sexta-feira, 25 de abril de 2025

Vale a Pena Encontrarmos de Novo o Álbum de Debutante da Globo!!!...

No cantinho da contracapa do álbum está Nádia Lippi como Chris em Pecado Rasgado, disponível na Globoplay...




























(Edição Atualizada!!!) Em 2025, a TV Globo completa 60 anos de existência e este ano a data será festejada em conjunto com a comemoração dos 100 anos de fundação do jornal O Globo, a origem das empresas do grupo, a cada cinco anos a emissora preparara uma programação especial e toda uma série de ações promocionais para celebrar a própria história, em 1980, quando o canal completava 15 anos, enquanto iam ao ar as reapresentações de programas e compactos de novelas do Festival 15 Anos, a editora Rio Gráfica, criada por Roberto Marinho em 1952, lançava o livro ilustrado Galeria dos Personagens da TV, um verdadeiro álbum de debutante da Globo, a versão ofcial dos álbuns genéricos com o elenco das novelas que circularam por todo o país ao longo da década de 1970, na esteira do sucesso da teledramaturgia global, e a  iniciativa foi repetida 35 anos depois, em 2015, com o álbum de figurinhas 50 Anos de Novelas, que colecionamos na época em que foi lançado, a publicação pioneira nós encontramos em dezembro de 2024 na famosa feira de antiguidades da região da Praça XV, no Rio de Janeiro, e mediante um pequeno investimento, adquirimos essa preciosidade a fim de fazermos uma resenha neste vlog... A feitura do álbum apresenta um desafio, os atores e atrizes são apresentados não com seus nomes, "sino" pelos de seus personagens, um esquema pensado para compensar o fato de que alguns artistas não estavam na Globo, o que proporciona uma tarefa instigante muitos anos depois de sua publicação... Assim, comparamos as imagens e informações do livro ilustrado com os conteúdos do site Memória Globo e da Wikipédia,  e claro,  recorremos às novelas, séries e fragmentos disponíveis na Globoplay, um recurso essencial, por exemplo, para descobrir mais informações sobre as personagens de Heloísa Helena e Maria Pompeu nas novelas A Corrida do Ouro e O Espigão, ambas gravadas em 1974... Também descobrimos discrepâncias, nomes de personagens diferentes, por exemplo, Vitória, vivida por Theresa Amayo em Pecado Capital, era apresentada como Virgínia, com as novelas trocadas, Paulo José é creditado como Marcelo de O Casarão,  porém o personagem se chamava Jarbas, o outro nome corresponde ao papel do ator em Supermanoela, algumas fotos não correspondem necessariamente a novela mencionada,  Kadu Moliterno é creditado como o Neco da Belinha em Cabocla, mas no cromo está com o boné característico do Vasco da Germana de A Sucessora, Eduardo Tornaghi comparece com sua barba inconfundível, provavelmente como o Arnaldo Loureiro de Sinhazinha Flô, de 1977, mas fez o Jorge de Memórias de Amor, de 1979, de cara limpa, e pouco depois dessa trama, protagonizou barbudo a novela O Todo Poderoso na Band, sendo também um dos casos de artistas que não estavam na Globo quando da publicação do álbum, como Luis Gustavo,  que estava na Band, onde fez Cara a Cara e Rosa Baiana, e Marília Pera, afastada da televisão desde Supermanoela, em 1974, por fim, há duas figurinhas onde simplesmente o retratado não fez o personagem, Daniel Filho em Fogo Sobre Terra e Vera Gimenez em Os Ossos do Barão, colocados no lugar de Herval Rossano e Tamara Taxman, novamente duas produções de 1974... A escolha dos personagens dos cromos privilegiou trabalhos mais recentes em relação à época que o editaram o livro ilustrado,  em 1980, dessa forma, Lima Duarte figura como o garçom Oscar, de Marron Glacé, de 1979, e não, como se poderia imaginar, caracterizado como o pistoleiro Zeca Diabo, de O Bem Amado (1973), ou o empresário e viúvo Salviano Lisboa, de Pecado Capital (1975), Lucélia Santos consta como a Eliane de Feijão Maravilha, também gravada em 1979, ao invés de Isaura, a escrava que dava nome à novela de 1976, ou de outro papel memorável da atriz até então, a Fernanda de Locomotivas, o caso de Betty Faria é uma das exceções que confirmam a norma,  pois é lembrada pela Lazinha da novela Espigão, de 1974, Paulo Gracindo também,  está como o João Maciel de O Casarão, de 1976, para combinar com a figurinha do filho,  Gracindo Junior,  que interpretou o mesmo personagem 50 anos mais jovem... O recorte temporal do álbum levou a inclusão de personagens de novelas que atualmente não estão disponíveis na íntegra nos arquivos da Globo e entraram ou entrarão no Projeto Fragmentos da Globoplay, os casos mais notórios são Sinal de Alerta, de 1978, Memórias de Amor e Os Gigantes, de 1979, com Cabocla, cuja versão original ainda não está no "streaming" global, os vários atores e atrizes presentes no álbum,  a começar pelos protagonistas Glória Pires e Fábio Junior,  permitem o cotejo com o elenco do "remake" de 2004... Tomando como base a situação reportada na pesquisa de Gabriel Saturno, baseada nas informações de “insiders” da Globo, não representando um posicionamento oficial da emissora, considerando os anos de 1978 e 1979, que têm mais novelas representadas no álbum, temos, no horário das seis, por ordem cronológica, em 1978, Maria Maria, preservada, três artistas (Agnes Fontoura, Nívea Maria Graieb e Antônio Patiño), Gina, fragmentada, dois artistas (Cristiane Torloni e Joyce de Oliveira), A Sucessora, preservada, uma artista (Nathália Timberg), e em 1979, Memórias de Amor, fragmentada, 11 artistas (Jardel Filho, José Augusto Branco, Luiz Armando Queiroz, Eduardo Tornaghi, Sandra Bréa, Edson Silva, Nelson Caruso, Nardel Ramos, Aracy Cardoso, Tião D’Ávila, Ricardo Blat) e Cabocla, preservada em versão internacional, 13 artistas, Fábio Júnior, Arlete Salles, Miton Moraes, Yara Salles, Neuza Amaral, Kadu Moliterno, Roberto Bonfim, Cláudio Corrêa e Castro, Oswaldo Louzada, Glória Pires e Fátima Freire, Augusto Olímpio e Patrícia Bueno, em resumo, uma novela preservada teve apenas dois artistas a mais que outra fragmentada... No horário das sete, em 1978, Te Contei, preservada, dois artistas, Ilka Soares e Luiz Gustavo, Pecado Rasgado, sete artistas, Ida Gomes, Juca de Oliveira, Nádia Lippi, Rogério Fróes, Renée de Vielmond, Renata Fronzi e Carlos Gregório, e em 1979, Feijão Maravilha, parcialmente preservada, 14 artistas, Grande Otelo, Brandão Filho, Maria Cláudia, Felipe Carone, Lucélia Santos, Mário Cardoso, Mauro Mendonça, Stephan Nercessian, Ênio Santos, Marcelo Picchi, Mara Rúbia, Ivan Setta, Maria Cristina Nunes e Ivon Curi, e Marron Glacé, totalmente preservada, 13 artistas, Paulo Figueiredo, Armando Bógus, Lima Duarte, Yara Cortes, Tereza Rachel, Rosita Thomaz Lopes, Ema D’Ávila, Lady Francisco, Dirce Migliaccio, João Carlos Barroso, Louise Cardoso, Myrian Rios, Nestor de Montemar... No horário das oito, em 1978, Dancin’ Days, preservada por meio de remontagem, 12 artistas, Sônia Braga, Reginaldo Faria, Antônio Fagundes, Ary Fontoura, Joana Fomm, Pepita Rodriguez, José Lewgoy, Gracinda Freire, Sura Berditchevsky, Beatriz Segall, Suzana Queiroz e Mira Palheta, e em 1979, Pai Herói, preservada, 18 artistas, Glória Menezes, Tony Ramos, Cláudio Cavalcanti, Emiliano Queiroz, Flávio Migliaccio, Rosamaria Murtinho, Maria Fernanda, Jonas Bloch, Paulo Autran, Osmar Prado, Rejane Marques, Monah Delacy, Reynaldo Gonzaga, Manfredo Colassanti, Fernando Eiras, Jorge Fernando, Ivan Candido, Rogério Bacelar, e Os Gigantes, fragmentada, 12 artistas, Dina Sfat, Francisco Cuoco, Tarcísio Meira, Mário Lago, Susana Vieira, Vera Fischer, Lidia Brondi, Lauro Corona, Cleyde Blota, Danny Perrier, Jonas Mello e Perry Salles... Por fim, no horário das dez, O Pulo do Gato, fragmentada, nenhum artista, e Sinal de Alerta, fragmentada, 9 artistas, Yoná Magalhães, Isabel Ribeiro, Ruth de Souza, Paulo Gonçalves, Bete Mendes, Tamara Taxman, Dorinha Duval, Eduardo Conde e Rui Rezende, lembrando que a trama de Dias Gomes e encerrou esta faixa de novelas, que retornaria apenas e tão somente com Eu Prometo, a última novela de Janete Clair, em 1983... Na capa, com fundo azul em degradê, o título do livro ilustrado, Galeria dos Personagens da TV, o preço do álbum, 5 cruzeiros, o que hoje equivaleria a pouco menos de 2 reais, o logo da Rio Gráfica Editora, um balão de história em quadrinhos com a sigla RGE, faz sentido, as HQs eram a especialidade da editora, herdada dos suplementos do jornal O Globo e de O Gibi, que virou sinônimo de revista em quadrinhos, Gonçalo Junior, e reproduções de alguns dos cromos do álbum, de cima para baixo, o casal (na época), Fábio Júnior e Glória Pires, diretamente da primeira versão de Cabocla, Cleo, corre aqui, Reginaldo Faria, ao lado da vinheta de Dancing Days, e a imagem remete justamente ao Hélio que interpretou na trama de Gilberto Braga, os quatro Trapalhões com uniforme da Suat, o logo do Globo de Ouro, Tony Ramos como o André Cajarana, de Pai Heroi, em “Os Trapalhões”, doutor Renato Aragão fazia o Zorro Cajarana, Betty Faria como a Lazinha de O Espigão, a Lucinha de Pecado Capital que lute, Isabela Garcia, “cria” da emissora, como a Isadora de Nina, Sônia Braga, merecidamente em um registro da Júlia de Dancing Days, a bolinha da Globo de Hans Donner nos tempos do alto-contraste e um broche em vermelho, “257 cromos sensacionais e milhares de autocolantes!!!”, devemos dizer que Agua Viva, Dancing Days e Pai Heroi já passaram no Viva, O Espigão entrou direto na Globoplay e tanto Cabocla quanto Nina estão na fila do “streaming” global, segundo o TCC de Gabriel Satuno, Cabocla foi preservada em versão internacional, com 166 capítulos, e de Nina restam apenas seis capítulos, ou seja, provavelmente vai de Projeto Fragmentos... Na contracapa, o mesmo degradê em azul, uma epígrafe de Artur da Távola, “A figurinha é uma das primeiras manifestações do desejo eterno do ser humano de reter o tempo e, com eles, algumas emoções”, e mais figurinhas reproduzidas, a Emília de Reni de Oliveira, Jô Soares em O Planeta dos Homens, o logo de Água Viva, Tarcísio Meira como Fernando de Os Gigantes, novela da qual restaram apenas dois capítulos, disponibilizados em março de 2024 pela Globoplay, Francisco Cuoco, que na mesma novela interpretava seu xará Chico Rubião, aquele que apertava a Paloma (!!!), Vera Gimenez, como a Laura de Os Ossos do Barão, trama a qual, segundo a pesquisa de Saturno, só tem preservada uma chamada e uma cena exibida na série TV Ano 25 de 1975, supostamente ela teria sido totalmente destruída no incêndio da Globo em 1976, em janeiro de 2024, o especialista em teledramaturgia Mauro Alencar postou uma reconstituição da abertura feita a partir das imagens originais usadas pelo próprio criador da vinheta, Cyro Del Nero, devemos ressaltar que está preservada a paródia Os Sócios do Barão, exibida no programa humorístico Satiricom, então é por isso que os editores do álbum atribuíram a Vera um papel numa novela que não atuou, e, na verdade, foi desempenhado por Tamara Taxman, a foto da mãe de Luciana e Marco Antônio "Urubu" Gimenez, é possivelmente de suas participações mais recentes em tramas globais na ocasião, a Paula de Anjo Mau, ou quem sabe a Zuleika de Duas Vidas, ambas as duas de 1976, desconsiderando a Condessa Ingrid Von Schubert de Marina, novela que estreou em maio de 1980, depois da publicação do álbum, a bolinha da Globo esculpida em vidro que Hans Donner usou em algumas das primeiras vinhetas do atual logotipo da emissora, a partir de 1976, Dolphin Productions, corre aqui com o Scanimate, com brilhinho e tudo, Dina Sfat, como a Paloma de Os Gigantes, a que era apertada pelo Chico Cuoco (!!!), Lauro Corona também representando a fragmentada novela de Lauro César Muniz como Polaco, a vinheta do Festival 15 Anos, que salvou muitas raridades globais, Cid Moreira, que dispensa apresentações e Nádia Lippi no papel de Chris em Pecado Rasgado, novela incluída no Projeto Resgate da Globoplay em agosto de 2024, vide ônibus da Auxiliar com pintura pré-saia-e-blusa na região central de São Paulo... No verso da capa, bem em cima da bolinha da Globo, um texto de Artur da Távola, também conhecido como Paulo Alberto Moreira de Barros, crítico de televisão de O Globo, romanceando as figurinhas e as envolvendo no universo da televisão, com uma certa dose daquele “tautismo” com que a Globo costuma referir-se  a si mesma: “ A figurinha é uma das primeiras manifestações do desejo eterno do ser humano de reter o tempo e, com ele, algumas emoçôes... Mesmo na infância, quando tudo é apenas futuro, este desejo já existe, encubado, dentro do prazer de colecionar... Colecionar é impedir que o tempo passe sobre as coisas ou pessoas para nós importantes, em qualquer das fases da vida... A figurinha retém tempos e pessoas... Ela nos faz, por momentos, donos de tudo ○ que amamos. O que amamos nem sempre ou quase nunca nos pertence... Exceto se o retivermos na fantasia... A figurinha colecionada é uma forma de tornar objetivo e material tudo o que tentamos reter na fantasia... Ela transforma em álbum de família, em coisa nossa, pessoal, meio secreta, até, as representações de nossas melhores emoções... Por isso as figurinhas sempre expressam os heróis que escolhemos... Artistas, craques de futebol, personagens da história no plano humano e máquinas, automóveis, aviões, barcos, navios, no plano material... Somos melhor expressos em nossos desejos de força e grandeza pela potência mais forte dos heróis ou das máquinas que admiramos... Ou então expressamos os nossos instintos colecionando imagens de animais, domésticos ou selvagens, com os quais, em alguns planos e de alguma forma, também nos identificamos nas fases mais remotas da infância... A figurinha nos dá o prazer da coleção, expressão da própria maneira de crescer e evoluir na vida: aos poucos, ocupando os espaços vazios, conquistando gradativamente tudo o que o nosso esforço pessoal faz por merecer... A figurinha traz, ainda, o mistério de cada descoberta... O instante mágico de abrir o pacotinho e se defrontar com a surpresa. Esta emoção contém o gérmen de todos os arcanos... Abrir o envelope é viver por antecipação a emoção e o mistério do instante seguinte, podendo, senão prevê-lo, pelo menos tentar adivinhá-lo e aumentar as probabilidades de acertar... E isso encanta o ser humano por ser um jogo com uma possibilidade maior de acertos... É ser, por segundos um quase adivinho... E se aproximar do enigma com chance de resolvê-lo... A figurinha nos permite, ainda, anos e anos depois, ter um reencontro cheio de saudade com os heróis, os mitos e os mágicos que encantaram os melhores sonhos de nossa infância e juventude... Eles nunca mais nos abandonam, ainda que como recordação... A televisão faz parte desse universo de mitos e heróis... É uma fábrica de emoções, informações, ideias, fantasias, expressões, desejos, sonhos, vontades, projeções... E uma atividade na qual o país se afirma, pois pode se orgulhar de ter um dos mais avançados sistemas televisivos do mundo... Colecionar os rostos que compõem tal universo, além da sensação de reter o tempo, de tornar ‘da família’ os artistas, ficará como recordação de uma época que no futuro ainda vai ser lembrada como a dos anos de ouro da televisão  brasileira”...
















Macaco Sócrates do Planeta dos Homens não comparece, em compensação tem Bozó, aquele do crachá da Globo...































