quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Paris 2025 (III): Sentindo a Magia de Valdisnei com Sotaque Francês e Trem na Porta...

O It's A Small World da Valdisneiland Paris é similar aos dos Estados Unidos, não tocam a música em português...

 

















Chegamos na entrada do restaurante Plaza Gardens da Valdisneiland Paris às 15h27 de um sábado nublado e chuvoso, tínhamos mesa reservada para às 14h45 pelo app do parque porque consideramos uma excelente ideia celebrar nosso aniversário comendo no buffet “all you can eat” de 45 euros com uma bebida incluída, na portava estava a “maitre d’hotel”, expressão que o nosso papi conhecia bem porque morou muitos anos numa pensão onde tinha como companheiro de quarto um garçom, uma mulher de meia-idade, com gorro e cachecol vermelhos, casaco verde-musgo e saia até os tornozelos, que brincava com um menino de japona azul que esperava a hora de entrar com seus pais, dançando no ritmo de “Jingle Bells”, na nossa vez, mostramos a reserva na tela do celular, ela conferiu, pediu para esperarmos um pouco, e às 15h41, a porta é aberta para sermos introduzidos no restaurante, agradeço com um “merci!!!”, um “thank you!!!” e um “obrigado!!!”, este último, a deixou bastante admirada, “português???”, e fez ela apresentar para a mim a moça do caixa, Telma, uma loira de cabelos presos e óculos de aro fino, ficamos muito satisfeitos em encontrar alguém que como nós, fala a língua portuguesa, a última flor do Lácio, inculta e bela, minha mãe tinha um livro que usava nas suas aulas de português chamado “Flor do Lácio”, escrito por um certo Cleófano de Oliveira,um idioma  familiar e aconchegante dentro de um grande parque temático oriundo dos Estados Unidos e, portanto, falante de inglês, porém com um perceptível acento francês,  pedimos a Telma, “sorria!!!”, e fizemos uma foto com o celular, perguntou se pagaríamos a conta, aqui é na entrada, com cartão de crédito, dissemos que não, apesar da minha “tarjeta” Visa do Banco do Brasil ser muito boa, e falamos, em espanhol e inglês, que pagaríamos em “efectivo”, “cash”, com os euros que adquirimos no próprio BB... Seguimos a tradição que mantemos há quase uma década e comparecemos no Valdisnei para comemorar o dia do nosso aniversário,  um costume que desta vez também é uma novidade,  não só porque ainda não conhecemos a  Valdisneiland Paris, "sino" pelo idioma e o sotaque ouvido no parque, e principalmente devido ao acesso facilitado pelos trens da linha A da RER,  a estação Marne-La-Valee Chessy fica bem diante da entrada dos dois parques do complexo, a Valdisneiland Paris, inaugurada em 1992 com o nome de Eurovaldisnei e o Valdisneiland Studios, aberto em 2002... Em Orlando, na costa leste dos Estados Unidos, região mais populosa do país, a prioridade é dos visitantes que chegam de carro ao Valdisneiworld Resort, os ônibus de linha da cidade são incipientes e o "shuttle" dos hoteis,  que deixou de ser gratuito na pandemia, tem horários pouco flexíveis,  na Califórnia,  costa oeste estadunidense,  a linha de ônibus que sai da região central de Los Angeles demora duas horas e meia para chegar em Anaheim, onde estão instalados a Valdisneilândia e o Valdisnei Califórnia Adventure,  e a não ser que o visitante esteja hospedado em um hotel nas proximidades, vai pagar tarifa dobrada no Uber, encarecida pela taxa local... Em Paris não, a vantagem do transporte sobre trilhos é ampliada com a estação de metrô ao lado do hotel, o que não diminuiu a nossa ansiedade de conhecer um novo parque do Valdisnei, acordamos ás 6 horas da madrugada e ficamos escrevendo offline no notebook até 7h15, quando descemos até a recepção, já com gente tomando café da manhã, embora ainda esteja escuro lá fora, esperamos a recepcionista atender um homem barbudo de meia idade para saber que para entrar no wi-fi basta acessar o servidor Guest, melhor pebolim o do saguão, subimos de volta para o quarto 507, as fotos das plataformas da Gare de l’Est nas janelas do corredor ficaram excelentes, escrevemos mais um pouco, postamos, tomamos banho com o excelente sabonete líquido do “dispenser” no banheiro, colocamos a camiseta vermelha do Homer Simpson tomando cerveja com gorro de Papai Noel e arrotando, que vai ficar debaixo da blusa não pela falta de educação do personagem, “sino” pelo frio, cadastramos nosso ingresso no app da Valdisnei Paris, colocamos na mochila a cópia do velho álbum de figurinhas “Galeria Valdisnei”, publicado em 1983, para comparar os personagens dos cromos com os do parque, e descemos para começar a viagem às 8h32 da madrugada... Um par de minutos depois tomamos a primeira decisão acertada do dia, evitamos o café da manhã do hotel, o salão da cafeteria estava cheio, passamos a porta automática, tinha um ônibus bem na nossa frente, o motorista não entendeu a foto que fizemos, mas aí nosso foco era registrar a entrada do hotel e em seguida nos introduzirmos no acesso da estação da linha 7 do metrô parisiense, escada rolante parada, o maleiro (“hub”...) da Amazon, a esquerda, o acesso para a Gare de l’Est, a direita, a bilheteria, a máquina de bilhetes, a catraca do metrô e uma cabine de fotos para o 3X4 do cartão Navigo Decouverte e seus passes diários, semanais e mensais, escada fixa, corredor, escada fixa, o trem branco, azul bebê e prata acabou de partir, o próximo vem em três minutos, indica o painel na plataforma em arco revestida de ladrilhos brancos, sento numa cadeira vermelha e fotografo os anúncios de tênis Adidas na parede que separa a plataforma no sentido La Cornevue 8 Mai 1945, dia em que a Segunda Guerra Mundial acabou na Europa, nosso sentido é Mairie d’Ivry ou Villejuif Louis Aragon, tem uma bifurcação em Maison Blanche, Casa Branca... O trem chega 8h43, está com lotação de bancos em pleno sábado de madrugada, vide a garota que parece a Luiza Arraes, o papi dela morou em Paris enquanto esteve exilado, acompanhando seu avô, olhando o celular e tomando café, enquanto seu amigo do lado está dormindo, sentamos num lugar disponível na janela e vamos registrando a passagem pelas estações, 8h44, Gare de l’Est, a moça com rosto arredondado, parecido com a da “influencer do Cariri”, Thayse Teixeira, espera a vez de entrar na frente da “vending machine”  que serve café Lavazza, “Torino 1895”, perto de casa na região de Itaquera tinha uma fábrica de bonés chamada Torino, na etiqueta vinha escrito “Torino Caps”, 8h46, o botão de emergência na plataforma de Poissonière, que tem bancos amarelos, 8h47, ladrilhos azuis na plataforma da estação Cadet, 8h48, plataforma vazia em Le Peletier, 8h49, um casal, seria mesmo???, espera o trem em Chaussée d’Antin La Fayette, a mulher de gorro preto quase perde a viagem, 8h51, a plataforma também está vazia em Opera, que segue o padrão de ladrilhos brancos e rodapés verdes nas paredes, 8h52, assentos circulares vermelhos em Pyramides, 8h53, banco laranja de concreto em Palais Royal Musée Du Louvre, as moedas gigantes enquadradas na parede de Pont Neuf, Le Monnaie, a casa da moeda da França, que tinha um máquina oferecendo moedinhas de “souvenir” no lojão do “Ninho de Pássaro”, quer dizer, no estádio do time de rúgbi Stade de Paris, porém não nos