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| De repente, no parque Valdisnei Studios, surge bem na nossa frente o personagem da figurinha 3 do nosso álbum... |
Antes de viajarmos a Paris, sabendo que compareceríamos aos parques do Valdisnei, decidimos fazer uma cópia do álbum de figurinhas Galeria Valdisnei, de 1983, que reunia todos os personagens criados pelo estúdio até então, desde o Me Queimou Zé, de 1928, até o Biquinho, o sobrinho do Peninha concebido no Brasil pelo desenhista Waldyr Ygaiara, que divide a capa com o campeão de vendas de gibis da Abril na época, o Tio Patinhas, nossa intenção era comparar os personagens que trabalham forte fazendo "meet and greet" nos parques com a sua estampa nos cromos do álbum... Infelizmente, a visita a Valdisneiland Paris não ofereceu quase nenhuma oportunidade para cotejos, devido a ausência crônica de "character spots", que são bastante presentes nos parques estadinenses, a carruagem da Cinderela virou abóbora bem antes do meio-dia e o encontro com Me Queimou Zé tem que ser agendado no app dos parques, só conseguimos flagrar o rato de longe, pois estávamos na fila da Phantom Manor, pelo menos observamos que o figurino natalino de colete e cartola é bem diferente do visual da figurinha 1 do livro ilustrado, em que o personagem usa apenas um calçãozinho vermelho e segura uma hoje imprópria espingardinha de rolha... No parque Valdisnei Studios, aberto em 16 de março de 2002, dez anos depois da Valdisneiland Paris, onde chegamos numa manhã chuvosa de quinta-feira, havia"meet and greet" no modelo clássico, de "Toy Story", que é um dos melhores e mais emocionantes, e "Zootopia", mas essas produções foram lançadas muitos anos depois da publicação do álbum, assim nossa grande chance surgiu através de um outro formato de encontro, onde o personagem percorre o parque parando de tempos em tempos para fotos e autógrafos com os visitantes... Nós vínhamos do Marvel Avengers Campus, que tinha o espaço mas não o “meet and greet”, tudo bem, na época do álbum a Marvel não fazia parte do grupo Valdisnei, eram 14h50, tínhamos reserva para às 15h30 no restaurante Chez Remy, ele mesmo, o rato de “Ratatouille”, e no caminho passamos pelos quiosques do Souvenirs de Paris, nesse momento Pateta surge dos fundos da loja Chez Marianne, junto a atração de “Ratatouille”, que um par de horas antes, para nossa frustração, descobrimos que estava fechada, ele veio acompanhado da cast member Elodie, de cabelos castanhos combinando com o casaco marrom do uniforme de trabalho, já havia um grupo de visitantes o esperando na frente da loja, porém Pateta só parou quando uma criança apontou para ele, pedindo um “give me five”, logo se juntaram duas irmãs de óculos, uma de cachecol vermelho e outra de gorro da Angel de “Lilo & Stitch”, também cumprimentadas por suas enormes luvas brancas... Enquanto Pateta abraça uma cadeirante, sacamos da mochila o nosso álbum de figurinhas de quatro décadas atrás, a figurinha dele é a numero 3, logo depois da 1, Me Queimou Zé, e da 2, Minnie, a roupa que ele usa no passeio pelo parque em Paris em 2026 é quase igual a do cromo de 1983, chapeuzinho verde, blusa laranja, colete amarelo, os “gilet jaunes” são muito populares na França, digo, calça azul e enormes sapatos marrons, a única diferença é que na figurinha o colete é de cor preta... No álbum, ele está comendo um sanduiche, aqui no parque, entre uma “selfie” e outra, faz brincadeiras com as orelhas e até leva embora um carrinho de bebê, acenando para os visitantes, alguns metros adiante, ajoelha-se para dar um aperto de mão em um garoto acompanhado da mãe e da avó, posa para foto com uma família, e mais uma, brinca com outro menino antes do pai fazer “selfie”, abraça uma mulher negra e um rapaz branco para mais “selfies”, vindo em seguida em nossa direção, mas aí a “selfie” não rolou, o álbum atrapalhou a foto, e claro, a emoção do encontro também...Saímos do hotel 8h23, o paletó ficou no cabide do quarto, a camiseta Homer Simpson havaiano vai por baixo da blusa, 7 graus de temperatura, céu cinzento por trás do cinco da janela do saguão do quinto andar, tomem nota, embarque em Chateau Landon 8h31, Gare De l’Est 8h33, o trem enche, 8h35, Poissoniere, 8h38, Cadet, não confundir com Kadett Turim, 8h38, Le Peletier, 8h40, La Fayette, a das Galeries, que oferece os mapinhas de Paris no saguão do hotel, 8h42, Opera, esvaziou mais ou menos, 8h44, Pyramides, pesquiso notícias do Timão no site do Lance!, perdeu para o Fortaleza por 2 a 1 no Castelão, citando Silvio Luiz, o que vamos dizer para o guia do Stade de France???, 8h45, Palais Royal Musée du Louvre, 8h47, Pont Neuf Le Monnaie, 8h48, Chatelet, a travessia, escada subindo, corredor, escada descendo, corredor, esteira do bem, escada descendo, esteira do mal, alcançamos o mezanino da estação do trem RER 8h56, paramos na Relay, máquina de café movimentada, a manchete do “L’Equipe” é para o rúgbi, a próxima Copa do Mundo acontecerá apenas em 2027 na Austrália, porém o técnico Fabien Galthie e a geração francesa de Antoine Dupont, que está retornando aos gramados depois de oito meses afastado por lesão já cria expectativas, “Enfin la bonne???”, Jennifer Aniston na capa da revista “Gala”, a “Paris-Match” fala de Brigitte Bardot na capa, “Porque seus animais foram evacuados de sua