sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Segundo Turno é Segunda Chance, Aproveite!!!...

Um candidato veio com a tesoura para retalhar a Constituição,  o outro a exaltou levando ao plenário do Senado...

 
















O segundo turno é uma segunda chance, mais ainda nesta disputa presidencial, dependendo do resultado, para o bem ou para o mal... No início, a campanha do Luis Inácio não fez o enfrentamento necessário a fim de trazer para si o debate público, evitou sistematicamente as questões da Covid e da tentativa de golpe de 8 de janeiro, decisão motivada pelo receio de não criar uma imagem de radicalismo que afugente o eleitor, o mesmo dilema que enfrentam todos os que se dispõem a conquistar votos com as abordagens cara a cara do tipo mesa com café e bolo, não podem citar o Luis Inácio e nem criticar Flávio Bozo, seguindo o que é descrito no livro "Mônica, Não Pense em Um Elefante", até o uso de vermelho não é recomendado, e precisam desarmar a bomba do voto de protesto lidando com a insatisfação do interlocutor, claro que os próprios proponentes dessa estratégia reconhecem que seu alcance tem limites, ela é voltada para pessoas próximas  que votaram em branco ou nulo ou não compareceram às urnas no primeiro turno, pregar para convertidos é desaconselhado, também há outras táticas presenciais, feitas nas ruas, as panfletagens, as manifestações que cresceram vertiginosamente em todo o país e, para o dia da eleição, levar na mão pata votar... Ao mesmo tempo, houve uma disposição de encarar as redes sociais, mesmo com as grandes empresas de tecnologia claramente jogando ao lado adversário, desmontada pelo forte trabalho liderado pelo deputado André Danones, que por meio de suas missões para o Exército do Luis Inácio, faz com grande alarido  o que os bozistas realizam há muito tempo em silêncio... O governo, por sua vez, seguiu com a árdua tarefa de pautar o debate público, com a aprovação do fim da jornada 6X1, que Flávio Bozo nunca apoiou e deve revogar caso eleito, as medidas de incentivo aos trabalhadores inscritos como MEI e a proposta de Tarifa Zero nacional nos transportes públicos, válida nos finais de semana, criando um contraste com os cortes prometidos pelo candidato do PL, e esse confronto ganhou um novo caminho com a proposta de abertura do sigilo bancário de ambos os dois concorrentes, da qual Flávio Bozo fugiu de todas as maneiras possíveis... Um processo que não deixou de ter alguns equívocos, em especial a proposta de reduzir a maioridade penal em casos de crimes hediondos como forma de demonstrar uma maior rigidez na questão da segurança pública, sem considerar a eficácia questionável da medida, melhor pedir para pesquisar do Google © sobre Flávio Bozo e Ana Clara... Mesmo assuntos tabus da campanha começaram a ser abordados, ainda que não na intensidade que deveriam ter, por meio dos depoimentos de Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, vítima da Covid-19, e de familiares de outras pessoas que saíram de cena pela doença, e do General Santos Cruz sobre a tentativa de golpe, iniciativas que deveriam avançar no sentido de mostrar as consequências da negligência durante a pandemia e do golpismo na vida da população, da mesma forma que os alertas sobre as consequências dos cortes prometidos por Flávio Bozo... A Covid deveria estar na campanha desde o início por ser o maior exemplo de como as políticas do bozismo afetam a população, todos sofreram com a pandemia, viram pessoas próximas perder a vida, e o governo de Jair Bozo tomou todas as decisões erradas sobre testagem, prevenção, isolamento social e vacinas, exatamente para criar caos e justificar o autoritarismo, a chamada Doutrina do Choque, sem contar o caso da suruba, digo... Uma mobilização que deveria ter começado na campanha do primeiro turno, ao menos quando a propaganda  no rádio e televisão se mostrou insuficiente para alcançar os eleitores... 



































Há um candidato que destaca toda mobilização pela escala 5X2 e há aquele que articula para revogar a medida...
































