quarta-feira, 22 de maio de 2024

Lançadas Anunciadas, Dubladas e Seriadas - em 1991...

Nizo Neto não só apenas deu uma raspadinha como ganhou o prêmio e ficou a cara do Gibe, digo...




















Hélio Ribeiro, por sua vez, sugeria o investimento em apartamentos na planta da Encol...  Ops!!!...





































Capa do Site - “Timão ganha reforço de Paulinho para jogo contra o América-RN; veja provável escalação”. Nesta quarta, às 20 horas, no Fielzão Genérico, possivelmente com Carlos Miguel; Fagner, Félix Torres, Cacá e Hugo; Raniele, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Wesley, Romero  e Yuri Alberto (OG), enquanto Matheuzinho, Palacios e Pedro Henrique seguem trabalhando forte na fisioterapia...


















Globo Cancela o Caso do Assassinato de Laura Palmer...

Mas mesmo sendo dirigida por David Lynch, o próprio, Globo cancelou "Twin Peaks" na metade...





















 
















João Acaiabe brilha em "Meu Marido", e o Viva jamais cogitou a apresentação dessa minissérie... 

terça-feira, 21 de maio de 2024

Lançadas do Chico Dando Show de Indiretas Há 40 Anos...

Baseado em fatos reais, para ir ver o general Newton Cruz, é só apertar o botão - de emergência...

 
















E sem querer dar "spoiler", mas já dando, mas a expectativa era que Maluf botasse a viola no saco...


































Capa do Site – “Possível ‘laranja’ reacende disputa entre Rubão e Augusto Melo nos bastidores do Corinthians”. No caso, Alex Cassundé, da Rede Social Media Design, mas tem um tal de Igor Zveibrucker da Sucess Sports, que inclusive teria ajudado nas contratações de Matheuzinho e Pedro Raul, e pensar que o presidente não dava pinta de ser tão bem relacionado como era o pessoal da gestão anterior... “Timão descarta Deyverson e Romarinho e tem prioridade no mercado”. Nenhum deles é segundo volante, o técnico trabalhou com Deyverson no Cuiabá (Raniele começou assim...), mas já há centroavantes demais (e caros demais, também, afirma-se...), num time que nas últimas duas décadas poucas vezes deu valor aos atacantes de área, e Romarinho no que pese seu histórico na equipe corinthiana, é a cara da atual oposição... “Cássio veste camisa do Cabuloso e é recebido por multidão em Belo Horizonte”. Boa sorte nos Supermercados BH, digo...


























































Está Confirmado, Franz...

R.Lingote do Bom é o quinto presidenciável, até deu entrevista, até serviram um suquete, falôõôô...








































Washington vestia a camisa das Diretas Já e vendia a de El Salvador - mas nada a ver com Bukele...


segunda-feira, 20 de maio de 2024

RC Especial Modelo 1989: Brinco de Peninha Faz Pedir Música na Amazônia...

Sentado em um enorme galho, Roberto lamenta a devastação da Amazônia - ou espera pela Cunhã-Poranga???...

 















Inédito no Viva, o "Roberto Carlos Especial" de 1989, que a Globo mostrou naquele ano em 27 de dezembro, marcou o apogeu da ecologia no repertório das canções do Rei, com "Amazônia", e consagrou o brinco de peninha como acessório indispensável no figurino do cantor, anos depois da dinastia do cachimbo e do medalhão, falando em consagração,  o especial, sem Myriam Rios, apresentando as músicas do novo disco que faziam doer o cotovelo e o joelho, como definiu um de seus compositores, Erasmo Carlos, foi do profano ao sagrado, começando com Luiza Brunet pedindo música na selva amazônica em sua terceira participação no especial e terminando  com uma missa campal na região da Quinta da Boa Vista, rezada pelo cardeal do Rio, onde Roberto cantou "Noite Feliz", falando em ir a campo,  quase todo o especial foi gravado em externas, fora de estúdios e palcos, antecipando uma tendência que a concorrente Manchete adotaria com sucesso na novela "Pantanal", lançada em março de 1990... O começo do especial, com imagens aéreas da floresta amazônica, vide tucano na árvore, tem a fala do Rei, que surge no leito do rio, “daqui de uma dessas artérias desse mesmo coração, eu repito meu amor pelo Brasil”, Roberto Carlos aparece sob um fundo vermelho, a peninha na orelha, os pássaros cantam, “um amor antigo e apaixonado, diante do índio, testemunha de tanta devastação, eu ainda grito a minha fé pelo nosso país” – nesse caso, sem cantar “Verde e Amarelo”, um "Viva a natureza" sem a Flora Própolis, digo... Corta para a onça atravessando o rio, sem alusões aos presentes, Eduardo Lages rege sua orquestra na areia, sob um céu azul com algumas nuvens, azul é a cor mais quente, quer dizer, da roupa do maestro e dos músicos, close nos beija-flores, na ararinha azul, Lages e orquestra executam “O Guarani”, as motosserras trabalham forte, as árvores caem, a queimada avança pela mata, close no indígena, voa o tuiuiú, a orquestra vai de “Além do Horizonte”, a jaguatirica só observa, a onça continua atravessando o rio, e a novela “Pantanal” nem tinha estreado (!!!),  close nos violinos e no teclado no meio das dunas, qualquer semelhança com o musical “A Taste of Honey” de Herb Albert e sua banda, além de vários clipes do "Fantástico", "Medo de Avião", por exemplo, é mera coincidência, mais árvores são serradas e derrubadas, foca nas clareiras na mata e na estrada que aparece na mata devastada, Roberto Carlos atravessa o rio no melhor estilo “bom selvagem”, as toras na beira do rio, o fogo na floresta, o maestro batuta (!!!), mais fogo, mais cinza, a arara apressada, a onça e o sagui só observando a devastação, então é por isso que o Brasa está em seu barco, medalhão no peito e brinco de peninha, a águia dourada da música cruza o céu, foca nos violinos, nos trompetes, no sax, na guitarra e no pandeiro da orquestra, estariam apenas dublando???, indígenas na beira do rio, close no violinista, nas nuvens no céu, a tribo reunida, voa o tuiuiú, Roberto retorna sob um fundo preto, “essa sinfonia orquestrada por Deus é nossa, quanto mais a natureza é agredida pelo homem, mais ela responde com a paz da beleza” – Chico Mendes, corre aqui antes que os fazendeiros te executem, digo... Um voo de pássaro sobre o rio traz os créditos do programa, “Rede Globo apresenta Roberto Carlos Especial”, close na ave, “Um Programa Augusto César Vannucci”, revoada na água, a preguiça na árvore, “Edição Sérgio Bastos Alexandre Boury”, mata desmatada, “Redação Ronaldo Bôscoli”, o rio Amazonas, “Direção de Imagens Alexandre Braz Mário Meirelles Direção de Fotografia Jorge Luiz Queiroz”, a ave abre as asas, “Assistente de Direção Álvaro Osório”, mais uma clareira na mata, “Direção Musical Eduardo Lages Produção Executiva Anthony Ferreira”, a jaguatirica atravessa o rio, “Direção de Produção Marcelo Paranhos”, a ave voa pelo terreno arrasado pela queimada, “Direção Geral Augusto César Vannuci José Mario” – o que explica o fato do especial parecer uma coletânea de clipes do “Fantástico”, no comando estavam um dos primeiros diretores do programa e um dos responsáveis pelos musicais exibidos na atração durante a década de 1980... A onça está de volta, Roberto Carlos, do alto de seu veleiro que cruza o rio Amazonas, no comando da embarcação tal e qual um Jacques Costeau à brasileira, canta a principal música do disco do ano, “Amazônia”, lá vem a jaguatirica na água, o miquinho na árvore, a oncinha só observa, o pau torando no rio (!!!), os buracos das queimadas na floresta, o Rei segura no timão, quase uma versão fluvial do projeto "Emoções em Alto Mar", a onça só vem para dar o bote, Roberto sai do comando do veleiro, só observando o miquinho ir catar coquinho (!!!) e o tucano de bico aberto, “como dormir e sonhar, quando a fumaça no ar, arde nos olhos de quem pode ver, terríveis sinais de alerta, desperta pra selva viver, Amazônia, insônia do mundo, Amazônia, insônia do mundo”, o Rei encontra um imenso galho para sentar (!!!), os rios amazônicos vistos do alto, a arara vermelha e o sagui comparecem, olha o jacaré aí, Roberto achou melhor ficar em pé, o veado catingueiro só vem, chegou a capivara, troncos caídos, a ave volta a sobrevoar a mata, o Rei só observa, mais um mico, vitórias-régias vistas do alto, Roberto atrás do tronco, close na águia, outros troncos, a luz do sol reflete na superfície da água do rio, o rei está preocupado no barco, tá quase uma onça, literalmente, com esse pessoal que faz “dia do fogo” e garimpo ilegal, perdendo o sono com a “insônia do mundo” e esse mico que pagam, restando sentar no ganhar e chorar (!!!), ou sair voando – as aliterações da música lembram "Panorama Ecológico", composição de Roberto e Erasmo gravada pelo Tremendão, alis, falando em coisas tremendas, Yasmin Brunet só não sentiu a falta da Cunhã Poranga Isabelle Nogueira disparando suas flechas porque o ambiente amazônico lhe é, como podemos dizer, familiar, como veremos a seguir... Intervalo com "break", o sol se põe, o cavalo galopa, uma mulher corre pela praia, não é a Garota do Fantástico, “sino” Luiza Brunet, visivelmente preocupada porque sua filha Yasmin foi chamada de “inútil” por Davi Brito no BBB, num certo ponto ela começa a caminhar, deve ter tomado conhecimento da eliminação de Yasmin, o tempo está nublado, porém Luiza tira o lenço que cobria os ombros, já é noite, uma chuvinha no alpendre de uma fazenda, onde Roberto Carlos canta “O Tempo e o Vento”, faixa do disco de 1989, Luiza Brunet vira a menina da porteira, depois dirige uma Belina numa estrada de terra, lembrem que o Rei era então revendedor da Ford na região de Mogi das Cruzes, a chuva não para, close nos olhos negros de Luiza no momento em que se prepara para beijar Roberto, foi só um selinho, porém a aleatoriedade do rolê lembra a filha Yasmin namorando Sérgio Hondjakoff pensando que era o Eminem (!!!), depois do abraço, ela volta para a praia e corre pela estrada, a imagem do Rei se funde com a de Luiza baixando a cabeça, pensando também nas condições da pista de terra e se o Rei dá condição, ela comparece na fazenda, porém solta a mão de Roberto, preferindo fazer pose ao lado de um cavalo (!!!), descabelada, só no carão, mexendo nas contas do colar, mais um close, olho por olho, a imagem de seu retorno a praia se funde com a do Rei afagando seus cabelos, ela volta a correr, mesmo descalça, porque precisa comparecer em Curicica para pegar Yasmin nos Estúdios Globo, e o Rei ficou avulso na fazenda, que não é da Record – alis, deve ter sido aqui onde Benedito Ruy Barbosa encontrou a inspiração para criar o casal protagonista da novela “Pantanal”, Joventino e Juma Marruá, a própria Luiza Brunet é nascida no Mato Grosso do Sul, falando nela,  chegando a terceira participação em especiais, já pode pedir música no “Fantástico”, anos antes de Tadeu Schmidt criar a dinâmica, e agora não resta nenhuma dúvida sobre a paternidade de Yasmin Brunet... Ops!!!...