interessamos, o homem de boné lendo o jornal “Charlie Hebdo” nos lembra um professor da faculdade, que no Brasil trabalhou forte na imprensa alternativa, 8h57, Chatelet, “Pont au Change”... Exatamente o que vamos fazer, tem que andar até a plataforma da linha A da RER, onde embarcaremos no trem para Marne La-Valée-Chessy, bem na frente da Valdinseiland Paris, atrás dos bancos circulares verdes um anúncio do show dos músicos cambojanos da Baramey, algo como a Kondzilla do Brasil, no trem ficou a sósia da Maylim Byalik, quase escondida dentro de seu agasalho, mal conseguindo segurar o celular e o capacete de ciclista, placa com as saídas dos três setores da estação, Forum, Rivoli e Seine, escada fixa, corredor, ladrilhos brancos, rodapé azul, piso cimentado preto, corredor da esteira do bem, revestido com chapas de metal, lajotas de granito no piso, esteira do bem, plana, funcionando, corredor, ladrilhos brancos, rodapé marrom, piso cimentado preto,  escada fixa descendo, estreia do mal, inclinadas, vamos na direção do setor Forum... Passamos pela catraca da RER 9h06, a Bread&Co não tem fregueses nem funcionários no balcão, o coelhinho que é o mascote da RATP, a empresa pública que opera o metrô de Paris, anuncia “Ici, une nouvelle boutique bientôt!!!”, uma nova loja será instalada ali eventualmente, por enquanto teremos de nos contentar com o Carrefour City, que é o nosso Carrefour Express, só que com fachada de cor preta ao invés da laranja, que é usada aqui por outra rede de lojas de conveniência, a Franprix, o Carrefour tem frutas frescas e flores a venda, o coelhinho também nos avisa que a Relay só abre às 10 horas da madrugada, ou seja, nada de levar o “L’Equipe” agora, pessoas apressadas, escada rolante e plataforma da RER 9h10... Muito movimento, sujeira no chão em frente ao balcão da Croquemie, bancos lotados, o trem na plataforma vai para o outro ramo da linha A, em Vincennes tem uma bifurcação,  alguns comboios vão para Marne La Valée-Chessy e outros para Boissy Saint Leger, ficamos olhando as “vending machines” até conseguimos um banco para sentar, que não é o que está cheio de sobras de frango e fritas do KFC, muitos passageiros com malas, um aviso sonoro alerta em vários idiomas sobre os “carteiristas”, onde estará aquele brasileiro que faz “bullying” com as “pickpockets” parisienses, vejo no celular uma foto das ex-BBBs Jessi e Maria na praia, e nós aqui nesse frio, o trem chega 9h21, é um comboio de dois andares, que já tínhamos vistos operando em linhas regionais nos Estados Unidos, espero as duas garotas que estão nos bancos o nosso lado entrarem para embarcarmos, naturalmente, vamos ficar no andar de cima, na janela à esquerda de quem entra, tentando fotografar apesar dos vidros embaçado, aquele cara pediu vídeo do programa “Corrida Maluca” de novo no grupo de “lost media” que frequentamos no Face, e é sempre o episódio do cara que queria comparecer em Paris e enfrentou as provas da atração comandada por Gugu Liberato no SBT, esse só não é mais chato que o sujeito obcecado pela primeira versão do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” na Globo, produzida de 1977 a 1986, o problema é que esse povo é muquirana, alguns colecionadores compraram episódios no tempo que a emissora vendia conteúdos a qualquer pessoa que se dispusesse a pagar, hoje disponibilizados apenas para veículos e mídia e pesquisadores acadêmicos, e hoje essa turma cobra os olhos da cara pela série... A viagem começa, o trem passa pela Gare de Lyon 9h25, fotografo o monitor que informa as estações, embutido na parede, parecido com o dos trens da CPTM, o revestimento de plástico verde-claro lembra a frota G do Metrô de São Paulo, o fabricante é o mesmo, a empresa francesa Alstom, chegamos a Nation 9h27, última estação da Zona 1 do sistema de transportes públicos da Ile-de-France, a área metropolitana de Paris, estação subterrânea, a placa de publicidade sem anúncio lembra uma pintura abstrata, 9h30, Vincennes é a única estação da Zona 2, moderna, ladrilhos amarelos, bancos redondos verdes, 9h35, Val de Fontenay já é Zona 3, ladrilhos brancos, o trem chega a superfícies, canteiros de obras, muitas casinhas com telhas francesas na cobertura, uma igreja em estilo eclético, 9h37, Neuilly-Plaisance, que é o fim da Zona 3, cruzamos o Rio Marne, palco de batalhas decisivas da Primeira Guerra Mundial, afluente do Sena, parando em Bry Sur Marne 9h39, estação elevada e aberta, onde descem o rapaz da mala e a garota da mochila, 9h41 Noisy Grand Mont D’Est, subterrânea, nossa janela ficou em frente a parede escura do túnel, 9h44, Noisy-Champs, a gíria que o nosso Mestre da região do Grande ABC consagrou, plataforma aberta, em frente a um gramado, a mãe leva os dois filhos pequenos, 9h46, Noisiel, subterrânea, banco revestidos de ladrilhos alaranjados, 9h49, Lognes, aberta, ao lado de um cemitério todo de lápides de pedra, sem cruzes, logo em frente um condomínio de prédios residenciais de seis andares, a moça negra muito séria vestida formalmente desceu, 9h52, Torcy, estação elevada, bastante gente subindo, inclusive a gordinha de blusa azul e orelhas da Minnie, uma figura que a gente viu muito nos parques dos Estados Unidos, o rapaz alto de coroa “black power” também, passamos por pátios com trens regionais de dois andares, como o que estamos viajando, campos, florestas, 9h55, Boissy Saint-Georges, subterrânea, moderna, 9h59, Val D’Europe, aberta, sob o viaduto, cartazes com campanha de reciclagem nas paredes, é a última estação antes de Marne La-Valée Chessy, pegamos nosso álbum de figurinhas para fazer uma foto, chegamos 10h02 a estação final da linha A da RER, esperamos os passageiros descerem, inclusive a gordinha de azul, para fotografarmos o interior do carro vazio... Desembarcamos, fila para subir a escada rolantes, muitas famílias, muitos agasalhos, cachecóis e toucas de lã, andamos no mezanino até a catraca, “vending machines”, Starbucks, Pret a Manger, uma rede de cafés francesa, Relay, e essa mesma que estávamos procurando, vitrine repleta de bonequinhos dos personagens Valdisnei, revistas de todos os gêneros, femininas, esportivas, sobre automóveis, música, passatempos, K-Pop, livros, quadrinhos, uma revista de capa dourada comemorando os 75 anos do Picsou, que não é outro senão o nosso Tio Patinhas, perto dele, o Superpato, aqui batizado como Fatomiald, mistura de Donald do Bem com Fantomas, e o “Le Journal de Me Queimou Zé”, geladeira com comidas e bebidas, volto par a entrada, onde estão os jormais, o “L’Humanité”, do Partido Comunista, tem manchete sobre o genocídio na Palestina, assunto tabu no Brasil, e pego o “L’Equipe”, a capa estampa o técnico espanhol Luis Enrique, do PSG, campeão europeu e vice mundial, que irá enfrentar na Copa Intercontinental da FIFA o vencedor da Libertadores, cuja final acontece hoje, Menguinho enfrentando o Verdinho, a manchete faz referência ao jogo com o Monaco, fora de casa, pela Ligue 1, “Toujours à fond”, e como era de se esperar, nada sobre a decisão da competição sul-americana, sem contar que o jornal foi um pouco mais caro por que vem com revista, “Lance!” começou assim nos tempos da “Lance A+”, o preço maior fazia os jornaleiros pegarem