As primeiras figurinhas do álbum aparecem na página 3, com fundo prateado e uma moldura azul em forma de tela de televisão de tubo, baseada na própria identidade visual da emissora de então, os títulos usam a fonte Globoface, a mesma dos “letterings” das atrações do canal, e o logotipo replicado se espalha como fundo da página, o primeiro cromo é a bolinha da Globo em pessoa, concebida por Hans Donner e esculpida em vidro, com um brilho que lembra a versão da época do “plim-plim”, na sequência aparecem os logos do Festival 15 Anos, em que a bolinha é confinada entre os números 1 e 5 que formam tubos com as cores do arco-iris, do Globinho, em que o logo em alto-contraste ocupa o lugar da lente da luneta, do Globo de Ouro, imitando um luminoso de neon, a vinheta da Rede Globo com o nome passando por cima da bolinha e deixando um rastro de arco-íris, efeito realizado com equipamento de cinema, antes do CGI, a vinheta do Carnaval 79, onde uma mulher nua de cabelos verdes, adornada de plumas e usando luvas e sapatos de salto alto vermelhos está deitada em cima da palavra Carnaval, criação de Sylvia Trenker, designer que foi casada com Hans e fez parte de sua equipe na Globo, o logo do Jornal Nacional, a bolinha e o JN e um slide da Rede Globo, o logo em alto-contraste acima do nome... Duas páginas são reservadas aos programas de humor mais badalados da Globo na época, O Planeta dos Homens e Chico City... Na parte do Planeta, apesar da ausência do personagem símbolo da atração, o macaco Sócrates,  vivido por Orival Pessini, que o público do Viva acompanhou de perto na Escolinha do Professor Raimundo, produzida nos anos 1990,  Jô Soares comparece em peso, literalmente, sozinho, "A ignorância da juventude é um espanto!!!", e acompanhado de Paulo Silvino, na Rádio Cruzeiro, Milton Carneiro, depois o  Atanagildo da própria Escolinha, "Tirou daqui...", Agildo Ribeiro, numa borracharia, "Isso já tá enchendo...", e o ator mirim Carlos Poyart, "Querias, mas não t'os dou", a propósito, o menino era conhecido por outro bordão,  "Criança sofre!!!", e o Viva o Gordo estrearia no ano seguinte, em 1981, o Viva mostrou a temporada de 1987, completam a galeria Stênio Garcia e Clarice Piovesan, ou melhor,  Kika & Xuxu, "Chuchu, apaga a luz...", Cecil Thiré, como o Ministro dos Absurdos,  Professor Sardinha, corre aqui, e Agildo Ribeiro,  "Para o exterior eu não viajo mais", numa referência ao depósito compulsório de 1.000 dólares exigido pelo governo federal de todos os brasileiros que fossem viajar para o exterior, implantado em 1977... Na página de Chico City, há uma amostragem significativa dos personagens de Chico Anysio e seus bordões: Divino, “O Divino resolve o seu problema”, Bozó, “Eu trabalho na Globo, tá legal???”, Alberto Roberto, “Bom é você, eu sou apenas o máximo”, Gastão, “Não sou pão duro, eu sou controlado”, Pantaleão, “É mentira, Terta???”, Tavares, “Sou... Mas quem não é???”, Coalhada, “O que qui o Zico tem que eu num tenho???”, Nico Bondade, “O que eu não posso é perder esse emprego”, e Salomé, “Eu faço a cabeça do João Batista ou não me chamo Salomé!!!”, a professora aposentada de Passo Fundo que era o “must” do programa na ocasião, por seus diálogos telefônicos críticos supostamente com o presidente João Baptista Figueiredo, o último da ditadura militar, o tipo criado por Chico e Maurício Sherman, que depois sugeriu a Renato Aragão fazer a empregada nordestina de Salomé, Severina Passo Raso, em Os Trapalhões, servia para o governo autoritário, num período de abertura politica, mostrar uma face amigável e receptiva a críticas, embora a censura oficial tenha permanecido até o último dia do regime, em 1985, acabando apenas e tão somente com a Constituição de 1988, quando a revista Manchete colocou o Zezinho do Jô Soares na capa ao lado de uma modelo com seios a mostra, comemorando que agora o Jô poderia mostrar “strip-tease” sem mutreta para ele, a pesquisa de Gabriel Saturno aponta que tanto Planeta dos Homens quanto Chico City, “tem poucas edições disponíveis, com prevalência de programas mais próximos de seu final”, fazendo a conta das exibições da atração de Chico Anysio no Viva em 2016, um programa de 1975, dois de 1977, dois de 1978, três de 1979 e um de 1980, num total de nove programas, dez contabilizando a estreia, em 1973, disponibilizada apenas em “streaming” por ter sido produzida em preto-e-branco, um material escasso, porém valioso, mostrando cenas como a da pequena Glória Pires e do pequeno Nizo Neto enfrentando uma nevasca em Chico City, o sequestro de Bozó e Maria Angélica, que transformou o locutor esportivo Jorge Curi no detetive Kojak e o programa em que Rogério Cardoso se transformou na versão brasileira do Grande Gazoo, o marciano que só aparecia para Fred e Barney no desenho dos Flintstones... Atrações variadas estão reunidas na página “Show  e Humor”, a “Apresentadora de Brasil 79”, no caso, Bibi Ferreira, a própria, continuando uma série iniciada com Brasil 60, na TV Excelsior, “RC Especial”, o show de final de ano de Roberto Carlos que quase chegou ao fim em 2024, “Fantástico, o Show da Vida”, com uma das bailarinas da abertura de 1979 usando uma máscara de carnaval em estilo veneziano e dando um sorriso tipo Coringa, “Os Trapalhões”, com uniforme da SUAT, enquanto Planeta dos Homens e Chico City eram aclamados pela crítica, o quarteto com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias era sucesso absoluto de público, o que explicaria o fato de, a princípio, todos os programas produzidos entre 1977 e 1995 estarem preservados, o Ibope era alto até nas reprises, inclusive na concorrência da Globo, tanto que entraram na Justiça para impedir a Tupi de reexibir os programas dos Trapalhões na emissora, onde o grupo esteve entre 1974 e 1976, ao lado do quarteto, Miele e Golias na Praça da Alegria, que começou com uma homenagem a Manoel de Nóbrega no Chico City, foi exibido semanalmente de 1977 a 1978, e atualmente há a informação de que só haveria dois programas no acervo global, Ney Latorraca, “Apresentador de Saudade Não Tem Idade”, Djenane Machado, “Apresentadora de Saudade Não Tem Idade”, também a primeira Bebel na versão de 1972 de A Grande Família, o programa musical de Augusto César Vannucci teria sobrevivido graças às cópias feitas para uso do Vidio Xô pelo roteirista Ricardo Xavier, o Rixa, o próprio, no YT tem uma reprise do Festival 15 Anos do episódio Alegria, Alegria, sobre os festivais de música dos anos 1960 e 1970, que termina com Ney e Djenane cantando “A Banda”, e para terminar, “Seu Obturado”, personagem que consagrou Walter D’Ávila antes do Baltazar da Rocha da Escolinha... Em “Novelas”, vinhetas e créditos de tramas então exibidas recentemente pela Globo, “Feijão Maravilha, novela de Bráulio Pedroso com direção de Paulo Ubiratan”, de 1979, preservada, mas faltando alguns dos 124 capítulos, “Nina, novela de George Dusrt, direção de Avancini”, de 1977, Saturno menciona que havia seis dos 142 capítulos nos arquivos da Globo, no padrão da “regra dos seis”, os dois primeiros, dois do meio da novela e os dois últimos, “Dancin’ Days, novela de Gilberto Braga, direção de Daniel Filho”, de 1978, mantida na versão internacional de 174 capítulos, usada no Viva em abril de 2014, no Projeto Resgate da Globoplay em fevereiro de 2023 e no Viva Fast em novembro do mesmo ano, “O Astro, Novela de Janete Clair, direção de Gonzaga Blota”, de 1977, preservada na íntegra, 186 capítulos, disponibilizada pelo Projeto Resgate da Globoplay em novembro de 2024, “Água Viva, novela de Gilberto Braga, direção de Roberto Talma”, de 1980, em exibição na época da publicação do álbum, mantida integralmente pela Globo, 159 capítulos, e assim exibida no Viva em setembro de 2013, incluída no Projeto Resgate da Globoplay em junho de 2024 e apresentada no Viva Fast três meses depois, em setembro, “Anjo Mau, novela de C.Gabus Mendes, direção de Régis Cardoso”, de 1976, que apesar estar de completa, com 173 capítulos, não foi programada pelo Viva por ser em preto-e-branco, mas ganhou seu espaço no Projeto Resgate da Globoplay em outubro de 2022, “Sinal de Alerta, Novela de Dias Gomes, direção de Avancini”, de 1978, seis capítulos de 116 preservados, a temática controversa da poluição ambiental teria precipitado o descarte porém o mais provável é o que Gabriel descreveu em seu trabalho como “Reaproveitamento sistemático da década de 1980”, contornando as restrições para aquisição de fitas profissionais de vídeo, “Locomotivas, novela de G.Gabus Mendes, direção de Régis Cardoso”, de 1977, em que o logo aparece em um “slide” anunciando o horário de exibição, no centro de um mosaico imitando um letreiro luminoso, lembrando as vinhetas de “scanimation” da Dolphin Productions nos Estados Unidos, consta nos arquivos da Globo com todos os seus 168 capítulos, quem sabe por ter sido a primeira novela das sete totalmente a cores, o Viva iria colocar no ar em novembro de 2021, mas preferiu uma trama mais recente, Amor Com Amor se Paga, restando a inclusão no Projeto Resgate da Globoplay em junho de 2023, e em novembro, a exibição do Viva Fast...A seguir, uma página para as “Estrelas”, outra para os “Galãs”, no time das “Estrelas”, foram escaladas Glória Menezes, “Ana Preta de Pai Herói”, dividida entre André Cajarana e Bruno Baldaracci no cabaré Flor de Lis, Dina Sfat, “Paloma em Os Gigantes”,  lembrem da atriz conversando com Roberto Carlos no “set” de gravações da novela durante o especial de 1979, Regina Duarte, “Malu em Malu Mulher”, apesar do cabelo e da maquiagem não terem muito a ver com o despojamento da protagonista da série que estreou em 1979, Tônia Carreiro, “Chris em Pigmalião 70”, usando o penteado de mesmo nome, símbolo do elevado “status” social da personagem, e o rosto da atriz teria inspirado a alegoria da República que estampava as moedas brasileiras do começo dos anos 1970, pena que não sobrou nenhum vídeo para as devidas comparações, Sônia Braga, “Júlia em Dancin’ Days”, escolha indiscutível, como a de Marília Pera, mas que a produção do álbum teve de voltar um pouco no tempo, pois a atriz aparece como “Manuela em Supermanuela”, novela de 1974 que não foi bem-sucedida, tanto que Gabriel Saturno diz não ter encontrado registros em seu levantamento sobre os arquivos da Globo, e o insucesso teria levado Marília a se dedicar apenas ao cinema e ao teatro, voltando às novelas globais apenas em 1987, com Brega e Chique, já exibida pelo Viva, retomando uma trajetória que chegaria ao fim com a Darlene da série Pé Na Cova, de Miguel Falabella, em 2013, no caso de Yoná Magalhães, “Talita Borges em Sinal de Alerta", a noiva do poluidor Tião Borges, Paulo Gracindo, sua inclusão no rol das “Estrelas” é por razões da posição de protagonismo das novelas de Glória Magadan na década de 1960, e Sinal de Alerta, de 1978 tinha sido sua última novela na Globo até então, em 1979, a atriz fez Gaivotas, na Tupi, em 1980, Cavalo Amarelo e Dulcineia Vai a Guerra, com Dercy Gonçalves, em 1981, Os Imigrantes, em 1982, Os Imigrantes Terceira Geração, e em 1983, Maçã do Amor, todas na Band, retornando à Globo somente em 1984, nas tramas Amor com Amor se Paga, já exibida no Viva e disponível na Globoplay, e Partido Alto, nunca apresentada pelo canal e que entrou no Projeto Resgate em abril de 2023, com todos os seus 174 capítulos, e Betty Faria, “Lazinha em O Espigão”, que desde abril de 2024 está na Globoplay com 149 de seus 150 capítulos, tudo bem, estamos falando de Lazinha Chave de Cadeia, do assalto a joalheria que parou a região do Túnel Rebouças, mas com a Lucinha de Pecado Capital, que virou mãe de Agostinho Carrara no episódio de Natal de 2002 de A Grande Família, estando à disposição, vide compacto no Festival 15 Anos, por que não a namorada do Carlão???... A propósito, a galeria dos “Galãs” começa com o intérprete do taxista, pai de Agostinho no mesmo episódio de A Grande Família, Francisco Cuoco, “Chico Rubião em Os Gigantes”, insistimos, o que apertava muito a Paloma, ao lado de outro protagonista da mesma trama, Tarcísio Meira, “Fernando em Os Gigantes”, todos eles comparecendo no especial do Rei Roberto Carlos em 1979, aquele fragmento que não entrou na Globoplay, bem ao lado está o ator principal da novela que antecedeu Os Gigantes, Tony Ramos, “André em Pai Herói”, o famoso André Cajarana, que até pelo Viva já passou, em seguida, dois representantes da antecessora de Pai Heroi, Reginaldo Faria, “Hélio em Dancin’ Days”, e Antônio Fagundes, “Cacá em Dancin’ Days”, na época do álbum o caminhoneiro Pedro da Boleia na série Carga Pesada, a saga de André Cajarana volta a ser lembrada com Cláudio Cavalcanti, “Gustavo em Pai Heroi”, o qual provou que tem culpa o Bruno Baldaracci,  todos eles trabalhando forte em novelas das oito, já as novelas das seis pedem passagem com Fábio Júnior, “Luis Jerônimo em Cabocla”, de 1979, cabelos devidamente emplastrados de gomalina,, e as novelas da sete são representadas por Paulo Figueiredo, “Otávio em Marron Glacé”, de 1979, vestindo o uniforme de garçom que usava no buffet que dava nome a novela, incluída em fevereiro de 2024 no Projeto Resgate da Globoplay, trabalhando forte para servir “Champanhe no gelo, Salgados e doces”, como cantava Ronaldo Resedá, no tema de abertura da trama, tendo como companheiros de ofício Juliano, Ricardo Blat, Luis César, João Carlos Barroso, Nestor, Armando Bogus e Oscar, Lima Duarte, todos sob a supervisão do maitre Waldomiro, Laerte Morrone (é muita testosterona!!!), mas diferentemente de seus colegas, Otávio tinha como meta de vida puxar o tapete da patroa, Madame Clô, personagem de Yara Cortes, a própria, um plano que só foi dar certo muitos anos depois, quando Paulo Figueiredo passou a ser o supervisor do Trapa Hotel, dentro do programa dos Trapalhões, onde atuava e chegou a ser assistente de direção, pois é, não é... A seguir, uma página de “Casais Românticos”, uma autêntica precursora da série Os Casais Que Mamamos do canal Viva, Sônia Braga e Antônio Fagundes, “Julia e Cacá em Dancin’ Days”, Aracy Balabanian e Carlos Alberto, “Cristina e Clóvis em Bravo”, de 1975, não dava para usar o dossiê, Caco Antibes, Antonio Maria, com Aracy e Sérgio Cardoso como Antônio Maria e Heloísa, foi na Tupi, em 1968, restando apenas três de 256 capítulos na Cinemateca Brasileira, não que a situação de Bravo, gravada em preto-e-branco, seja melhor, cinco capítulos sobreviventes dos 198 originais, e de algum modo era preciso lembrar de Carlos Alberto, que se revezava com Tarcísio Meira no posto de galã das novelas de Glória Magadan que dominavam os primeiros anos da emissora carioca, Glória Menezes e Tarcísio Meira, “Angela e Ciro em O Semideus”, o casal na vida e na arte que estrelou o piloto de Os Casais Que Mamamos, vide Tarcisinho na joalheria, pena que a novela em que estão retratado só tenha duas chamadas no acervo da Globo atualmente, ah, sim, o personagem de Tarcisão se chamava Hugo Leonardo, e chega o casal que era o maior “shipp” da época, Glória Pires e Fábio Júnior, “Zuca e Luis Jerônimo em Cabocla”, de 1979, preservada numa versão internacional de 166 capítulos, e que nunca deu as caras nem no Viva e nem na Globoplay, enquanto o “remake” de 2004 é figurinha fácil no canal e no “streaming”, sem contar as duas reprises na Globo, contra apenas uma da original, isso é que é gostar da Vanessa Giacomo, digo, Francisco Cuoco e Dina Sfat, estão como “Amanda e Herculano em O Astro”, nesse caso, tanto a versão original quando o “remake” de 2011 foram ignorados pelo Viva, mas podem ser vistas na Globoplay, com o casal protagonista sendo interpretado por Rodrigo Lombardi e Carolina Ferraz, que já tinha estrelado outro “remake” de Janete Clair, “Pecado Capital”, duas vezes anunciada e cancelada pelo Viva, Elizabeth Savalla e Tony Ramos, “Carina e André em Pai Heroi”, ela,  a bailarina imitada pelo Doutor Renato em Os Trapalhões numa paródia da série estadunidense Raízes, “Meu nome é Toby... Mas pode me chamar de Carina Limeira Brandão!!!”, ele, também