... Veio de avião (“A tapa???”... “Varigui”... “Eu também tenho umas varigui”...), onde uma inglesa saiu da avioneta para fumar, a pedido da “aerobalzaquiana”, e ele sonhou que era uma noiva – e acordou quando aceitou ir com o noivo... Peppino conta que sonhou que ia a pé comprar doces para Elena no bairro do Limão (“são todos azedos”...) Sonaldo lembra que sonhou ter encontrado com Brigitte Bardot e Sophia Loren (“chope, amendoim, chope, amendoim, mais chope que amendoim”...) e não chamou Peppino pois ele tinha saído para comprar doces... Em seguida, Solnado coloca um chapeuzinho, pede um telefone, chama Gordon de “fio de azeite”, e faz o famoso número popularizado anos depois pelo “Fantástico”, em que falava à maneira dos portugueses das antigas... “Está lá!!!”... A conversa com “Vashinton”- a orquestra fazia a música de espera, “Oh, Suzana” - foi com o presidente dos Estados Unidos na época, Lyndon Johnson... Ele quer saber como procederam com o avião russo, pois tiveram um problema parecido... Com um pato em Ranholas City... Notem que ele não cita Portugal, vide salazarismo... “Só que não era espia, ele estava a caçar minhocas”... E mencionando a questão do Canal de Suez, oferece a ajuda das tropas de Ranholas (vide baixinho na Romi-Isetta que não mata, mas insulta muito...) e pede um empréstimo da NATO para comprar balas, pois estão disparando supositórios... “Além de não matar, ainda curam”...  Depois de “pregar” o foco de luz no chão, declama um “poema surrealista”, com acompanhamento de piano (vide papagaio reclamando do dia curto...) e apresenta uma de suas especialidades, o monólogo sobre a guerra de 1908, bala da Guerra dos Cem Anos e prisioneiro que não quis vir incluído...  Bronco reaparece no palco “stalkeando” Hebe Camargo, quer dizer, a empregada Benedita... “Gata!!!”... Típico... Depois de Bronco se vangloriar da elegância de seu traje, Blota Júnior pede a palavra para dizer que ele e Sônia tomaram a inicativa, em nome da Record, de trazer o show... Bronco interrompe, dizendo que repetiu a fala, e como Blota quer falar, dá licença ao “colega de bancada” – ele era deputado... “Eu já tenho feito discursos em lugares piores”... E trabalha forte no elogio a Bronco... Então é por isso que trouxeram os artistas – “mais homens que mulheres, a lista foi a sua sobrinha que fez”... Bronco fica sensibilizado, não abraça Sônia por motivos óbvios, e elogia Blota... “Tem uma bibrioteca na cabeça... É um homem com “O” maiúsculo”... E dá os pêsames... Ops!!!... Melhor continuar o espetáculo... Verinha grita... “É o Leitão!!!”... Na verdade, Carlos Leitão, seu “sócio”...  Gordon avisa que para as coxinhas e empadinhas não esfriarem,  comeu metade... Depois de impedir que Peppino bata em Gordon – seria preciso desligar as câmeras, “tem que estar tudo certinho, quem vai ganhar, quem vai perder” (ah, os festivais, digo, o telecatch...) – Blota chama Leitão e seu irmão, o Leitão “um pouco maior que ele”, para cantar... Na verdade, são Os Vips, os irmãos Márcio e Ronaldo Antonucci, e coube a Márcio o papel de “sócio” de Verinha - depois ele se tornaria produtor musical, de grande influência no meio musical... Desde que o Maneco não saiba, tudo bem, digo... A dupla interpreta “Sou eu” e “Faça alguma coisa pelo nosso amor”...




















Lado a lado, o português Raul "Está lá!!!" Solnado e Otelo "Penacchia!!!" Zeloni e seu sotaque italiano...






















































