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| Kenny G emocionou na festa de encerramento da Copa de 1994 tocando o hino dos Estados Unidos no clarinete... |
Neste domingo, Chelsea e PSG decidem o Mundial de Clubes da FIFA ™ na região de Nova Jersey, Estados Unidos, um jogo que a nossa torcida queria o comparecimento de uma equipe brasileira, talvez não o Verdinho, mas, enfim, sem o Brasil representado na finalíssima, resta recordar uma final nos Estados Unidos que de fato importa para o nosso país, a decisão da Copa do Mundo de 1994, acontecida no estádio Rose Bowl, região de Pasadena, onde aconteceram alguns jogos do Mundial de Clubes, inclusive a vitória do Foguinho sobre o PSG por 1 a 0, na primeira fase, e pensar que o time francês conseguiu comparecer na final, enquanto o Foguinho foi eliminado pelo Verdinho, que caiu diante do Chelsea, o mesmo que foi derrotado pelo Menguinho na fase inicial, mas seguiu em frente até a decisão do torneio... Nossa viagem pelo tempo até 17 de julho de 1994 foi possível graças ao Pancada, nosso humorista e fornecedor de DVDs, que indicou a compra de um VHS com uma gravação da final da Copa, o qual se encarregou pessoalmente de digitalizar... A fita começa com o show de encerramento do Mundial, antes da bola rolar, exatamente no momento em que o hino nacional dos Estados Unidos não é cantado, “sino” tocado por Kenny G, o próprio, trabalhando forte em seu clarinete, usando o segundo uniforme azul estrelado da seleção estadunidense, camisa 10, no palco montado no gramado, executando o “The Star Spangled Banner” ao mesmo tempo em que aviões de caça fazem acrobacias no céu azul da Califórnia... A transmissão da Globo é narrada por Galvão Bueno, o locutor informa que a cerimônia está apenas começando e o próximo ato é o “The Sound of Drum”, onde após uma salva de fogos de artíficio, um grupo de bateristas estadunidenses, tocando baterias da Yamaha, convocam percussionistas da América do Sul, com bongôs e birutas, da Europa, tocando tímpanos de orquestra sinfônica e tremulando bandeiras azuis, da Ásia, com leques e o taiko japonês, apesar do Japão não ter se classificado para a Copa e da África, com tambores e trajes tribais... Enquanto batem forte os tambores, o gramado é ocupado pela garotada amiga trazendo as bandeiras dos 24 países que competiram no Mundial, citados um a um pelo locutor oficial do estádio, terminando com os anfitriões, os Estados Unidos... A rapaziada com as bandeiras formam um corredor no gramado para a entrada da próxima atração musical da festa, a cantora Whitney Houston, que Galvão confunde o sobrenome com o do cineasta de “Fuga Para a Vitória”, John Huston, a propósito, a cantora trocou de guarda-costas, espera aí, você é o Edson (OG)???... Sim, é o próprio Jô Soares, sua piranha, que acompanha a cantora usando terno e calça brancas, uma camisa também branca, um sapato branco de fazer inveja a Jacinto Figueira Junior e uma gravata com as cores da bandeira estadunidense, a mesma que ele usou na cabine da Globo para comentar o jogo, inclusive Galvão Bueno pediu para ele ir depressa porque já está atrasado, digo... Whitney corre no gramado sem medo de ser confundida com Hillary Banks, levando uma bola de futebol que entrega para o Rei chutar antes de pisar no palco, de sorte que ela não precisou fazer gol como Diana Ross na cerimônia de abertura... É claro que ela cantou “I Will Always Love You”, acompanhada por uma coreografia de porta-bandeiras de todos os países do mundo, olha ali a de Portugal, que nem está no Mundial, um bailado das bandeiras dos competidores da Copa ao avesso, bolas de futebol gigantes e dos dançarinos que acompanhavam as baterias, vide a loira a rigor da orquestra da Europa, a torcida cantando junto, com direito a coração de bandeiras no final da música... A apresentação terminou com Withney interpretando outro de seus “hits”, “Greatest Love of All”, cercada de crianças usando uniformes das seleções que competiram na Copa, bem ao lado da cantora estava um garoto com camisa de goleiro multicolorida, imitando o mexicano Jorge Campos, faixas com rostos de meninos e meninas aparecem no gramado, uma ação da UNICEF acompanhada de perto pela câmera de vídeo Panasonic de Ronaldo, o próprio, que Galvão Bueno chama não de Fenômeno, “sino” de “a criança da nossa Seleção, um menino de 1.7 que como todo o Brasil está vivendo o sonho de ser campeão do mundo”, então é por isso que Pancada ficou