homenageado pelo Doutor com o Zorro Cajarana, e a exibição de Pai Heroi no Viva garantiu a ambos os dois o comparecimento em Os Casais Que Mamamos, Susana Vieira e Dênis Carvalho, “Luciana e Alex em Te Contei???”, de Cassiano Gabus Mendes, vide dança dos bonecos pelados nos Trapalhões (!!!), sendo que Dênis também era diretor, com Régis Cardoso, conservada até hoje com seus 151 capítulos nos arquivos globais, mas ainda na fila da Globoplay, até sua antecessora no horário das sete, Sem Lenço Sem Documento, fragmentada com somente 6 dos 149 capítulos sobreviventes, já está no “streaming” desde setembro de 2024, e, por fim, Betty Faria e Mário Gomes, “Leda Maria e Dino César em Duas Vidas”, de 1976,  vide colar de Dino, Daniel Filho, corre aqui, até porque ele abandonou a direção da novela no capítulo 41, de um total de 154, dos quais apenas seis escaparam do “Reaproveitamento sistemático na década de 1980”, melhor sorte teve o compacto exibido em janeiro de 1981, metade dos 20 capítulos estão preservados, que coisa, não... Na página seguinte, começa a “Galeria dos Personagens”, iniciada por Armando Bogus, “Nestor em Marron Glacé”, garçom do "buffet" de Madame Clô, que tem um interesse romântico pela secretária da firma, Érica, vivida por Mila Moreira, a própria, numa ocupação mais proletária do que a média de suas personagens em novelas,  logo depois, dois Mestres do humor, Grande Otelo, “Benevides em Feijão Maravilha”, o porteiro flamenguista fanático do Hotel Internacional, e Brandão Filho, “Prudêncio em Feijão Maravilha”, o primeiro Seu Flor de A Grande Família, na novela, pai de Marco Nanini, que seria o segundo Lineu no "remake" da série, que coisa, não,  creditado na novela Nina como integrante de um núcleo chamado “O Povo”, Primo Pobre, o original, “feelings”, sendo que Armando Bogus interpretou Sandoval Quaresma, o personagem de Brandão na Escolinha do Professor Raimundo, no Escolão do Criança Esperança de 1991, que comemorou os 25 anos dos Trapalhões, mas só teve alguns trechos mostrados no Viva, e o Primo Rico do Balança Mas Não Cai está no próximo cromo, ninguém mais ninguém menos que Paulo Gracindo, “João Maciel em O Casarão”, podia ser o Odorico Paraguaçu, quem sabe o Tucão, talvez Ramiro Bastos, por que não o Antenor,  mas, enfim, a novela de Lauro César Muniz é uma grande incógnita no que diz respeito a sua introdução na Globoplay, na pesquisa de Gabriel Saturno consta que dos 168 capítulos originais, há várias lacunas a partir do capítulo 125, cerca de um quinto desse período da novela estaria perdido, sem contar o vai e vem entre 1900, 1926 e 1976 que tornou a história difícil de ser entendida pelo público, a primeira mulher da galeria é Copélia, digo, Arlete Sales, “Pepa em Cabocla”, papel que no “remake” de 2004 foi de uma atriz venezuelana, Elena Toledo, ambas trabalhando forte interpretando uma bailarina espanhola que põe o Coronel Justino para dançar, Arlete segue atuando, vide Família é Tudo e as reapresentações do Toma Lá Dá Cá no Viva, já Elena fez seu último trabalho televisivo na Venezuela, em 2007, mais uma atriz marcante, Eloisa Mafalda, a primeira Dona Nenê, “Maria Machadão em Gabriela”, a dona do Bataclan, porque em casa de tolerância não existe donzela (!!!),  papel que coube a Ivete Sangalo, a própria, no remake de 2012, ambos interditados para exibição nas mídias globais devido a posse dos direitos do romance de Jorge Amado, “Gabriela Cravo e Canela”, estarem na mão da Warner por conta do filme de 1982, que foi co-produzido pela MGM, que vendeu os direitos de todas as suas produções até 1986 para a Turner, depois fundida com a Warner, ufa!!!, a primeira página termina com dois atores extremamente experientes, Elza Gomes, “Madame Naná em Nina”, uma atriz que já foi boa nisso e agora defende uns trocados com seu teatrinho mambembe, e Mário Lago, o próprio, “Antônio Lucas em Os Gigantes”, pai do Tarcisão, quer dizer, de Fernando, ao seu lado na luta para a Fazenda São Lucas, que produz o leite usado como matéria-prima na fábrica de laticínios da família, seja engolida pela multinacional Elkson, sempre um idealista, a presença constante da novela de Lauro César Muniz é totalmente pertinente em 1980, um ano depois de sua estreia no horário das oito, hoje, todavia, o fato de só terem restado dois capítulos da novela, mesmo disponíveis na Globoplay, provoca um certo estranhamento... As páginas duplas da “Galeria de Personagens” começam com Milton Moraes, “Joaquim em Cabocla”, o papi do Fuik, quer dizer, do Fábio Júnior, ou melhor, de Luis Jerônimo, papel de Reginaldo Faria no “remake” da novela de Benedito Ruy Barbosa em 2004, claro que a escolha do personagem se deve ao fato de ser o trabalho mais recente do ator por ocasião do lançamento do álbum, em 1980, no entanto, um número razoável de artistas é citado no livro ilustrado pela novela O Espigão, os pais de Alexandra Marzo, Cláudio Marzo e Betty Faria, por exemplo, e não Milton, que interpretava o protagonista Lauro Fontana, o megalomaníaco empresário que queria mostrar para todo o Rio de Janeiro o seu espigão, quer dizer, construir um gigantesco arranha-céu na região da Zona Sul, o Hotel Fontana Sky, a seguir, outro nome emblemático da teledramaturgia global, Emiliano Queiroz, “Horácio em Pai Herói”, o deputado Horácio Limeira Brandão, um doze filhos da matriarca Januária, Lélia Abramo, que desafiou ao casar com Odete Roitman, quer dizer, Norah, Beatriz Segall, viúva de seu próprio irmão e mãe de Carina Limeira Brandão, a própria, já que o Horácio usava óculos, porque não colocaram logo uma foto do Dirceu Borboleta de O Bem-Amado???, agora é a vez da diva, Susana Vieira, “Veridiana em Os Gigantes”, esposa de Fred, João Batista Vieira, o irmão gêmeo de Paloma que está em coma, e sua principal antagonista na trama, e vocês pensando que o problema era o Chico Cuoco apertando muito, digo, Vieira, Vieira, Vieira, Susana Vieira já tinha vários papeis memoráveis quando o livro ilustrado foi elaborado, como a Nice de Anjo Mau e a Marina de A Sucessora, entretanto, valeu o critério da atuação mais recente para figurar no álbum, apesar de que ninguém poderia imaginar que Os Gigantes seria descartada do acervo da Globo, sem contar o cabelo um tanto quanto desgrenhado da foto, digo, logo depois, um ícone, Ida Gomes, “Aida em Pecado Rasgado”, simplesmente a mãe da Cassandra, quer dizer, da Teca, Aracy Balabanian, outra artista representada por seu  último trabalho na época, com Emiliano Queiroz tão perto, bem que poderia ser Doroteia, uma das Irmãs Cajazeiras, e o que dizer do próximo retratado da galeria, Lima Duarte, “Oscar em Marron Glacé”, garçom que trabalhava forte no “buffet” de Madame Clô, justamente no ano em que  O Bem-Amado voltou como série, Zeca Diabo foi esquecido no churrasco, nem consideraram o Salviano Lisboa, que como Oscar, também não usava bigode, o caso seguinte é um pouco mais significativo, Rubens de Falco, “Samir em O Astro”, que nem era seu trabalho mais recente na Globo, posição ocupada pelo Roberto Steen de A Sucessora, todavia, era difícil ignorar o timaço de atores reunidos para interpretar os irmãos Hayala na novela escrita por Janete Clair em 1977, além de Rubens, que vivia Samir Ayala, tínhamos Macedo Neto, Amin Hayala, um coadjuvante frequente da primeira temporada dos Trapalhões na Globo, Isaac Bardavid, Youssef Hayala, um Mestre da dublagem brasileira e também um memorável ator coadjuvante dos Trapalhões, vide quadro da Farra do Boi, e Dionísio Azevedo, Salomão Hayala, o “quem matou???” da trama, o Leôncio de Escrava Isaura era uma opção, apesar da carreira internacional da novela de Gilberto Braga baseada no romance de Bernardo Guimarães estar apenas começando, mas eis que surge outra variável, em 1980 o ator já estava há dois anos fora da Globo, e fez novelas na Tupi, Band, RTP de Portugal e Venevísion da Venezuela,, retornando apenas com as minisséries Padre Cícero, em 1983, Grande Sertão Veredas, em 1985, e a novela Sinhá Moça, em 1986, onde repetiu a rivalidade com Lucélia Santos, força na peruquinha, e apresentamos um nome que era a cara da Globo, Marcos Paulo, “Rômulo em Gabriela”, par romântico de Elizabeth Savalla, a Malvina, é bem verdade que ele esteve vinculado a emissora carioca desde que seu pai adotivo, Vicente Sesso, escreveu Pigmalião 70 e Minha Doce Namorada, em 1970 e 1971, até sair de cena como diretor de núcleo de Os Caras de Pau, em 2012, porém quando o álbum foi editado ele estava associado ao projeto das Séries Brasileiras, interpretando Serra, o editor da Folha Popular que não romantizava as reportagens policiais de Waldomiro Pena, o investigador Azevedo, quer dizer, Hugo Carvana, isso sem contar que o retratado do próximo cromo chegou na Globo quando tudo era mato no Jardim Botânico, e não só apenas isso, um dos grandes atores negros do Brasil, Milton Gonçalves, “Filó em Gabriela”, um ladrão de cavalos que entrava e saía constantemente da cadeia, ele fez tudo na emissora, até dirigiu Vila Sésamo, poderia ter sido incluído pelo Zelão das Asas de O Bem Amado, ou Norival, mais conhecido como “Nonô Alegria das Gringas”, de O Espigão, ou Doutor Percival, de Pecado Capital, que substituiu a censurada Roque Santeiro, onde seria o Padre Honório, ou mesmo o operário Rafa de Sinal de Alerta, trabalhando forte na mobilização contra a poluição, vai entender, voltamos as atrizes com Elizabeth Savala, “Lili de O Astro”, porque ela, com a Carina Limeira Brandão logo ali???, bem, três cromos seguidos para Gabriela pareceria um exagero caso optassem pelo chanel de Malvina, então pensaram nos cabelos curtos encaracolados com franja da taxista Lilian, que amava o Peludinho, quer dizer, Tony Ramos, ou melhor, Márcio Hayala, uma previsão do envolvimento amoroso de Carina e Cajarana em Pai Herói, vide Os Casais Que Mamamos, entretanto se viu às voltas com o pai do Dado Dolabella, quer dizer, com o açougueiro Natal, que certamente a via como um pedaço de carne, que coisa, não, outra lenda global em cena, Ary Fontoura, “Ubirajara em Dancin’ Days”, também na Globo desde que procurava por Milton Gonçalves no matagal que era a região do Jardim Botânico, estavam à disposição o Profeta de O Cafona, o fetichista professor Baltazar de O Espigão, o professor Aristóbulo de Saramandaia, aquele que virava homem e lobisomem (!!!), entretanto, como Ubirajara Martins Franco, o discreto dono de uma academia de ginástica, ele conseguiu a façanha de casar com Júlia Matos, a própria, tudo bem que antes do final da novela eles se divorciaram e ele casou de novo com a modesta funcionária pública Alzira, papel de Gracinda Freire, mas ter sido o “conje” de Sônia Braga é um feito só igualado pelo casamento de Nonô Correia com Frosina em Amor Com Amor Se Paga, Ops!!!. um ator icônico,  Jardel Filho, "Aristarco em Memórias de Amor", o professor Aristarco Argolo de Ramos era um monarquista convicto na época da proclamação da República no Brasil, diretor do Colégio Ateneu, a escola onde era ambientada a trama baseada no livro O Ateneu, de Raul Pompeia,  escrita por Wilson Aguiar Filho, o diretor do estabelecimento de ensino era pai de Jorge, adepto da causa republicana, Maria e Melica, Eduardo Tornaghi, Myrian Rios e Nádia Carvalho, o ator, um dos maiores do cinema e da televisão brasileira,  poderia ser lembrado por O Bofe ou O Bem Amado, porém aqui o filtro cronológico foi seguido à risca, após deixar a Globo em 1977 para fazer O Espantalho, "é de mim que eles gostam!!!", gravada nos estúdios de Silvio Santos e exibida na TVS Rio e na Record de São Paulo, voltou a emissora em 1978, atuando em Sinal de Alerta, como Rudi Caravalla,  o roteirista de cinema que queria contar toda a verdade sobre o dono da poluente fábrica Fertilit, Odorico Paraguaçu,  digo, Tião Borges,  afinal a rivalidade vinha desde O Bem Amado, e em 1979 interpretou o personagem principal de Memórias de Amor, que usava suíças e bigode, na figurinha, Jardel está de cara limpa, no mesmo ano que a Tupi mostrou O Espantalho, não podemos esquecer que as duas tramas de seu retorno à Globo estão fragmentadas, assim como sua última novela, Sol de Verão,  de 1983, em que saiu de cena antes do fim da trama de O Espantalho,  que na ocasião foi apresentada pelo SBT, em fevereiro de 2025, os seis capítulos remanescentes dos 82 produzidos, seguindo a famosa "regra dos seis", os dois primeiros, dois da metade da trama, e os dois últimos, foram incluídos no Projeto Fragmentos da Globoplay, uma atriz fundamental,  Yara Cortes, "Clô em Marron Glacé", mais conhecida como Madame Clô, a dona do buffet todo, Dona Clotilde,  não confundir com a Senhorita do 71, até porque era viúva e não solteira, comandava o trabalho forte de garçons e cozinheiros, além de ser a dedicada mãe de Vanessa e Vânia,  Sura Berditchevsky e Louise Cardoso, quem viu a atriz no Viva como a Dona Marocas de A Viagem ou a Olga de História de Amor,  não tem noção de que era o alicerce da teledramaturgia global na década de 1970, todo ano estava no ar, sem fazer distinção de horário, às seis (Dona Xepa), às sete (Pecado Rasgado e a própria Marron Glacé), às oito (O Casarão) e às dez (O Rebu e O Grito),  excelente, outra grande global, Célia Biar, "Gilda em A Corrida do Ouro", é verdade que nos primeiros anos da Globo estava mais ligada à linha de shows,  além de apresentar filmes com o gato Zé Roberto na Sessão das Dez,  sem referências à concorrência presente, mas na época da novela das sete  de Lauro César Muniz e Gilberto Braga, estava devidamente integrada ao elenco de teledramaturgia,  embora também tenha comparecido nos humorísticos Satiricom,  onde anunciou Os Sócios do Barão, "Sua velha novelha das dez", Planeta dos Homens e Viva o Gordo, não faltavam papeis recentes, Silvia em Locomotivas, de 1977, Laura em Te Contei??? e a prima Filomena em A Sucessora, estas de 1978, porém aqui os editores do álbum abriram uma exceção e foram de A Corrida do Ouro, onde Célia era uma das cinco protagonistas da história,  na novela dirigida por Daniel Filho e Reynaldo Boury, a atriz Interpretava Gilda Diniz Steiner, que vivia confortavelmente na região de Paris com o marido André, Tio Patinhas,  digo, Antônio Patiño, e a filha Vânia, Nívea Maria, até ser informada de que estava dentro da herança do milionário Durval Pontes de Albuquerque,  que fez  negócios com André no passado, porém precisaria voltar a residir no Brasil, o que não desejava a princípio,  ao contrário do marido, que queria muito o retorno por razões de dificuldades financeiras,  ou seja, o resultado está ficando mais difícil até para o pato mais rico do mundo, Ops!!!, este também fez história na Globo,  Cláudio Marzo, "Leo em O Espigão", o eterno Zé Leôncio de Pantanal, a versão original da Manchete,  passou por toda a era Glória Magadan, e já tinha sido o Marcelo de Véu de Noiva, o Duda de Irmãos Coragem, o Renato de Minha Doce Namorada, o Humberto de Carinhoso e o Fernando de Senhora, a novela de 1975 que teve uma reapresentação confundida com um programa chamado Senhora Reprise, todavia, em 1977, estava no elenco da proscrita novela Despedida de Casado, e em 1978 fez Roda de Fogo, a outra, a outra, na Tupi, voltando a Globo em um episódio da série Plantão de Polícia, em 1979, mas novela mesmo, só no ano da publicação do álbum, 1980, com Olhai os Lírios do Campo e Plumas e Paetês, daí sobrou para Léo,  um maranhense radicado no Rio que pegou o ônibus para o Leblon e ficou preso no engarrafamento em pleno Túnel Rebouças, mesmo local em que seu par romântico na trama, a capixaba Dora, Débora Duarte,  deu a luz, literalmente no fim do túnel, digo, a seguir,  uma lenda do rádio brasileiro, Yara Salles, "Generosa em Cabocla", esposa de Felicio, Oswaldo Louzada, e mãe de Tina, Patrícia Bueno,  e Tobias, Roberto Bonfim, a trama que Benedito Ruy Barbosa adaptou do livro de Ribeiro Couto foi  o primeiro trabalho de Yara na Globo, depois de uma consagradora carreira no rádio, como radioatriz e apresentadora do programa Trem da Alegria na Rádio Nacional,  junto com o marido