Diante de um irresistível brinco feito de pena de harpia, Luiza Brunet pediu música e recebeu um selinho do Rei... 

















Roberto Carlos comparece no Teatro Fênix, e sem rodeios, chama sua convidada, “há muito tempo, várias vezes nós pensamos em trazê-la ao nosso programa, felizmente hoje é o dia, Simone, maravilha”, a cantora, de branco como o Rei, agradece, “obrigada!!!, muito obrigada, uma delícia”, Roberto beija o rosto, pega na mão e retribui, “que bom ter você aqui” – “delicioso”, diz ela – “maravilha, né” – “você não sabe como que é bom”, insiste Simone – “eu sei sim, tanto sei que estou aqui desfrutando desse momento maravilhoso”, a cantora é grata a Roberto, “muito obrigado por você ter convidado”, o Rei rasga a seda, “obrigado por ter aceito o nosso convite”, Simone sorri, “eu tô aqui de corpo e alma”, Roberto pede, “canta aquele sucesso”, ela topa, “canto”, indo de “Uma Nova Mulher”, de 1989, “que venha essa nova mulher de dentro de mim, com olhos felinos, felizes e mãos de cetim” – música que naquele mesmo ano incluída na trilha sonora nacional da novela “Tieta”, que o canal Viva mostrou em 2017, chegando ao terceiro lugar de audiência entre os canais pagos, perdendo apenas para a Cartoon Network e a Discovery Kids... Roberto volta ao palco muito satisfeito, “que maravilha ter você aqui, que bom ter você”, Simone também está contente, “que bom ter você aqui, muito”, interrompendo o Rei, “hoje você tá realizando um dos meus sonhos” – Roberto fica encabulado, “ah, não me diga isso, são nossos sonhos” – “como mulher e como cantora”, o Rei está impressionado, “tá vendo só que coisa”, perguntando, “me diz uma coisa, vocês já gravou algumas músicas, composições minhas, Maurício Duboc e Carlos Colla” – faltou citar Sullivan e Massadas, Robson Jorge e Lincoln Olivetti, digo -  Simone responde, “Isolda, eu gravei muitas coisas suas, cantei em shows, eu viajo no teu oceano, eu viajo no teu mar, eu gosto desse barco que viaja pelo infinito, eu faço parte dele”, Roberto se derrete e afaga o rosto da cantora, “que bom que a gente está no mesmo barco”, Simone lembra, “eu cantei coisas como eu te proponho, nós nos amarmos”, o Rei completa a letra, “nos entregarmos”, o pot-pourri a dois continua com “As Curvas da Estrada de Santos”, de 1969, no disco da praia, e “Seu Corpo”, de 1975, do disco do cachimbo, concluindo com um dueto altamente intimista, face a face, para cantarem “Outra Vez”, o que explica a citação a Isolda Bourdot, que compôs a música gravada por Roberto em 1977 – o Rei fecha a década com mais uma das estrelas da MPB dos anos 1980, anos antes de Simone gravar o disco natalino “25 de Dezembro”, de 1995, pelo qual é mais conhecida hoje em dia, alis, o Viva poderia resgatar o “Simone Especial”, dirigido por Roberto Talma e exibido pela Globo em 9 de maio de 1989, quem sabe “Corpo e Alma”, de 1982, ou “Simone 20 Anos”, de 1993, ou vão esperar ela ir de Gal Costa... Ops!!!...  Close no sax, Roberto Carlos está avulso na mesa de uma gafieira vazia, enquanto pensa na mulher que viu dançando, que não é outra senão a sambista Fátima, a mesma do especial de 1986, aqui creditada como Fatinha, a gafieira se enche de casais dançantes e o Rei canta, só observando, “Só Você Não Sabe”, nada a ver com a Dona Sinésia, lançamento do disco de 1989, “tenho andado triste (mas você não sabe), tenho andado só, (só que você não sabe), e chorado tanto (mas você não sabe), vivo pelos cantos (mas você não sabe)”, ele lamenta na mesa, ela continua a dançar, ele se queixa no salão vazio, ela prossegue com seu “partner”, notem o nó frouxo da gravata do Rei, close no bongô, a mulher na pista, com ela o salão se enche, Roberto só observa num canto, olha o coral RC 3 na outra mesa, ela dança, ele está triste, macambúzio, foca na orquestra e nos dançarinos na pista, a gafieira fica vazia, o coral trabalha forte no refrão, ela só observa e dança, close no sax, a mulher, de amarelo, com saia vermelha, desce as escadas e vai ao encontro do Rei – outra experiência “sambística” do Rei, numa levada que lembra Martinho da Vila, a mesma musa inspiradora de “Nega”, no entanto Roberto continuou a considerar que o romantismo da música sertaneja tem mais a ver com o dele, e Chico Sarney insiste em escalar Belo para substituir o Rei nos especiais, digo... Intervalo com "break",  na volta entram imagens aéreas de São Paulo, o então Banespão, hoje Farol Santander, a pista do Jóquei Clube, a torre da Globo no prédio da Gazeta na região da Avenida Paulista, o maestro Eduardo Lages trabalha forte na regência à noite, mais Banespão, o hotel Maksoud Plaza, fechado em 2021, visto de cima, o trânsito na Paulista, o ônibus passando pela torre da Globo, por um momento Lages vai de “Emoções”, tome torre, agora um pouco de “Detalhes”, Roberto Carlos comparece no terraço do Maksoud Plaza para cantar “Emoções”, com a torre de transmissão global visível ao fundo – o Rei está sozinho, ao contrário de sua apresentação anterior no topo de um prédio paulistano, cantando “Quando” no filme “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”... Ali mesmo no terraço, possível inspiração para Silvio de Abreu escrever a cena em que Laurinha Albuquerque Figueiroa se joga depois de arrancar o brinco de Maria do Carmo em “Rainha da Sucata’, que a Globo estreou no ano seguinte, gravada num edifício próximo, Roberto Carlos trabalha forte no “stand-up”, “cada vez que estou em São Paulo, me lembro sempre da Jovem Guarda, das jovens tardes de domingo, dos carrões, os amassos, o calhambeque" - com a música respectiva de fundo, em versão instrumental - "que coisa boa, agora o Rei é visto na janela de uma casa ajardinada, “não resisto a vontade de dizer novamente, é uma brasa, mora???” – faz sentido, insistimos, a parte do terraço lembra o primeiro filme de Roberto, lançado no ano em que chegou ao fim “Jovem Guarda”, o programa da TV Record, no caso... Dentro da casa, Roberto Carlos está acompanhado do maestro Eduardo Lages, pilotando o teclado, e por Erasmo Carlos, que o interrompe quando vai começar a cantar uma das músicas do novo disco, “Tolo”, “pode parar, por favor, pode parar, pode parar, eu não posso ouvir essa música que eu choro”, Roberto não entende, “pô, eu sei, bicho, mas pensei que já tivesse passado, afinal já tá tocando no rádio, você já ouviu algumas vezes, não passou não”, o Tremendão parte para a explicação, “você sabe que eu choro, bicho, desde o Café da Manhã, teve o ano de Se Você Disser Que Não Me Ama, então agora é o ano de Tolo, eu choro toda vez que ouço”, emendando uma recordação, então vi você na televisão, né, bicho, e corri pra janela, bicho, e gritava, olha o Robertão, tá em primeiro lugar com Parei na Contramão lá em São Paulo, e a música é minha!!!, eu queria que o mundo inteiro soubesse disso”, mais uma evocação, “e a história da dormidinha, a dormidinha célebre, eu vou explicar aqui” – o Rei nota a empolhgação, “hoje ele chegou pra contar tudo aqui na televisão, parece que ele escolheu a televisão  para contar as coisas que ele não tinha me contado antes” – “é que quando a gente compõe, geralmente vara a madrugada inteira, né, e quando chega 3, 3h30 da madrugada, mais ou menos, ele dá uma dormidinha, olha, vou dar aqui uma dormidinha de 15, 20 minutos, e aí eu acho que ele sonha com a música, então quando a gente tava compondo Sentado a Beira do Caminho, a música tinha empacado no refrão, o refrão  não saía de jeito nenhum, não é, então ele chegou e disse assim, vou dar uma dormidinha, e sonhou com a música, quando ele acordou, ele me olhou e disse assim, preciso acabar logo com isso, preciso lembrar que eu existo, então até hoje, quando a música tá sai não sai, sai não sai, não quer dar uma dormidinha pra ver se não sai a letra”, Roberto ri litros e faz uma observação, “mas de vez em quando eu dou uma dormidinha e quando acordo ele já fez duas, três frases, sabe”, Erasmo pede atenção, “agora eu vou dar uma lembradinha aqui”, close no teclado, foca no jardim, o Tremendão canta “Sentado a Beira do Caminho”, composta em 1969, que outra canção poderia ser, digo, Erasmo comenta, “música grande a gente fica mais tempo na televisão”, o Rei concorda, rindo, “coisas de Erasmo, coisas de Erasmo” – de forma singela, com o clima informal e a presença de  Lages lembrando a "live" que Roberto fez em 2020, durante a pandemia de Covid-19, o especial assinala os 30 anos de carreira de Roberto, iniciada com "João e Maria", música tocada na estreia do "Domingão do Faustão", em março daquele ano, para o público adivinhar quem era o cantor que imitava a voz de João Gilberto naquela gravação... O Tremendão parte para o “larará” no final da música, segundo o Rei, “sem larará não vale”, risos e aplausos, Erasmo Carlos comenta, “agora esse seu novo disco tá, dor de cotovelo perde, agora é dor de joelho também”, Roberto Carlos diz ao maestro, “até parece que ele não fez as letras junto comigo, sabe como é que é, tem a lágrima dele lá”, Erasmo lembra, “além do Tolo tem Pássaro Ferido”, Roberto concorda, sem confundir a canção com a minissérie “Pássaros Feridos”, exibida pelo SBT depois de “Roque Santeiro”, em 1985, “Pássaro Ferido, é”, corta para o Rei embarcando em um jatinho, visualizando um rosto de mulher ao chegar na porta da avioneta, agora a mulher contempla a vista da Baía da Guanabara, cena que lembra “Se Diverte e Já Não Pensa em Mim”, a diferença é que Luiza Brunet estava no canto direito da tela, o jatinho decola (do Santos Dumont), Roberto sozinho na sala de sofás brancos, close nos olhos da morena, o Rei canta “Pássaro Ferido”, que como Erasmo apontou, está no novo LP, a mulher conversa com Roberto naquela mesma sala, acha graça da resenha e deita a cabeça em seu ombro, no jatinho, o Rei olha as nuvens pela janela, ainda não havia celular para fazer foto nem rede social para postar, olha os olhos dela, a viagem na avioneta aborrece Roberto, agora a mulher preferiu ler uma revista, da Editora Globo, naturalmente, ao notar a presença dele, sai da sala, no jatinho o Rei está pensativo, o avião cruza os céus, a mulher vai embora, descendo a escada do prédio, o pássaro da canção voa pelos ares, “pássaro ferido, peito machucado, coração sofrido por amar sem ser amado, pássaro ferido que não te esqueceu, sem o seu carinho esse pássaro sou eu”, Roberto lamenta no sofá, dá um close nela, sem referências aos presentes, agora o Rei lamenta na poltrona do jatinho, a avioneta sobrevoa o Rio de Janeiro, olha ela aí de novo, o jatinho pousa, a mulher faz pose numa cama de casal com duas mesinhas de cabeceira, cada um com seu abajur e seu telefone de teclado, as praias cariocas à noite, Roberto cantando no braço do sofá, a mulher joga a cabeça para trás, o Rei beija a testa da garota num “flashback”, ela olha para a praia, ele está pensativo, tome pássaro voando, mais um close na mulher, as praias cariocas à noite – a letra da música, de um romantismo “sertanejo”, as outras faixas do disco de 1989 tocadas no especial, fazendo doer o cotovelo e o joelho, como disse Erasmo Carlos, que trabalhou forte fazendo todas essas músicas com Roberto, o tri de Luiza Brunet, os “feats” femininos nos clipes, tudo aponta que o casamento do Rei com Myriam Rios chegou ao fim, como de fato aconteceu naquele ano... Ops!!!...

