perguntado, será que Ronaldo ainda tem a fita que gravou nessa dia, porque ele se dispõe a digitalizar, digo... A criançada deixa o palco e inicia a volta olímpica no gramado, tendo a frente um menino e uma menina com o primeiro uniforme dos Estados Unidos, aquele de listras verticais vermelhas e brancas, que parece o do Paraguai, devidamente escoltados pelos jogadores da seleção estadunidense, com destaque para a inconfundível cabeleira de Alexi Lalas, embora a câmera focalize outros dois jogadores da Seleção Brasileira, Muller (OG) e Viola (OG), as crianças com a taça voltam ao palco, toca o tema oficial do Mudial, “Gloryland”, soltam-se balões e fogos e no gramado são formadas as bandeiras dos dois finalistas da Copa, Brasil e Itália... Galvão Bueno anuncia o início oficial da “Fundação Ayrton Senna”, que receberá os valores de todos os contratos em vigor e futuros envolvendo a imagem do piloto para cuidar das “crianças desamparadas”, preferencialmente as do Brasil, o narrador fez o comentário aproveitando a chegada do Edson (OG), já vestindo o terno escuro da equipe da Globo, mas com a mesma gravata do bico de guarda-costas da Whitney Houston, sobem os créditos da “Final Game Ceremony”, “Executive Producers Charles F. Gayton III Arlen Kantarian”, Producer/Director Gary Smith”, e o Rei afirma que a ideia do desfile com os jogadores estadunidenses e as criancinhas de todo mundo foi dele, ao declinar da participação na volta olímpica, “porque o futuro do mundo está na mão das crianças”, calmante tomado, terço rezado e três corações examinados à parte... A cerimônia termina, é focalizado o jogador Leonardo, expulso na partida com os Estados Unidos, vide cotovelada em Tab Ramos, entra um clipe com os Três Tenores, Carreras, Domingo e Pavarotti, cantando “Aquarela do Brasil”, ilustrado com cenas da participação da Seleção no Mundial, principalmente comemorações de gols e vitórias... O VT serve de deixa para a entrada de Fernando Vannucci, do Centro de Imprensa da Copa, em Dallas, que faz um discurso enfático, “Alô Você!!! Alô Brasil!!! Durante 24 anos rezamos, torcemos, sofremos, choramos, colhemos algumas vitórias, sim, algumas tristezas também... Agora, Brasil, a hora é essa!!! O dia chegou!!! Entramos com a coragem e o coração no campo dos sonhos!!! O jogo vai ser no estádio Rose Bowl, e o Rose Bowl vai ser pequeno para tantas emoções!!!”... Em meio às imagens do estádio lotado, abrem-se janelinhas na tela para os depoimentos do goleiro Taffarel e do lateral Jorginho, uma arte mostra Bebeto, Mauro Silva e Romário embalando a Copa Fifa, Vannucci conversa com Galvão Bueno, “mais que a garganta, esse é um jogo para transmitir com a alma, com o coração, como todo o brasileiro está se sentindo neste momento”, Edson (OG) prefere calçar seu monitor de televisão, Arnaldo César Coelho confere a papelada, Galvão lembra que está nessa de Copa do Mundo desde 1974, esperando pelo tetra, “o Brasil é mais time, o Brasil está mais inteiro, e quando eu gritar, Vannucci, vai ser um grito de milhões e milhões de brasileiros, porque você aí em Dallas, o Brasil inteiro, milhões e milhões estarão gritando que é do Brasil, estarão pedindo assinatura, estarão rasgando o peito pra dizer que o Brasil é tetracampeão mundial, é com esta confiança, mas pleno, encharcado de emoção, que nós estamos aguardando o início da partida”... Entram imagens aéreas do estádio e o repórter Luiz Fernando Lima mostra o emaranhado de cabos da unidade de externa da Globo, posicionada no estacionamento interno do Rose Bowl, o caminhão baú tem a bolinha da Globo, mas na verdade pertence a uma empresa de Nova Iorque, no alto do baú está Roberto Thomé, o repórter mostra que o caminhão da Globo está cercado de carretas e “motorhomes” com o aparato de transmissão de outras emissoras de televisão, Luiz Fernando retorna no interior do caminhão, mostrando o painel de controle da transmissão, com imagens de várias câmeras, inclusive do gramado, onde a seleção da Itália realiza o aquecimento, além da câmera exclusiva que focaliza o repórter Tino Marcos e chama Galvão da cabine da Globo, o narrador explica que o Brasil está se aquecendo nos vestiários, como fez em todos os jogos anteriores, acreditando que é melhor assim, deixando os italianos esquentarem a cabeça quando a bola rolar, e o repórter encerra sua participação com um “que venha a Itália”, seguido de uma vinheta da Mona Lisa boquiaberta com o Brasil... Vannucci volta falando em “17 de julho de 1990 e tetra”, e que Brasil e Itália nunca empataram em 12 jogos disputados, trazendo um vídeo narrado por Léo Batista dos jogos entre as duas seleções nas Copas do Mundo de 1970, 1978 e 1982... Terminado o VT, Fernando colocou um cachecol verde e amarelo e introduz o vídeo sobre a primeira vez do goleiro Gilmar Rinaldi (OG) e do volante Carlos Dunga (OG) no Rose Bowl, a derrota para a França na decisão da medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, assegurando, “hoje vai ser outro dia”, e emenda mencionando que Monzón e Dezotti da Argentina foram os únicos jogadores expulsos numa final de Copa do Mundo, em 1990, na Itália, quando a Alemanha ainda “Occiptal” foi campeã, sem que os argentinos marcassem gol... Agora o apresentador quer saber como está o coração da galera no Brasil, chamando Leo Batista, que passa a palavra ao jovem repórter César Tralli, posicionado em frente ao telão que a Globo instalou na frente no MASP, região da Avenida Paulista, Tralli vai de samba-enredo, “Explode coração, na maior felicidade, mais de 20 mil torcedores em São Paulo lotam a Avenida Paulista, numa festa de arrepiar, todo mundo na expectativa pra ver o jogo do Jumbotron, a imagem de verdade, a Avenida Paulista é verde e amarela, todinha, todinha, nenhum carro pode circular por aqui, apenas a emoção, a alegria e a expectativa do tetracampeonato, muita gente que tá aqui nunca viu o Brasil ser campeão”, bons tempos em que a Paulista tomada pelas cores da bandeira nacional, cortesia da Brahma e seu onipresente indicador para cima, era uma coisa boa... Ops!!!... Agora quem fala é a repórter Isabela Scalabrini, da região da Vila da Penha, Rio de Janeiro, onde nasceu Romário, mostrando a bateria, a ala das baianas e a dupla de mestre-sala e porta bandeira da escola de samba Tradição, que é azul e branca, lembrando um pouco o uniforme da Itália, o experiente José Raimundo comparece de Salvador, “A Bahia está pronta para o Carnaval, uma corrente de fé domina todos os baianos, uma corrente de fé e de alegria, porque depois do jogo, Brasil tetracampeão, essa praça do Farol da Barra, na Orla Marítima de Salvador, vai explodir”, mencionando o telão a frente da multidão e os quatro trios elétricos de prontidão atrás dela, máquina de caldo de cana e microfonia à parte, só faltou o Olodum, digo... Uma vinheta transforma o letreiro de Hollywood em Tetra Brasil e Vannucci pergunta ao Galvão como está o coração, seguem-se imagens do aquecimento da Itália, close em Roberto Baggio e o narrador questiona Fátima Bernardes, posicionada nos arredores do Rose Bowl, sobre como está lidando com a ansiedade, pois fez uma reportagem sobre o tema no dia anterior, a repórter fala que seu coração está disparado, assim com o dos torcedores que estão tentando entrar no estádio, “tem muita gente passando por aqui apressada, você disse que o estádio está praticamente cheio, mas ainda tem muita gente para entrar, e muita gente, que ainda não tem ingresso”, caso da moça ruiva, que se queixa, “tá muito caro”, o senhor de chapelão azul conseguiu comprar por 300 dólares e Fátima acreditou que quando começar o jogo os preços vão cair “um pouquinho” e todo mundo vai poder comparecer no estádio, isto, é, se o cambista oficial do Rose Bowl, Chefe Charlie Cavalo ainda tiver algumas fichas rosadas escalpeladas para vender... Porque Roberto Cabrini traz números, o último lote de 3.000 ingressos, colocado à venda no período da madrugada, já se esgotou, para cada dez torcedores brasileiros, há um italiano, e em quatro jogos de Copa do Mundo, duas vitórias do Brasil e duas da Itália... Pedro Bial, o próprio, prefere discorrer sobre a homenagem que está sendo preparada para Ayrton Senna, não com um textão do filtro solar de eliminação do BBB, “sino” com uma baiana vestida de verde e amarelo da cabeça aos pés, a cara do Brasil, “e que venha a Itália!!!”...
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| Na região do Rose Bowl, Fátima Bernardes encontrou corinthiano que torcia para Viola (OG) fazer gol do título... |
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| Depois de nós vencermos nos pênaltis, César Tralli sorriu em meio à festa ao redor do telão na região da Paulista... |
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| E a comemoração no Domingão do Faustão teve o Caçulinha de faixa e Renatão vestido de Estátua da Liberdade... |
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