Heber de Bôscoli e Lamartine Babo, formando o famoso Trio de Osso, para tirar um sarro do Trio de Ouro de Herivelto Martins, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas, agora vai, terminamos com a Dona Casseta, corrigindo, Aracy Balabanian, "Milena em Locomotivas", ela despontou na Tupi com Antônio Maria, a novela do dossiê, e Nino, O Italianinho, e estava na Globo desde 1972, quando atuou em Vila Sésamo cantando Abajur Lilás e na novela O Primeiro Amor,  a da chamada que restou, Pecado Rasgado era mais recente que Locomotivas, mas Milena, a gerente do salão de beleza da mãe,  Kiki Blanche, que disputava o amor de Fábio com a própria filha, Fernanda, Walmor Chagas e Lucélia Santos, levou a melhor sobre a psicóloga Teca passeando em Paris com o papi de uma de suas pacientes,  o Doutor Renato, nesse caso, Juca de Oliveira... A próxima página dupla só vem com Tereza Rachel, “Lola em Marron Glacé”, a futura Rainha Valentine de Que Rei Sou Eu, dançarina que se torna o grande amor da vida do garçom Oscar, vivido por Lima Duarte, no YT ficou famosa a cena em que Oscar acalma a perturbada Lola convidando ela para morar no quartinho que aluga das anciãs Angelina, Dirce Migliaccio e Beá, Ema D’Ávila, gravada na reprise do Vale a Pena Ver de Novo em 1982, antes do filme da Sessão da Tarde, Ao Mestre com Carinho, hoje dá para ver na Globoplay, pois a novela entrou no Projeto Resgate em fevereiro de 2024, vamos a um Mestre, Paulo José, “Marcelo em O Casarão”, aqui os editores do álbum se equivocaram, porque o personagem se chamava Jarbas Martins, um cineasta que é levado pelo amigo escultor João Maciel, Paulo Gracindo, até a sede de fazenda que dá nome a trama e decide fazer um filme sobre sua história, de 1900 até a época da novela, gravada em 1976, e o Marcelo???, esse era o nome do personagem do pai da Bel Kutner em Supermanoela, um quarentão, conhecido como Marcelo o Belo, que já passou nove vezes no vestibular, mas descobre que a melhor opção era ser o par romântico da doméstica Manoela, a protagonista da novela de Walther Negrão vivida por Marília Pêra da qual não há registro de nenhum fragmento sequer nos arquivos da Globo, situação pior do que O Semideus, que ainda tem chamadas guardadas no acervo, agora é a vez de um galã, Carlos Eduardo Dolabella, “Natalício em O Astro”, também chamado de Natal, açougueiro que não tirava o olho das carnes de Lili, personagem de Elizabeth Savalla que tinha “crush” no Peludinho, quer dizer, Márcio Hayala, Tony Ramos fazendo o São Francisco de Assis e mostrando o “pelôver” para o pai milionário, Salomão Hayala, o fato é que o filho de Carlos teve a quem puxar, digo, no “remake” de 2011, o personagem, também apelidado de Natal, mas chamado Natalino, era proprietário de uma casa noturna, sendo defendido por Antônio Calloni, ficou com Lili, aqui Alinne Moraes, porém ela era disputada por Salomão e Márcio, Daniel Filho e Thiago Fragoso, e ele pensou que seria melhor chegar junto de sua irmã, Laura, Simone Soares, o problema é que ela já era casada, com Neco, Humberto Martins, que sem saco para o talarico, assassinou Natal, literalmente o peru que morreu na véspera, digo, a seguir, uma das Damas da TV da série apresentada pelo Viva, Rosamaria Murtinho, “Walkyria em Pai Heroi”, a mãe da Judy em Corpo Dourado, aqui é uma das 12 filhas de Carina Limeira Brandão, a matriarca de Paço Alegre, que sofria com surtos de esquizofrenia e foi noiva do próprio primo, César Reis, vivido por Carlos Zara, durante dez anos, depois se casou com Gustavo Gurgel, Cláudio Cavalcanti, também conhecido como Benedito da Conceição, o homem que revelou toda a verdade sobre Bruno Baldaracci e o pai do Zorro Cajarana, quer dizer, André Cajarana, aqui temos um ator consagrado, Jayme Barcelos, “Ezequiel em Gabriela”, teve uma extensa trajetória no cinema e teatro, além de ter sido um dos pioneiros da televisão carioca com o Grande Teatro Tupi, na figurinha aparece com uma roupa moderna, diferente dos trajes da década de 1920 de Ezequiel Prado, que usa óculos de tartaruga, literalmente um advogado sóbrio, digo, o ator, de ascendência judaica, saiu de cena na véspera do Natal de 1980, mesmo ano em que foi publicado o álbum, uma personagem icônica, Joana Fomm, “Yolanda em Dancin’ Days”, sim, a socialite Yolanda Pratini, maior inimiga de sua irmã Julia Matos, Sônia Braga, talvez por ter sido obrigada a cuidar da sobrinha Marisa, Glória Pires, enquanto Júlia passou 12 anos presa por um atropelamento, Yolanda, que trocou o rico marido Horácio, José Lewgoy, pelo dono da loja que forneceu a aparelhagem da discoteca que o “conje” montou para ela, Hélio, Reginaldo Faria, local onde Júlia brilhava com suas meias de lurex, perdeu tudo e foi trabalhar numa revista, sendo a responsável pela popularização da expressão “a porta da rua é serventia da casa”, uma beleza clássica, Ilka Soares, “Helena em Te Contei???”, a viúva dona de uma boutique que agitava o núcleo rico da trama de Cassiano Gabus Mendes, chamada sem a menor modéstia de Maison de Helena, filha de Norma Geraldy, Esther, e mãe de Heloísa Millet, beleza que atravessa gerações, a atriz, musa dos filmes da Vera Cruz e da Atlântida, dona de  brilhantes olhos azuis, poderia ter entrado no álbum como a Celeste de Locomotivas, que trabalhava em escritório e tinha “crush” pelo filho da vizinha Margarida, o bancário Netinho, Miriam Pires e Dênis Carvalho, o próprio, mas, e o trauma de ter sido atropelada de verdadinha pelo Chevette “tubarão” de Silvia, personagem de Célia Biar, no momento em que atravessava a rua voltando das compras no supermercado Sendas, que coisa, não, agora, um dos Grandes Atores da série do Viva, Juca de Oliveira, “Renato em Pecado Rasgado”, o Doutor Renato, que gerenciava a joalheria da cunhada, e encontrou em Paris a Dona Cassandra, quer dizer, Aracy Balabanian, ou melhor, a psicóloga Teca, terapeuta de sua própria filha, Chris, Nádia Lippi, vide passeio na região do Arco do Triunfo com os ônibus de turismo ao fundo, uma figura sempre elegante de terno e gravata, diferente da imagem no cromo, com um casaco de couro que remete ao João Gibão de Saramandaia, o homem que tinha asas, quase um pavão misterioso (!!!), a seguir, um nome fundamental na trama em que atuou, Maria Fernanda, “Gilda em Pai Heroi”, Gilda Baldaracci, née Cajarana, que largou o filho em um orfanato e se casou com o maior inimigo  de seu primeiro marido, e sua defesa de André ao retornar já adulto para acertar contas com Bruno Baldaracci lhe custou a própria vida, quando sofreu um infarto, a atriz, filha da poetisa Cecília Meireles, havia deixado a Globo e em 1980  atuou em Dulcineia Vai a Guerra, com Dercy Gonçalves, a própria, a seguir, uma figura marcante, Pepita Rodriguez, “Carminha em Dancin’ Days”, professora de ginástica e filha do Seu Alberico, Mário Lago, que alugou um quarto em seu apartamento para Sônia Braga, quer dizer, Júlia Matos, era noiva de Jofre, Milton Moraes, chegou a ter um “affair” com Franklin, Cláudio Correia e Castro, o pai do Cacá, Antônio Fagundes, porém não gostou de saber que ele tinha ranço de Julia, e deixou pelo casamento com Jofre, o qual virou sócio de Alberico numa boate na região de Copacabana, o pessoal da revista “Mad” a chamava de “Papita Rodriguez”, numa época em que a atriz de origem espanhola ainda não era casada com Carlos Eduardo Dolabella e nem pensava em ser a mãe do Dado, digo, uma atriz marcante, Isabel Ribeiro, “Consuelo em Sinal de Alerta”, a líder do movimento popular contra a poluição da fábrica Fertilit, mesmo com a oposição do próprio marido, Norival, vivido por Nelson Caruso, também havia saído da Globo quando o álbum foi publicado, depois de Sinal de Alerta fez Gaivotas e Drácula, Uma História de Amor na Tupi, além de sua continuação na Band, Um Homem Muito Especial, voltou às produções globais na trama das sete de 155 capítulos que não existe mais nem em fragmentos, O Amor é Nosso, escrita por Roberto Freire e Wilson Aguiar Filho, com colaboração de Walther Negrão, direção de Mário Márcio Bandarra e Jorge Fernando e direção geral de Gonzaga Blota e Carlos Zara, a única novela de Zara, diretor de várias novelas na Tupi, dirigiu na Globo, mais uma atriz renomada, Neuza Amaral, “Emerenciana em Cabocla”, uma forte influência na vida de seu marido, o Coronel Boanerges, e de sua filha Belinha, papeis de Cláudio Correa e Castro e Simone Carvalho em 1979 e do Peludinho e da Dóris, quer dizer, de Tony Ramos e Regiane Alves em 2004, a personagem dela ficou a cargo de Patrícia Pillar, e pensar que se elegeu vereadora pelo PL no Rio de Janeiro em 1988, pelo PL, pula, pula, mais uma musa, Maria Claudia, “Bibinha em Feijão Maravilha”, a ricaça que dá uma forcinha para Eliana, Lucélia Santos, e acaba gamada no “crush” dela, Anselmo, Stephan Nercessian, Feijão Maravilha era uma novela contemporânea, a foto do cromo mostra a atriz com um figurino de época, provavelmente da Doralda de Nina, que a propósito também era amiga da protagonista, e temos aqui uma atriz icônica, Nívea Maria Graieb, “Maria em Maria, Maria”, uma história que nada tinha a ver com a música de Milton Nascimento, “sino” a saga de duas irmãs, uma rica e outra pobre, que não se conheciam, ambas interpretadas por Nívea, em meio à seca na região da Chapada Diamantina durante o século XIX, e acreditem, a adaptação do romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, foi feita por Manoel Carlos, na foto, a atriz não está caracterizada nem como a irmã bem de vida nem como a irmã retirante, pelo corte de cabelo, a foto deve ser da Rosália de Dona Xepa, uma das filhas da feirante que dava o nome a novela de Gilberto Braga baseada na peça teatral de Pedro Bloch, também uma novela das seis, como Maria, Maria, uma especialidade de Nívea desde A Moreninha, sempre em parceria com seu marido na época, o diretor Herval Rossano, e por que não colocaram uma foto da Carolina, a famosa moradora da região da Ilha de Paquetá, ou mesmo da Jerusa de Gabriela???, cabe lembrar que A Moreninha entrou no Projeto Resgate da Globoplay em fevereiro de 2025, um tipo bem característico, Felipe Carone, “Formoso em Feijão Maravilha”, um dos integrantes da gangue liderada por Minhoca, ninguém menos que Jaiminho, o Carteiro, quer dizer, Older Cazarré, esse Mestre da dublagem, sendo que futuramente o ator interpretaria Evilásio Cury, o pai de Mário Fofoca, e fora, Vidio Xô, Dênis Carvalho, “Pedro Henrique em Malu Mulher”, e a personagem título da série exibida entre maio de 1979 e dezembro de 1980, certamente não tinha um pôster duplo e gigante de Dênis Carvalho pendurado na parede, tendo em vista o tapão que deu na cara do futuro ex-marido logo no início da série... Ops!!!... Virando a página, Agnes Fontoura, “Don’Ana em Maria, Maria”, mulher de João Felipe de Souza, formando um casal de retirantes com Emiliano Queiroz, o próprio, sendo que o último trabalho da atriz na televisão foi como empregada de Dercy Gonçalves no programa Fala Dercy, exibido pelo SBT no ano 2000, de acordo com a pesquisa de Gabriel Saturno, todos os 119 capítulos da novela estão preservados, prontinhos para serem incluídos na Globoplay, ao contrário da novela pela qual é citada a atriz do cromo seguinte, Miriam Pires, “Dulce em O Semideus”, na Wikipédia, Dulce Leonardo, indicando que certamente tem parentesco com o personagem de Tarcísio Meira, o rico industrial  Hugo Leonardo, que desaparece em um acidente com sua lancha e é substituído por um sósia, Raul, também Tarcísio Meira, em uma trama armada entre outros, por Alberto Parreiras, Juca de Oliveira em seu primeiro papel da Globo, a fim de se apossarem da fortuna de Hugo, o fato da novela das oito de Janete Clair produzida em 1973 não ter nenhum capítulo disponível nos arquivos da Globo, nos leva a citar outra personagem de Miriam, a Dona Milu de Tieta, “Mistéééério!!!”, o que não é o caso de Lucélia Santos, “Eliane em Feijão Maravilha”, turismóloga e recepcionista do Hotel Internacional, o cenário principal da trama inspirada nas chanchadas da Atlântida, a propósito, o nome da personagem homenageia uma das principais protagonistas femininas jovens desses filmes, a atriz Eliana Macedo, que por coincidência, quem sabe, interpretava a costureira Soraia, mãe de Eliane, e amava o Anselmo, apesar de todos os trambiques do empresário do grupo Estrela do Mar, fica a dúvida do motivo da escolha da personagem ao invés da Isaura ou da Fernanda de Locomotivas, provavelmente por ser um trabalho mais recente, A Escrava Isaura apenas começava sua longa carreira internacional, e apesar de Lucélia interpretar Janete em Água Viva, a trama de Gilberto Braga, em andamento na época da publicação do livro ilustrado, só comparece com seu logo, na capa e na seção de “Aberturas” do álbum, a seguir, uma sequência de atores ilustres, José Augusto Branco, “Ciro em Memórias de Amor”, novela de Wilson Aguiar Filho inspirada no romance O Ateneu, de Raul Pompéia, dirigida por Gracindo Junior com supervisão de Herval Rossano em 1979, Ciro Monteverde é um homem de negócios defensor da monarquia brasileira em seus últimos anos, como o amigo Aristarco, Jardel Filho, o diretor do Colégio Ateneu, então é por isso que ele tenta dar uma forcinha para o compadre chegando junto da filha dele, Livia, Sandra Bréa, visando separar ela do advogado republicano Jorge, Eduardo Tornaghi, no Memória Globo, a foto de Ciro mostra um homem de cara limpa, com os cabelos elegantemente penteados para trás, já na figurinha do álbum, o ator tem cabelos encaracolados e desgrenhados, e usa um cavanhaque, a imagem provavelmente é do personagem que José Augusto interpretou na versão original de Saramandaia, em 1976, o Doutor Rochinha, médico, vereador e viciado em álcool, o que explicaria estar descabelado e com a gravata afrouxada, o próximo ator dispensa maiores apresentações, José Wilker, “Mundinho em Gabriela”, o comerciante de cacau que se apaixona por Jerusa, Nívea Maria, neta do poderoso fazendeiro da região de Ilhéus, Ramiro Bastos, Paulo Gracindo, seu rival na política da cidade, afora que apresentava um vistoso bigode e um chapeuzinho à Maurice Chevalier, bem diferente dos cabelos loiros do cromo 110, que remetem ao Rodrigo da primeira versão de Anjo Mau, em 1976, seu último trabalho na Globo antes de um período dedicado ao cinema, retornado apenas em Plumas e Paetês, em setembro de 1980, só não dá para dizer que ele fez o Roque Santeiro porque saiu com Cassiano Gabus Mendes e voltou com Cassiano Gabus Mendes, pois é, não é, agora, um ator experiente, Sérgio Britto, “Gastão em Espelho Mágico”, personagem baseados em fatos reais que aconteceram de verdade, pois Gastão Cortez era um diretor de teatro consagrado, e Britto foi um dos maiores nomes a pisar nos palcos brasileiros, que interpretava Benito na novela Coquetel de Amor, e Sérgio também fez a transição para a telinha, inclusive nesse momento, e era chamado para dirigir uma montagem de Cyrano de Bergerac protagonizada por Diogo Maia, o galã televisivo vivido pelo galã televisivo Tarcísio Meira, é muita metalinguagem, Lauro César Muniz, e a novela também caiu no “Reaproveitamento sistemático da década de 1980”, restando apenas entre seis a oito capítulos preservados, lamentável, a dúvida que havia sobre o quanto da trama sobreviveu foi esclarecida em janeiro de 2025 quando o Projeto Fragmentos da Globoplay disponibilizou sete capítulos no "streaming", o descarte de fitas também está presente na trajetória do retratado no próximo cromo, Flávio Migliaccio, “Genésio em Pai Heroi”, cuja meta de vida é casar a filha Lena, Ana Lúcia Ribeiro, com o filho de seu patrão, Bruno Baldaracci, Paulo Autran, o jovem Cirilo, Jorge Fernando, o rolo das fitas aconteceu quando ele requisitou junto a TVE do Rio os episódios da série As Aventuras do Tio Maneco, que realizou na emissora educativa entre 1981 e 1985, ao saber que as fitas dos 444 programas da série tinham sido apagadas, o ator entrou na Justiça em 2001, saiu de cena em 2020, e a família ainda espera pela indenização, lamentável, virando