propriedade”, Luiza Mell, corre aqui, mais uma caminhada pelo corredor do mezanino até a escada – fixa – de acesso a Linha A... Chegamos na plataforma às 9h02, o painel indica que o próximo trem para Marne La Valée Chessy chegaria em cinco minutos, porém ele apareceu bem antes, algo errado não estava certo e não percebemos a princípio, a passageira do assento em frente usava um app do Valdisnei no celular, às 9h08, passamos pela Gare de Lyon, Juninho Pernambucano, 9h14, Vincennes, única estação da Z2, são cinco zonas até nosso destino, 9h17, Fourtenay Sous Bois, inicio da Z3, estranhamos o nome, normalmente conferimos o trajeto no site da Ile-de-France Mobilities, porém ele exige que comprovação de que o usuário é humano, isso pode demorar alguns segundos, ou mais, e de fato, um minuto depois constatamos que erramos de trem, depois de Vincennes a linha A da RER faz uma bifurcação, e o comboio não estava indo para Marne La-Valée Chessy, “sino” para Boissy Saint Leger, fomos obrigados a descer na estação seguinte, Nogent Sur Marine (Nojento!!!...), chegamos a sair, de sorte que o bilhete Navigo nos permite a uso ilimitado durante três dias, voltamos, mais uma mulher desce a escada carregando carrinho de bebê, chegamos na plataforma sentido Paris 9h23, trem lotado, 9h25 em Fourtneay Sous Bous, vejo na plataforma um senhor de laptop e sentada dentro do trem uma garota usando na cabeça um lenço de oncinha, a calça é da mesma padronagem, rosto muito maquiado, celular com capa prateada e suco de caixinha na mão, cabeça encostada na parede, dormindo, 9h28, chegamos a Vincennes, subindo a passarela, vimos um cachorrinho correndo do lado de fora, 9h33, estamos de volta a rota, um minuto depois, o trem faz uma pequena parada, vejo no celular que o SBT não vai ter estande na CCXP, depois de tantos anos gravando “Câmeras Escondidas” com os visitantes do evento, 9h40, Val de Fontenay, início da Z3, no caminho certo, aqui ainda aparecem alguns edifícios de escritórios na janela, embora as casinhas com telhas francesas comecem a dominar a paisagem, 9h42, Neuilly Plaisance, fim da Z3, a estação fica em uma área urbanizada, inclusive paramos bem em frente um prédio com a fachada grafitada, atravessamos o rio Marne, o das batalhas na Primeira Guerra Mundial, em 1914 e 1918, afluente do Sena, casas com quintais, 9h45, o trem passa direto por Bry Sur Marne, 9h47, Noisy Le Grand, estação subterrânea, o painel da H&M na plataforma já virou referência, 9h53, Noisy Champs, estação embaixo de um viaduto, final da Z4, paradas próximas, separada por uma distância de poucas fotos, 9h53, a pacata Noisiel Le Grand, gramado atrás da plataforma, 9h55, Lognes Le Mandinet, vários prédios residenciais de três andares e galpões, apesar da plataforma ter cobertura, há uma espécie de cabine para dias mais frios, prosseguindo a viagem, um prédio em estilo brutalista, de dois andares, nas margens de um rio, cercado por um conjunto residencial, 9h57, Torcy, de fato, torci para fazer tempo bom, mas começou a chover, então é por isso que começamos a printar mapas do Valdisnei Studios no celular para elaborar um “plano de ataque” ao parque, decidimos fazer um rolê para conferir todas as atrações disponíveis, observada a intensidade da chuva, o que vai determinar a opção pelas que mais nos interessarem no caminho, para não ficarmos encharcados, digo, 10h02, Boissy St.Georges, estação coberta e fechada, todos na plataforma vendo o celular, campos de cultivo, indústrias, 10h06, Val D’ Europe, estação aberta, bancos brancos, gramado ao fundo, mais campos, mais fábricas, 10h10, Marne La Valéé Chessy, ponto final da viagem... As únicas pessoas no carro somos nós e um casal, na parte descoberta da plataforma, está chovendo, umas fotinhos do trem parado, subimos a escada rolante, vemos a entrada da Valdisneiland Paris do mezanino, alguém perdeu a foto 3X4 do cartão Navigo Decouverte no bloqueio, pego do chão e coloco na carteira, saguão da estação, “vending machines”, Brioche Dorée, Relay, Monop Daily, o “L’Equipe” já compramos em Paris, sortie, continua chovendo, vou na direção da placa Valdisneiland Paris, onde fica o Raio-X, para a palhaçada, noto que o casal atrás de nós fala português, ela gordinha, ele parece o Ricardo Tozzi de sobretudo, me identifico dizendo, “está muito frio, não???”, eles ficam felizes de ouvir uma pessoa falando em português, passamos pela revista 10h17, com dois seguranças negros, Julien e Youri... O casal brasileiro vai na direção da Valdisneiland Paris, nós seguimos para a entrada do parque Valdisnei Studios, que emula os estúdios de Hollywood entre as décadas de 1930 e 1950, período que é chamado de Golden Era ou Studios Era, conceito também presente no Valdisnei Holllwood Studios em Orlando, e no Valdisnei California Adventure em Anaheim, o mesmo em processo de revisão, mudando o foco nos bastidores da produção de cinema para atrações radicais focadas nas franquias da Valdisnei, passo pela catraca usando o print do QR Code do ingresso de sábado, claro que somos impedidos de entrar e a cast member Aspasia, uma loira de óculos usando sobretudo, precisa fazer a conferência, procuramos o print correto no celular, conseguimos entrar e desejamos a ela, que tem o nome de uma personagem com medo de avião vivida por Jô Soares no “Viva o Gordo” o “have a magical