Após duetos com Maria Bethânia, Gal Costa, Fafá de Belém e Rosana, Roberto pode tirar Simone de letra, digo...



































Eduardo Lages toca no tecladinho “Nem as Paredes Confesso”, Erasmo Carlos dá uma olhadinha discreta no texto e diz, “pois é, bicho, pela segunda  vez você veio de Portugal trazendo uma bela canção, você se amarra em fado, bicho”, Roberto Carlos responde, “eu gosto de tudo de Portugal, tudo, principalmente do carinho que os portugueses tem por nós quanto estamos lá, maravilha, aproveito para desejar aqui aos nossos amigos portugueses um Ano Novo maravilhoso com paz e amor, e vamos ouvir Nem As Paredes Confesso”, uma composição dos patrícios Artur Ribeiro, Francisco Trindade e Maximiano de Souza, de 1953, um fado mais conhecido no Brasil pela gravação de Nelson Gonçalves, em 1969, que o Rei, fã do "Metralha", incluiu em seu novo disco, 20 anos depois, ele começa abrindo um pesado portão dourado e entrando num salão onde está uma mulher toda de preto, uma viúva, talvez, certeza mesmo nós temos que ela é interpretada pela hoje dubladora Andréa Murucci, “não queiras gostar de mim, sem que eu te peça, nem me dês nada que ao fim, eu não mereça”, a mulher vai para o pátio e depois coloca o véu na cabeça para rezar na igreja, foca no rosto, com sobrancelhas grossas, corta para a lua cheia, a imagem de Roberto se funde com a colunata que ele próprio percorre, ela segue rezando, “podes sorrir podes mentir podes chorar também, de quem eu gosto, nem às paredes confesso”, notem o poste de iluminação com vela atrás do Rei, mais um close nos olhos e nos sobrolhos da mulher, Roberto comparece no portão que abriu e volta à colunas,  a reza prossegue no altar barroco, os olhos de novo, hora de “violar o tocão”, digo, de tocar o violão, Roberto só observa a lua cheia, olha a viúva chegando e passando pelo salão, onde o Rei caminha avulso por entre as colunas, agora o altar barroco está vazio e Roberto retorna ao portão, que não é o do cachorro que sorriu latindo  - não chamaram a Manuela D'Além Mar e o resultado certamente não foi tão polêmico quanto o clipe “Like a Prayer”, que Madonna lançou naquele mesmo ano de 1989, prevendo até que a diva pop um diria viria a residir em Portugal, porém o país que serviu de cenário para ilustrar a canção lembra os musicais que Roberto gravou na RTP durante a citada visita anterior a Portugal, em 1966, ainda com o salazarismo no poder,  no YT podemos ver o Rei cantando “História de Um Homem Mau”, “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, “Não Quero Ver Você Triste”, “O Calhambeque”, apresentação filmada em plano-sequência, a câmera se distancia do Rei e os calhambeques vão aparecendo, “Parei na Contramão” e “Coimbra”, a música portuguesa que Roberto trouxe em sua bagagem na ocasião quando voltou ao Brasil...  Intervalo com "break", corta para o Teatro Municipal do Reio de Janeiro, Roberto Carlos comparece no palco e comenta em “off”, “olhando para esse gigante e pensando, toda minha vida eu tenho dedicado a música, escolhi o Municipal para celebrar nesse templo maior a maior paixão da minha vida, a música”, e logo após cumprimentar o maestro Lages e a plateia, vai de “Tolo”, lançamento do disco de 1989, “como um tolo fui seguindo seu caminho, me deixando ser levado por suas mãos, na ilusão do amor, sem pensar na dor”, foca na plateia acompanhando a coreografia do Rei com o microfone, “quanta insensatez, quanta estupidez, que eu fiz pra mim” – citando de uma só vez “Insensatez”, de Tom Jobim, e “Sua Estupidez”, que o próprio Roberto gravou no “disco da praia” de 1969... Aplausos da plateia que lota o teatro, a próxima música é precedida por uma apresentação em português e espanhol, “esse programa está sendo exibido em todo o mercado latino, todo o mundo hispânico” – quase um programa “Chespirito”, digo – “então eu quero, melhor falar em espanhol, então, quero dedicar esta canción a todos mis amigos de Latinoamerica y de todo mundo hispânico, gracias”, interpretando “Si Me Vas a Olvidar” em espanhol, composição do xará Roberto Livi, mais uma faixa do novo disco, porém numa gravação em português, traduzida por Carlos Colla, “Se Você Me Esqueceu”,  “si me vas a olvidar, porque asi lo has querido, yo no voy a llorar, cuando tu te hayas ido”,  acompanhado do coral RC3 – Julio Iglesias, corre aqui... A plateia ainda batia palmas quando Roberto Carlos começou a cantar “Ele Está Pra Chegar”, de 1981, mas com uma introdução que lembra "Não Quero Dinheiro", luz azul no palco, indicador ao alto, maestro trabalhando forte na regência e batendo palmas, o coral dançando, close nos bongôs e no sax, Roberto prepara as flores para distribuir ao público presente, mudando de música, “detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes pra esquecer, e a toda hora vão estar presentes, você vai ver”, emendando com a mensagem de fim de ano aos amigos, clientes e fornecedores, obrigado, obrigado pela presença, Feliz Natal e um Ano Novo maravilhoso, saúde, muita paz e muito amor, que Deus abençoe a todos, obrigado, obrigado!!!”, enquanto algumas mulheres correm até o palco para pegar as flores, entra o intervalo – em termos de Teatro Municipal, o de São Paulo apareceu no especial primeiro, em 1981, agora, “Ele Está Pra Chegar” ficou sem sua parte mais marcante, os aleluias do coral, digo... Na volta, “Jesus Cristo” em versão para coral, a mesma gravação do especial de 1974, closes de crianças ao lado de Roberto Carlos, “que a paz de Deus esteja em todos os lares, mas eles também precisam de paz, os índios, os animais, os pássaros, os peixes, a flora, todos eles acuados pela predação, pelo terror, amemos a todos, principalmente as crianças, a elas pertence o futuro deste país maravilhoso”, mais closes de crianças, corta para a Quinta da Boa Vista, próxima da “Flag Square”, olha o Museu Nacional ali, onde o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Salles, reza uma missa campal, Roberto acompanha de óculos escuros, “e unidos estamos em praça pública, unindo nossas preces, unindo nossos corações, para suplicar a Deus a paz e a concórdia em nosso país, elevando o nosso coração, preparando para a vinda de Jesus”, o gramado da Quinta está lotado, foca nas freiras, também uma evocação da infância do Rei em Cachoeiro do Itapemirim, Roberto comparece ao altar da missa para cantar “Noite Feliz”, sob um céu nublado e um vento que bagunçou seus cabelos – mas o brinco de peninha estava lá, firme, a ligação entre as partes profanas e sagradas do programa... Ops!!!... A imagem de uma onça pintada e de cenas da floresta ao som de “Amazônia” introduzem os créditos finais do programa, “Redação Ronaldo Bôscoli”, olha a ararinha-azul, “Elenco Andrea Murucci Fatinha, Cristiane Cardoso, Participação Especial Luiza Brunet” - não confundir Cristiane com a filha de Edir Macedo - tem também o macaco sagui, “Direção Geral Augusto César Vannucci José Mário, Agradecimentos Centro de Instrução de Guerra na Selva CIG’S Hotel Rio Palace do Rio de Janeiro Hotel Tropical de Manaus Polícia Militar do Rio de Janeiro Detran”, o Rei no galho (!!!), o voo rasante no rio, a bolinha da Globo entra no por do sol, a trilha sonora é sobre a Amazônia, porém o Viva colocou um anúncio pedindo doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul - os créditos não citam as músicas tocadas no programa, como de hábito nos especiais dirigidos por Augusto César Vannucci – pois é, não é, a missa na Quinta da Boa Vista deve ter complicado bastante o trânsito na região do Maracanã, Pancada, digo, alis, nosso colega de rede e fornecedor de DVDs, de olho nesse especial por ser inédito no Viva, curtiu, mas não tanto, faz sentido, não vendo com os olhos da zoeira, o programa de 1988 era excelente, só convidados no auge, desta vez, as muitas locações e os clipes que Roberto faz o Cândido Manso deixaram o programa com a maior cara de rolê aleatório... Ops!!!...











