a página, Luiz Armando Queiroz, “Professor Adolfo em Memórias de Amor”, o primeiro Tuco de A Grande Família, que na novela baseada no livro O Ateneu, de Raul Pompeia, dava aulas de química, fazendo uma autêntica “dupla sertaneja” com o professor Alfredo, de literatura, papel de Nelson Caruso, estamos diante do cromo mais estiloso de todo o álbum, Adolfo usa chapéu, cavanhaque e terno, com a mão colocada elegantemente abaixo do queixo, já na foto do Memória Globo o personagem usa apenas bigode, chegamos a Suely Franco, “Cordélia em O Espigão”, mulher do dinâmico empresário do setor imobiliário carioca Lauro Fontana, Milton Moraes, que como indica o título da novela, queria mostrar o espigão, ops, o arranha-céu, que pretendia construir no Rio de Janeiro, e ter um filho, nesse caso, sem espigão, porque a “conje” foi a pioneira na inseminação artificial no Brasil, a novela é de 1974 e fora da trama o primeiro bebê de proveta do país nasceu somente dez anos depois, mais uma fera, Mário Cardoso, “Ivan em Feijão Maravilha”, gerente do Hotel Internacional e “pet” da dançarina Marilyn Meyer, Clarice Piovesan, a Kika do Chuchu, empresariada pelo sinistro Ambrósio, José Lewgoy sempre trabalhando forte na chanchada, por falar em trabalhar forte, esse poderia ser o nome do ator português radicado  no Brasil, que fez quatro filmes com os Trapalhões e também é um destacado dublador, é a vez da futura Nazaré Tedesco, Renata Sorrah, “Patrícia em A Corrida do Ouro”, que quando seu tio Durval Pontes de Albuquerque sai de cena, descobre que receberá 75 milhões de cruzeiros de herança, a ser dividido com outras quatro mulheres, Gilda, Célia Biar, Ilka, Maria Luiza Castelli, Isadora, Sandra Bréa, e Tereza, Aracy Balabanian, a única condição é se casar com Rafael, José Augusto Branco, o dedicado diretor de uma das fábricas de Durval, desde que não façam nenhuma objeção a mãe Valquíria, Yoná Magalhães, e o namorado, Fábio, José Wilker, que propôs uma solução excelente para o problema, o golpe do baú, sem referências ao Silvio Santos presente (!!!), embora no final tenha deixado por Isadora, que se tornou uma cantora bem-sucedida, e Patrícia ficou com Rafael mesmo, no que diz respeito a atriz, A Corrida do Ouro, em preto-e-branco, teve a preferência sobre Os Ossos do Barão, O Casarão e Sinal de Alerta, coloridas, mas todas tem em comum o fato de serem fragmentadas hoje em dia, mais uma atriz de renome, Thereza Amayo, “Virginia em Pecado Capital”, só que a novela que Janete Clair escreveu para substituir a censurada Roque Santeiro, do marido Dias Gomes, não tem nenhuma Virgínia, na verdade, a personagem, a filha mais velha do presidente do Grupo Centauro, o outro, o outro, Salviano Lisboa, Lima Duarte sem bigode, se chamava Vitória, era casada com Dary Reis, digo, Hernani com H, e mãe de três filhos, como o papi era viúvo, ela fazia a mãe dos cinco irmãos, todos com nomes cuja letra inicial é V, Valter, João Carlos Barroso, Vicente, Luiz Armando Queiroz, Vilma, Débora Duarte, Vinícius, Marco Nanini, e Virgílio, Lauro Góes, função desempenhada no “remake” de 1998 programado e desprogramado pelo Viva por Thais de Campos, com a diferença de que só tinha dois filhos, e o marido, Ernani com E, Floriano Peixoto, odiava o sogrão, uma musa de seu tempo, Elizangela, “Patrícia em Locomotivas”, filha do empresário Sérgio, Rogério Froes, que na juventude ficou com Kiki Blanche, Eva Todor, dona de salão de beleza, lembrem-se da abertura ao som de Maria Fumaça da Banda Black Rio, e mãe adotiva de seu namorado Paulo, João Carlos Barroso, se bem que a concorrência é forte, porque Netinho, Dênis Carvalho, também está chegando junto, é muita testosterona envolvida (!!!), um ator experiente, Sadi Cabral, “Seu Menelau em Duas Vidas”, um imigrante grego, alfaiate e dono de uma agência matrimonial, auxiliado por um de seus quatro filhos, Tomás, Cecil Thiré, Dino César, corre aqui, é o marido da Leda Maria, residente na região do Catete até ser desalojado pelas obras do metrô, e depois criticam o sistema metroviário carioca, ah, sim, seus outros filhos eram Heitor, Moacyr Deriquém, não era irmão, não???, Osvaldo, Luis Gustavo, o pai de Letícia, Glória Pires, muito antes do Firmino e da Sarita de Mico Preto, e Sônia, Isabel Ribeiro, que a despeito da empresa do pai, tentou casar duas vezes sem sucesso, um clássico, Nathália Timberg, “Juliana em A Sucessora”, a governanta que sempre mencionava a Marina, papel de Susana Vieira, a própria, a respeito de Alice, saudosa esposa de seu marido, Roberto Steen, interpretado por Rubens de Falco, porque o retrato na parede não era o suficiente na novela de Manoel Carlos adaptada do romance de Carolina Nabuco que inspirou o romance de Daphne Du Maurier que serviu de base ao filme Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock, o que não impediu a novela dirigida por Gracindo Júnior, Herval Rossano e Sérgio Mattar de ser vendida para mais de 50 países, rivalizando com outro importante produto de exportação da Globo nos anos 1970, Escrava Isaura, na figurinha a atriz aparece loira, a personagem tinha cabelos escuros, mas devemos dar um desconto porque era a primeira produção global em que atuava desde A Rainha Louca, de 1967, onde era a personagem-título, Imperatriz Charlotte do México, e tinha acabado de fazer Cara a Cara na Band, fechamos com outra atriz respeitável, Maria Pompeu, “Leda em O Espigão”, também uma governanta, trabalhando forte na casa de Lauro Fontana e de sua esposa Cordelia, sempre cuidando da medicação que a madame toma para tentar engravidar, usando um figurino contemporâneo, diferente do chapéu atrevidamente exótico estilo anos e do vestido de estampa florar com que a atriz comparece no cromo, pois é, não é... Nas páginas centrais do álbum, Mauro Mendonça, “Mr. Zigfeld em Feijão Maravilha”, no Memória Globo e na Wikipédia, “Mr. Ziegfeld”, nome tirado do empresário teatral estadunidense Florenz Ziegfield, famoso pela série de musicais da Broadway conhecidos como Ziegfeld Follies, lembrando que Feijão Maravilha era fortemente trabalhada nas referências às chanchadas, as célebres comédias musicais do cinema brasileiro da metade do século XX, portanto o Ziegfeld da novela era um empresário artístico que vinha dos Estados Unidos querendo descobrir uma nova Carmem Miranda para fins de exportação, também porque fizeram um filme chamado Ziegfield, O Caçador de Estrelas, ganhador do Oscar de melhor filme de 1937, foi longe o Bráulio Pedroso, a seguir, outro venerável ator, Gilberto Martinho, “Coronel Melke em Gabriela”, podiam ter optado por outro coronel, o Pedro Barros de Irmãos Coragem, já Melk Tavares vinha a ser o pai de Malvina, a personagem de Elizabeth Savalla, que era o interesse romântico do professor Josué e de Rômulo, ou seja, Lineu Silva contra Sérgio Santarém, digo, Marco Nanini contra Marcos Paulo, na figurinha, Gilberto usa barba,  Melk só usava bigode, assim como o Falcão Negro, o herói mascarado que interpretava na série de aventuras de capa-e-espada da TV Tupi do Rio de Janeiro na década de 1950, mesma época que trabalhava forte no cinema o titular do próximo cromo, José Lewgoy, “Horácio em Dancin’ Days”, nada menos que o marido de Yolanda Pratini, Joana Fomm, a irmã e arqui-inimiga de Júlia Matos, Sônia Braga, a gente só não vai falar “e eu não sei???”, porque esse bordão era dito por Lewgoy em outra novela de Gilberto Braga, Louco Amor, agora uma figura ímpar, Ruth de Souza, “Adelaide em Sinal de Alerta”, e desde já apontamos o pouco espaço destinado a artistas negros no álbum, ainda mais porque a personagem liderava junto com Consuelo, papel de Isabel Ribeiro o movimento contra a poluição da fábrica Fertilit, uma luta que esperamos ver quando os seis capítulos remanescentes da trama entrarem no Projeto Fragmentos da Globoplay, em seguida, Hélio Ary, “Melo Assunção em O Astro”, na Wikipédia, Agenor Mello Assunção, dono da Construtora Melllo Assunção, não só sócio nos empreendimentos dos irmãos Hayala, Amin, Salomão, Samir e Youssef, como pai do grande amor de Herculano Quintanilha, Francisco Cuoco, que já apertava muito a Paloma mesmo quando Dina Sfat interpretava Amanda, que por sua vez se opunha ao casamento do pai com Miriam, que Thelma Elita não saiba, o público do humor do Viva conhece Hélio das participações na temporada de 1987 de Viva o Gordo, e vamos de galã, Kadu Moliterno, “Neco em Cabocla”, de 1979, apesar da foto na figurinha ser do Vasco de A Sucessora, de 1978, a gente reconheceu pelo bonezinho branco, lá ele era casado com Copélia, digo, Arlete Salles, ou melhor, Germana, aqui, além de ser filho do Coronel Justino, Gilberto Martinho com bigode e sem barba, ele se apaixonava pela filha do Coronel Boanerges, Cláudio Correa e Castro, Belinha, Simone Carvalho, papeis correspondentes aos de Danton Mello (Zeus!!!), Mauro Mendonça, Tony Ramos, o Peludinho, e Regiane Alves, que os “haters” chamavam de “Bestinha”, que maldade, agora, um experiente ator, Paulo Gonçalves, “Nicanor em Sinal de Alerta”, operário da fábrica Fertilit, pai de Vera, contadora na mesma empresa, no cromo ele usa bigode e usa terno, na foto do Memória Globo, dispensou o bigode e colocou uma boina na cabeça, em 1980, depois de fazer Chega Mais na Globo, transferiu-se para a Band e atuou em Dulcineia Vai à Guerra, e dá-lhe Dercy, voltando para a Globo com Elas Por Elas e Terras do Sem Fim em 1982, e Pão Pão Beijo Beijo, em 1983, onde fez o zelador Gaspar, que também não usava bigode, e essa novela passou no Viva, Rosita Thomaz Lopes, Melinda em Marron Glacé, na verdade, a personagem se chamava Leila, esposa e mãe de médicos, o Doutor Cícero, Roberto Faissal, e o Doutor Fábio Carlos, Jorge Botelho, um ator abandonou a carreira artística e o outro saiu de cena, em ambos os dois casos na década de 1980, Melinda, ou melhor, Leila, se opunha ao namoro de Fábio com Vanessa, uma das filhas da Madame Clô, papeis de Sura Berditchevsky e Yara Cortes, na sequência, Eduardo Tornaghi, “Jorge em Memórias de Amor”, o jovem advogado defensor da causa republicana nos últimos anos do Brasil Império, enfrentando até mesmo o próprio pai, o monarquista Aristarco, vivido por Jardel Filho, diretor do Colégio Ateneu, pois a novela era uma adaptação do livro O Ateneu, de Raul Pompeia, e o nome da trama é o subtítulo da obra literária, Memórias de Amor terminou em 1 de junho de 1979, três meses depois, em  19 de novembro de 1979, o ator estrelava na Band a novela O Todo Poderoso, em que interpretava o paranormal Emanuel de Deus, o qual usava uma barba vistosa, igual a foto de Tornaghi na figurinha, Jorge, ao contrário, andava de cara limpa, sem a marca registrada do ator, que coisa não, na sequência, Gracindo Junior, “João Maciel em O Casarão”, o que explica a presença no álbum de outro João Maciel, o próprio pai do ator, Paulo Gracindo, que interpretou o personagem principal da novela de Lauro César Muniz em 1976, enquanto o filho, que foi diretor do programa dos Trapalhões em 1982 e 1983, dava vida ao artista plástico 50 anos antes, em 1926, o que ficava evidente, ou não, com a alternância de cenas ambientadas nas duas épocas, falando em família, o próximo cromo é de Jonas Bloch, “Rafael Baldaracci em Pai Heroi”, filho de Pietro Baldaracci, irmão de Bruno Baldaracci, marido de Filinha Baldaracci, pai de Gil Baldaracci, cunhado de Gilda Baldaracci, tio de Cirilo, Clara e Romão Baldaracci, gerente de hotéis e da loja Baldaracci e Souza, sim, o ator é pai de Débora Bloch, a Odete Roitman do “remake” de Vale Tudo, e sua estreia oficial na televisão só aconteceu um ano depois da publicação do álbum, em 1981, na novela Jogo da Vida, que o Viva anunciou e não exibiu, a princípio pela falta de dois dos 167 capítulos, apesar da pontinha que fez em Água Viva, que estreou em fevereiro de 1980, não listada nem no Memória Globo e tampouco na Wikipédia, agora um ator experiente, Walmor Chagas, “Fábio em Locomotivas”, um personagem essencial da trama de Cassiano Gabus Mendes que o Viva anunciou e não exibiu em 2021 (tudo bem, depois colocou no Viva Fast...) um advogado saúvo, digo, viúvo, que em busca do amor envolve-se com as meio-irmãs Milena e Fernanda, Aracy Balabanian e Lucélia Santos, sendo que o ator era viúvo de uma das maiores atrizes brasileiras, a pirassununguense Cacilda Becker, a seguir, Cristiane Torloni, “Gina em Gina”, a própria. sem alusões aos palitos presentes, uma trama que mostra em três fases, ao longo de 20 anos, a saga de Gina Perrone, filha de um humilde professor de desenho, que se torna uma pintora renomada, ascendendo socialmente e casando-se com um diplomata, pareceu familiar a história???, pois Gina é uma espécie de resposta da Globo a novela Éramos Seis, que a Tupi estreou em 1977, fazendo Locomotivas sair dos trilhos, digo, pois tem o mesmo autor, Rubens Ewald Filho, adaptando um livro da mesma escritora, Maria José Dupré, porém, quem nasce para Gina não chega a Dona Lola (!!!), de qualquer forma, os seis capítulos restantes dos 90 produzidos, os dois primeiros, dois da metade da novela e os dois últimos, foram disponibilizados pela Globoplay no Projeto Fragmentos em abril de 2024, falando em Locomotivas, outra personagem essencial da história, Eva Todor, “Kiki Blanche em Locomotivas”, a ex-vedete dona de um salão de beleza na região da Zona Sul do Rio por onde passava toda a ação da trama, dirigido por sua filha legítima, Milena, que rivalizava com a irmã de criação Fernanda, pelo amor de Fábio, quando na verdade era mãe da própria Fernanda, sendo que a filha de Fábio, Lia, preferia Fernanda a Milena, que coisa, não, mais um grande ator, Leonardo Villar, “Francisco em Os Ossos do Barão”, de onde tiraram esse nome, não sabemos, não há nenhum Francisco nessa novela, o personagem do futuro pai da Capitu se chamava Miguel Taques, filho de Antenor Camargo Parente de Rendon Pompeo e Taques, descendente direto do Barão de Jaraguá, papel de Paulo Gracindo, que reluta até o fim da trama escrita por Jorge Andrade em permitir o casamento de sua filha Isabel, vivida por Dina Sfat, com Martino, interpretado por José Wilker, filho de Egisto Ghiroto, Lima Duarte, um descendente de italianos que trabalhou na fazenda do Barão e se tornou um riquíssimo capitão de indústria, tão ávido por um título de nobreza que, além do casamento do filho, comprou para si a urna com os restos mortais do Barão, ou como cantavam naquela paródia do Satiricom, “Sei que tu tem nome, mas não largo o osso do seu sobrenome”, e terminamos a página com Daniel Filho, “Artur Braga em Fogo Sobre Terra”, o próprio, que se notabilizou na Globo principalmente por seu trabalho como diretor, o problema é que nesta novela em particular Daniel Filho foi apenas supervisor, o papel do filho de fazendeiro que tocava o terror para cima do principal proprietário de terras da região de Divineia, Pedro Azulão, Juca de Oliveira, inclusive dando o maior apoio a ideia de inundarem a cidade para fazer uma represa, foi interpretado por outro diretor global que eventualmente trabalhava forte como ator, Herval Rossano, no que diz respeito a Daniel Filho, teve uma pequena participação atuando em O Semideus, novela que só restaram duas chamadas, interpretou João Gabriel, o diretor de Coquetel de Amor, a novela dentro da novela O Espelho Mágico, fez participações especiais como ele mesmo em Dancin Days e Baila Comigo, foi Mendonça, o protagonista da minissérie Parabens Pra Você, e depois de uma ponta em Cambalacho, foi o Rubinho de Vale Tudo, o Bergeron de Que Rei Sou Eu e o Renato Maia de Rainha da Sucata, seu mais famoso papel como ator, de Cambalacho para frente, todas essas novelas passaram no Viva, e mais recentemente, o pai de Carla Daniel foi o Salomão Hayala do “remake” de O Astro, produzido em 2011, assassinado pela própria mulher, Clô, interpretada por sua ex-esposa na vida real, Regina Duarte, não poderia ser Felipe, o amante dela, de novo, hein???...




















Em uma das páginas duplas do álbum, vamos de Bibi Ferreira ao slide de Locomotivas,  passando pela Bebel 1.0...


