day”, talvez fosse o caso de falar em francês, “passe une journée magique”, mas, enfim... A arquitetura do parque segue o estilo californiano, um pouco missões, como na fonte do Mickey Aprendiz de Feiticeiro e suas vassouras encantadas, o trecho do filme “Fantasia” que mais passava na televisão, um pouco art-deco, como no interior do Studio 1, a réplica de um “sound stage” hollywoodiano que faz as vezes do Hollywood Boulevard do Studios e do California Adventure, com a diferença de ser um espaço fechado, uma tremenda vantagem em dias chuvosos como este, onde até os mapas dos parques, em francês, inglês e espanhol (na Florida teria a versão em português...) precisam ficar abrigados debaixo de um guarda-sol... Entramos no Studio 1 segurando a porta para o pessoal passar, ouvimos um “thank you” e um “grazie”, precisamos de mapas em italiano, o ambiente reproduz o Hollywood Boulevard à noite, com a iluminação realçando as fachadas posicionadas a esquerda de quem entra, Hollywood Jewel Box, Hollywood Pictures Museum (nome de uma das subsidiárias do estúdio...), Hollywood & Vine Five And Dime, o quiosque Searchlight Refresment Snacks, o The Waldisnei Studios e o Waldisnei Theater nas entradas do recinto, do lado direito está a praça de alimentação, com mesas em um jardim, no estilo dos restaurantes europeus... Seguramos de novo a porta na saída e ouvimos três “merci”, antes de enfrentar a chuva clicamos os cartazes das atrações do parque, retratadas como se fossem filmes, Toy Story Playland, Ratatouille L’Aventure Totalement Touquée de Remy, já virou nossa prioridade de visita, depois do giro pelo parque, Crush’s Coaster, Cars Road Trip, The Twilight Zone Tower of Terror, fomos uma vez em Orlando, onde o edifício parece o Hotel Majestic, hoje Casa de Cultura Mário Quintana, na região de Porto Alegre, e nunca mais, Me Queimou Zé Et Le Magicien, Together Une Aventure Musicale Pixar, Alice Et La Reine de Coeur, La Reine des Neiges, que vem a ser o show da Frozen, a nossa atração preferida do Hollywood Studios de Orlando, apesar do espetáculo ser um “stand-up” com clipes das músicas do filme exibidas em um telão e a neve “fake” caindo na hora do “Let It Go”, então é por isso que esta será nossa próxima parada, depois de um salve para a “estalta” de Valdisnei e Me Queimou Zé na saída do Studio 1, a frente de um mural com personagens da Valdisnei e da Pixar, enquadramento perfeito para uma foto com zoom 0.5... O show da Frozen acontece no Animation Celebration, o prédio com o chapéu do Aprendiz de Feiticeiro orbitado por Peter Pan e Wendy, o personagem do Me Queimou Zé em “Fantasia” também está representado numa “estalta” perto da entrada, segurando uma varinha mágica, cercado de “estaltas” menores de outros personagens, como o Donald do Bem, entramos na fila do espetáculo às 10h33, na nossa frente, uma mãe aproveita a espera para fazer o lanche dos filhos pequenos, pega umas salsichinhas que parecem aquelas enlatadas, pálidas pela ausência de corante vermelho, coloca em uns pãezinhos amarelos que lembram pão de queijo, e a meninada vai comendo, outra criança trabalha forte com o soprador de bolhas da princesa Elsa, enquanto a mãe cuida do protetor labial do irmãozinho dela, algumas pessoas sentam no chão, porém precisam levantar-se às 10h55 para serem introduzidas no “foyer” do auditório, que reproduz o saguão de um cinema de meados do século passado, cheio de referências à história do desenho animado, começando pelas pinturas rupestres das cavernas de Altamira, na Espanha, reproduzidas na parede da bilheteria, os desenhos dos vasos gregos antigos, tinha muitos desses no Louvre, o teatro de fantoches de sombras javanês, e os primeiros aparelhos que deram movimento às imagens, um carrossel maravilhoso, aqui com figuras dos personagens de “Toy Story”, e o praxinoscópio inventado pelo francês Emile Reynaud em 1877, com o cartaz anunciando suas “pantomimas luminosas”, não esqueçam do cinematógrafo dos Irmãos Lumiere, de 1895, aqui o destaque é para os pioneiros franceses do cinema... Na parede do lado oposto da bilheteria, um telão exibe o curta-metragem “Once Upon a Studio”, produzido em 2023 para comemorar os 100 anos da Valdisnei Pictures, onde Pateta tem uma participação importante, posto que é o encarregado de tirar a “foto de turma” com todos os personagens do estúdio em frente ao prédio histórico na região de Burbank, inclusive o Donald do Bem, preso no elevador com o bicho-preguiça Flash, o demônio Chernobog da Montanha Careca, que lembrou a conversa de Érico Veríssimo com Valdisnei naquele mesmo local em 1941 sobre o filme “Fantasia” e o próprio Me Queimou Zé, depois de conversar com o retrato de seu papi, que o dublava nos primeiros desenhos produzidos, o problema é que o Pateta obviamente se atrapalha ao subir a escada na hora de tirar a foto e deixa cair sua câmera de fole, frustrando todos os presentes até que começam a cantar “When Wish Upon a Star”, as vassouras de “Fantasia”, a fada do Bibidi Bobidi Boo e Sininho, quer dizer Tinker Bell, arrumam toda a bagunça e a foto está feita, acompanhada da mensagem, “To all who have imagined with us, laughed with us, thank you”, é de lavar os olhos de dentro para fora, digo... Em seguida, é exibido o vídeo que conta a história de Frozen, seguido do pronunciamento de um cortesão de Arendelle, avisando