menos exemplares e o jornal acabava rápido nas bancas, tinha que ir cedo comprar, isso há quase duas décadas, o L! acabou com a edição em papel no início da pandemia, em 2020, hoje é só o site, na saída, admiramos a profusão de escadas rolantes, que são raras nas estações de metrô parisiense, muitos passageiros com mala sentados nos bancos esperando os trens de longo percurso, criança com balão do Rei Leão, Brioche Dorée, Monop Daily... Saímos da estação 10h17, está chovendo, agora vai, o jeito é fotografar o acesso, porque o tempo desfavorável não retira a imensa vantagem da estação ficar “vis-a-vis” com o parque, e fazer um registro bem rápido da entrada do raio-X, porque aqui para a palhaçada, alguém perdeu um cartão de quarto de hotel de madeirite, igual ao nosso, Miguel orienta a colocação da mochila na máquina de raio-X, enquanto Pauline pede que nós aproximemos do “scanner” corporal do “pipipi” do Suetônio do Zorra Total... Passada a revista, vamos na direção de uma escultura representando a mão do Me Queimou Zé Aprendiz de Feiticeiro, com a luva que é literalmente a marca registrada do personagem, segurando uma bomba atômica, digo, uma varinha mágica, atrás dela, depois de um grande jardim com lago, está a entrada da Valdisneiland Paris, um grande hotel que lembra vagamente o da estação de Marunouchi, na região de Tóquio, tivesse ele uma fachada rosa, a original japonesa é vermelho-tijolo, aqui temos um relógio do Me Queimou Zé na fachada, a introdução para valer no parque, passando o ingresso na catraca e tudo, e no interior deste edifício que lembra as grandes estações de trem em estilo eclético construídas entre os séculos XIX e XX, por exemplo, a Gare de l’Est, atrás no hotel em que estamos hospedados, a Gare du Nord, também em Paris (em São Paulo, a estação Roosevelt da CPTM, na região do Brás, se chamava Estação do Norte...), a estação Retiro, em Buenos Aires, a General Artigas, em Montevidéu, a Barão de Mauá (Leopoldina...), no Rio de Janeiro... São 10h26 da madrugada e tabuleta na porta indica que o parque abriu às 9 horas, e vamos para a fila parando a palhaçada, Leanne, uma jovem, e Lotte, uma senhorinha, controlam o acesso, nosso QR Code no celular não vai na primeira tentativa, só na segunda, às 10h34, passamos a catraca e estamos diante da “estação de Campinas”, que nos Magic Kindom da Califórnia e da Flórida a gente passa por baixo para entrar na Main Street USA, com Me Queimou Zé, Pluto, o filho da Pluta (!!!), Donald do Bem e Pateta na fachada, dentro do túnel, folhetos, folhetos, folhetos, em francês, inglês e espanhol, e o pessoal que ouvimos conversando em italiano, como faz, o país da bota é um grande consumidor dos produtos Valdisnei, e faz algumas das melhores histórias em quadrinhos do estúdio em todo o mundo... Na saída, vemos na sacada da estação Me Queimou Zé em pessoa acenando para os visitantes, fotografamos o grupo, porém o rato foi ligeiro e sumiu das nossas vistas, passada a árvore de Natal no meio da pracinha, decidimos que a primeira postagem no Instagram no dia de nosso aniversário seria do castelo da Bela Adormecida, não uma foto estática, “sino” um vídeo da nossa caminhada desde o começo da Main Street até o castelo, com um pouco de neve “fake” e uma chuvinha que não parava no caminho, deu quatro minutos de gravação, dentro do castelo tem a exposição “La Belle Au Bon Dormant”, que conta a saga da princesa Aurora, figurinha 107 do nosso álbum “Galeria Valdisnei”,  e de Malévola, a própria, figurinha 111, tava cheio o bagulho, o filme com Angelina Jolie fez bem à fama da vilã, digo... Passava de 10h50 e a gente queria mesmo era um canto para sentar e postar as primeiras imagens do dia no Instagram, depois da publicação especial de aniversário com o castelo, o restaurante Auberge de Cendrillon estava igual ao salão de cabeleireiro onde foi a Dona Florinda, fechado, a própria Cinderela, figurinha 132 do “Galeria Valdisnei”, saiu correndo do “meet and greet”, receosa de que a carruagem disponível para fotos na porta do restaurante virasse abóbora antes do meio-dia, em seguida flagramos uma família italiana, pai, mãe e duas crianças pequenas, uma delas tirando a mãe do sério, “Samuel!!! Samuel!!!”, reclamando do menino em italiano, a nossa avó materna era filha de italianos do Vêneto e um de seus filhos, nosso tio, se chamava Samuel, seguimos pela loja La Manejerie de Royalume, Sir Mickey’s Boutique, com pé de feijão na fachada, apesar do estabelecimento remeter a versão Valdisnei da história do Alfaiatezinho Valente, a famosa Xícara da Alice, com fila do “meet and greet” que o personagem, certamente Alice, figurinha 98 do álbum, que faz muito sucesso nesses encontros, no Magic Kingdom da Califórnia até organiza uma dança das cadeiras com o Chapeleiro Louco, figurinha 100, e o pianista do Casey’s Corner, como não esquecer do Noel tocando o tema de “Duck Tales”, mas aqui na região de Paris, ninguém compareceu para as fotos e autógrafos... Faltando um minuto para as 11 horas da madrugada, tivemos a ideia que salvou o nosso dia, filmar uma volta da Xícara da Alice, afinal, nada melhor que um pouco de chá quentinho num dia chuvoso, e sem pegar fila, repetimos a operação no Carrousel Du Lancelot, com a espada na pedra ao lado, começando a gravar depois da passagem da moça de véu, na postagem, colocamos a frase do Professor Girafales quando andou com a Dona Neves, o carrossel do parquinho montado na entrada da vila do Chaves, na dublagem da MAGA, “Upa, Upa, cavalinho alazão...”, nossa próxima parada foi o Dumbo, The Flying Elephant, que virou um clássico nos parques de diversões de todo o mundo, as pessoas esperando a vez debaixo de guarda-chuvas rendeu imagens interessantes, até parece que estava chovendo elefantes orelhudos... Chegamos às 11h15 no Alice’s Curious Labirint, porém a ideia inicial de um vídeo foi substituída por um post com 20 fotos no Instagram, porque a gravação já tinha 12 minutos e a gente não havia achado a saída, trombando várias vezes com a Rainha de Copas, figurinha 104 do “Galeria Valdisnei”, aquela cortadora de cabeças (!!!), o Coelho Branco, figurinha 97, sempre atrasado, seja nos Estados Unidos ou na França, o Gato Risonho, figurinha 101, a quem as “top models” de todo o mundo devem muito, porque o seu jeito de andar nas passarelas vem dele, o “Cheshire Catwalk”, os soldados do baralho (!!!), na figurinha 106 só tem um deles, a Taturana Encantada, figurinha 106, sente a maresia, mais fácil de fotografar que o rato que punha a cabeça para fora do bule de chá, se fosse café, seria o Ratinho (!!!), subimos o Old Mill, o moinho que não é o Moulin Rouge, porém proporciona um panorama propício do parque e encontramos a saída perto da Festa de Desaniversário de Alice e do quiosque onde a cast member Marie, uma ruiva, estava de plantão, já não era sem tempo, estávamos ansiosos para ir embora – desse labirinto, no Princess Pavillion, o “meet and greet” com as Princesas do Valdisnei está “complet”, “fully booked”, o agendamento do encontro é pelo app e as vagas já acabaram, que coisa, não... 













Vejam só quem compareceu na prefeitura do parque na época que foi aberto, em 1992, bem antes de ser prefeito...








