Mas quem diria que o clipe de "Nem As Paredes Confesso" se transformaria no "Like a Prayer" brasileiro???...


Lançadas do Ivo Borracheiro Abrindo o Banheiro...

Gravaram Ivo Borracheiro há tanto tempo, mas tanto tempo, que o SBT ainda passava "Chaves"...































E Ivo ainda perguntou para a mulher que esperava a troca do pneu se conhecia a Dona Florinda...





























Capa do Site – “Presidente do Timão, Augusto Melo vai à Europa ouvir propostas por Wesley”. Mesmo achando pouco os 100 milhões de reais oferecidos pelo West Ham, afora a volta dos rumores sobre a Emirates adquirir o “naming rights” do Fielzão... “Entenda planos do Timão no mercado para substituir Cássio”. A princípio, deve deixar pelos goleiros que já tem à disposição, ou seja, sobrou para Carlos Miguel, Matheus Donelli, Felipe Longo e Cadu... Alis... “Veja quanto o Timão vai economizar com a saída de Cássio”. Seis milhões, sacangaem... Alis... “Em despedida, Cássio revela motivos da saída e diz: ‘Fiz de tudo para ajudar o Timão’” Fim de ciclo, não necessariamente a reserva, acreditando que a coletiva e as homenagem no sábado apontam que ele saiu pela porta da frente... Enquanto isso, no “Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel”, a apresentadora vestiu-se de preto para dividir com Aline Mineiro, Aretuza Lovi, Felipeh Campos, Mc Ryan, Victor Sarro e Xaropinho (já estamos sentindo saudades de Márcia Sensitiva, digo...) para o trabalho forte de avaliar a dupla sertaneja Emilly e Diana, o capoeirista Vilmar Pardim  - usando o uniforme da empresa de ônibus Gontijo, com um coletivo projetado no palco e tudo -  o dançarino Diguinho Reis – não confundir com o Coruja - e o praticante de calistenia Anderson Santos, “test-drive” de Aline à parte - sem suquete de laranja, Professor Girafales... No “Qual é a Música”, versão “pocket”, uma reunião de beldades, Ana Paula Minerato , Andrea Nóbrega – a própria, que habitualmente divide os testemunhais da Ultrafarma com Patrícia durante o programa, Ariany Rolim, ex-“Fofocalizando”, hoje no “Chega Mais”, Fabíola Gadelha, que o saudoso Marcelo Rezende apelidou de “Rabo de Arraia”, Sylvia Design, a própria, vide loja na região da Rua Tuiuti, perto da estação Tatuapé do Metrô, e Val Marchiori, Geisy Arruda, corre aqui, e nessa batalha da biscoitagem, Ariany levou a melhor marcando nada menos que oito pontos (!!!)... O “Jogo das Três Pistas” foi uma rinha de ex-globais, Joaquim Lopes contra Sidney Sampaio, a gente curtiu o Joca por razões de saudades do Vìdio Xô e Patrícia deixou pelo eterno Daniel de “Palhação” devido aos seus papeis nas novelas bíblicas da Record, Joca venceu, 69 a 49, o auditório marcou 40 pontos e pula a provinha da Havan... Depois da memorável atuação de Patrícia no “Nada Além de Um Minuto” na semana passada, o quadro voltou ao normal, com Diogo, que realizou as provas Beirada, Passa Carta, Bexiga no Gargalo, Me Puxe (depois de duas tentativas, deu tempo até de Patrícia fazer “merchan” e ensinar o competidor...), Acerte o Peso (“berimbau não é gaita”, disse o concorrente antes da conferência da apresentadora...), Dedo no Dado, Bolinha na Colher, Lançar Tampinhas, Torre de Bilhar (empilhando as bolas com os saquinhos de chá... Ops!!!...), parando com 75 mil reais e um Silvinho ganho na base da cara de pau, faz sentido, o segredo do Silvio era não se entusiasmar para o público não alimentar muitas expectativas, ao contrário de Patrícia, mas, enfim... Nas “Câmeras Escondidas”, Sofá que Pula (postada no YT em 12 de novembro de 2017, Adriano pede ao candidatos a uma vaga de emprego que esperem a entrevista no sofá da sala de espera, lendo uma revista, enquanto a televisão no recinto exibe o “Fofocalizando”, interrompido pelo “Plantão SBT” que irá mostrar o lançamento de um foguete para Marte, e no final da contagem regressiva, auxiliada pelo cronômetro do “Nada Além de Um Minuto”, o sofá ejeta seu ocupante na direção da mesinha de centro da sala...), Índios e Cowboy na TV (postada em 24 de julho de 2022, Aline Serrano aplica um teste cognitivo em que é preciso contar o número de indígenas que aparecem no filme de faroeste, até o momento em que o caubói salta da tela e a tribo comparece pelas janelas da sala...), Ivo Borracheiro (postada em 16 de agosto de 2019, o Mestre Ivo Holanda vai atender o telefone na borracharia e deixa uma câmara de ar estourar, e se recusa a fazer a troca do pneu do carro de uma mulher antes do “Chaves” acabar, para vocês verem como esse vídeo é antigo, digo...) e Banheiro que Abre (inédita, em um parque na região de Embu das Artes, Ivo faz um varredor que só espera o comparecimento no banheiro químico para trabalhar forte com o controle remoto e fazer as paredes do sanitário desabarem no meio da obra... Ops!!!...)...









 












Mostrando a Rima no Embu...

Disfarçado de varredor num parque da região de Embu das Artes, Ivo apronta mais uma das suas...
























































E só apertar o botão que o ocupante do banheiro químico fica literalmente com as calças na mão...


sexta-feira, 17 de maio de 2024

Sem Silvio Luiz, o que é que eu vou dizer lá em casa???...

E nos últimos minutos da finalíssima do Paulistão, Silvio Luiz foi retirado pela produção numa cadeira de rodas... 