A figurinha que abre a página dupla seguinte na realidade é um figurão, Paulo Autran, “Bruno Baldaracci em Pai Heroi”, poderoso empresário (e contraventor...), casado com a mãe de seu maior inimigo, Zorro Cajarana, digo, André Cajarana, matou o marido de Carina Limeira Brandão, César Reis, já separado da “conje”, meteu uma fantasia de pierrô e se mandou de helicóptero, sem que a autora Janete Clair tivesse revelado que ele era o assassino, o que só fez depois do último capítulo, em uma reportagem do Fantástico, que coisa, não, Stepan Nercessian, “Anselmo em Feijão Maravilha”, o ambicioso e atrapalhado “manager” do grupo musical Estrela do Amor, também o “crush” da protagonista, Eliane, papel de Lucélia Santos que, como já vimos, corresponde a seu cromo no álbum, Bete Mendes, “Vera em Sinal de Alerta”, a personagem, Vera Miranda Bastos, é a resignada contadora da fábrica Fertilit, a grande poluidora do ambiente da trama de Dias Gomes, na foto do Memória Globo ela aparece vestida de forma despojada, sem maquiagem, com os cabelos presos, bem diferente da figurinha, maquiada, usando cabelo “pixie”, ombros à mostra, lembrando muito a Silvia Mahler da versão de o Rebu feita em 1974, só que sem gel no cabelo, faz sentido, em 1980, Bete Mendes estava na Band, fazendo as novelas Pé de Vento e Dulcinéia Vai à Guerra, Dercy, sempre ela, e não cogitaram lembrar da novela em que foi protagonista, Sinhazinha Flô, de 1977, falando em comediantes femininas, o próximo cromo tem Ema D’Ávila, “Beatriz em Marron Glacé”, mais conhecida como Beá, a simpática senhorinha que junto com a amiga Angelina, vivida por Dirce Migliaccio, aluga um quarto do apartamento onde residem para Lima Duarte, quer dizer, para o garçom Oscar, a atriz, irmã de Baltazar da Rocha, quer dizer, Walter D’Ávila, fez o público rir litros no teatro, cinema e televisão, como atestam as participações no Humor Livre que a equipe do Vídio Xô salvou do reaproveitamento de fitas para usar principalmente no quadro Túnel do Tempo, Ema saiu de cena quando começava a gravar como a Dona Biloca de A Gata Comeu, sendo substituída pela experiente Norma Geraldy, logo depois, Kátia D’Angelo, “Maria Clara em Nina”, uma novela de época, apesar da foto no cromo ser com uma camiseta mais contemporânea, a personagem é neta do aristocrata Antônio Galba, filha de Mariana, irmã de João Cláudio e sobrinha de Arlete, a artista da família, Mário Lago, Maria Fernanda, Mário Cardoso e Rosamaria Murtinho, é, Mister M, Roberto Bonfim, “Tobias em Cabocla”, o rústico homem do campo que amava a doce Zuca em segredo, papel que coube a Malvino Salvador no “remake” de 2004, que já passou no Viva e está na Globoplay, ao contrário da produção original de 1979, daqui a pouco vão dizer que a Glória Pires não quer comparações com a Vanessa Giacomo, digo, chegamos a Osmar Prado, “Pepo em Pai Herói”, antes Junior, o filho de Nenê e Lineu na primeira versão de A Grande Família que ficou de fora do “remake” de 2001, então é por isso que volta e meia aparecia um Junior na rua dos Silva, quanto a Pedro Varella, nome completo do personagem, era um ex-presidiário que conhece em um assalto a um supermercado com André Cajarana, na região do Leblon, Aline, que também era amada pelo padre Romão, largando sua namorada Jenny, depois terminando com Aline e ficando com Nancy, indo de Sônia Regina a Nádia Lippi e Regina Dourado, que coisa, não, mais um medalhão, Stênio Garcia, “Bino em Carga Pesada”, merecidamente reconhecido pelo caminhoneiro e colega de Pedro da Boléia muitos anos antes do “É Uma Cilada, Bino!!!”, que só apareceu na segunda versão da série de 1979, produzida entre 2003 e 2007, quando foi alertado pelo companheiro de estrada da emboscada armada por, entre outros, Adriana Lordoño e Babu Santana, o nível continua alto com Cláudio Corrêa e Castro, “Coronel Boanerges em Cabocla”, importante liderança política da região de Vila da Mata, rival do Coronel Justino, marido de Emerenciana, pai de Belinha, primo de Joaquim e de seu filho Luis Jerônimo, tudo isso em sua segunda novela na Globo, a primeira foi Dancin’ Days, claro que vamos informar que o personagem foi defendido na versão de 2004 pelo Peludinho, ops, pelo Tony Ramos, passamos para Tamara Taxman, “Georgia em Sinal de Alerta”, simplesmente a secretaria do empresário Tião Borges, papel de Paulo Gracindo, dono da fábrica Fertilit, fortemente trabalhada na emissão de poluentes, sendo o mote da novela e o motivo de seu título, e se nos permitem um “spoiler”, mais adiante a personagem da atriz em “Os Ossos do Barão”, onde Paulo Gracindo era o experiente Antenor, foi atribuída com figurinha e tudo a Vera Gimenez, faz sentido, Jece Valadão Pureza não saberia diferenciar uma da outra (!!!), falando em experiência, o próximo cromo é de Oswaldo Louzada, “Felício em Cabocla”, ou seja, o pai do Tobias, que vimos algumas figurinhas atrás usando chapéu tipo panamá, Louzadinha comparece na foto com uma boina, que não está na foto do Memória Globo, bem que o experiente ator poderia ter repetido o papel 25 anos depois da versão de 1979, em 2004, mas imaginem o Leopoldo encontrando de novo com sua neta Dóris, agora com o nome de Belinha, então é por isso que o papel ficou com outro experiente ator, Sebastião Vasconcelos, o Sérvulo de Corpo Dourado, a seguir, Sandra Bréa, “Lívia em Memórias de Amor”, a incontestável musa da Globo nos anos 1970, que o público do Viva conheceu na temporada 1987 do Viva o Gordo e fazendo a mulher do Hulk nos Trapalhões, no álbum fazendo pose de “sex simbol”, embora seja referenciada por uma novela de época, a antecessora de Cabocla no horário das seis em 1979, onde desempenhava um papel estelar, o de Lívia Monteverde, vivendo um romance com o advogado Jorge, interpretado por Eduardo Tornaghi, que no mesmo ano onde protagonizou Memórias de Amor, que teve só 82 capítulos, foi para a Band ser o personagem-título da polêmica novela O Todo Poderoso, um amor indesejado tanto pelo pai de Lívia, o professor de história Venâncio, quanto pelo de Jorge, Aristarco, o diretor do Colégio Ateneu, ambos os dois monarquistas empedernidos, enquanto o rapaz é republicano, agora vai, pena que sobraram tão poucos programas Sandra & Miele, mais beleza com Vera Fischer, “Helena em Os Gigantes”, nome de protagonista de novela do Maneco em trama de Lauro César Muniz, Helena Porto era noiva do médico e fazendeiro Francisco Rubião, que por ser interpretado por Francisco Cuoco preferia apertar muito a Paloma, na foto da figurinha, Vera aparece com o visual da novela, Cabelos Curtos e lisos, os cachos viriam em Brilhante, que fez depois de Coração Alado, todas as três novelas fragmentadas pela Globo, restando apenas dois, seis e dez capítulos, respectivamente,  impressionante, seguimos com Gracinda Freire, “Alzira em Dancin’ Days”, nome completo, Alzira da Silva Maia Neves, funcionária pública e irmã de Jofre, uma espécie de Seu Madruga, que não para em nenhum emprego, vivido por Milton Moraes, no final da novela ela cumpre a importante função de casar com Ubirajara, papel de Ary Fontoura, depois que ele se separou de Júlia Matos, a própria, e vamos de Nádia Lippi, “Chris em Pecado Rasgado”, filha do Doutor Renato, nesse caso, Juca de Oliveira, a jovem Cristina Albuquerque da Costa, que faz terapia com a Cassandra, digo, com Teca, personagem de Aracy Balabanian, mora com as tias da mãe que perdeu quando era pequena e namora Bruno, interpretado por Cláudio Cavalcanti, a despeito do interesse que ela desperta em um amigo com quem divide apartamento, Rodrigo, que vem a ser vivido pelo então marido da atriz na vida real, Ney Sant’Anna, que se conheceram em filme dirigido pelo autor da novela, Silvio de Abreu, no caso, A Árvore dos Sexos, claro que eles já tinham se separado quando Nádia casou com o Doutor Renato, nesse caso, Renato Aragão, no filme O Casamento dos Trapalhões, em 1988, Thalita Lippi, corre aqui, fechamos com Heloísa Helena, “Florinda em A Corrida do Ouro”, experiente atriz de cinema, teatro e televisão, cantora e dubladora, já a personagem se alia a Camilo Diniz, interpretado por Paulo Gonçalves, para tirar o dinheiro de Gilda, vivida por Célia Biar, uma das cinco mulheres que lutam para cumprir os requisitos e receber a herança de um milionário fazendeiro, no caso de Gilda, precisando deixar a França para voltar a viver no Brasil com o marido André, interpretado por Antonio Patiño, o próprio, dublador do Zecas Muzzarella, do Tio Patinhas, do Super Mário Bros, Florinda tem cabelos escuros e soltos, com cabelos escuros e soltos, diferente da figurinha de Heloísa, que está loira, de cabelos presos e com uma elegante echarpe azul no pescoço, que o público do Viva talvez não reconheça, mas também interpretou Madame Violeta Sanchez em A Sucessora e a madre Felícia, supervisora da Santa Casa de Asa Branca, em Roque Santeiro, não podemos esquecer que a novela das sete de Lauro César Muniz e Gilberto Braga, produzida em preto-e-branco em 1974, sobre foi vítima do “Reaproveitamento sistemático da década de 1980” e teve apenas seis capítulos preservados, seguindo a famosa regra não escrita de descarte da Globo, incluídos no Projeto Descarte da Globoplay em julho de 2024, uma dica, ela aparece nos capítulos 90 e 178 – este, o último da novela...Começamos mais uma página com a figurinha de uma atriz icônica em um papel igualmente icônico, Glória Pires, “Zuca em Cabocla”, o papel título da novela de Benedito Ruy Barbosa adaptada do romance de Ribeiro Couto, que deveria ser de sua filha Cleo no “remake” de 2004, porém a recusa levou a realização de testes onde foi selecionada Vanessa Giacomo, que fez par romântico com o Luis Jerônimo de Daniel de Oliveira, o próprio, Edwin Luisi, “Álvaro em Escrava Isaura”, o rico abolicionista que alforria todos os seus escravos e se apaixona por Isaura, e pensar que Lucélia Santos está representada no álbum pela Eliane de Feijão Maravilha, Lídia Brondi, “Renata em Os Gigantes”, com cachos no cabelo, um visual completamente diferente, por exemplo, do franjão liso da Solange de Vale Tudo, a personagem é uma veterinária que vai clinicar na região de Pilar e começa a namorar o editor do jornal da cidade, retratado no cromo seguinte, Lauro Corona, “Polaco em Os Gigantes”, ambos os dois mostrados nas cenas de bastidores da novela mostrados no Roberto Carlos Especial de 1979, uma compensação modesta para o fato de só restarem dois capítulos da novela no arquivo da Globo, Luiz Gustavo, “Léo em Te Contei”, a presença do portador de deficiência visual protagonista da trama escrita por Cassiano Gabus Mendes, cunhado do ator, se deve também ao fato de Tatá se encontrar fora da Globo na época da publicação do álbum, mais precisamente na Band, onde fez as novelas Cara a Cara, com Fernanda Montenegro, e Rosa Baiana, com Nancy Wanderley, a mãe do Lug de Paula, ele retornaria a Globo apenas em 1982, na novela Elas por Elas, também de Cassiano, como o detetive Mário Cury, popularmente conhecido como Mário Fofoca, vide paletó quadriculado e a série de 1983, Jorge Dória, “Dr. Lineu em A Grande Família”, o primeiro Lineuzinho, na primeira versão da série, em 1972, que nessa época também estava na Band, fazendo as novelas O Todo Poderoso com Eduardo Tornaghi e Cavalo Amarelo, com Dercy Gonçalves, o ator retornou a Globo em 1981, em O Amor É Nosso, a novela que foi descartada sem que tenha sobrado nenhum fragmento para contar história, ou como relata Gabriel Saturno, “Dos 155 capítulos, restaram apenas algumas chamadas”... Myriam Pérsia, “Olga Maria em O Espigão”, a que disse “acabou-se tudo” para Marcito, porque em se tratando de Carlos Eduardo Dolabella, o sobrenome já indica que todo cuidado é pouco (!!!), ainda assim, toda a prevenção não foi suficiente para ela não virar alvo do fetiche do professor e biólogo Baltazar, Ary Fontoura, que pegou uma mecha do cabelo dela para sua coleção, Germano Filho, “Silva em Gabriela”, creditado como “Seu Silva” na Wikipédia, listado entre as participações especiais da trama, faz sentido, era o tio da protagonista, vivida por Sônia Braga, a própria, e ambos os dois se apoiavam, agora vai, Hugo Carvana, “Valdomiro Pena em Plantão de Polícia”, o incansável repórter policial da Folha Popular, inspirado em Otávio “Pena Branca” Ribeiro, uma figura lendária do jornalismo brasileiro nos anos 1970, e era só o segundo trabalho forte de Carvana, um homem de cinema, na Globo, depois das novelas Cuca Legal e Gabriela, Rejane Marques, “Clara Baldaracci em Pai Heroi”, carinhosamente chamada de Clarinha pelo pai, Bruno, pela mãe, Gilda, pelos irmãos Romão e Cirilo, e por não, pelo meio-irmão André Cajarana, favor não confundirem com Rejane Schumann, no Memória Globo, Renata Schumann, que fazia Lígia Marques, empregada de Carina Limeira Brandão, Cleyde Blota, “Selma em Os Gigantes”, o Memória Globo a apresenta como “Cleide Blota”, née Meucci, antes de ser casar com o diretor Gonzaga Blota, portanto, tia do Blota Filho, no caso, filho do repórter esportivo Geraldo Blota, o GB, e cunhada de Blota Júnior, o próprio, enfim, na novela ela não só apenas é a mãe de Renata como é sustentada pela filha veterinária, que coisa, não,  Bruna Lombardi, “Paula em Sem Lenço Sem Documento”, que era modelo e escritora, como a própria Bruna, dividia o apartamento com a irmã, Berta, e empregava para o serviço doméstico uma das quatro irmãs nordestinas que protagonizavam a novela de Mário Prata, o próprio, a pernambucana da região de Olinda, Rosário, vivida por Ana Maria Braga, no caso, a irmã de Sônia Braga, não a mãe do Loro José, nessa época apresentadora na Tupi, onde Bruna foi fazer Aritana em 1978, Riccelli, corre aqui, Rogério Fróes, “Maurício em Pecado Rasgado”, casado com Raquel, Renata Fronzi, numa sociedade que se estendia ao mundo dos negócios, com uma agência de turismo, a qual servia para Raquel abastecer a boutique que mantinha em sua residência, muito antes do Aeroporto Área Restrita, digo, Monah Delacy, “Dona Eugênia de Pai Herói”, simplesmente a sogra de Carina Limeira Brandão, uma vez que é a mãe de seu marido antes de André Cajarana comparecer, César Reis, seu próprio tio, interpretado por Carlos Zara, e vocês que só conheciam a atriz por ser a mãe de Cristiane Torloni, Renée de Vielmond, “Stela em Pecado Rasgado”, apaixonada pelo Doutor Renato, nesse caso, Juca de Oliveira, que é o bem-sucedido administrador da joalheira da irmã, Eunice, defendida por Neusa Amaral, isso sem contar com a Teca, Aracy “Blablabalnian”, como diria o Bozó, e finalizamos com um Mestre, Lutero Luiz, “Professor Tadeu em Escalada”, na verdade, ele desempenhou dois papeis na trama de Lauro César Muniz, que se desenrola entre as décadas de 1940 e 1970 acompanhando a saga de Antonio Dias, Tarcísio Meira, na região de Rio Pardo, interior de São Paulo, e seu grande amor na história era Marina, feita pela titular da figurinha anterior, Renée de Vielmond, além do professor Tadeu Oliveira, o frequentador assíduo da Pizzaria Timão dos Trapalhões, que leva marmita para não esperar 23 anos por uma pizza, ele interpretou Miguel Pereira, falando em Lauro, no Viva o ator brilhou como o Bodão, melhor amigo de Sassá Mutema em O Salvador da Pátria, o canal também exibiu seu último papel em novelas antes de sair de cena em 1990, o Bastião de Sexo dos Anjos, sem esquecer de que em Roque Santeiro ele fez o Doutor Chapatin, quer dizer, o Doutor Cazuza, mas caso a versão de 1975 da trama, que substituiria a própria Escalada, não tivesse sido proibida, era ele que interpretava o prefeito Florindo Abelha, de resto, é esperar para a trama ser escalada na Globoplay, literalmente, a informação na pesquisa de Gabriel Saturno é de que 193 dos 199 capítulos originais estão preservados, ou seja, o fato da novela ser em preto-e-branco não comprometeu sua preservação, a princípio... Virando a página, temos Edson França, “Nilo Gato em Fogo Sobre Terra”,  