Avistamos a fachada e o carrilhão do It’s a Small World por detrás da multidão às 11h45 e decidimos que a atração, criada para a Feira Mundial de Nova Iorque em 1964, seria o tema de nossa próxima filmagem, antes de entrarmos na fila, recebemos pelo WhatsApp a mensagem de uma colega de trabalho parabenizando a gente pelo aniversário e desejando, em francês, “amusez-vous bien à Paris!!!”, aproveitei que estava em frente ao marco da atração e fiz uma foto da fonte, usada como estacionamento para carrinhos de bebê, com uma meia-esfera representando os oceanos do planeta e no topo um navio com crianças de diversas nacionalidades e bandeiras com o nome do brinquedo em vários idiomas, enviei a imagem e coloquei como legenda o refrão da música dos irmãos Richard e Robert Sherman, na tradução que Seu Flor, quer dizer, Rogério Cardoso, fez a pedido de Moacyr Franco quando o cantor trouxe o disco com a canção dos Estados Unidos, “há um mundo bem melhor, todo feito pra você, é um mundo pequenino, que a ternura fez”... Agora que demos a resposta, podemos entrar na fila, que o “cast member” Remy, uniformizado com o sobretudo azul e a calça vermelha, já está chamando, implacavelmente, e o portal de “entrée” onde está posicionado indica 35 minutos de espera, seguimos em frente após ler a placa que descreve a atração, “Embarquez pour la plus joyeuse des croisères grâce à une chanson réunissant les enfants du monde entier”, ou como está escrito em inglês, “the happiest cruise that ever sailed”, na fila observamos o “cast member” de óculos compenetrado em organizar a saída dos barquinhos, a Cela, não pode ser, como é que ela veio do júri do “Show de Calouros” para cá, e no ponto de embarque outra “cast member”, cabelos presos, batom vermelho e sobrancelhas grossas, também bastante rigorosa com o fluxo de visitantes, vimos os barquinhos do alto e descemos para embarcar às 12h29, a viagem começa com as boas-vindas em várias línguas, mas a música cantada em francês, naturalmente, a primeira parada é a Europa, ônibus de dois andares na ponte de Londres, pequenas dançarinas de can-can ao redor da Torre Eiffel, moinho e crianças florescendo em tulipas na Holanda, mais moinhos, Dom Quixote e Sancho Pança nos campos da Espanha, duendes irlandeses, o cachorro Slinky, músicos alemães, o pastorzinho grego, a ponte dos Suspiros de Veneza,o Kremlin em Moscou, chegamos a Ásia, panda, toru japonês, crianças de quimono, templo tailandês, Ganesha, o tigre, musicistas de sari e o Taj Mahal na Índia,  camelôs, encantador de serpentes, Aladdin e o gênio da lâmpada na Arábia, chegamos a África, a Esfinge, o barco da pequena Cléopatra, a banda dos bichos onde você vai encontrar muito animais e lá está mais um que é o professor Girafales (ops!!!...), tribos africanas, pequenas havaianas dançando hula, Ah Que Pena Seria numa concha, vamos para a América, jacaré de sombrinha, nativos dos Andes, o samba, fiesta mexicana, cacto “violando o tocão”, pirâmide azteca, indígenas da região dos Estados Unidos, cidade do Velho Oeste, cowboys, a Golden Gate, a Estátua da Liberdade e o letreiro de Hollywood juntos, O Futebol Americano, logo depois surgem as crianças de branco no parque de diversões, cada uma com o traje típico de seu país, roda gigante, carrossel, o Donald do Bem grasnando no meio da música (Ops de novo!!!...), despedidas ao final de sete minutos e meio de passeio, muitos idiomas, não o português, a propósito, o único senão do “It’s A Small World” parisiense, é o mesmo das versões estadunidenses, a música não é cantada em português, o que nos obriga a publicar o vídeo no Instagram sonorizado com a versão gravada por Silvio Santos, que sempre tocava no final do “Domingo no Parque”, cujo cenário era inspirado na fachada do “It’s A Small World” e, por algum tempo, foi o tema de abertura do próprio “Programa Silvio Santos”, nas últimas apresentações de Silvio, a música era o fundo musical dos vídeos das paradas do Valdisnei, a versão de Moacyr Franco, o primeiro a gravar a canção traduzida por Rogério Cardoso, também é excelente... Na saída, nos misturamos na multidão quase sem rumo, com a bonita carregando o filho pequeno nos ombros servindo de norte, a Pizzaria Bella Notte está aberta e com fila, a Delice Du Traineau, “Delícia do Trenó”, é um doce bem bonito, mas ainda não queremos almoçar, apenas procuramos um lugar para sentar e postar, às 12h40 o castelo da Bela Adormecida surge limpo para ser fotografado, coisa de fazer o Doutor Abobrinha dizer que o castelo é dele, perto do Mickey boneco de neve ouvimos um pai dar bronca nos filhos, “Jéssica!!! Stewie!!!”, a família toda usava blusas natalinas vermelhas de lã, essa cena poderia ter acontecido nos parques dos Estados Unidos, embora o Stewie não parecesse com o filho do Peter Griffin, a cabeça dele não era oval, digo... Paramos diante do troféu do Mundial de Clubes da FIFA, quer dizer, o astrolábio da entrada da Discoveryland, e seguimos até a entrada do restaurante Hyperion, onde está posicionado um enorme dirigível, criação de um francês, o capitão Brieux, no filme “A Ilha no Topo do Mundo”, de 1974, tão grande quanto a fila para entrar, demos meia-volta e às 13h45, encontramos o nosso lugar no mundo, pelo menos daquele mundo, um banco de pedra entre a loja do Buzz Lightyear, fechada para reforma, a gente até postou, “Ao infnito e além dos tapumes!!!”, e do Oribtron Machines Volantes, máquinas voadoras baseadas na obra de Leonardo Da Vinci, que viveu os últimos anos de sua vida sob a proteção do rei da França, aproveitando para finalizar a Mona Lisa e não deixar ela com a cara do Lorenzo de Medicis, ficamos até 13h30 colocando nossas redes sociais em dia, muito vídeo para postar, o sinal de celular aqui é excelente, arriscamo-nos a dizer que é melhor do que o disponível nos Estados Unidos, por falar em comparações, vejo um gordinho de moleton azul da Valdisneiland Paris passando na nossa frente com um carrinho de bebê, que são de menores dimensões e em quantidade um pouco menor que nos parques estadunidenses, e carregam só bebês, na Flórida e na Califórnia até crianças em idade escolar vão nos carrinhos, é muito sedentarismo, e lá também são comuns os quadiciclos motorizados usados por pessoas obesas... Da nossa parte, nos colocamos em movimento na hora que o casal de namorados, ele de moletom de capuz amarelo, ela de sobretudo marrom, foram fazer uma foto de recordação na frente do Orbitron, uma lixeira era esvaziada na frente da entrada da fila, a criançada se diverte para valer no carro modelo da Autopia, patrocinado pela Avis Rent a Car, nada de Localiza por aqui, chegamos na Hyperspace Mountain, que junta a clássica atração da Tomorrowland dos parques dos Estados Unidos com o universo de “Star Wars”, e montanha-russa a gente quer distância, ao lado está o canhão de “Da Terra a Lua”, livro de Julio Verne, e “Viagem à Lua” , o filme de Georges Meliés, não dava para fazer um parque temático na França ignorando todo o legado cultural do país, tanto que perto do Orbitron há uma placa com uma frase do nosso xará escritor de ficção científica, “Tout ce qui dans la limite du possible doit etre sera Acompli”, fizemos o vídeo do Orbitron, voltamos a entrada do Hyperion, vimos que o tempo de espera da Hyperspace Mountain é de 45 minutos, pouco, padrão Califórnia, na Flórida seria o dobro, no mínimo, clicamos um dos carros elétricos da Autopia na pista circular, que não é patrocinada