 

















Silvio Luiz saiu de cena na última quinta-feira, faturando 11 pontos no Bolão Pé-na-Cova, depois de oito dias internado na UTI do Hospital Oswaldo Cruz, na cidade de São Paulo, e pouco mais de um mês após sua última transmissão esportiva, a finalíssima do Campeonato Paulista, onde a Porcaria conquistou o título vencendo o Peixinho por 2 a 0, no último dia 7 de abril... Silvio fazia a cobertura do jogo transmitida pelo portal R7, o site PlayPlus e o Youtube ®, na companhia dos humoristas Marcos Chiesa, o Bola, e Márvio Lúcio, o Carioca, com apresentação de Zé Luiz, o próprio, o papi de Manu Gavassi, o Verdinho já ganhava por 2 a 0 quando Carioca, imitando a voz de Silvio, diz, “que jogo nervoso”, Silvio Luiz faz uma graça ao microfone, pega o vidro de chicletes de Bola, fica olhando e devolve para o humorista... Carioca, imitando Silvio, faz as contas, 80 minutos de jogo, são 90, faltam 10, Bola acrescenta os acréscimos, Carioca acreditou que seriam cinco minutos, Bola deixa por mais, Silvio leva a mão a boca e boceja, “teve substituição pra caramba, mais a cera”, Carioca disse que no primeiro tempo teve mais cera, Silvio concorda e dá mais uma tossida... Carioca comenta “começou o futevôlei”, os dois humoristas narram um ataque de Flaco Lopez, Silvio Luiz fala, “calma, calma”, Carioca responde, “quer calma, tô calmo, tamo calmo”, Bola intervém, “segura, segura aí”, Silvo repete, gesticulando com a mão, “calma, calma”, Carioca diz de novo, “tamo calmo”, olha para o lado e pergunta, “o Bola tá nervoso, Silvio???”, o próprio Bola se antecipa em responder, “eu tô, só pra variar”... Silvio Luiz balbucia palavras incompreensíveis no microfone, Carioca o imita, “tá nervoso, atenção”, lance de ataque do Peixinho, Bola pede, “sai, Weverton”, Carioca olha para o lado e prossegue, “olha aí, lá vem o Peixinho”, Bola comenta, “nossa, prensou bonito”, Carioca olha para o lado de novo e começa a conversar com meio de gestos com a produção, apontando para Silvio, que pergunta, “quando falta???”... Entra uma sonoplastia de vidro quebrado, Carioca continua a conversa, sinalizando que não, Silvio levanta a mão, Bola observa Silvio, Carioca ajeita o fone de ouvido, Bola observa, “não tá fácil esse jogo não”, Carioca imita Silvio, “não tá nada fácil não”, Bola prossegue, “o Peixinho está em cima do Verdinho”, Silvio Luiz pronuncia um “é!!!”, Bola faz sinal para a produção, Carioca tira o fone, se aproxima de Silvio, fala em seu ouvido, Bola continua a narrar o jogo, “quero nem ver, substituição no Verdinho, Carica”, Silvio faz sinal de positivo, Carioca recoloca o fone... Bola diz, “vai entrar o Rony”, Silvio faz mais um sinal de positivo, Bola pergunta, “quem vai sair???”, Carioca responde imitando Silvio, “vai sair o Flaco”, Bola confirma, “vai sair o ‘Fraco’ e entrar o Rony”, um funcionário da produção se posiciona atrás de Silvio Luiz, que ergue o braço, a imagem da transmissão é cortada, Carioca fala, “vamos dar uma descansada aí, Silvio???”, Bola pede, “vai tomar um ar, Silvio”, Carioca insiste, “vai tomar um arzinho e você volta”... Os dois humoristas comentam sobre mais uma substituição do Verdinho, discutem se é a terceira ou a quinta, ouve-se o barulho da torcida, Bola repete um bordão de Silvio Luiz, “pelo amor dos meus filhinhos, vamos lá”, ele e Carioca repetem que Silvio “precisa tomar um arzinho e já volta”, Bola acrescenta, “ele vai tomar um vento, ele tá nervoso”,  a imagem volta quando Silvio passa na frente da dupla numa cadeira de rodas, levado pelo brigadista de incêndio do estúdio,  Carioca faz sinal de positivo, “vai lá, Silvão, tamos te esperando”, Bola segue a narração, “ê, chutão pra cima” – Silvio Luiz não voltou, tinha sofrido um AVC e foi internado, ficando 23 dias sob observação, voltando ao hospital em 11 de maio, quando foi intubado, em coma induzido, e saiu de cena por falência múltipla dos órgãos às 9h40 de 16 de maio...  A história de Silvio Luiz é contada em uma biografia escrita por Wagner William, lançada em 2002, a qual mostra que muito além da narração esportiva,  Silvio Luiz teve uma participação significativa nos primeiros anos da televisão brasileira,  seja diante das câmeras ou por trás delas, nas TVs Paulista,  Record (duas passagens)  e Excelsior...  Posteriormente,  já dedicado exclusivamente ao esporte,  esteve na Band (duas passagens),   SBT e após a publicação do livro,  na Band Sports, na Rede TV!, e desde 2022, novamente na Record... Uma carreira mais de sete décadas que não inclui passagens pela Globo... Sylvio Luiz Perez Machado de Sousa tinha 17 anos de idade quando, depois de muito insistir com o diretor Waldemar de Moraes,  entrou para o elenco da Rádio São Paulo,  onde sua mãe,  Elizabeth Darcy, trabalhava como locutora... Fazia pequenas participações em radionovelas e algumas locuções... Silvio aproveitou que a mãe  foi contratada como garota propaganda da TV Paulista,  inaugurada em 14 de março de 1952, e pediu emprego ao narrador esportivo Moacir Pacheco Torres... Além de puxar cabos,  arrumar fiação,  trocar lâmpadas e organizar cenários no pequeno estúdio montado num apartamento na região da Rua da Consolação,  Silvio atuava como locutor - vide "Tarde Esportiva no Trote" - repórter de campo, o primeiro da televisão brasileira - vide transmissor carregado pelo repórter e entrevistas com atletas sul-americanos na São Silvestre, usando o espanhol que aprendeu no período que viveu na Argentina com a mãe e seu segundo marido - e participava como ator da novela "Sinhá das Dores", do seriado "Raffles,  O Ladrão de Casaca" e no especial de Natal "A Vida de Jesus Cristo"...  Quando a TV Record foi inaugurada,  em 27 de setembro de 1953, o comentarista Leônidas da Silva foi tirado da TV Paulista e indicou Silvio para a vaga de repórter de campo ao responsável pelas transmissões esportivas,  Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta... Produziu e apresentou o programa "Sete Dias no Prado",  sobre turfe, trabalhou como câmera de estúdio e também atuou como ator, no teleteatro "Sob a Luz dos Refletores" - foi o vilão em "Cela 2477 - Corredor da Morte",  interpretando ainda o Julinho,  um dos filhos de Dona Lola na primeira versão da novela "Éramos Seis",  dirigida por Ciro Bassini, com capítulos exibidos duas vezes por semana... Nessa mesma época,  sua irmã Verinha Darcy também atuava na tela, e seu papel mais famoso foi o da protagonista da novela "Pollyana",  apresentada pela TV Tupi em 1956... Tempos depois, famoso como locutor esportivo, disse, conforme registra o livro:  "Mãe,  primeiro eu fui o filho da Elizabeth Darcy; depois o irmão da Verinha Darcy; então passei a ser o marido da Márcia; mas agora eu sou o Silvio Luiz"... Encarou o guarda-costas Gregório Fortunato para entrevistar o presidente Getúlio Vargas no Jóquei Clube, em 1953, registrou o palavrão dito pelo jogador corinthiano Luizinho ao ser expulso de campo, o primeiro da televisão brasileira, em 1955, foi o repórter da primeira transmissão direta do Rio para São Paulo em 1956, acompanhado de Hélio Ansaldo, testemunhou o Jogo das Garrafadas em 1957, foi gerente da Rádio Guarujá, arrendada pelo dono da Record, Paulo Machado de Carvalho e se escondeu dentro de uma escada de aeroporto para entrevistar os campeões mundiais de 1958... Um trabalho forte que rendeu nada menos que cinco prêmios Roquette Pinto seguidos como melhor repórter esportivo... Reconhecimento que não veio em forma de salário, fazendo Sílvio ir para a Rádio Bandeirantes em 1960 (na TV Record, foi substituído por Reali Júnior, que veio da Rádio Record) , integrando-se a equipe de Edson Leite, narrador e diretor artístico da emissora... Participou da reformulação da Rádio Guanabara, atuando ao lado de Jorge Cury e Oduvaldo Cozzi nas transmissões esportivas, vide termômetro dado por João Saldanha para medir a temperatura no gramado... Esteve em sua primeira Copa do Mundo em 1962, no Chile, com a equipe da Cadeia Verde Amarela, liderada pela Bandeirantes, vide painel luminoso representando a movimentação da bola no campo, instalado na região da Praça da Sé... Depois da final, vencida pelo Brasil, Edson Leite anunciou que deixaria a locução esportiva, dedicando-se apenas a direção da rádio - e a campanha de Adhemar de Barros ao governo do Estado, assessorado por Sílvio...























E em 1954, Silvio Luiz reclama das pessoas que entraram na sua frente quando iria entrevistar Humberto Tozzi...




