migrante nordestino que se revolta contra as condições desumanas de trabalho nas plantações de erva mate na região de Divineia, seu último trabalho na Globo foi O Casarão, em 1976, em 1979 fez Cara a Cara na Band, depois atuou nas produções da série Telerromance, da TV Cultura, entre 1981 e 1983, quando compareceu em Pecado de Amor, do SBT, encerrando a carreira com a minissérie bíblica O Desafio de Elias, na Record, em 1997, e a série de humor Ô, Coitado, no SBT, em 1999,  Dionísio Azevedo, “Salomão Ayala em O Astro”, o próprio, o “quem matou” da novela de Janete Clair, mineiro de Conceição da Aparecida, na região da Grande Muzambinho, como diria o Milton Neves, chamava-se Taufik Jacob, e como um dos pioneiros da TV Tupi de São Paulo, atuou na primeira novela realizada no Brasil, Sua Vida Me Pertence, Vida Alves, corre aqui,  Vera Gimenez, “Laura em Os Ossos do Barão”, aqui os editores do álbum se confundiram, faz sentido, não havia Wikipédia naquele tempo, lá a personagem é creditada a Tamara Taxman, e sequer consta da lista de personagens no Memória Globo, antes de 1980, a mãe de Luciana Gimenez e do Urubu do Palhação, Marco Antônio Gimenez, compareceu na emissora em Escalada, como a italiana Carla Carvalho, Anjo Mau, como Paula Moura, e Duas Vidas, como Zuleica Aguiar, pelos cabelos, a foto provavelmente é de Anjo Mau, realizada em 1976, mesmo ano de Duas Vidas, onde não é mencionada no Memória Globo, Ênio Santos, “Giacometti em Feijão Maravilha”, mais exatamente o renomado violoncelista Professor Giacometti, que espera no Hotel Internacional a confirmação de uma apresentação nos Estados Unidos, junto com sua filha Carolina, vivida por Heloisa Millet, que toca fagote, a propósito, o verbete sobre o ator na Wikipédia é ilustrado justamente pelo seu cromo no álbum, o de número 173, Susana Gonçalves, “Norminha em O Semideus”, exatamente, a atriz que emprestou o próprio nome para batizar artisticamente sua irmã, Sônia Maria Vieira Gonçalves, que todos conhecemos como Vieira, Vieira, Vieira, Susana Vieira, já que falávamos em cabelos, o próximo cromo surpreende, Ângela Leal, “Laura em O Astro”, a mulher do barbeiro Neco, papel de Flávio Migliaccio, então é por isso que os fios lisos deram a ela uma aparência muito diferente daquela vista em outros trabalhos, onde geralmente usa cabelos cacheados, o mesmo acontecendo com sua filha Leandra Leal, os cachos aparecem na figurinha subsequente, a de Denise Bandeira, “Bebel em Plantão de Polícia”, a jovem jornalista que acompanha o trabalho forte de reportagem de Waldomiro Pena, o “coronista” policial do jornal Folha Popular, interpretado pelo investigador Azevedo, quer dizer, por Hugo Carvana, a série, exibida entre maio de 1979 e outubro de 1981, dentro do projeto das Séries Brasileiras, esteve no Festival 15 Anos, um episódio, no Especial 20 Anos da Sexta Super, em 1985, um episódio, e no Festival 25 anos, em 1990, cinco episódios, depois nunca mais foi reapresentada, será que chega na Globoplay???, chegamos a Lúcia Alves, “Chiquinha em Nina”, atriz e bailarina do grupo As Mimosas, que comparece no teatro de Madame Naná, uma atriz em decadência vivida por Elza Gomes, Liza Minelli em Cabaret perde, digo, e Tulê Berná do Palhação poderia estar representada pela novela que protagonizou, Helena, de 1975, da qual foram preservados apenas quatro capítulos, está desde março de 2025 no Projeto Fragmentos da Globoplay, Débora Duarte, “Dora em O Espigão”, ela mesma, que deu a luz em pleno engarrafamento na região do Túnel Rebouças, sem contar que o pai da criança saiu de cena atropelado, ou seja, é bom Leo, personagem de Cláudio Marzo, pegar o ônibus depressa porque já está atrasado, como o álbum considerou na escolha dos atores e atrizes os seus trabalhos na Globo até 1979, a mãe de Paloma Duarte entra com a personagem de uma novela de 1974, ignorando a Vilma de Pecado Capital, de 1975, ou a Sônia de Anjo Mau, de 1976, até porque em 1977 a filha de criação de Lima Duarte, estava fazendo O Profeta na Tupi, e em 1979, atuou em Cara a Cara, na Band, voltando a Globo apenas em Coração Alado, que substituiu Água Viva no horário das oito em agosto de 1980, quando o pessoal já estava pedindo as figurinhas que faltavam do álbum,  Carlos Vereza, “Solano em Supermanoela”, a cabeleira loira com cachos caindo pela testa contrasta com a calva do Doutor Silveira, que era o Tinoco, de Corpo Dourado, a propósito, a foto tem chances de ser do Miro de Selva de Pedra, de 1972, quando o cabelo do ator estava mais comprido do que na foto de Solano, um pernambucano de origem humilde que vem estudar medicina no Rio de Janeiro e se hospeda em um quarto na casa de Carolina, a patroa de Manoela, a doméstica vivida por Marília Pera que dá nome a trama de Walther Negrão e sugeriu a transformação da casa de Carolina em pensão após a saída de cena de seu marido Donato, sem contar que pelas fotos do Memória Globo, não é nem Cavalo de Aço, nem O Rebu, onde os personagens de Vereza usam barba e bigode, é verdade que ele deu um pulinho na Tupi em 1978 para fazer Aritana, mas já em 1979, estava dando vida ao Coronel Olavo em Cabocla, mas, enfim, Dorinha Duval, “Ofélia em Sinal de Alerta”, a própria, mãe da atriz Carla Daniel, “mas você é branca, Serena”, que não fazia a mulher do Fernandinho, “sino”, a vizinha do roteirista Rudi Caravalla, vivido por Jardel Filho, que ambicionava escrever o roteiro da cinebiografia do dono da fábrica Fertilit, Tião Borges, papel de Paulo Gracindo, devia ter pensado nisso em O Bem Amado, é tudo novela do Dias Gomes, digo, o que importa no momento é o “crush” de Ofélia por Rudi, sem medo de errar rude (!!!), Thelma Elita, ‘Miriam em O Astro”, que tenta se casar com o viúvo Melo Assunção, Hélio Ary, sócio da família Hayala, apesar da filha Amanda, Dina Sfat, o par romântico de Herculano Quintanilha, Francisco Cuoco, ser veementemente contra, os televidentes do Viva reconhecem a atriz da sua atuação em Pecado Rasgado, como Ulli, modelando na região de Paris assessorada pela amiga Teca, Aracy Balabanian, sendo que ambas as duas se envolvem com o Doutor Renato, que nesse caso, é o Juca de Oliveira, Reinaldo Gonzaga, “Hilário em Pai Heroi”, que vem a ser um dos doze filhos da matriarca Januária Limeira Brandão, portanto, irmão de Carina Limeira Brandão, na trama de Janete Clair, o filho de Castro Gonzaga, dono de um vozeirão muito requisitado em narrações audiovisuais, trabalha nas empresas da família e é casado com Odete, a Detinha, cuja intérprete, por uma incrível coincidência, é quem estampa a figurinha seguinte, Thais de Andrade, “Renata em Locomotivas”, filha de criação de Kiki Blanche, formando um triângulo amoroso explosivo com Netinho e Patrícia, Dênis Carvalho e Elizangela, a atriz, revelação do Moacyr TV, trabalhou forte no humor, Chico City, Praça da Alegria, Veja o Gordo, A Praça é Nossa e Escolinha do Golias, saindo de cena precocemente em 1996, aos 39 anos, vítima de um câncer linfático, ah, sim, também fez a emblemática novela Jogo do Amor, no SBT, em 1985, Moacyr Deriquém, “Dr. Paulo em Pecado Capital”, não, ele não interpretava o Paulo Maluf, temos aqui um furo na edição do livro ilustrado, na novela de Janete Clair, o personagem de Moacyr, também conhecido por seu trabalho forte como supervisor de elenco da Globo, se chamava Ricardo, um piloto de aviação comercial casado com Eunice, Rosamaria Murtinho, que sai de cena em um acidente aéreo, enquanto a esposa se envolve com Miguel, Zanoni Ferrite, o assaltante de banco da mala de dinheiro que foi parar no táxi de Carlão, Francisco Cuoco, que em dado momento da história se casou com a própria Eunice, o único Paulo nessa história é o filho de Ricardo, chamado de Paulinho, Fábio Massimo, que Carlão trata como se fosse saído de suas entranhas, Ops!!!, a função de selecionar os atores para as produções globais fez Moacyr ser citado em Roque Santeiro, numa cena que o marido da atriz Linda Bastos, Tito, Luiz Armando Queiroz, é confundido som o supervisor em plena Pousada do Sossego, e Sura Berditchevsky, “Inês em Dancin’ Days”, que disputou com Júlia Matos o amor de Cacá, e a princípio venceu, casando-se com o jovem diplomata, no entanto, quem levou a melhor foi Júlia, no momento em que Cacá decidiu se tornar cineasta, pois é, não é... Na sequência, a página dupla tem início com Lady Francisco, “Leonora em Marron Glacé”, a própria, a atriz mineira fazia a irmã da Madame Clô, casada com o empresário Ernani, interpretado por Ary Fontoura, um marido que sempre comparecia (!!!), mãe de Andrea, vivida por Denise Dumont, a quem o pai impunha uma educação rígida (!!!), na sequência vem três atores citados por seus papeis em uma mesma novela, Castro Gonzaga, “Coronel Amâncio em Gabriela”, vide tapa-olho, Amâncio da Silva Leal não deu chance para seu colega de patente Zico Rosado, de Saramandaia, vide formigas saindo pelo nariz, Marco Nanini, “Professor Josué em Gabriela, professor do ginásio Enoch apaixonado por Malvina, personagem de Elizabeth Savalla, num tempo em que o ator sequer pensava em ser o Lineu de A Grande Família, e João Paulo Adour, “Dr. Osmundo em Gabriela”, o dentista Osmundo Pimentel, que se estabeleceu na região de Ilhéus desejoso da riqueza e das cáries do cacau, a seguir Hélio Souto, “Pedrão em Locomotivas”, na verdade, Zé Tião, um rico fazendeiro que mirou em Milena, Aracy Balabanian, ou como dizia o Doutor Renato, “Aracy Balangandan”, e acertou na viúva Carla, Lady Francisco, que fez o “Trapaclipe” de “A Moça do Fuscão” com o Doutor, que considerava o ator um homem de muita testosterona, até contracenaram em O Cinderelo Trapalhão, também com a imagem muito associada à TV Tupi, origem do autor da novela, Cassiano Gabus Mendes, Dirce Migliaccio, “Angelina em Marron Glacé”, uma senhorinha que dividia um apartamento com a também experiente Dona Beá, e as duas, para reforçar o orçamento, alugavam um quarto para Lima Duarte, quer dizer, o garçom Oscar, excelente, Fulvio Stefanini, “Tonico em Gabriela”, filho do poderoso coronel Ramiro Bastos, papel de Paulo Gracindo, e dono de cartório em Ilhéus, dizia-se defensor dos órfãos e viúvas, porém no fundo só queria oferecer seu cartão de visita para as mulheres da cidade, mesmo casado, mais ou menos como o prefeito Vivaldo de Chocolate com Pimenta, lembrando que o ator era a primeira opção para o personagem que ganhou o nome de Caco Antibes no Sai de Baixo, e na época em que o álbum foi publicado, em 1980, ele fazia a novela Cavalo Amarelo com Dercy Gonçalves da Band, uma vez que depois de Gabriela, sua próxima novela na Globo foi Eu Prometo, em 1983,  virando a página, Fátima Freire, “Mariquinha em Cabocla”, a própria, a noiva do professor Fábio em A Gata Comeu, Jô Penteado, corre aqui, falando em penteados, as flores no cabelo com que comparece na figurinha lhe conferem um ar angelical, na novela de Benedito Ruy Barbosa, ela interpretava a professorinha irmã de Neco e amiga de Tomé, vividos por Carolina Kasting, Danton Mello (Zeus!!!) e Eriberto Leão na versão escrita pelas filhas de Benedito, Edmara e Edilene Barbosa em 2004, Manfredo Colassanti, “Pietro Baldaracci em Pai Herói”, o patriarca da família Baldaracci, que com sua vetusta barba branca podia ser visto comendo macarrão cercado por uma parede feita com latas de Purê de Tomate Cica, aquelas que tinham a Mônica de cozinheira no rótulo, ah, sim, ele é o pai da escritora Marina Colassanti, Marcelo Picchi, “Miró em Feijão Maravilha”, um dos integrantes do conjunto musical Estrela do Mar, que namorava Elizangela, quer dizer, Adelaide, baterista do grupo, Regina Vianna, “Marta em Nina”, Marta Torres Galba era a filha mais nova do oligarca Antônio Galba, vivido por Mário Lago, casada com Lourival, papel de José Augusto Branco, diretor do colégio onde com grande relutância aceita que Nina dê aulas, afinal, estamos falando de Regina Duarte, a atriz, com longa carreira no teatro, saiu de cena aos 81 anos, em 18 de fevereiro de 2024, fez seu primeiro trabalho na Globo em Shazam, Xerife e Companhia e atuou pela última vez na novela Eu Prometo, de 1983, Edson Silva, “Professor Cláudio em Memórias de Amor”, lecionava matemática e era positivista, defensor da causa republicana no final do período imperial brasileiro, o ator é uma figura bastante familiar para os “Lebloners” que acompanham o Viva, pois compareceu em História de Amor, Por Amor, Laços de Família e Mulheres Apaixonadas, o que se soma a um extenso currículo teatral e cinematográfico, Mara Rúbia, “Fifi em Feijão Maravilha”, a própria, vedete e estrela dos filmes da Atlântida, homenageados pela novela de Bráulio Pedroso, Madame Fifi de Queiroz e Queiroz, que se hospedou no Hotel Internacional a fim de redigir sua autobiografia, Renata Fronzi, “Raquel em Pecado Rasgado”, a futura Jasmim do Palhação era a dona de boutique Raquel Beirute, mulher de Maurício, Rogério Fróes, e mãe dominadora dos filhos Geraldo e Sérgio, João Carlos Barroso e Edwin Luisi, Beatriz Segall, “Celina em Dancing Days”, a mãe de Antônio Fagundes, quer dizer, de Cacá, fazendo com Gilberto Braga sua primeira novela na Globo, creditada na abertura como “Beatrix Segall”, uma década antes da Odete Roitman de Vale Tudo, a original, recuse “remakes”, digo, e Dary Reis, “Tonho Madeira em Fogo Sobre Terra”, o farmacêutico que era prefeito de Divinéia, cidade de Mato Grosso em que estava entre os fundadores, mas foi engolida pelas águas com a construção de uma represa, o Capitão Estrela na TV Tupi dos anos 1950, que seria o delegado Feijó na versão censurada de Roque Santeiro, em 1975, também compareceu muito no Sítio do Pica-Pau Amarelo, onde interpretou o Capitão Gancho, e nos humorísticos Chico Anysio Show, Escolinha do Professor Raimundo, onde fez o técnico de ar-condicionado que acampava dentro da escola quando não lhe pagaram pela manutenção dos aparelhos, Os Trapalhões, onde deu muita bronca no Sargento Pincel, e até na estreia de A Turma do Didi, em 25 de outubro de 1998... Na próxima página dupla, as figurinhas de Laura Soveral, “Leonor em Duas Vidas”, sempre fazendo sombra a sua nora, Cláudia, interpretada por Susana Vieira, a atriz, que nasceu em Angola, teve uma extensa carreira no cinema, teatro e televisão em Portugal,  Eduardo Conde, “Nilo Bastos em Sinal de Alerta”, morador da região da fábrica Fertilit de Tião Borges, fortemente trabalhada na produção de fertilizantes e na poluição, marido de Vera, papel de Bete Mendes, contadora da Fertilit, mais conhecido como o “popotizador” do filme “Os Saltimbancos Trapalhões”, Fernando Eiras, “Padre Romão em Pai Heroi”, um dos filhos do poderoso Bruno Baldaracci, falando em poder, Pancada não esquece do desempenho do ator em Verdades Secretas, que coisa, não, Nelson Caruso, “Alfredo em Memórias de Amor”, professor de literatura do Colégio Ateneu, foi casado com Íris Bruzzi e Rose Rondelli, depois do Chico e antes de atuar no Chico City, saiu de cena precocemente aos 43 anos, em 1982, Nardel Ramos, “Américo em Memórias de Amor”, na Wikipédia não tem verbete e seu personagem aparece como Américo Gomes, o público do Viva pode ver o ator carioca em ação na novela Explode Coração, como Nelson, vizinho dos ciganos da trama de Glória Perez, Heloísa Millet, “Luisa em Espelho Mágico”, novela das oito de 1977, também alvo do “Reaproveitamento sistemático da década de 1980”, restando entre seis e oito capítulos no acervo global, na Wikipédia é creditada como Luiza Barbosa a personagem da atriz e bailarina, celebrizada por sua participação na abertura do Fantástico de 1976,  Roberto Pirilo, “Tobias em Escrava Isaura”, na Wikipédia Tobias Vidal, grande amor de Isaura, que saiu de cena quando sua casa foi incendiada pelo terrível Leôncio, João Carlos Barroso, “Luis César em Marron Glacé”, o próprio, que dividia um apartamento com um colega de trabalho no“buffet”, Otávio, papel de Paulo Figueiredo,  apesar de ser garçom, o negócio dele era aparelhagem de