que pode vídeo, pode foto, só não pode foto com flash, é liberada a entrada no palco e dá para ver que na parede do telão estão vários “nickelodeons”, cartazes e fotos dos primeiros filmes de Valdisnei, das “Alice Comedies” que misturaram animação e uma pequena atriz de verdadinha, na verdade, quatro delas, Virginia Davis, Margie Gay, Dawn O'Day e Lois Hardwick, os primeiros curta-metragens do Me Queimou Zé, “Steamboat Willie”, em que o rato não usa luvinhas e caiu em domínio público, e Plane Crazu, na internet tem um cartaz que mostra a inspiração de Me Queimou Zé para voar de avioneta, Charles Lindberg, celebrizado pelo voo de Nova York a Paris em 1927, mas que também era simpatizante do nazismo, razão pela qual essa versão não está na mostra e, por fim, a câmera multiplano que mudou tudo a partir de “Branca de Neve e Os Sete Anões” de 1937... Entramos no auditório, escolhemos um lugar estratégico, ligamos a câmera do celular e acompanhamos o show, dividido em dois atos, realizados em palcos diferentes, o primeiro é o aquecimento do segundo, ambientado no cocho da rena Sven, quando o valente Kristof comparece cantando e “violando o tocão” e logo em seguida a dupla recebe a visita de Anna em pessoa, que ensaia com a plateia a coreografia e o coro das músicas da próxima parte do show, muito divertido, porque ela tira um sarro da cara de Kristof o tempo todo nos 8 minutos e meio de apresentação, então mudamos de plateia porque o palco do ato final é maior, representando o palácio real de Arendelle, onde Anna e Kristof encontram o boneco de neve Olaf, sempre o ponto alto do espetáculo, que aparece numa projeção 3-D, no show dos Estados Unidos é um cara fantasiado, e a princesa Elsa em pessoa, cantando a arrebatadora “Let It Go” em inglês e francês, e na sequência, Anna, cuja química com Elsa é um dos segredos do filme, e nesta representação ela estava mais bonita que a própria princesa, lembrando um pouco a Sam Pluckett, quer dizer, a atriz Jennette McCurdy, cantou a inspiradora “Love Is a Open Door”, foram 11 minutos de profunda emoção, que explicam porque o mundo de “Frozen” é peça central no processo de reformulação do parque... Na saída, topamos com a Animation Academy, bem no meio de uma aula sobre como desenhar o Stitch, cada aluno com sua própria mesa de luz, lembramos da seção do “Almanaque Valdisnei” onde ensinavam a desenhar os personagens, era uma revista que se destacava por trazer uma espécie de “multiverso” (eles são donos da Marvel agora, alis...) das produções do estúdio, os curtas de animação, os longas, os filmes em “live-action”, os documentários... Do lado oposto a academia de animação, fica o Character Spotlight, o “meet and greet” com os protagonistas de “Zootopia 2’, a raposa Nick Wilde e a coelha Judy Hopps, estes personagens definitivamente não estão no álbum de 1983, o primeiro filme da franquia é de 2016, quando “Galeria Valdisnei” saiu, ainda estava longe o renascimento da animação do Valdisnei, acontecido a partir de “Ah Que Pena Seria”, em 1989, a grande novidade na ocasião foi o lançamento de “O Natal do Mickey Mouse”, a primeira aparição em animação do Tio Patinhas (antes da série de TV “Duck Tales”, de 1986...), criado por Carl Barks em 1947 e presente nas histórias em quadrinhos de seu sobrinho Donald do bem, a segunda delas saiu no primeiro número da revista do Pato, lançada pela Abril em 1950, casa das HQs de Valdisnei até 2018, hoje divididas entre a Culturama e a Panini, isso é claro não considerando o filme educativo “Tio Patinhas e o Dinheiro”, de 1967... Junto a entrada do Character Spotlight está a loja Animation Boutique, que tem tudo de “Frozen”, como era de se esperar, e uma maquete do parque mostrando as novas atrações que serão abertas ao público em 29 de março de 2026, quando seu nome será trocado para Valdisnei Adventure World...
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| E no show de Frozen, a princesa Elza vai de Let It Go, Anna de Love Is An Open Door e Olaf é projetado no palco... |
Continuava a chover quando saímos da Animation Boutique, ao meio-dia, seguimos na direção de Radiator Springs, onde fizemos o vídeo do Cars Road Trip, que é a “Dança do Mobi” do California Adventure, só que com trilha sonora “country”, fortemente trabalhada no Anarriê, e carrinhos rabo-de-peixe, tipo o Simca Vedette, modelo que a montadora francesa produzia a partir de um projeto licenciado pela Ford, na fábrica que adquiriram da empresa estadunidense em 1954, e que no Brasil ganhou o nome de Simca Chambord, montado na fábrica da Simca, depois incorporada pela Chrysler, na região de São Bernardo do Campo, e que anos depois a Volkswagen usou para fabricar caminhões, voltando ao Cars Road Trip, a fila de espera é de 5 minutos, passo pela oficina Tow Mater, a pilha de pneus da Luigi’s Casa Della Tires e já estou na Toy Story Playland, constatamos então que a Radiator Springs francesa é uma versão em miniatura daquela que está edificada no California Adventure, que já é um parque pequeno, porém tem a pista de corrida no deserto que é a versão “outdoor” do Test Track do EPCOT, em Orlando, sem contar que a Valdisneilândia da Flórida vai substituir o Rivers of América, onde navegava o vapor Liberty Belle, por uma área temática de “Carros”... Vejo em seguida a “Crush’s Coaster”, uma montanha-russa