No final de 1962, Silvio Luiz deixa a Rádio Bandeirantes e é levado por Edson Leite para a TV Excelsior,  onde se tornou diretor de produção... Apoiado no dinheiro do empresário Mário Wallace Simonsen, Leite realizou inúmeras contratações de atores, atrizes, humoristas,  redatores e diretores e criou a grade de programação "sanduíche" - "novela das sete, jornal, novela das oito"... Simonsen,  devido ao apoio dado pela Excelsior a João Goulart para que tomasse posse em 1961, começou a ser perseguido pelos militares após o golpe de 1964, levando a Excelsior a mudar de dono várias vezes até seu fim, em 1970... Edson Leite, por sua vez, era muito ligado ao governador de São Paulo,  Adhemar de Barros,  inclusive sendo o marqueteiro da campanha,  vide Silvio Luiz maquiando Adhemar para gravar um pronunciamento após o golpe... Silvio dirigiu o "Show do Meio-Dia",  o "Festival de Bossa Nova",  o "Boxe no 9" - que tinha Edson Cury,  o Bolinha,  como mestre de cerimônias - os teipes de futebol narrados por Geraldo José de Almeida,  o show de Ray Charles... Produziu e dirigiu "Signo Show",  com o astrólogo Omar Cardoso,  levou o "loop" para "Últimas Esportivas"  e apresentou o "VT Show" em frente à máquina de videoteipe da empresa,  onde exibia cenas da programação da emissora e entrevistava os artistas da casa...  Silvio até se improvisou como assistente de palco de Walter Stuart,  atuando como "casaca de ferro" durante a apresentação circense do ator... Na direção de produção,  criou os relatórios de ocorrência para sanar falhas técnicas...  O ritmo de trabalho intenso o levou a contrair tuberculose,  que o afastou por quase um ano...  Na volta,  foi supervisionar a montagem dos cenários de novelas nas instalações que pertenciam a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, na região de São Bernardo do Campo, coordenando o trabalho dos profissionais argentinos trazidos por Leite...  Foi em um desentendimento com o assistente de produção Ubirajara Guimarães, no set de gravação da novela "2-5499 Ocupado", a primeira com exibição diária no Brasil, montado no Teatro Cultura Artística,  que surgiu o apelido "iogurte"  - "branco, baixo e azedo"... No "Show do Meio-Dia",  conheceu a futura "sócia",  a cantora Márcia...  Que chegou a final do I Festival de Música Popular Brasileira,  em abril de 1965, produzido por Solano Ribeiro e com direção de TV de Silvio... Não na final,  pois no mês anterior,  Edson Leite brigou com ele devido ao esquema de cobertura das eleições municipais de São Paulo, que interrompeu várias vezes a programação normal... Quando Ubirajara Guimarães foi contratado pela Record, sugeriu a Paulinho Machado de Carvalho a contratação de Silvio para ser diretor de produção,  levando ao seu retorno para o Canal 7...  Silvio volta para a Record em 1966, como diretor de produção,  trazendo da Excelsior a prática dos relatórios de produção e relatórios de ocorrência,  feitos numa linguagem incisiva,  que valeu o apelido de "Ministro da Educação e Cultura"...  Foi diretor de TV, apesar de dizerem que seus dedos eram grossos como um maço de cenouras... No auge dos programas musicais e dos festivais de música,  foi diretor de TV do programa "MPB",  produzido por Alberto Helena Junior, e chegou a ser jurado do Festival de 1969... Os principais programas da emissora eram produzidos pela Equipe A - Antônio Augusto Amaral de Carvalho (Tuta), Manuel Carlos,  Nilton Travesso e Raul Duarte - e as demais atrações ficavam a cargo da Equipe B - Luís Carlos Miele,  Ronaldo Boscoli e, como diretor de TV, Silvio Luiz... Também assumiram o comando de algumas atrações da equipe A, como "O Fino da Bossa", "Show em Si... Monal", "Corte Rayol Show" e algumas edições do "Show do Dia 7"... Participou como convidado do "Esta Noite se Improvisa",  foi jurado do "É Proibido Colar Cartazes" e fez figuração nos programas de humor "Família Trapo", "Bronco Total"  e "Os Insociáveis"  - no "Chico Anysio Show", fez a direção de TV... Apresentou "Disque A para Acertar",  os programas de rádio "Silvio Luiz e a Nossa Turma" e "Eu e a Márcia", na rádio Jovem Pan (então do mesmo grupo da Record...), e uma criação sua, o debate esportivo "Na Boca do Tigre", reunindo jornalistas experientes e iniciantes...  Quando a Record entrou em declínio,  devido aos incêndios e a ascensão da TV Globo,  o diretor Carlos Manga, a pedido do de Paulinho Machado de Carvalho,  que comandava a emissora,  criou com Flávio Porto  e Mário Wilson "Quem Tem Medo da Verdade",  uma espécie de tribunal onde eram julgadas personalidades do mundo artístico... Silvio Luiz fazia parte do júri,  escalado por Manga para fazer o papel do jurado mau, impiedoso com os réus...  O programa,  feito numa época em que a repressão do governo militar era muito forte, dava 80 pontos de audiência,  com picos de 92 pontos... Silvio, embora recebesse um cachê maior que seu salário de produtor, chegou a deixar a atração duas vezes, após entrevistas com Carlos Imperial e Cidinha Campos... Mas sempre era convencido a voltar, já que seu tipo cruel era uma das razões do êxito do programa,  mesmo levando ao grande público a fama de "iogurte" que ganhara na Excelsior...  Terminado o "Quem Tem Medo da Verdade",  com o declínio acentuado da Record, Silvio foi produtor, diretor de TV e jurado de "A Hora do Bolinha", vide Edson Cury pagando os cachês do próprio bolso, e jurado da "Buzina do Chacrinha",  de novo como vilão,  mas em chave cômica,  vide foto ao lado de Vera Fischer e do boneco Brasilino,  mascote da Fábrica de Móveis Brasil,  a patrocinadora do programa de auditório... Silvio foi diretor de TV do "Tempo de Notícias", precursor do "Record em Noticias"  e assumiu o posto de encarregado geral das operações técnicas da emissora,  no período em que Silvio Santos se tornou acionista,  primeiro com um testa-de-ferro, e, em 1976, assumindo o controle da parte comercial,  administrativa e financeira - os setores técnico e artístico continuaram a ser controlados pela família Carvalho... Em 1974, foi a Copa do Mundo da Alemanha como repórter do pool SiBraTel - Sistema Brasileiro de Televisão - que reunia Record, Bandeirantes e Gazeta... De volta ao Brasil,  depois que a Seleção ficou em quarto lugar,  voltou a ser diretor de produção da Record e criou o programa de entrevistas "Cartão Vermelho"... Silvio Luiz começar a narrar futebol na Record em 1977... A emissora,  fortalecida pela entrada oficial de Silvio Santos como sócio, pretende transmitir a Copa do Mundo na Argentina,  no ano seguinte...   Paulinho Machado de Carvalho decide que ele e Hélio Ansaldo se revezarão nas funções de narrador e comentarista... Dois jogos depois,  Hélio abre mão do revezamento e Silvio é fixado na narração,  além de dirigir o departamento de Esportes...  Paulinho,  sem consultar o diretor, contrata Milton Peruzzi da TV Gazeta,  que traz consigo  o comentarista Galvão Bueno - o próprio - e o repórter Flávio Prado...  Que trabalharia pela primeira vez com Silvio Luiz na finalíssima do Campeonato Paulista de 1977, entre Timão e Macaca,  em que a vitória por 1 a 0 encerrou  um período de 22 anos sem o título regional...























A mesma cena foi repetida 70 anos depois, com Silvio Luiz sendo "cebolado" e soltando o verbo contra Carioca...






