pelos fabricantes de gasolina da América, ah, os Simpsons, Bart passou maus bocados aqui no episódio “Os Crepes da Ira”, agora entrada do Orbitron está liberada, paramos na tabela de tempos, Buzz Lightyear Laser Blast fechado, Autopia, 40 minutos, Star Tours 35 minutos, pouco, porém no Magic Kingdom de Anaheim ficamos menos tempo na fila, Nautilus, 5 minutos, é nesse que eu vou, “Vinte Mil Léguas Submarinas”, melhor quadrinização de filme “live-action” publicada no “Almanaque Valdisnei”, essas adaptações eram um dos carros-chefes da revistinha da Abril, 385 edições publicadas entre dezembro de 1970 e junho de 2018, quando a editora fundada pela família Civita encerrou o contrato de licenciamento com a Valdisnei... O Nautilus é uma reprodução do submarino imaginado por Julio Verne e que ganhou vida no filme lançado em 1954, o capitão Nemo era um homem a frente de seu tempo, e o filme, realizado durante a Guerra Fria, fez ele ser movido a energia nuclear, e não a eletricidade, que era tendência quando o livro foi publicado, em 1870, entretanto o comandante fez do interior do submarino a reprodução das mais requintadas residências burguesas europeias que existiam na ocasião, chegamos a ela descendo uma escadaria metálica,  muito papel de parede e madeira de lei, biblioteca, escritório, mapoteca, olha o Brasil naquela carta náutica cortinas vermelhas de veludo, esculturas, animais marinhos empalhados em vitrines, órgão de tubos, e um pequeno anfiteatro diante do grande visor por onde se descortinam as profundezas do oceano e de vez em quando aparece aquele polvo que abraçou com seus tentáculos o Nautilus em uma das cenas mais memoráveis do filme, antes de sairmos, vimos a sala de máquina e as joias e tesouros que serviam de lastro para o submarino, já do lado de fora deparamos com uma catraca de madeira, alis, a catraca é uma criação francesa, feita para o controle do fluxo de visitantes das grandes Exposições Universais realizadas no século XIX... O canhão da viagem a Lua nos faz lembrar da poesia do Geoffrey em “Um Maluco no Pedaço”, o tempo de espera da Autopia caiu para 35 minutos,  a fotografa do parque conversa com um cast member, os dois de jaqueta preta, enquanto mantém sua câmera profissional pendurada no pescoço, a multidão vem no contra-fluxo soltando bolas de sabão, ficamos sabendo que o restaurante Plaza Gardens tem buffet “all you can eat” com uma bebida inclusa por 45 euros, chegamos na entrada 14h17, tinha fila, porém o porteiro, que por acaso parece o Doutor Abobrinha, lembram do que falamos sobre o castelo, disse que precisávamos de uma “reservation”, entramos no app e conseguimos vaga em uma mesa às 15h45, restando apenas ir fazer trenzinho até chegar a nossa hora, enquanto saímos, acontece uma troca de turno na entrada do restaurante, agora quem recebe os clientes é uma moça de óculos que reencontraríamos mais tarde, naquele momento sequer imaginávamos que ela falava a nossa língua... ... O Discovery Arcade é a típica estação ferroviária que os britânicos projetaram mundo afora entre os séculos XIX e XX, inclusive na região da Luz, no caso, por Charles Henry Driver, com uma profusão de estruturas metálicas, aquela vitrine de propaganda de lâmpadas elétricas, em inglês, mostra a iluminação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, quer dizer, da Ópera de Paris, vide estação da linha 7 do metrô, o app do parque é anunciado por aquele menino da “Caverna Encantada”, quer dizer, pelo escoteiro do “Up – Altas Aventuras”, na saída, topamos com a placa do Victoria’s Home Style Restaurante e a Main Street USA, cujas fachadas e movimentação de visitantes rendem excelentes flagrantes fotográficos para o Instagram,  o letreiro da sorveteria The Gibson Girl, mãe e filha, uma andando e olhando o celular, a outra com um Stitch na mão e outro na cabeça, pelúcia e faixa de lã, um casal de asiáticos se beijando, a Malévola da Main Street Motors, acompanhada de um asiático de óculos, jaqueta e guarda-chuva preto, Walt’s Restaurant, a Liberty Court louvando a Estátua da Liberdade, presenteada pelo governo francês aos Estados Unidos e inaugurada em 1886, mencionando o nome do escultor, Auguste Bartholdi, uma conexão entre a chamada Revolução Americana (a guerra de independência dos Estados Unidos...) e a Revolução Francesa, menino sentado no banco brincando com um Donald do Bem de pelúcia, o próprio pato e Margarida vestidos de Papai Noel na vitrine, a loja Valdisnei Clothers Ltd, na entrada de outra loja, a Emporium, uma moça asiática fotografa os dois cavalheiros que convidam a todos os passantes para entrar no estabelecimento, lembram muito a figura citada naquele anúncio em versos nos bondes brasileiros, “Veja, ó, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro, que o senhor tem ao seu lado, no entanto, acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o o Rhum Creosotado”, no parque da Califórnia, é um indígena de madeira que fica em frente a uma tabacaria, que já vendeu produtos de tabaco nos primeiros anos da Valdisneilândia, inaugurada em 1955, e que nas horas vagas, é cambista de ingressos do Rose Bowl, vendeu várias entradas para o jogo que o Foguinho venceu o PSG no Mundial, digo,  Stitch na vitrine, árvore de Natal na pracinha da estação, loja The Storybook Store, garotinha vendo o mapa do parque de cabeça para baixo... Paramos na frente do Valdisneiland City Hall, a prefeitura da Main Street USA, a fachada nos parece familiar, mas é claro!!!, nesse local, sentado em um banco da praça,  o publicitário, empresário, ex-prefeito e ex-governador, João Dória Junior, abriu o programa "Sucesso Turismo" sobre a inauguração do parque,  em 1992, quando tinha o nome de Eurovaldisnei, e citou uma frase do próprio Valdisnei, quando ele a abriu a primeira Valdinseilandia, em 1995, na Califórnia, “Está nascendo o lugar mais maravilhoso do mundo...”, encontramos uma reprodução dessa cena, parte de uma postagem feita em nosso vlog sobre o programa, postado no 2017, quando João Dória iniciava seu mandato como prefeito de São Paulo, colocamos em tela cheia no Samsung A56 e fizemos uma foto comparativa usando o Samsung A54, o prédio continua o mesmo, já o apresentador do “Sucesso Turismo”, isso veremos mais adiante, depois de suas considerações iniciais, e de mencionar a festa de inauguração com Eddie Murphy, Murphy Brown, quer dizer, Candice Bergen, e Gina Lollobrigida, Dória percorreu o parque entrevistando os visitantes, “menos ilustres, mas que no final das contas sustentam o espetáculo”, alemães, ingleses, espanhóis de Sevilha e Valência, o que viveu no Brasil e a senhorinha cadeirante, que chamou de “nonna”, não seria melhor “abuelita”, ou “biscabuela”, como diria a Chiquinha da Dona Neves, falando em idioma, o empresário gastou seu italiano com o casal que tinha acabado de comparecer numa montanha-russa para o deleite do “conje” e a “paura” da conje, e nós que só ouvimos aquela mãe italiana chamar, melhor dizendo, gritar pelo filho Samuel, no caminho do publicitário, um bonde puxado a cavalo, que não vimos aqui, só o calhambeque camburão (!!!), e o Orbitron, onde Doria aproveitou para gravar uma passagem, aquela parte da reportagem em que o repórter fala para as câmeras de microfone na mão, fazendo a junção das imagens para criar a narrativa da matéria, assistindo o vídeo, prestamos mais atenção na trilha sonora, o som de sintetizador da  música “Baroque Hoedown”, do saudoso Jean-Jacques Perey, tema musical da