protagonizada pela tartaruga de “Procurando Nemo”, que fica numa instalação fechada, porém uma parte do “raid” é aberta, e ver os carrinhos-tartarugas saírem de um túnel e entrarem em outro sem dúvida é uma cena interessante para ser filmadas, ainda mais porque nós não curtimos nem um pouquinho andar em montanhas-russas, embora tenhamos de reconhecer que é bem chamativa para a atração, que estava com tempo de espera de 50 minutos... Em seguida, nós ganhamos o dia quando encontramos o “meet and greet” do Woody e da Jessie de “Toy Story”, o carisma do cowboy no trato de seus pequenos e grandes fãs rende excelentes fotos, apesar do “cast member” com figurino tipo “Les Miserables” pedir a todos que se aproximam dos personagens para entrar na fila, e além do mais, o tchauzinho da Jessie fechou nosso ensaio fotográfico com chave de ouro... Passamos pelos “Les Tapis Volants”, os tapetes voadores do Gênio do Aladdin, as nozes e maçãs do cenário tomando chuva, não tinha fila, o que refletiu diretamente no vídeo que fizemos, a maioria dos tapetinhos não estavam ocupados, ficando parados durante o giro do brinquedo, nem subiam, nem desciam... Demos um alô para a “estalta” de Buzz Lightyear na entrada da Toy Story Playland, passamos pelos quiosques de comidas típicas francesas do Souvenirs de Paris, onde os balconistas sorriam para as fotos, um gesto aparentemente simples, porém envolvendo a conciliação com um dia-a-dia de trabalho forte, vemos o Bistrot Chez Remy e a atração Ratatouille, L’Aventure Totalement Toquée de Remy, acreditando que a experiência de percorrer um restaurante sob o ponto de vista de um rato seria tão envolvente como na versão instalada na área da França do EPCOT, porém ela estava fechada, lamentamos muito, é a atração do parque mais identificada com a França, capital de Paris, infelizmente só deu para fotografarmos a “gare”, a cobertura metálica da fila, obviamente vazia, e, ao vermos um garçom fazendo graça e posando para fotos com alguns visitantes na porta do Chez Remy, decidimos fazer uma reserva no restaurante, olhamos o cardápio colocado na entrada, na recepção decorada com uma árvore de Natal, falamos com Ana Lola, uma francesa alta de cabelos grisalhos e cacheados, e verificamos que precisaríamos fazer uma reserva, agendando mesa para às 15h30, agora são 12h30, saímos do Chez Remy e tudo o que queríamos era um lugar abrigado da chuva para sentar e postar, e definitivamente não era a loja que simulava uma confeitaria expondo bolos de plástico, na saída da atração fechada de “Ratatouille”... Atravessamos um portal de pedra com a efígie do chef Gusteau e comparecemos no Toy Story Playland, que tem o mesmo conceito do que está no Valdisnei Hollywood Studios em Orlando, o quintal da casa do Andy com a grama alta e os brinquedos espalhados, o diferencial da versão francesa é que as atrações são mais “familiares”, voltadas para crianças pequenas, que no final é o principal “target” da saga de Woody e Buzz, e aqui não tem nem o Swirling Saucers nem o Midway Mania, começamos pelo Slinky Dog Zig Zag Spin, um carrossel do cachorro de mola que filmamos três vezes porque na primeira, o brinquedo teve uma pequena pane, parou e andou de novo, o bom é que deu para buscar outros ângulos e confirmar que é uma atração completamente diferente da montanha-russa Slinky Dog Dash da Flórida, inclusive no tempo de espera menor, de apenas 5 minutos, o dinossauro Rex tinha mais procura para fotos, a próxima parada é o Toy Story Parachute Drop, uma versão mais requintada do paraquedas do Knott’s Berry Farm que os Trapalhões se aventuraram em 1985, as pessoas sobem e descem em cabines coletivas, com tempo de espera de 35 minutos, no caso dos “single riders”, 5 minutos, essa atração nós consideramos altamente instagramável, inclusive o míssil e o paraquedas colocados na entrada da fila, também porque encontramos o banco que procurávamos há tanto tempo, estava molhado pela chuva, porém ficava de frente para o brinquedo, facilitando a filmagem dos paraquedas indo lá em cima e despencando para baixo e dando tempo para postagens e mais postagens, isso explica porque ficamos 40 minutos ali, das 12h46 às 13h26, saindo apenas para zerar a Toy Story Playland registrando o RC Racers da Hot Whells, uma pista de corrida em formato de “U”, que nos levou a pensar que se trata de uma versão para carrinhos do famoso barco Viking do Playcenter, 20 minutos de espera, 10 para “single riders”... Termino a visita ao quintal do Andy às 13h30, com uma foto da “estalta” do Buzz Lightyear vista “dis costas”, “ao infinito e além!!!” e seguimos margeando os tapumes que cercam uma grande área do parque, com alguns desenhos mostrando como será aquela região ao final das obras, quando o parque mudar de nome, uma recriação festiva dos Champs Elysées, também cercando a Franklin Department Store, pouco antes do The Hollywood Hotel, que é a The Hollywood Tower of Terror do Valdisnei Studios de Orlando, uma atração que nós não vamos nem com Fast Pass, fomos uma vez na Flórida e nunca mais, o elevador despenca e você é quase catapultado da cabine, mesmo usando cinto de segurança, e aqui a atração tem uma procura relativamente pequena, vemos o cast member Antony mudar o tempo de espera de 10 para 15 minutos... Chegamos na entrada do Avengers Campus, porém uma olhada mais