Porque a disputa é duramente desigual, conforme relata Humberto Mattos... "Nós estamos passando por uma brutal fraude eleitoral... Nenhuma das duas campanhas me parece ser muito organizada... A questão é que do lado do Flávio a gente tem um miolo, 10% , menos, que é fascista, tem uma rede muito grande de desinformação, e há um consórcio entre mídia de massa, Departamento de Estado dos Estados Unidos, Meta, Alphabet, igrejas evangélicas dizimadas corruptas, tá, que eu não tô aqui generalizando, tô falando dessas específicas, há um consórcio muito brutal de forças gigantescas políticas atuando em prol da eleição do Flávio, enquanto do lado da eleição do Luis Inácio, tem a classe trabalhadora consciente do risco histórico que nós estamos correndo, tem o PT, tem o PC do B, tem o PSOL, enfim, tem os partidos da base, né, alguns nem tão da base assim, alguns nem tão comprometidos assim,   mas pelo menos a ala esquerda da frente ampla tá bastante sim comprometida, e é uma luta encarniçada pra salvar o Brasil, isso que nós estamos vendo, talvez as maiores manifestações em período eleitoral que eu já vi no Brasil... Então é por isso que o Flávio é competitivo, porque é um consórcio muito poderoso que alimenta uma desinformação que faz com que a grande maioria dos brasileiros não saiba que o Flávio Bozo é um gangster, e o que está em jogo é ter nove ministros no STF se ele se eleger... Hoje ele tem metade, e já tá conseguindo fraudar as eleições inclusive a partir do TSE comandado pelo Kássio Nunes indicado pelo papi dele, assim como quem vem defendendo tudo o que chega a respeito do Vorcaro, que é o maior bandido da história do Brasil, com o Flávio Bozo, que é o maior gangster em arividade no Brasil, né, já que o Vorcaro tá preso, é o André Mendonça, também indicado pelo Bozo... Agora imagina mais quatro ministros como esse, totalizando nove, é coisa, é papo deles mudar o que eles quiserem e ficar vinte, trinta anos no poder, e instalar uma ditadura a partir do judiciário, esse é o papo... Então é por isso que o nosso papo é de quem precisa salvar o Brasil, então é uma fração da classe trabalhadora, movimentos sociais, partidos de esquerda, sob a liderança do Luis Inácio, tentando salvar o  Brasil de uma quadrilha, é isso"... Importante ressaltar a contribuição da mídia empresarial no processo, primeiro normalizando o golpismo, tratando como disputa política normal em um regime democrático, o que nunca foi, ignorando que sempre houve método e coordenação, o livro de Henry Bugalho, "O Golpe Que Falhou", demonstra com documentação toda a articulação antidemocrática, com a omissão mantendo todo um sistema de falsas equivalências e um antipetismo patológico  que justifica porque a questão do golpe deveria ser central na campanha, teve emissora que no primeiro turno queria mostrar o púlpito vazio do Luis Inácio e no segundo recebeu Flávio Bozo por se sentir prejudicada financeiramente pela proibição das Bets, sondando o candidato com interesse em reverter a medida do governo... A propaganda eleitoral de Flávio Bozo no segundo turno começou cantando vitória ao exibir os resultados do PL nas eleições para o Congresso, ensaiando o forte trabalho em uma reforma constitucional, ao mesmo tempo que precisava desmentir o desmonte do Bolsa Família e do Farmácia Popular, motivada por declarações do próprio candidato dando a entender que o salário mínimo deixaria de ser  aumentado acima da inflação enquanto os reajustes deixariam de ser aplicados às aposentadorias e ao BPC, comprovando que o "tesouraço" vai picotar o pessoal do andar de baixo e poupar a turma do andar de cima, salários apertados, lucros estendidos, porque a preocupação não é resolver problemas, mas sim aumentar a sua gravidade, estrangular toda a economia brasileira,  assalariados em geral e especificamente os mais pobres para justificar a adoção de uma administração autoritária, a fórmula que é seguida pela extrema-direita em todo o mundo... Então é por isso que o PL no Horário Eleitoral começou a falar em "Ministério da Prosperidade", inspirado nas "Trilhas da Prosperidade" da campanha para reeleição do governador Tarcísio de Freitas, que começou a aparecer com mais frequência na propaganda eleitoral de Flávio Bozo, bem como sua madrasta e senadora eleita Michelle Bozo, com menos receio de uma derrota do enteado comprometer o próprio projeto político... E enquanto a campanha partia para o ataque direto ao Luis Inácio, com notícias falsas sobre votação em presídios, a delação de Daniel Vorcaro inexistente sobre financiamento de um filme sobre o Luis Inácio e as acusações infundadas da lobbista Roberta Luchsinger, o apresentador Ratinho, o próprio, comparecia ao Horário Eleitoral para desmentir "fake news" supostamente feitas contra Flávio Bozo... Lembrando que na inauguração do canal de notícias SBT News, quando Zezé Di Camargo, outra figura que começou a frequentar a propaganda eleitoral do PL, criticou o comparecimento do Luis Inácio ao evento, foi o "Programa do Ratinho" que deu espaço a Flávio  para manifestar seu ponto de vista sobre o caso, ou seja, Fábio Faria, apesar do abalo no casamento com Patrícia Abravanel, continua se movimentando nos bastidores em nome da família Bozo, assim como já havia apresentado o banqueiro Daniel Vorcaro ao juiz Alexandre de Moraes, parte do plano para desmoralizar o STF e conseguir anistiar Jair Bozo, submetendo a suprema corte... Em meio a peças com ataques diretos ao adversário, do tipo “O Brasil está sem presidente”, promessas fáceis de fazer e difíceis de executar, por exemplo, “SUS Padrão Einstein”, o diretor do hospital como ministro, priorizando o sistema privado que é sua origem, apesar do piso constitucional da saúde ser um dos prováveis alvos do “tesouraço”,  a compra e congelamento de dívidas, supostamente um benefício de amplo alcance, mas na verdade um aceno aos banqueiros com a promessa de manter seus lucros, e o “cashback” de impostos do programa de Luis Inácio que a campanha de Flávio Bozo transformou em Vira Pix, que ele também acreditou que não vai mexer, nem por solicitações externas, digo... 






