parada da The Main Street Electrical Parade, lançada no disco The Official Album of Valdisneiland/ Valdisnei World, de 1980, usada mais ou menos nessa época como tema de encerramento de “Chapolin” no México, musicando a vinheta no boneco do Vermelhinho, como em nossa passagem pelo Orbitron estavam esvaziando a lixeira bem em frente a atração, lembramos do que Dória disse sobre a limpeza dos parques, “Outro ponto importante é isto, que a câmera vai mostrar pra você agora... Aqui no chão você não vê um pedacinho de papel, você não vê uma sujeira... Isso é um ponto absolutamente importante dentro da Valdisnei, nenhuma sujeita, limpeza absoluta... Existe uma regra aqui no parque que indica o seguinte... Nenhum papel pode ficar no chão por mais de três minutos...”, lembramos dessa parte porque o principal projeto de Doria no começo de seu mandato era a Operação SP Cidade Linda, que visava o embelezamento dos logradouros públicos da cidade, por meio de parcerias com a iniciativa privada, que cobriram pichações com jardins verticais e ergueram muros de vidro, e de mutirões de limpeza, em um dos quais se vestiu de gari, um exercício de “cosplay” que também fez no parque, se vestindo de pirata para aproveitar o “buzz” em torno do lançamento do filme “Hook – A Volta do Capitão Gancho”, misturando o Peter Pan de Valdisnei com a produção de Steven Spielberg e imaginando uma parceria tão lucrativa quanto fabulosa e inusitada, pois o cineasta é um conhecido consultor dos parques temáticos da Universal, frequentador assíduo do “tour” do estúdio de Hollywood nos anos 1960, e não por acaso deve ter focado seu filme no vilão e não no protagonista, mas, enfim, a produção e a exibição do programa aconteceu antes de Doria entrar na política,  época em que eram vendidas cópias em VHS por telefone,  a edição do "Sucesso Turismo" foi resgatada por um incansável colecionador de gravações televisivas e postada no YT no começo do mandato na Prefeitura de São Paulo, que durou cerca de um ano e meio, inviabilizando a continuidade do Cidade Linda, e agora visitamos os lugares do parque por onde passou o ex-prefeito paulistano e ex-governador paulista depois que ele se afastou da política, na sequência de um período de adesão ao Bozismo, das divergências na questão da vacina da Covid que o afastaram de vez do grupo político do ex-presidente e da candidatura à presidência da República em 2022 frustrada dentro de seu próprio partido, o PSDB, que preferiu apoiar Simone Tebet, do MDB, vendo o fiador de sua entrada na sigla, Geraldo Alckmin, mudar-se para o PSB e tornar-se o vice-presidente do Luis Inácio em seu terceiro mandato... Já são quase 15 horas e estamos na fila do trenzinho, a carga do celular A54 está abaixo de 10% e o power bank já foi pro espaço, decidimos desligar para podermos apresentar a reserva do Plaza Gardens, se bem que é só baixar o aplicativo no outro celular, mas precisa ver os códigos mandados no email do Yahoo, que só tem no aparelho mais antigo, em meio a essa confusão, os chefes da estação, um branco e um negro, percorriam a plataforma a procura de espaços vazios nos vagões, uma operação que levou tanto tempo que no final os funcionários procederam a uma evacuação do trem no melhor estilo do sistema metropolitano de São Paulo, momento em que aproveitamos para sair da fila e entrar na plataforma para fotografar o último vagão do comboio da Euro Valdisneiland Rail Road, despistando o cast member com uma pergunta sobre a saída, pois a gente precisava de uma compensação por não fazer trenzinho, embora o menino com chapéu do Me Queimou Zé de Aprendiz de Feiticeiro estivesse mais frustrado, mas para nós também tem a vista da praça do local de embarque é excelente para ser registrada, uma foto dos baldinhos “for fire use only”, por favor... Descemos  a escadaria da estação 15h10, deparamos com a menina da mochila do Miranha e a “selfie” de mãe e filha,  a garagem da Main Street Transportation Co., cast members de vermelho, a fachada da loja Bixby Brothers Mens Accessories, outra fachada, Sporting & Fancing Goods, já temos gente sentada na calçada da Main Street esperando pela paradinha, a loira de tranças ouvindo áudio no celular com o castelo da Bela Adormecida ao fundo, como diz a música, é pra lá que nós vamos, com uma parada no painel “Information” para saber do tempo de espera das atrações, na Adventureland, Indiana Jones ™ Et Le Temple Du Péril, 50 minutos,  La Cabane des Robinson, 5 minutos, Pirates of The Caribbean, 35 minutos, e pensar que João Dória já se vestiu de Jack Sparrow, ou seria de Capitão Gancho, Frontierland, Big Thunder Mountain, 50 minutos, Phantom Manor 45 minutos, Thunder Mesa Riverboat Landing, 20 minutos, Main Street USA, Valdisneiland ® Railroad, “Arrét momentané”, “Temporary Pause”, pausa temporária, isso nós sabemos porque estávamos lá, quanto as atrações, estivemos em todas elas nos parques dos Estados Unidos, porque a nossa prioridade agora é almoçar, são 15h20 e apesar da Me Queimou Zé  Et As Sa Parade Etincelante de Noel começar 15h55, temos reserva no Plaza Gardens 15h45, e no fim das contas, o parque fecha 22h40...Apesar da empolgação do encontro, já tínhamos visto Telma quando fomos tentar fazer trenzinho na Main Street depois de agendar a mesa no restaurante, e ela foi para a entrada rendendo o Doutor Abobinha, digo, a cast member portuguesa indicou sua colega Morgane, uma ruiva sisuda, que nos levou até a mesa, perto da fonte com a mulher grega de túnica segurando uma ânfora, antes de nos servimos no buffet, esperamos a chegada da nossa Coca Zero, trazida por Marie, alta e de vestido em estilo vitoriano, que nos lembrou a atriz Adriana Lessa, ela e sua colega, a gordinha Gabrielle, um pouco parecida com a Rízia Cerqueira que competiu no BBB19, trabalharam forte no atendimento aos clientes, o restaurante estava cheio, fomos ao buffet, pegamos o salmon sauce beurre blanc, salmão ao molho de manteiga branca, fugimos dos moules marinières, mexilhões, observamos a movimentação dos cozinheiros brancos e negros nos fogões atrás do balcão, é pão ciabatta???, temos queijo brie e de cabra, este em forma de “hidden Me Queimou Zé”, aquelas cabeças de rato que ficam escondidas em todos os cantos dos parques Valdisnei, o salame se chama rosette, o presunto cozido, jambón blanc róti aux herbes, o presunto cru, speck, o pastrami é pastrami mesmo, pula os picles de cebola, não esquecemos dos ovos, voltamos para a mesa, comemos e observamos o canteiro com flores, o piso de ladrilho hidráulico, as paredes com estampas florais, a elegância dos vestidos vermelhos das mulheres do caixa, alis, quando fui pedir mais uma Coca Zero com Therese, uma negra de sorriso cativante, começaram a cantar parabéns em uma mesa próxima, disse que era meu aniversário, e ela começou a cantar e bater palmas, pena que não quis fazer foto, a bebida extra, apesar de custar 5,50 euros, se justificava porque nosso bolo de aniversário foram os doces do buffet, torta de baunilha, mousse do Me Queimou Zé com estampa do castelo da Cinderela, tortinhas de morango e os macarons servidos pelo chef Molinejire, do lado da máquina de iogurte, o pratinho com doces foi para as redes sociais, porque como diria a Doutora Lorca do Zorra Total, “hoje pode!!!”, até o guardanapo de papel com o desenho estilizado do castelo é chique por aqui...















Ai, minha nossa, o Me Queimou Zé está muiticíssimo diferente do que na figurinha 1 do álbum Galeria Valdisnei... 




