a frente nos conduziu para a entrada do show Stitch Live!, presented by Visa, agora vai, na fila ficamos bem à frente do casal de meninas fãs da franquia, a de touca azul tinha luvas do Stitch, mochila do Stitch e um pequeno Stitch pendurado na japona, antes da entrada, assistimos um vídeo contando a história do alienígena, de experimento genético em fuga a melhor amigo da Lilo, dentro do auditório fizemos algumas fotos do “stand-up” do apresentador do show, um homem vestido de astronauta que falava em francês e parecia o Pedro de Lara, nesse momento, um cast member nos aborda dizendo que não são permitidas fotos da apresentação, assim, apenas apreciaremos o show, eles pedem para as crianças pequenas ficarem sentadas em frente ao telão onde Stitch comparece, projetado em 3-D, nos mesmos moldes do Crush’s Talk do Epcot, ele e o “cosplay” do Pedro de Lara conversam com a plateia, o apresentador fala um pouco de espanhol, o suficiente para zoar uma pessoa de Málaga na plateia, Stitch por sua vez paquera a loira Melanie, até fez questão de colocar a foto dela no telão, hora da ação, o capitão Jumba Okuba começa a perseguir Stitch em um labirinto, “Pedro de Lara” pede que as crianças ajudem ele a encontrar a saída e voar em sua espaçonave rumo ao Havaí... Excelente espetáculo, ainda mais porque ficamos abrigados da chuva e do frio, fomos saindo do auditório, vimos uma fila e pensamos que era do “meet and greet” com o Mickey, na verdade, era para a versão em inglês do Stitch Live!!!, coordenada pelos cast members Cristine e Alexandre, não o Grande, “sino” o Brabo, mesmo estando na fila errada, resolvemos assistir o show de novo, aproveitando para filmar onde é permitido, na antessala enquanto é mostrado o vídeo de apresentação, voltamos ao auditório, agora sem nos preocuparmos com fotos e vídeos, até porque ouvimos o apresentador, um careca, dizer que era proibido, provavelmente o da versão em francês também disse e não prestamos atenção, Stitch aparece no telão, e ao invés de peidar em cena, como fez no show anterior, deseja a todos um “Merry Stitch-Mas”, fotografa Joe, um inglês barbudo de West Midlands e coloca num cartaz de procurado, em seguida elege a “crush” da vez, Joan, que insiste em chegar junto apesar dela estar acompanhada do “conje”, Robert, um cara de touca vermelha que obviamente não está de acordo com a paquera, vem o labirinto, a fuga suave na nave e Stitch se despede dizendo em alto e bom som, “I love you, Joan!!!”, que coisa, não... Na saída do show, nosso contentamento foi duplo, porque vimos o Joe, alto, corpulento, barbudo, carregando duas crianças, os filhos, um no braço e outro pelas mãos, lembrando mais uma versão em moletom do mordomo de “As Crianças e o Mordomo”, série que Silvio Santos anunciou a exibição na recém-inaugurada TVS Rio, em 1976, e principalmente porque parou de chover, apesar do piso do parque ainda estar molhado, confiro o horário, 14h48, e entro no Marvel Avengers Campus, aberto em 2021, lamentando que o espaço de “meet and greet” estivesse vazio, sem nenhum herói para os visitantes tietarem, já o restaurante Pym’s Kitchen está cheio, faz sentido, o estabelecimento adota o sistema “all you can eat”, Homer Simpson, paramos diante da entrada da Worldwide Engineering Brigade, ou simplesmente WEB, um simulador onde o Miranha, a bordo do Slinger, um inovador veículo de propulsão autônoma, precisa jogar suas teias e capturar os robôs que ameaçam destruir todo o campus, o tempo de espera é de 40 minutos, mas se você está sozinho e se enquadra na categoria dos “single riders”, são apenas e tão somente cinco minutos de fila, avistamos uma nave suavemente estacionada na entrada do Avengers Assemble Flight Force e seu domo falante, o qual abriga a versão Marvel da Space Moutain, na Valdisneiland Paris, como sabemos, a montanha-russa “indoor” tem as feições da franquia Star Wars, seguindo para a esquerda, a lanchonete Stark Factory, especializada em “pizza & pasta”, será que ainda seguem a jornada 6X1, reparem no Homem de Ferro gigante na entrada, indo na direção oposta está a loja Mission Equipment, completo sortimento de produtos do Miranha, a entrada do Hero Training Center, uma sessão de treinamento conduzida pelos próprios Avengers em pessoa, com fila virtual, quem quiser apenas se alimentar tem um food truck, o trailer SuperDinner Excellent Food, o nome é de fato excelente, porém temos reserva no Chez Remy, e mais um “food truck” que é um caminhãozinho da Volkswagen, desses que eram produzidos na fábrica adquirida da Chrysler na região de São Bernardo do Campo, e nós estamos no Avengers Campus, pois é, não é, só não vimos o Doctor Strange: Mystery of The Mystics, tem a Feiticeira Escarlate, somos fãs desde o tempo que ela competiu no BBB4 com o nome de Géris, digo, melhor ir se encaminhando para o bistrô do Remy, passando pela lanchonete Beverly Court, de arquitetura art-decô californiana com toque mourisco... Conferimos os painéis de tempo de espera e horários de shows, Animagique Theather, Me Queimou Zé Et Le Magicien, fechado, fermé, closed, Theatrer of The Stars, Alice et la Reine de Coeur: Retour au Pays des Merveilles, fechado, fermé, closed, Studio Theater, Together: Une Aventure Musicale Pixar, 15h40, 16h50, a fila da Crush’s Coaster continuava com tempo de 50 minutos, sem opção de “single