E esta proposta lembra aquele livro onde os ministérios  eram encarregados de fazem o contrário de seus nomes...
































Na pesquisa do Datafolha divulgada em 22 de outubro, Flávio Bozo tem 47% das intenções de voto (49% em 8 de outubro e 47% em 15 de outubro) e Luis Inácio 46% (45% em 8 de outubro e 45% em 15 de outubro), votos em branco, nulo ou em nem nenhum dos candidatos são 5% (6% em 8 de outubro e 5% em 15 de outubro) e indecisos são 2% (2% em 8 de outubro e 1% em 15 de outubro), nos  válidos, Flávio Bozo tem 50% e Luis Inácio 50%, um empate numérico, ainda que por razões de um arredondamento feito pelo Instituto, mas, enfim... Assim como no primeiro turno, não dá para cravar um resultado e nem mesmo um vencedor, há muita disparidade entre as pesquisas e os percentuais estão sempre situados dentro da margem de erro, de um lado há um fato conhecido, a mobilização no meio digital do bozismo que os institutos de pesquisa não detectam, e do outro estão as extraordinárias manifestações em torno do Luis Inácio, uma movimentação que está presente nas ruas, mas não necessariamente nas pesquisas de intenção de voto, nesse caso, o importante é que, havendo uma virada, ela apareça nas urnas, nos números do resultado da eleição... 












Neste caso, o seu próprio filho foi atropelado pelo concorrente para quem ele oferece apoio no Horário Eleitoral...


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