Ronnie Von é trazido para o palco por Bronco, que dispara um antigo bordão do Pacífico... “Olímpiaaaa!!!”... Quando Elena entrega uma flor, Bronco não perde a piada... “Manera, mana!!!”... E ainda avisa o cunhado... “Tua esposa não está conseguindo se controlar!!!”... Ronnie começa a cantar “Música para ver a garota passar”, mas não consegue segurar o riso ao ver Bronco dançando... Com direito a jogadinha de cabelo, mesmo sem ter o penteado “Pequeno Príncipe” do cantor... Em seguida, interpreta “Jardim de Infância”, e enquanto Gordon trabalha forte de garçom ao fundo, Ronnie pede um solo de piano para Caçulinha, o próprio... Na hora de “A Praça” – a música de Carlos Imperial inspirada em “A Banda”, de Chico Buarque, que o compositor promovia com acusações de plágio, vide gravação de Wilson Simonal em espanhol, Denilson Monteiro – Ronnie voltou a rir, pois Bronco começou a pegar ramalhetes de flores e atirar na plateia... Bem diferente do cantor, que beijava uma flor e jogava para o público... Hebe serve Jair Rodrigues e Bronco volta a fazer graça com Ronnie, que passa a mão em seu cabelo, enquanto ele acompanha o refrão de “A Praça”...  Sônia Ribeiro vai anunciar a próxima atração, porém Bronco a interrompe, pois acredita que ela ensinou Blota a ser apresentador e também quer seguir a carreira... Sônia elogia a “estampa” e o “cabelo da Jovem Guarda” de Bronco,  ele a interrompe para dar uma bronca na empregada, que falava com Ronnie Von... “E vai buscar cuscuz!!!”... Ela aproveita para avisar... “Eu acho que essa empregada é o tipo da empregada que destrói o lar”... Elena pega a deixa e diz que Hebe só vem de vez em quando, senão ela perde o marido... Peppino só não precisava dizer que a empregada não tem os joelhos bonitos como os de Nara Leão...  Voltando a aula de apresentação, Bronco se oferece para introduzir o próximo convidado... O que faz depois de Sônia cochichar o discurso... Menos o improviso sobre a “música pilantra”, “com muito folclore”, “muito champignon”, “muita fonte luminosa”... Comparece ao palco Wilson Simonal para cantar “Meu limão, meu limoeiro”, cantiga de roda que Carlos Imperial registrou em seu nome, Denilson Monteiro, e Simonal vai reger a plateia cantando em coro...  Primeiro, “sem champignon”...  “Ao alho e óleo, no máximo uma salsinha, uma cebolinha”... Suave, tempo de valsa... Depois de citar Geraldo Vandré ao dizer que vai “sacramentar, de direito e fato” – na plateia, Gilberto Gil é focalizado – Simonal canta com todo “champignon” – e closes de mulheres do públco – que lhe era peculiar... Regendo mesmo com Bronco interrompendo... Logo após os aplausos, “Tributo a Martin Luther King”, música que Simonal compôs com Ronaldo Bôscoli – antes do assassinato do reverendo, que liderava a luta contra o racismo nos Estados Unidos... Agora, o aniversariante faz seu discurso, com Caçulinha de papagaio de pirata... “Geralmente nesses momentos não são fáceis, são difíceis... Agradeço meus amigos, a presença de vocês todos aqui, que honestamente, Blota, eu não mereço... Não mereço pela minha modéstia... Sim, sou modesto e me orgulho disto... Por isso, eu me dirijo a vocês para não humilhar aqueles que não tiveram a felicidade de ser ‘curto’ como eu, inteligente, vocês estão entendendo, porque Blota, parece que foi ontem, meu amigo, parece que estou vendo Castelo Branco, me convidando para ser embaixador na ‘ONIS’, infelizmente não pude aceitar, enfim, são coisas que a gente não pode mesmo aceitar... Mas, Ô Blota, eu penso que nesta casa vocês se sentiram bem... Você, Erasmo, Ronnie Von, Márcio, Ronald, Jair, que veio lá de São Carlos, naquelas épocas de dureza, é batizado, quanto é, mil cruzeiros, vamo...  Simonal com essa milonga toda, vai levando todo mundo na conversa... Então acho que vocês estão se sentindo bem na minha casa, como uma pessoa presente aqui que desde que casou com a minha irmã, viveu sempre comigo na minha casa... E só uma coisa nos separa, Pipa... Pipa é diminutivo de Peppino... A morte... E se a gente morrer, precisa seis pessoas pra tirar nós daqui...  Sim, estou satisfeito, Blota, e eu me ‘como ovo’... Já recebi algumas manifestações... Me lembro na Copa do Mundo, quando o Brasil ganhou a Copa do Mundo, e tenho testemunhas disso, cheguei em Buenos Aires, e já estava sentindo, quanto entrei na Bahia, o caís do porto tinha mais de 40 mi pessoas, Blota, gritando feito uns desesperados... Até falei com o Edson (OG), que tava do meu lado... Eu vou me embora antes que esse povo me rasgue...  E tive que fugir, o Edson (OG) ficou sozinho...  De modo que agradeço vocês de coração, porque já me faltam palavras”... Então, que venha o bolo (trazido por Gordon...) para Bronco reger os parabéns à maneira de Simonal, e apagar as velas... Bolo cenográfico???... Difícil saber, pois a cortina do palco baixou quando Bronco cortava o primeiro pedaço...























Titio Ronnie tentava cantar, mas não conseguia segurar o riso com os passos de dança do Bronco...