riders”, também observamos que o Valdisnei Studios fecha às 21 horas, uma hora antes da Valdisneiland Paris encerrar suas atividades, uma garota curiosa de óculos tenta abrir a porta no meio do tapume, não satisfeita em ver apenas a concepção artística da nova ala do parque, o topo de um quiosque e as copas das árvores por cima do cercado, claro que não conseguiu entrar, e nós seguimos para a parte dos Souvenirs de Paris, sem imaginar que iríamos testemunhar o passeio do Pateta... Depois do encontro com o personagem, chegamos na recepção do Chez Remy às 14h55, sendo chamados pela recepcionista dez minutos depois para ocuparmos nosso lugar reservado, ao qual chegamos numa correria em meio a garrafas de vinho imensas enormes, utensílios de cozinha gigantes, um enorme livro de culinária do chef Gusteau, “Anyone Can Cook!!!”, mesas ocupadas e vazias, no caminho quase derrubamos a garçonete que levava uma bandeja repleta de pratos recolhidos, ficamos em uma mesinha perto da janela, com vista para os Souvenirs de Paris, consultamos o cardápio, aqui tem o combo “entrée+plat+dessert”, chamado de Émile Menu, 55 euros, bebidas não incluídas, para fugir dos ovos com maionese e do filé com fritas, pedimos sopa de abóbora e bacalhau com ratatouille, o próprio, e mousse de sobremesa, somos atendidos pelo garçom Mathieu, uma figura que poderia ter saído do próprio filme “Ratatouille”, pedimos uma Coca Zero para beber, na mesa à nossa esquerda, havia uma família espanhola que dava razão ao comentário do Chaves durante a aula do Professor Girafales, na Espanha tem muitas crianças com o nariz escorrendo, bem, as da mesa não estavam resfriadas, entretanto eram barulhentas, até prato quebraram, sentadas na mesa à direita, estavam duas mulheres que boné que estavam terminando a refeição, depois chegou um casal jovem, que olhou com interesse a carta de vinhos, mas deixou pela “carafe d’eau”, que é de graça, em uma mesa mais a frente, estava uma família, em que a filha, vestida de Bela modo princesa, fazia aniversário, só observamos os garçons se juntarem para cantar parabéns, inclusive Matheu, a sopinha de entrada chegou, vem com um pouco de queijo derretido em cima, tem moedor de sal e de pimenta, o Jacquin não teria do que se queixar, o bacalhau assado do prato principal é fresco, está acompanhado de molho, também de queijo, purê de batatas e o ratatouille, que nos pareceu uma berinjela caponata, a mousse de chocolate chegou em um copinho parecido com os de extrato de tomate, com um biscoito estampando a cara do Me Queimou Zé, o copo da Coca Zero tinha uma fatia de limão no meio do gelo, ignoramos e pedimos outra, veio uma Coca normal, pedimos para trazer a “sans sucres”, na hora da sobremesa vimos pela janela que o Pateta continuava a trabalhar forte no “meet and greet”, a criançada espanhola também, “Goofy!!! Goofy!!!”, fiz algumas fotos usando o “zoom” da câmera do celular... Peço a conta às 16h36, com as bebidas ficou 67 euros, porque ainda é tempo de pedir um autógrafo, já que a “selfie” não deu certo, antes, fizemos um “book” fotográfico completo do Chez Remy, eram tantos pratos, talheres e panelas gigantes, sob um teto de ervas aromáticas (e o cara falando ao celular apoiado no livro do Gusteau...) que ficamos desorientados e fomos obrigados a perguntar onde era a saída, chegamos perto do Pateta, que fazia fotos com outros visitantes, oferecemos a caneta e o álbum para escrever o autógrafo, o que fez mesmo usando luvas enormes e a tinta da caneta falhando, no final, tínhamos conseguido a mais excelente recordação da nossa passagem pelo parque, a assinatura do Pateta, escrita em letra de forma, “GOOFY”, bem embaixo de sua figurinha no álbum “Galeria Valdisnei”...
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| Mas a atração inspirada no filme Ratatouille, a mais identificada com a França, capital de Paris, estava fechada... |
Depois de dar o autógrafo, Pateta se despede e nós também decidimos que vamos embora, são 16h45 e daqui a pouco já vai anoitecer, no caminho vemos as barraquinhas de comidinhas francesas, Buzz Lightyear e os para-quedas, a Luigi’s Casa Della Tires e sua inconfundível pilha de pneus, o Tow Mater, o “meet and greet” de Toy Story vazio, um último vídeo do carrinho tartaruga da Crush’s Coaster, o Me Queimou Zé Et Le Magicien atrás do tapume, Peter Pan e Wendy voando ao redor do chapéu do Aprendiz de Feiticeiro, de onde vemos o por do sol no horizonte, para além da área em obras e chegando na “estalta” de Valdisnei, fazemos mentalmente um pequena avaliação da nossa visita ao parque, alis, “pequena” é a palavra, o Studios de Paris deve ser o menor parque do Valdisnei que nós visitamos, diríamos que ganha com certa facilidade do California Adventure de Anaheim, é excelente, porém passa por um profundo processo de reformulação, algumas atrações não estavam funcionando, inclusive melhor delas, a do Ratatouille, o tempo não ajudou, choveu até as 14 horas, mas, enfim, valeu a visitinha... Depois que voltamos do parque, vimos alguns vídeos de brasileiros acreditando que tem que dar para fazer a Valdisneiland e o Valdisnei Studios em só dia, foi aí que lembramos da grande extensão do Studios em obras, cercada pelos tapumes e constatamos essa tarefa será um pouco mais difícil de cumprir a partir de 29 de março de 2026, quando o