O livro mostra que o narrador Silvio deixou de lado o estilo radiofônico de seguir a bola e introduziu "humor, a descontração,  o ‘nonsense’ e uma ácida ironia"  nas transmissões,  onde "passa a fazer brincadeiras, criar bordões e até a avisar que havia problemas técnicos na transmissão"... No decorrer da partida,  "ampliava os limites da tela,  cantando o lance seguinte,  pedindo narração e deslocamentos, apontando os jogadores em melhores para a sequência da jogada", o que fazia "gritando frases de arquibancada"... Isso sem contar os bordões... Wagner William faz uma pequena compilação dos bordões de Silvio Luiz, a começar por aquele que deu nome à biografia do narrador: “olho no lance!!!”; “pelas barbas do profeta!!!”; “acerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui!!! (para o início da partida)”; “está valendo!!!”; “no pé da cajarana!!! (que era o título de um programa da Rádio Bandeirantes)”; “confira comigo no replay”; “o que só você viu??? (para o repórter destacar um lance que as câmeras não haviam mostrado durante o gol)”; “balançou o esqueleto!!!”; “o que é que eu vou dizer lá em casa???”; “todo mundo como Papai Noel”; “esse até a minha sogra fazia!!!”; “papai gostou!!!” (usado quando o goleiro Edinho, filho do Edson [OG] e ex-goleiro do Peixinho, fazia uma boa defesa); “foi, foi, foi, foi ele... o craque da camisa número...!!!”; “no gogó da ema!!!”; “manda o canudo!!!”; “ficou todo arrepiado!!!”; “de carrapeta!!!”; “na orelhinha da girafa!!!”; “pega a raspa do tacho!!!”; “onde a coruja faz o ninho!!!”; “olhando pelo buraco da fechadura!!! (para o goleiro que arruma a barreira)” “nhaaaaaaaaca!!! (uma expressão usada por Paulinho e que Silvio adotou para espantar o perigo da área da Seleção Brasileira). Utilizava também os gritos dos torcedores: “mete o bico nela!!!”; “no pauuuu!!!”; “sai, louca!!!”. E no encerramento da transmissão: muito obrigado pelo carinho da sua atenção, da sua sintonia, da sua simpatia, mas principalmente da sua grande amizade, porque, como dizia o poeta Eduardo Gudin, importante é que a nossa emoção sobreviva. E uma forma bem particular de avisar que os jogadores estavam brigando em campo: tem bacubufo no caterefofo”... Isso sem contar a expressão “serviço de bordo” para o lanche servido na cabine de transmissão, gritar "éééé, mais um gol brasileiro meu povo!!!" nas partidas da Seleção Brasileira, ou dizer que o comentarista Mário Sérgio “sabe porque esteve lá”, entre outras tantas expressões... Em 1978, Silvio faz a Copa na Argentina,  briga com o técnico Cláudio Coutinho para fazer uma entrevista e liga para o pai de Rivellino para conseguir falar com o jogador... Na volta, depois da Seleção ficar em terceiro lugar, Silvio estruturou a equipe esportiva se cercando dos melhores técnicos e equipamentos disponíveis na emissora, e continuava a introduzir novidades nas transmissões,  como os telefonemas durante os jogos ou os closes nos prédios em frente aos estádios,  como no caso do Urbano Caldeira em Santos...  Como Hélio Ansaldo era também diretor artístico da Record e estava sem tempo para as transmissões,  Silvio trouxe o experiente Pedro Luiz para ser comentarista... As transmissões da emissora se consolidam junto ao público e no Mundialito do Uruguai,  em 1981,  Silvio supera a Globo na transmissão do jogo Brasil 4 X Alemanha 1 (28 pontos contra 26), sinalizando que a competição era para valer, vide aumento do número de anunciantes e das ações de "merchandsing"... Incomodada,  a Globo cogita, por meio de Nilton Travesso (que se mudou para a concorrente),  colocar Osmar Santos para narrar a final do Campeonato Brasileiro de 1981, entre Grêmio e Bambi, apenas para São Paulo, ideia vetada pelo diretor de esportes da Globo, Ciro José,  que voa até Porto Alegre para comunicar,  na cabine do Estádio Olímpico,  que Luciano do Valle narraria a decisão para tido o Brasil... Silvio percebeu a movimentação e disse no ar que "está pegando fogo na aldeia"... Mais adiante,  Nilton tentou levar Silvio para a Globo,  para narrar a Copa da Espanha,  em 1982, mas a direção da rede não aceitou... A Record enfrentaria um problema para a transmissão do Mundial...  A Globo pagou sozinha a cota do Brasil na Organização de Televisão Ibero Americana (OTI),  que detinha os direitos de transmissão,  e decidiu exibir o torneio sozinha... Para contornar a situação,  Rui Viotti, assistente de Paulinho Machado de Carvalho,  sugere que Silvio transmita os jogos pela Rádio Record...  O diretor adquire os direitos e providência uma campanha publicitária: "Veja a Copa na TV,  mas ouça com o coração...  Pela Record"...  Ou seja, Silvio narraria exatamente como na televisão,  com a equipe esportiva ficando atenta às imagens das câmeras exclusivas da Globo... A transmissão,  mesmo com as tentativas da Globo de sabotar o esquema,  mudando jogos a serem transmitidos em cima  da hora, faz sucesso,  e Edson Leite,  o próprio,  tenta levar Silvio e Flávio para a Band,  que mesmo tendo melhores condições técnicas,  perdia no Ibope para a Record... Paulinho cobre a proposta milionária feita por Leite,  e segura o narrador e o repórter,  que ganharam o apelido de "Milionário e José Rico",  mas tiveram que fazer um programa esportivo diário e outro semanal - origem do "Record nos Esportes"  e do "Clube dos Esportistas"... Inspirado no programa "Sétimo Andar - Encontro Marcado",  onde Hélio Ansaldo recebia convidados num cenário que lembrava uma sala de estar,  Silvio imaginou uma casa (com latido de cachorro e tudo)  onde receberia os convidados da equipe esportiva da Record... Tudo sem script, e não necessariamente falando de esportes... A atração era "gravada ao vivo",  sem cortes,  às 19 horas, para exibição à meia-noite (Silvio chegava a adiantar o relógio para dizer as horas durante a gravação), e a duração da atração era determinada pela disponibilidade de fitas... Além do fliperama e da mesa de futebol de botão,  os convidados deparavam com passistas de escolas de samba,  aumentando a confusão em cena, pois eram orientadas a sentar no colo dos convidados... Também eram servidos pela garçonete Ferreirinha - uma ironia com o dirigente José Ferreira Pinto - e acabavam caindo em pegadinhas,  como tomar café quente com gelo, num estúdio sem ar-condicionado... Sem a menor cerimônia,  Silvio recebia o Edson (OG) e dizia que ele entrou pela cozinha...  O dirigente corinthiano Antoine Gebran foi apelidado de "Sinhozinho Malta"  - personagem de Lima Duarte na novela "Roque Santeiro", de 1985... O responsável por trazer o pior convidado ganhava o "Troféu Palhacinho"  e a maior bobagem dita no ar recebia o "Troféu Cavalinho" - Tadeu Schmidt, corre aqui...  Os dois prêmios são exibidos por Silvio Luiz na capa do disco em que gravou duas marchinhas de Carnaval,  compostas por Fernando Solera,  o próprio,  lançado em 1984: "Olho no Lance" e "Time Feio"... Depois de um período em que a Record abrigou as transmissões de esportes olímpicos da empresa Promoação,  de Luciano do Valle - vide jogo de vôlei entre Brasil e União Soviética no Maracanã,  em 1983 - e de acomodar os interesses da Traffic,  empresa de marketing esportivo que chegou a Record antes dos Jogos Olímpicos de 1984, colocando seus sócios, Ciro José e J.Hawilla,  como comentaristas, Silvio lidera a transmissão conjunta da Copa do Mundo de 1986, no México,  feita por SBT e Record,  idealizada pelo diretor Guilherme Stoliar,  e cujo slogan foi sugerido por seu tio, Silvio Santos,  dono da emissora: "Unidos Venceremos"... A equipe reunia talentos da Record - Silvio, Flávio Prado, Ciro José,  J.Hawilla,  Fábio Sormani - e do SBT - Juca Kfouri, Osmar de Oliveira,  Jorge Kajuru - e com uma infra-estrutura técnica muito superior ao que estava acostumado,  Silvio pode se dar ao luxo de mobilizar um link para mostrar ele sendo preso pela polícia em frente ao estádio Jalisco,  em Guadalajara,  por roubar a audiência da Globo...  Depois da Copa,  onde o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final pela França,  a Record não se interessou mais em manter Silvio Luiz, já que os direitos de transmissão dos campeonatos tinham ficado muito caros,  e o retorno publicitário não cobria o salário do narrador... O próprio “Clube” saiu do ar antes do Mundial e nunca voltou... Assim, Silvio deixou a Record,  e depois de fazer narrações dos Jogos Pan-americanos de 1987 na garagem da TV Gazeta (a empresa Koch Tavares adquiriu os direitos e transmitiu a competição na emissora),  aceitou o convite de Luciano do Valle e foi para a Band, em 1987... Inicialmente,  fez o Campeonato Italiano,  onde trabalhou pela primeira vez com Juarez Soares,  e indicou Silvio Lancelotti para participar das transmissões como comentarista - e Luciano convidou o "restauranteur" Giovanni Bruno,  garantindo a resenha sobre culinária entre um "Carecone"  e outro...  Nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, Silvio volta a trabalhar com Osmar de Oliveira,  e o entrosamento da equipe leva a criação da mesa-redonda "Apito Final",  na Copa do Mundo de 1990, na Itália,  vide Silvio chamando o ex-jogador Mário Sérgio de "Cisco Kid", devido ao tiro que deu no vestiário quando era jogador, experiência repetida no Mundial dos Estados Unidos, em 1994, vide Silvio mostrando a nova nota de 1 real no ar e sendo recebido pelo presidente Itamar Franco... Apesar de alguns percalços,  como o processo movido por Edmundo (OG) em 1994, Silvio só deixou a Band quando soube que três colegas de trabalho - Ely Coimbra, Luciano Junior e Otávio Muniz - montaram uma empresa de agenciamento de jogadores... Assim,  em 1996, Silvio foi para o SBT... Além de fazer a Copa do Brasil,  o Torneio Rio São Paulo e a Copa Mercosul,  Silvio esteve nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta - vide narração da cerimônia de abertura com Osmar de Oliveira - na Copa do Mundo de 1998 na França - vide champanhe aberto aos pés da Torre Eiffel para comemorar seu aniversário,  depois da derrota do Brasil na final - e apresentou o game "Gol Show"... Depois do Mundial,  quando o SBT fechou o setor de Esportes,  Silvio retornou à Band, que tinha entregue o setor esportivo à Traffic,  em 1999... Um problema nas cordas vocais e um câncer de próstata o impediram de ter maior participação nas transmissões e o deixaram de fora do grupo que foi a Austrália para cobrir os Jogos Olímpicos de Sidney,  em 2000... No ano seguinte,  aceitou um convite para apresentar na Rádio Bandeirantes o "Esporte em Debate",  vide o quiz show "Desafio Bandeirantes"... Por fim, a  biografia também menciona a experiência de Silvio como árbitro e as duas candidaturas de protesto à presidência da Federação Paulista de Futebol,  em 1982 e 1985... Depois do livro ser publicado, em 2002, quando o Grupo Bandeirantes inaugurou o canal a cabo Bandsports,  apresentou o programa "Dois na Bola",  com Bárbara Gancia... Foi narrador da Bandsports na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha,  tendo como comentarista - e parceiro de caminhadas - Carlos Dunga (OG),  vide confirmação da indicação do ex-jogador para dirigir a Seleção Brasileira após a eliminação do torneio... Deixou a Rádio Bandeirantes em 2007 e a Band em 2008 - a alegação nos dois casos foi corte de gastos -  permanecendo apenas no canal pago Bandsports,  onde apresentava o programa "Por Dentro da Bola"... Em setembro de 2009, foi para a Rede TV!, narrando os jogos da Série B do Campeonato Brasileiro... Pouco antes da Copa de 2010, Silvio publicou na Internet a foto de uma cadeira quebrada no estúdio da Band Sports e foi cortado da equipe que iria para a África do Sul fazer o torneio... Silvio permaneceu na Rede TV!,  vide menção ao apelido de "iogurte" durante a Copa... O dono da emissora não o cedeu para a Fox Sports na Copa de 2014, e em 2020, a Band suprimiu a narração de Silvio nos jogos históricos da faixa "Você Torceu Aqui"... Nos últimos anos, Silvio trabalhava forte nas redes sociais, em comentários onde não escondeu seu voto nas eleições presidenciais de 2022, “dois patinhos na lagoa” (!!!) e acreditou, no final da Copa do Mundo do Qatar, a qual comentou nos programas da Rede TV!, que Messi jogará mais um Mundial pela Argentina...  Quando a Record voltou a transmitir o Campeonato Paulista em 2022, Silvio Luiz foi contratado para fazer a transmissão dos jogos ao vivo pelo portal R7, o site PlayPlus e no Youtube, acompanhado dos humoristas Bola e Carioca, num esquema que lembrava a transmissão alternativa da Copa do Mundo de 1982 pelo rádio, onde o público poderia ver as partidas com a imagem da Record, mas com a narração e os comentários do trio... Três dias antes do jogo decisivo entre Porcaria e Peixinho, Bola, Carioca e Silvio aproveitaram uma #tbt do Instagram da Record para reconstituir uma cena filmada em 1954, Silvio entrevistava o jogador Humberto Tozzi, do Verdinho, que integrava a seleção paulista que jogava o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, “aqui chegaram os jogadores paulistas no aeroporto de Congonhas, incialmente” – nesse momento, passam dois homens na frente de Silvio Luiz, um de terno branco, outro de chapéu – “muito obrigado por ter passado na frente, vocês está todo inteligente, as palavras de Humberto”... Na versão feita 70 anos depois, Silvio Luiz é o entrevistado, “o que pode esperar dessa final, Peixinho e Porcaria”, Silvio, ao lado de Bola, tenta começar a responder, porém Carioca “cebola” a filmagem, ele reclama, “obrigado, hein, malandro???, uma passada inteligente, hein???”, e Bola ri litros... No domingo, Carioca acompanhou o jogo imitando a voz de Silvio Luiz, repetindo com ele o bordão “confira comigo no replay!!!” quando o argentino Aníbal Moreno marcou o gol do título do Verdinho, o último que narrou, aos 22  minutos do segundo tempo, pouco antes de sofrer o AVC...






