som, no Viva, além do indispensável Toninho Jiló de Roque Santeiro, compareceu muito no Zorra Total quando o canal apresentou o humorístico, entre 2016 e 2021, Carlos Poyart, “Nequinho em O Astro”, filho do barbeiro Neco e da dona de casa Laura, interpretados por Flávio Migliaccio e Angela Leal, alçado ao estrelato com o bordão “Criança sofre” no humorístico Planeta dos Homens, Isabela Garcia, “Isadora em Nina”, filha do professor Frazão, vivido por José Lewgoy, um ex-bailarino que dá aulas de dança e não consegue matricular a filha na escola, faz sentido, Isabela Garcia tinha dez anos em 1977 e ainda era apenas a irmã de Rosana Garcia, a Narizinho de O Sítio do Pica-Pau Amarelo, isso antes de despontar em Água Viva como um dos principais rostos das novelas globais da década de 1980, Denny Perrier, “Dr. Murilo em Os Gigantes”, nascido em Paris e radicado no Rio de Janeiro, o nome completo do personagem, registra a Wikipédia, é Murilo Prata, o ator é bem lembrado pelos fãs dos Trapalhões, uma vez que estava entre os atores coadjuvantes do programa de humor na primeira metade dos anos 1980, Louise Cardoso, “Vânia em Marron Glacé”, filha da Madame Clô, amicíssima dos funcionários do “buffet”, muito antes de ser a mulher do Barbosa, Antonio Patiño, “Braço Forte em Maria, Maria”, de 1978, primeira novela escrita por Manoel Carlos, baseada no romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, sem Helena, a trilha sonora também não tem a música do Milton Nascimento, o personagem que era garimpeiro na região da Chapada Diamantina virou comerciante, uma trajetória análoga a um de seus principais trabalhos como dublador, o Tio Patinhas em Duck Tales, também fez a voz do encanador italiano Mario no desenho O Super Show dos Super Mario Bros, que tinha um segmento “live-action”, seu irmão Luigi era dublado por Jomeri Pozzoli, isso sem contar a dublagem do Bruce Kane de Chico Anysio, Jorge Fernando, “Cirilo em Pai Heroi”, o próprio, filho de Bruno Baldaracci, que não suportava a ideia de ter André Cajarana como meio-irmão, uma vez que era filho de sua mãe Gilda, papel de Maria Fernanda, com Malta Cajarana, pai de André, vivido por Lima Duarte, Caminho das Índias começou assim, e terminamos com mais dois atores característicos de Os Trapalhões, Ivan Setta, “Coruja em Feijão Maravilha”, atirador de facas e comparsa de Minhoca, que era defendido por Older Cazarré, Doutor Renato sempre imitava sua voz rouca, e Suzana Queiroz, “Leila em Dancin’ Days”, amicíssima de Marisa, a filha de Júlia Matos, a protagonista interpretada por Sônia Braga na trama de Gilberto Braga, da cadeia para as pistas de dança, agora vai...  As páginas duplas da galeria terminam com Myrian Rios, “Shirley em Marron Glacé”, esposa de um dos garçons do “buffet” de Madame Clô, Juliano, papel de Ricardo Blat, o único que não é solteiro da equipe, eles tem até um filhinho, anos depois de ser revelada no Moacyr TV, quando assinava Myrian Pinto Rios, e anos antes de ser a senhora Roberto Carlos, Rui Resende, “Fumaça em Sinal de Alerta”, fornecedor exclusivo de óculos escuros e máscaras de oxigênio na região da fábrica Fertilit, anos antes do professor Astromar Junqueira de Roque Santeiro, Jonas Mello, “Dr. Vitor em Os Gigantes”, delegado da cidade de Pilar, onde era ambientada a história que mostrava o conflito entre os pequenos produtores rurais contra as multinacionais do ramo alimentício, o ator já era bastante conhecido por ter protagonizado as novelas Meu Rico Português e João Brasileiro, O Bom Baiano, na TV Tupi, e depois sua voz inconfundível o tornaria um dos principais nomes da dublagem de Os Cavaleiros do Zodíaco, tão reconhecido pelo trabalho forte com o “anime” quanto os dubladores de Chaves e Chapolin, Terezinha Sodré, “Lourdinha em Locomotivas”, funcionária do salão de Kiki Blanche, de olho no Machadinho, papel do português Tony Corrêa, mesmo com o patrício namorando sua colega de trabalho Gracinha, vivida por Maria Cristina Nunes, fora da telinha, foi casada com o ex-jogador, ex-técnico e ex-comentarista Carlos Alberto Torres (OG), o Capitão do Tri, de 1973 a 1990, Ivan Cândido, “Reginaldo em Pai Heroi”, mais conhecido como Reginho, músico que entrou para a política por imposição da mãe, Dona Januária Limeira Brandão, que foi interpretada por Lélia Abramo, a própria, tio de Carina Limeira Brandão e pai de criação de sua filha Angela, defendida por Isabela Garcia, que coisa, não, Marilu Bueno, “Mariinha em Estúpido Cupido”, devotada esposa do delegado Siqueira, papel de Mauro  Mendonça, na verdade se chama Maria Antonieta, o apelido é para não confundirem com a Chiquinha do Chaves, digo, Juan Daniel, “Jofre em A Corrida do Ouro”, nascido em Barcelona na Espanha e criado na Argentina antes de se estabelecer no Brasil, ator, cantor, diretor e produtor, também pai de Daniel Filho, o próprio, e avô da atriz e cantora Carla Daniel, a própria, falando em famílias ilustres, no alto da página seguinte está Maria Cristina Nunes, “Rosane em Feijão Maravilha”, uma das duas filhas da viúva Antonieta, papel de Gracinda Freire, que comparece no Hotel Internacional a fim de conseguir dois genros, de preferência bem endinheirados, Maria Cristina foi a segunda Bebel da primeira versão de A Grande Família, filha de Max Nunes, o primeiro redator da série, médico cardiologista com longa história no humor radiofônico e braço-direito de Jô Soares em seus programas de humorísticos e de entrevistas, tanto que podemos ver a filha, bem como sua irmã Bia Nunnes, atuando na temporada de 1987 do Viva o Gordo, exibida pelo Viva, Joyce de Oliveira, “Do Carmo em Gina”, que tinha o privilégio de ser casada com Ankito, quer dizer, com o personagem do comediante, o motorista de táxi Agostinho Carrara, quer dizer, Deolinho, Augusto Olímpio, “Chico em Cabocla”, empregado do bar do pai da Zuca, Zé da Estação, vivido pelo experiente Carlos Duval, para quem não ligou o nome à pessoa, só é preciso lembrar do apelido com o qual era chamado no programa dos Trapalhões, Cascão, “Cascão, tu é burro!!!”, “Sobe música, Cascão”, o público do Viva o viu como morador de rua no primeiro capitulo de As Noivas de Copacabana, de 1992, seu último trabalho na televisão, até porque o canal não exibia a fase do humorístico em que ele integrava o elenco, entre 1984 e 1985, Aracy Cardoso, “Ema em Memórias de Amor”, a própria, primeira-dama do Colégio Ateneu, posto que era casada com o dono e diretor do colégio, professor Aristarco Argolo de Ramos, mãe de seus três filhos e enfermeira do estabelecimento de ensino, Perry Salles, “Edson Novak em Os Gigantes”, na Wikipédia apenas Novak, alto executivo da multinacional do ramo de alimentos que se instalou na região de Pilar, a Elkson, que iria se chamar Eltsen, até perceberem que era Nestlé ao contrário e a empresa suíça podia não curtir, quem sabe cancelar anúncios na programação, a esposa de Perry na época, Vera Fischer, era Helena, não do Maneco, “sino” a esposa de Francisco, o que apertava muito a Paloma, e os dois, já separados, também dividiram a mesma novela em O Clone, ela era a Ivete, ele o marroquino Mustafá, Pedro Paulo Rangel, “Juca em Gabriela”, mais conhecido como Juca Viana, o eterno Audálio, o Poliana de Vale Tudo, também Frank, o irmão do Lineuzinho em A Grande Familia versão 2001, na novela de Walter George Durst adaptada do romance de Jorge Amado, envolveu-se com Chiquinha, que o Coronel Coriolano mantinha em seus domínios para consumo próprio, e ao ser flagrado pelo fazendeiro de cacau, é expulso da cidade completamente sem roupa, junto com a também despida Chiquinha, papel de Cidinha Milan, ela mesma, de Os Velhinhos se Divertem e das Câmeras Escondidas de terror do Programa Silvio Santos, sim, fez a professora Elvira em Sandy & Junior, bem lembrado, Ivon Curi, “Raxide em Feijão Maravilha”, no Memória Globo e na Wikipédia, Rashid, o cantor, irmão dos locutores Alberto Curi e Jorge Curi, integrante da primeira formação dos Trapalhões na TV  Excelsior, em 1966, vide Doutor Renato e seu bordão, “pelas perucas do Ivon Curi!!!”, interpretava um príncipe árabe que comparecia no Rio de Janeiro para contratar Zico e Sócrates (OG), apesar deste jogar em São Paulo, para não ser reconhecido pela peruquinha, trabalha forte no turbante e no bigode, pois é, não é, Nestor de Montemar, “Pierre em Marron Glacé”, o popular Pierre Lafont, o “chef de cuisine” francês do “buffet” de Madame Clô, que na verdade era brasileiro e se chamava Joaquim, e a partir do próximo dia 20 de janeiro o ator poderá ser visto no Viva como o Padre Clodovil de Plumas e Paetês, e, encerrando a galeria, Mira Palheta, “Bibi em Dancin’ Days”, o nome completo da personagem era Abigail Nascimento Leal, socialite muito amiga de Yolanda Pratini, a rival de Júlia Matos e, a atriz, gaúcha da região de Rio Grande, saiu de cena aos 50 anos, em 2002, vítima de câncer... A última página da galeria começa com Tony Ferreira, "Dr. Gilberto em O Astro", como a legenda indica, um especialista em interpretar advogados, delegados, detetives e policiais, Jacyra Silva, "Doralice em Os Ossos do Barão", uma das poucas atrizes negras presentes no álbum,  referência em sua época, Rogério Bacelar, "Gil em Pai Heroi", sobrinho de Bruno Baldaracci, o inimigo número 1 do Zorro Cajarana, quer dizer, de André Cajarana, seu próprio enteado, Tião D'Ávila, "Sanches em Memórias de Amor", futuro Osvaldo, servidor da Escola Ribeiro Alves e pai da Paulinha em Mulheres Apaixonadas, Maria das Graças, "Santa em A Escrava Isaura", outra integrante do reduzido grupo de artistas negros que figuram na galeria, na trama interpretou uma escrava ajudada por Isaura a conquistar o amor de André, papel de Haroldo de Oliveira,  o próprio, que na verdade era apaixonado por Isaura, mas acaba se casando com Santa e os dois tem uma filha, embora tenha atuado em várias novelas da Globo na segunda metade dos anos 1970,  como O Grito, O Feijão e o Sonho,  Sinhazinha Flô e Dona Xepa, além do filme Xica da Silva, a mineira Maria das Graças Kleinschmidt seguiu carreira artística na Europa, primeiro como modelo e depois como atriz, participando de novelas em Portugal, a mais recente Cacau, na TVI, em 2024, após onze anos de ausência na telinha, portanto, uma das razões para ser menos lembrada que Lucélia Santos,  reconhecida mundialmente graças a exportação da novela,  em especial no bloco socialista, Cuba, China, União Soviética, e de Lea Garcia,  que interpretava Rosa, a rival de Isaura, que não está no livro ilustrado, começou a ser mais reverenciada mais recentemente, como demonstram suas participações nas séries As Vilãs Que Amamos e Dois em Cena no Viva, Carlos Gregório,  "Teio em Pecado Rasgado", irmão de Rodrigo, personagem de Ney Sant'anna, que tinha uma paixão recolhida por Betinha, vivida por Lúcia, mesmo porque o amor de Rodrigo era o mesmo na arte, Chris, e na vida, a atriz que interpretava a personagem, Nádia Lippi, sim, eles são os pais da Thalita Lippi que competiu no BBB8, a qual se orgulhava da mãe ter contraído matrimônio com o Doutor Renato Aragão no filme "O Casamento dos Trapalhões", Ricardo Blat, "Egbert em Memórias de Amor", tanto ele quanto Tião D'Avila são mais recordados por Estúpido Cupido, porém são citados por seus papéis em outra novela, a qual, aparentemente por coincidência, também não foi preservada na íntegra pela Globo, e Patrícia Bueno, "Tina em Cabocla", filha da crítica teatral Bárbara Heliodora, com carreira focada nos palcos, então é por isso que seus trabalhos mais recentes na Globo foram com Miguel Falabella em A Vida Alheia,  Aquele Beijo e Pé na Cova, Amarula no episódio À Deriva, na versão de 2004, o papel de irmã de Tobias com "crush" por Tomé foi de Maria Flor, e o nome completo da personagem era Cristina de Oliveira Pinto... Ops!!!... O "Telejornalismo" global foi lembrado numa página com cromos de Cid Moreira, vide script do primeiro Jornal Nacional mostrado no dia dos dez anos do noticiário,  em 1 de setembro de 1979, do "slide" da Central Globo de Jornalismo, dirigida então por Armando Nogueira,  que certa ocasião surpreendeu no Programa do Jô ao dizer que a ideia de um noticiário em rede nacional não foi dele, "sino" do Bofão,  também  visando o patrocínio do Banco Nacional, de Sérgio "Chapelain", vide Jornal da Globo depois do Saudade Não Tem Idade  do Festival 15 Anos, de Berto Filho e Lígia Maria, titulares do Jornal Hoje, que tinha até horóscopo,  Léo Batista, seguramente a figurinha carimbada do álbum, cabelos grisalhos com mecha branca, bem perto do visual usado para reconstituir suas primeiras participações no Fantástico,  em 1973, no especial de 50 anos do Show da Vida, em 2023, um anacronismo, porque no YT há o vídeo do Copa Brasil de 1977, em que o locutor surgia no vídeo com os cabelos pintados, Carlos Campbell e Paula Saldanha, a bonita, do  Globinho,  e pensar que o pessoal que era pequeno nessa época lembra mais do desenho do Barbapapa do que dela... Ops de novo!!!...Falando na garotada amiga, o fecho do livro ilustrado é com a principal atração da emissora voltada para o público infanto-juvenil na ocasião,  além das sessões de desenhos, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, trazendo seus personagens principais,  sem especificar os atores, além do logotipo da série, a primeira figurinha da página, seguida dos cromos de Pedrinho, Júlio César, que é a única figurinha individual em que a foto está na horizontal, ressaltando sua semelhança com a tela da televisão,  Emília, Reny de Oliveira, a segunda atriz a interpretar a Marquesa de Rabicó na Globo, a primeira havia sido Dirce Migliaccio, o Visconde, André Valli, Dona Benta, Zilka Salaberry, Tia Nástácia, Jacira Sampaio, lembrada por Lea Garcia em seu depoimento na série As Vilãs Que Mamamos junto com outras duas importantes atrizes negras de sua época, Cléa Simões e Zeni Pereira, Narizinho, Rosana Garcia, e Tio Barnabé, Samuel dos Santos, e Pancada pergunta porque não fizeram um cromo com Tonico Pereira de Zé Carneiro, o famoso “demenestrador” do sítio na ausência de Dona Benta, com a qual teve um emocionante reencontro no especial TV Ano 50 sobre a programação infantil, mostrado no anos 2000, que compareceu nas sete primeiras temporadas da série na Globo, entre 1977 e 1983, nem tampouco de Aloísio Ferreira Gomes, o Canarinho, que ficou um ano a mais na atração, até 1984, dois anos antes de seu final, em 1986, e caso algum dia lancem figurinhas com a versão de 2001 do Sítio, Pancada exige que estejam representados todos os intérpretes do Visconde de Sabugosa, três atores de sua maior admiração, Candido Damm, o Varela de Os Caras de Pau, Aramis Trindade, o Marreta de A Grande Família, e Kiko Mascarenhas, o Gomes de Mister Brau, será que chega... Na penúltima página, uma tabela com os números das 257 figurinhas do álbum, com dois importantes avisos, “Os cromos deste livro foram impressos e distribuídos em quantidades rigorosamente iguais, não havendo, portanto, cromos difíceis!!!”, e também, “Para se orientar, risque nesta tabela os cromos que você já tem!!!”, embora o fato de não estarem rabiscados os números correspondentes às figurinhas 59, “Cristina e Clóvis em Bravo”, Carlos Alberto e Aracy Balabanian, e 81, “Filó em Gabriela”, Milton Gonçalves, é possível que tenham sido os últimos a serem obtidos por quem colecionou os cromos, talvez pedindo com a carta-resposta que vinha encartada no álbum, com cada cromo pendente sendo vendido a 2,50 cruzeiros, essa carta aparece em alguns vídeos do YT sobre o álbum, junto com o envelopinho azul com a bolinha da Globo branca em que vinham as figurinhas autocolantes, ah, sim, tinha vídeo com o álbum incompleto, ou seja, tivemos sorte em encontrar a coleção completa, pois é, não é...

















 

Duas atrizes negras pouco lembradas, Jacyra Silva e Maria das Graças, e uma figurinha carimbada, Léo Batista...

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