Ao sairmos do restaurante às 16h39, cruzamos um portal patrocinado pela água mineral Perrier no meio do jardim, com a frase “Enjoy your day”, faz sentido, no gramado, um trenó de Papai Noel, e o Noel é como os franceses chamam o Natal, tanto que os patrícios portugueses o chamam de Pai Natal o marido de Mary Christmas, a espera das renas estão muito brinquedos, inclusive dois Me Queimou Zé e um Pateta, fomos na direção do castelo, mas mudamos de rota ao vermos um totem de Timão e Pumba na frente de uma aldeia indígena de nativos do território estadunidense, seguimos para a entrada do “forte” da Frontierland, com a placa, “Legends of The Wild West”, o  The Lucky Nugget Saloon, uma construção de madeira supostamente erguida em 1858, “Gemstone of the West”, o clima de faroeste é quebrado por uma criança soprando bolhas de sabão, vemos a Big Thunder Mountain Railroad, fazendo trenzinho na mina de ouro, do outro lado do lado e decidimos ficar longe, montanha-russa, tô fora, ainda mais com uma chuvinha no parque, permanecemos ali perto da Silver Spur Steakhouse, agora, tocar o tema do filme “The Big Country”, de 1958, cujo sugestivo título em português é “Da Terra Nascem os Homens”, composição de Jerome Moross, música que  que o Tele Sistema Mexicano colocou na vinheta de abertura da Copa do Mundo de 1970, aqui no parque parisiense é muita apelação, melhor fotografar o barqueiro da chalana, estiloso em seu quepe e capa de chuva transparente, e depois a própria chalana, digo, Bateau Mouche, pera aí, não estamos nas margens do Sena, aqui é o barco a vapor Molly Brown, equivalente ao Mark Twain da Valdisneilândia da Califórnia e a ao Liberty Belle do Valdisneiworld da Flórida, este desativado em 6 de julho de 2025 porque o curso d’água onde navegava, o Rivers of America, dará lugar a uma área temática do filme “Carros”, então é por isso que filmamos a chegada do barquinho, às 16h41, e depois a sua saída, às 17h04, os reflexos das luzes da embarcação na água criam um efeito bonito de ser visto, e bem quando a chalana vai subindo e sem querer aumenta a nossa dor (!!!), o sistema de som da Frontierland toca a trilha da série “Bonanza”, “filmed at Paramount Studios”, onde hoje é um estacionamento, vide créditos no interprograma da TV Tupi em 1979... Vamos fotografar em seguida uma atração que em Orlando fica na Libertyland, região que existe apenas na Flórida, na Califórnia fica na New Orleans Square e aqui fica em um canto da Frontierland, a Haunted Mansion, a Mansão Mal Assombrada, chamada em francês de Phantom Manon, que assim como os Piratas do Caribe e a Tomorrowland, ganharam um filme que reinventa a atração para chamar de seu em 2023, no alto do morro, até lembra a casa da família Bates em “Psicose”, nossa velha conhecida dos estúdios da Universal em Hollywood, mas com toda aqueles garotos intrometidos, parece mais um desenho do Scooby-Doo sem a dublagem do Orlando Drummond, atravessamos o portão de pedra do jardim guardado por um leão de pedra do Palácio Monroe, no Rio, digo, e entramos na fila às 17h10, aberta na subida e debaixo de um rancho de madeira instalado junto a mansão, dali conseguimos finalmente observar um “meet and greet” ao vivo e se mexendo num coreto lá em baixo, o do próprio Me Queimou Zé, elegante em seu figurino natalino de cartola, calça comprida, sapatos bicolores e colete, recebendo os pequenos visitantes cujos “papaizes e mamãezes” agendaram o encontro previamente no app do parque, esse visual está muito diferente daquele da figurinha 1 do álbum de figurinhas “Galeria Valdisnei”, até porque ele foi publicado em 1983, tiro o livro ilustrado da mochila, e vejo o cromo do Me Queimou Zé, que está no álbum e é segurado pelo Tio Patinhas na capa, na verdade, a única coisa em comum são as luvas, que ainda não caíram em domínio público, o Me Queimou Zé da figurinha usa apenas um calçãozinho vermelho, está sem camisa, segurando uma hoje pouco recomendável espingardinha de rolha em uma floresta, ah, sim, ele tem cauda, ao contrário de sua versão contemporânea, enfim, foi uma bela maneira de não morrer de tédio na fila, na qual ficamos ziguezagueando dentro do padrão labiríntico das esperas das atrações dos parques até 17h55, quando estávamos apreciando a vista da varanda da mansão e fomos introduzidos em seu interior, onde os quadros nas paredes contam uma história que já conhecemos, mas agora com sotaque francês, o jovem casal, o negociante inescrupuloso, o barqueiro, o duelo fatal, a noiva trágica, é ela que está no alto da escadaria da mansão quando embarcamos para o “raid”, onde vemos o piano tocando sozinho, sem nenhum Lord Vinheteiro por perto, o baile fantamasgórico  nos salões da mansão, o sofrimento desta mesma noiva diante do espelho de sua penteadeira, acentuado pela trilha sonora dramática e por uma narração assustadora em francês, Tio Olavo de cartola, capa e pá na mão em pleno cemitério, ou seria o Eddie do Iron Maiden, rindo litros de modo macabro de todas as torturas horrendas que os cadáveres perpetram no local e os famosos bustos cantantes dando uma colher de chá na entrada da cidade fantasma do Velho Oeste que encerra o percurso, tudo isso gravado pela câmera do nosso celular, em um vídeo de seis minutos e meio... Na saída da mansão, às 18h08, já anoiteceu, o que é a senha para fazermos aquelas fotos que ficam maravilhosas sem precisar usar os filtros do Instagram, isso inclui registros da própria Phantom Manor e das projeções luminosas que lembram fantasmas ao seu redor, a chegada da chalana, digo, do vapor Molly Brown, os saloons da Frontierland, como o Last Chance Café, o castelo sob luz azul, só falta o toque da Sininho (Tinker Bell é o cacete, como diria o Crisanto... Ops!!!...) para o filme começar, o Carroussel de Lancelot, a fila da Branca de Neve e os Sete Churi Churin Fun Flays, quer dizer, Blanche Neige Et Les Sept Nains, e por aqui ficamos, porque estávamos em dívida com Patrícia Espinoza que adorava bolo de coco, na nossa visita ano passado na atração da Valdisneilândia da Califórnia, não filmamos o “raid”, e como ele foi muito rápido, para dar conta do movimento, as fotos não ficaram boas, no Peter Pan’s Flight acontece a mesma coisa, o tempo de espera na entrada era de 30 minutos, “Acompagnez Blanche-Neige qui doit chapper à la méchante reine et faites bien attention car certaines scénes peuvent étre vraiment elfrayantes”, o texto de apresentação em inglês fala em “the scary adventures of Snow White, but look out for the wicked witch!!!”, também observamos outro aviso importante, “interdiction de fumer”, do começo da fila dá para fotografar o castelo, no meio vemos uma garota sentada na mureta, aborrecida de tanto aguardar, mesmo sendo o dia do seu aniversário, igual a gente, e como descobrimos, ela usava uma faixa assinalando a data, de longe vemos o embarque nos carrinhos de mina, um painel com todos os personagens da história que nossas babás contavam, ou não, cadê o Costinha, só tem o caçador real, que na figurinha 75 do “Galeria Valdisnei” é chamado de Uberto, passamos pela casa da Bruxa, quem está aí???, outro gato!!!, por fim embarcamos e filmamos, agora vai, porém saímos com a forte sensação de que a história foi contada depressa demais, mal vimos a Branca de Neve arrumando a bagunça e fazendo a festa na casinha dos anões, e ela nem parece com a Adele Fátima, as pedras preciosas da mina dos anõezinhos, a Rainha Má, na figurinha 73, Rainha-Madrasta, montada como Bruxa, que na figurinha 74 é a Bruxa do Bosque, diante do espelho, que