E Silvio Luiz nunca trabalhou na Globo, entretanto podia ser visto no intervalo de "A Festa é Nossa" em 1983...


Lançadas do Gugu que Não Conhecia a Turma do Chaveco...

Chaves mandou beijo só para as meninas do Brasil, porém rolou aquela cena do "Ai Chavinho"... 

 


















Gugu disse que o Professor Girafales estava "vestido de guarda" - desconhecia o sargento Refúgio...
























Capa do Site – “Cássio chega a acordo e acerta saída do Timão para o Cabuloso”.  Vai assinar com o time mineiro até o final de 2027, e para sair da equipe corinthiana, ele e seu agente, Carlos Leite, o próprio, abriram mão de cobrarem do clube uma dívida de 10 milhões de reais, entre direitos de imagem e comissões... Alis... “Olheiro Lance!: seis goleiros para o Timão substituir Cássio”. Sobrou para Marcelo Grohe, Tiago Volpi, Diego Alves, Hugo Souza, Neto e De Gea... Ah, sim, avisem o Carlos Miguel... Alis... “Coletiva de despedida de Cássio no Timão: onde assistir e horário”. Sábado, meio-dia, no CT... Agora vai...


Numa noite de terça-feira em 2007 tivemos o privilégio de acompanhar ao vivo o programa "Esporte em Debate", da Rádio Bandeirantes, conduzido por Silvio Luiz, o Mestre dos Mestres... O programa foi transmitido diretamente do Aquário, o auditório do prédio onde fizemos nosso curso de Jornalismo... Sabemos porque estivemos lá!!!...


Antes do programa, quando Silvio folheava um livro sobre jornalismo esportivo oferecido por um professor do curso, cumprimentamos o supracitado narrador e pedimos um autógrafo na biografia escrita por Wagner William... Ele assinou com uma de suas duas canetas e aproveitou para conferir a data de sua primeira carteira de trabalho, reproduzida no livro, ele foi admitido em 23 de março de 1952 e a emissão do documento aconteceu em 22 de abril... Depois, procurou uma foto feita dentro de um avião. Queria ver quem já tinha saído de cena Doalcei Camargo, Jorge Curi, Waldir Amaral...



Vendo outras fotos, lembrou de Carlos Valadares, Ruy Viotti, Eli Coimbra... "Falcão ainda tinha cabelo", comentou... Osvaldo Brandão no hotel em Acapulco (não era o do Chaves)... Ronny Hein... "Hoje ele trabalha numa revista chamada Próxima Viagem"... Ao ver a capa do disco com as músicas "Time Feio" e "Olho no Lance", gravado na época do "Clube dos Esportistas", disse: "Uma palhaçada!!!"... Durante o programa, definiria sua outra incursão no mundo musical - uma participação no CD do Doctor Sin - como parte do folclore brasileiro...



Silvio Luiz comentou que procurou para colocar no livro uma fotografia em que entrevistava Elis Regina no aeroporto... "Nem sei quanto tempo faz, eu ainda era solteiro" - casou-se com outra cantora, Márcia, em 20 de maio de 1969... Só encontrou a foto recentemente, embora Elis apareça no livro como uma das madrinhas do casamento, ao lado de seu marido na época, Ronaldo Bôscoli... E Silvio quase viu um extrato bancário que deixamos no meio do livro... O Mestre dos Mestres foi esperar o início do programa na sala de um professor do curso (não aquele, realmente...), na qual estava posicionado o "serviço de bordo"... Ficou navegando na internet, procurando notícias sobre futebol...



O "Esporte em Debate" teve a participação do repórter Leandro Quesada, dos internautas-universitários Renato B. e Charlitos Nisz e de dois convidados que chegaram depois do programa começar - o jogador Daniel, do Poderoso Timão, e o músico Dodô, do grupo Pixote. Não, o internauta Pedro Henrique não estava na fila do gargarejo... Quem abrilhantava a plateia, ao lado de alunos de jornalismo, engenharia e filosofia era Luis Barco, o segundo mais famoso professor de matemática e estatística do país...



Silvio conduziu o programa em grande estilo... Computou os votos da enquete sobre quem vai desequilibrar nas finais do Paulistão entre Azulinho e Peixinho - Zé Roberto e a chuva foram os nomes mais citados... Perguntou ao repórter Leandro Manso (OG), que passou por telefone o boletim do Peixinho, como ele iria dormir... Rascunhou a tática do WM com outra de suas duas canetas para Daniel e Charles... Puxou o coro da plateia para acompanhar Dodô quando ele cantou Frenesi, um dos maiores sucessos do Pixote... Ao ser convidado para tomar uma cerveja depois do programa, proclamou: "Hoje é Silvio-Feira !!!"...



Conversou com Carolina, a internauta-estudante que na primeira fila do auditório lia um livro de semiologia (Silvio achou que era de matemática...) e o catálogo da exposição de Goya no MASP enquanto o programa era apresentado... Para outro espectador, pediu uma banana e a saboreou diante do público, lembrando que fez a mesma coisa em uma das fotos de sua biografia, feita por Alexandre Sardá, que tem como legenda "Aos inimigos e desafetos!!!"... Alis, Silvio disse que mandou emoldurar o último cheque de direitos autorais que recebeu: dois reais...



Enfim, um pezinho de respeito... As declarações mais contundentes da noite, no entanto, foram feitas por outro Mestre, o nosso internauta-mor... Ele compareceu, mas não ficou no palco... Cumprimentou Silvio, lembrando o recorde que estabeleceu no Desafio Bandeirantes, um "quiz" onde ele foi apresentado como morador da "Rua das Cobras", e foi sentar... No fundo do auditório... Foi ali que pronunciou duas frases de impacto... A primeira... "Na imprensa, o Poderoso Timão aumenta tudo e o Tricolorzinho atenua tudo... A segunda, disse para o microfone de Leandro Quesada... "Maldonado vai fazer a diferença nas finais do Paulistão"... De fato, a equipe de Vila Belmiro conquistou o bicampeonato paulista na decisão com o Azulinho, no primeiro jogo, realizado no então denominado Morumbi, a equipe do ABC venceu por 2 a 0, e na segunda partida, também no Cícero Pompeu de Toledo, a Peixaria ganhou de 2 a 0, conquistando o Paulistão não pelo mérito de Maldonado, mas por ter a melhor campanha na primeira fase - foi o primeiro colocado, enquanto o Azulinho foi o terceiro, atrás do Tricolorzinho, que eliminou nas semifinais... 




















Marzagão, Corre Aqui...

Gugu conversou com Botijão depois dele e Chaveco pararem de roubar - por ordens da Televisa...




































Gugu chamou Chimoltrúfia de "Dona Banguela", mas ela revelou: "sou casada com o Chaves"...