não tem a cara do Seu Madruga anunciando a cerveja Cheves, e envenenando o caqui com “grotoco” nas masmorras do castelo, sequer lembra a Selma Lopes, e sequer entendemos o final, a bruxa caiu do penhasco, se mandou com os sete anões ou o príncipe beijou o cavalo???, o fato é que com essa correria toda, o vídeo só durou três minutos, um deles apenas esperando o desembarque do brinquedo, que coisa, não... Na saída, às 19h06, vemos num tapume os personagens de “Pinóquio”, fizemos uma foto do próprio, figurinha 78, acompanhado do Grilo Falante, figurinha 77, a precedência deve ser porque Jimmy Cricket aparecia bastante como apresentador dos episódios do programa “Valdisneilândia”, que a Globo exibida aos domingos na mesma época em que o livro ilustrado chegou nas bancas, entretanto não registramos João Pilantra, figurinha 85, a astuta raposa que vendeu o boneco de madeira que queria ser gente para ser transformado em burro, seu comparsa se chamava Gedeão, figurinha 82, o álbum por caso não tem cromos dos meninos que tiveram essa sorte, digo, esse azar, quem mandou cabular aula, porém não nos esquecemos de fazer mais cliques do castelo, da fonte do Plaza Gardens, da iluminação natalina da Main Street USA, Me Queimou, Zé, Minnie e Stitch ao lado da Torre Eiffell nas vitrines das lojas, a árvore de Natal da praça da estação, o Pateta enrolado com os embrulhos para presente no jardim, a prefeitura iluminada... Na passagem sobre a estação de trem, encontro uma máquina de “medaille souvenir”  do Stitch, oferecida pelo Monnaie de Paris, a casa da moeda francesa, quer dizer, oferecida não, custava 3,50 euros, que podiam ser pagos com moedas ou cartão, por aproximação, não aceitam PIX, e a medalha do Stitch, dourada e reluzente, está mais valorizada que o dólar e o euro, que coisa, não, prosseguimos para a “estação de Marunouchi”, quer dizer, na direção do Valdisneiland Hotel e da saída do parque, porém antes, uma parada na “doce terra da liberdade”, quer dizer, no banheiro, a propósito, tinha tanta gente na entrada do toalete que quase entramos no sanitário feminino... Ops!!!... Finalmente saímos do parque às 19h29, para dar uma xeretada na loja World of Valdisnei, que não tem livros, as mais bem servidas desses itens para nós de primeira necessidade ficam lá nos Estados Unidos, no EPCOT e no California Adventure, em cinco minutos deixamos o estabelecimento e atravessamos os tapumes do Valdisnei Village, atrás deles tinha um cinema da Gaumont passando “Zootopia 2” e a lanchonete Annette’s, chegamos na estação, vimos o Pret a Manger, porém preferimos comprar umas revistinhas nas Relay, a Coca Zero em garrafinha pet de 500 mililitros custa 3,20 a unidade, adquirida com um lanche é 3,10 euros, pegamos duas e não o lanche, ah sim, as revistas, levamos uma sobre Zelda,  um guia de Pokemon (para o nosso sobrinho...), uma com a história do Studio Ghibli e uma trazendo 100 lugares para se visitar em Tóquio, estamos mesmo na França???, sim, porque incluímos no pacote dois guias da Champions League, a revista “So Foot”, com o meia francês Florian Thauvin, do Lens, na capa, e um texto sobre Roberto Dinamite, o próprio, além da revista do L’Equipe, que compramos pela manhã... Devidamente abastecidos, percorremos as dependências da estação, o Brioche Dorée, “Franchement Gourmans”, as “vending machines” da Pop Mart Robo Shop com produtos Valdisnei, às 19h45 atravessamos a catraca e então esperamos o trem pacientemente na plataforma até 19h56... Novamente iremos no andar de cima, só que desta vez temos a companhia de brasileiros, pelo que ouvi da conversa, são de Natal, o comboio passa por Torcy às 20h12 e Nognes às 20h16, porém o percurso noturno para chegar a Paris e o aquecimento do carro que embaça os vidros das janelas não permitem muitas fotos, começamos a esboçar uma crônica descrevendo a passageira que estava por perto, “Ela sentou na nossa frente, tirou o sobretudo verde-escuro, e mesmo com pouco espaço, usando minissaia, meia calça e botas de camurça pretas, os calçados iam até os joelhos, cruzou as pernas... No rosto se notam as mechas loiras no cabelo castanho escuro, longo e solto, caindo ligeiramente sobre a testa, o nariz afilado, as maçãs do rosto esguias, a boca de um rosa pálido, as sobrancelhas bem desenhadas, cílios e olhos castanhos profundos... A blusa marrom deixava evidente o contorno do busto, tinha um bracelete em cada pulso, anel no dedo, unhas pintadas de verde, as mãos entrelaçadas em cima da coxa, onde estava pousado o celular em que assistia uma série”... A essa altura, já eram 20h39, e os brasileiros tinham acabado de descer em Nation, um par de minutos depois, saímos do andar de cima do trem, momento em que fizemos rapidamente uma foto da nossa personagem, de costas, quem apareceu de frente foi a passageira do nosso lado, uma loira de óculos usando cachecol e casaco de lã quadriculado, na frente da porta, um casal de namorados, ele parecia o Yuri Alberto (OG), jogador do Timão, e levava uma sacola onde Branca de Neve tinha cara de cervo... Desembarcamos em Chatelet Les Halles 20h46, em breve teremos uma loja da Miniso no mezanino, “coming soon”, pelo caminho vemos o “beijo me liga” delas e deles também, o Deli Crepe do luminoso de neon tem fila, passamos a catraca do metrô, passageiro levando a bicicleta, esteira do mal, guitarra no corredor, o estojo do instrumento tem muitas moedas e um papel com o nome da artista, Daphne Kpodaro, e o QR Code do Instagram e do PayPal, insistimos, aqui não tem PIX, esteira do bem, me dá um real, todo mundo descendo a escada e só a gente subindo, o rapaz com gorro de Papai Noel no último corredor antes da plataforma de Chatelet, ao qual comparecemos 20h55... O trem chegou cinco minutos depois, a resenha continuou nos banquinhos brancos da plataforma, dentro um rapaz de gorro e máscara de Covid lia um livrinho de capa verde, “Fame”, de Andy Warhol, leitura para mais de 15 minutos (!!!), paramos em Pyramides 21h05, na plataforma da estação Opera, às 21h07, o painel da plataforma indica que o próximo tem virá em cinco minutos, é a Karin Hills ali perto da porta???, 21h14, Gare de l’Est, 21h16, desembarque em Chateau Landon, anúncio de joias da Maboussin com uma modelo loira, duas amigas negras elegantíssimas descendo a escada, o “hub” da Amazon no acesso aos trens de longo percurso, a Rue de Chateau Landon, entramos no hotel 21h20, mulheres conversam no “lounge”, a rosa-dos-ventos que não é o internato da nada saudosa novela “A Caverna Encantada” no “hall” dos elevadores do quinto andar, TGV estacionado na plataforma da Gare de l’Est vista da janela do corredor... Entramos no quarto 507 às 21h23 e tomamos a segunda Coca Zero, a primeira consumimos em Marne-La-Valée mesmo, pelo celular, acompanhamos a final da Libertadores entre Menguinho e Verdinho, realizada em Lima, capital do Peru, sobre a qual não havia nenhuma menção sequer na edição do dia do jornal “L’Equipe”, o time carioca marcou o único gol da partida aos 21 minutos do segundo tempo, cobrança de escanteio de Arrascaeta, “cabezazo” de Danilo que o goleiro Carlos Miguel não conseguiu defender, 1 a 0 Menguinho, quando acabou o jogo, depois da meia-noite, corremos para a janela fotografar a rua em frente ao hotel e postar a foto da calçada completamente vazia dizendo que a torcida rubro-negra estava fazendo a festa em Paris e região... Ops!!!...















Parece um cenário de Scooby-Doo, mas é a Phantom Manor, que é equivalente a Haunted Mansion estadunidense...

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