parque mudará seu nome para Valdisnei Adventure World e vai ser inaugurado o World of Frozen, uma reprodução do reino de Arendelle que contará com o Frozen Ever After, o mesmo “ride” do pavilhão da Noruega no EPCOT, um “meet and greet” com Elsa e Ana no castelo real e a Arendelle Boutique, com vários Olaf de todos os tipos e tamanhos, nesse dia também será aberta a Adventure Way, um “boulevard” em estilo parisiense que vai servir de conexão entre os Mundos do Parque, inclusive um de “O Rei Leão” que está em construção, contando ainda com o restaurante temático das Princesas, o The Regal View Restaurant And Lodge, e por fim, será franqueada ao público uma atração baseada em “Enrolados”, o “Raiponce Tangled Spin”, um passeio de barco iluminado por lanternas, igual ao que Rapunzel faz no filme, enfim, mudanças radicais que, caso sejam bem aceitas, imaginamos que levem a mudança de nome do Hollywood Studios de Orlando, quem sabe... Entramos no Studio One às 16h57, fotografamos o restaurante no jardim e entramos na loja Buena Vista Gifts, nos parques tipo “Studios” do Valdisnei, a melhor loja sempre fica no Hollywood Boulevard, porém a vendedora Marine, em frente às prateleiras com pelúcias, informa que não tem nenhum artigo da Ariel, vemos um Me Queimou Zé “show man” dourado, canecas do Aprendiz de Feiticeiro, a Nojinho cercada por vários clones da Angel, a “crush” do Stitch, joalheria da Pandora lotada, quanta Riva, digo, pelúcias do outro Donald, quer dizer, da Raiva, registramos as fachadas da Hollywood Box, da The Valdisnei Studios e saímos do Studio I... Nossa próxima parada é a loja que fica atrás da caixa d’água com as orelhas do Me Queimou Zé, decorada com várias fotos do próprio Valdisnei, a nossa preferida estava na penumbra, atrás de um caixa desativado, ele e o irmão Roy posando orgulhosos junto com uma estatueta do Oscar © o certificado da Academia e um bonequinho do Me Queimou Zé com design da década de 1930, Valdisnei também está operando a câmera diante dos clientes que experimentam gorros de Papai Noel, postado em seu carro estacionado em frente ao estúdio de Burbank, o mesmo do curta que vimos antes do show da Frozen, e tome agasalhos do Tico e Teco, gorros do Stitch, pins, chaveiros, livros e carrinhos de polícia de Zootopia, se nosso sobrinho fosse mais novo, a gente levaria, moletons azuis e camisetas amarelas e brancas do Valdisnei Paris, as blusas são menos ostensivas que as da Valdisneiland da Califórnia, Me Queimou Zé com a Torre Eiffel, segurando um cubo de neve com o castelo da Bela Adormecida, num cubo de Rubik, o Sebastião de “Ah Que Pena Seria”, nada contra a lagosta que é o ideal de vida do Homer Simpson, nas a gente queria a princesa Ariel... Saímos da loja às 1708 e antes de cruzarmos o portão do parque, mais alguns cliques do próprio pórtico, da caixa d’água, da fonte do Aprendiz de Feiticeiro com as vassouras carregando baldes de água e, no final, ultrapassamos o portão em direção a loja World of Valdisnei, que aqui, como em outras localizações da franquia, fica do lado de fora dos parques, o interior é dominado por uma cúpula azul celeste, reproduzindo um céu estrelado, onde paira o balão de Me Queimou Zé e Pluto tentando dar a volta ao mundo em 80 dias, nossa meta é bem mais modesta, comprar algum objeto da Ariel para a minha mãe, vimos uns “kits” de copos plásticos das Princesas, será que tem da Petena Sereia, conforme indicado na embalagem???, boneca da Ariel não dá, não vai caber na mala, mesmo caso do soprador de bolhas de sabão, passamos por chaveiros do Remy, Boo disfarçada de monstro, castelo com princesas e príncipes por 120 euros (!!!), Stitch de todas as cores, tamanhos e trajes, a família brasileira achou a touca da gata Marie, uma personagem menos importante de “Aristogatas”, animação que é ambientada em Paris, que no entanto é muito popular, devido principalmente ao público japonês, faz sentido, é até uma possível inspiração para a Hello Kitty, o filme é de 1970 e a personagem da Sanrio, que é uma garota inglesa, foi lançado em 1976, Maurício de Souza, corre aqui, passo por um concierge que lembra o Joseval Peixoto, usando terno e luvas do Mickey e vou para a fila do caixa onde está um jovem de barba, Nicolas, também de terno, para nós parece o Walter Clark, enquanto espero, aproveito para puxar um pouco a embalagem dos copos e descubro que não tem Ariel, só a Tiana, vou devolver na prateleira e para minha sorte, encontro um copinho de acrílico com o desenho da Ah Que Pena Seria, excelente, vou levar junto um pacote de chocolates, já imaginando que esse presente a minha mãe vai passar adiante, para o porteiro do prédio, por exemplo, de volta aos caixas, pegamos outra fila, somos atendidos por Desiree, uma atenciosa garota de óculos, a compra toda foi 18 euros, e ela incluiu uma sacola retornável do parque, às 17h35, fazemos a última foto da loja, da porta por onde vamos sair, está lotada, adieu... Andamos por entre os tapumes do Valdisnei Village e chegamos até a estação de Marne La Valée Chessy, a fachada indica que dali saem trens para Madri, e no terminal de ônibus em frente, um veículo articulado está de saída, entramos na estação, luzes de Natal decoram a passarela sobre a plataforma, vemos um “banner” do Valdisnei Express e vamos comprar revistas na Relay, tinha uma sobre o Renault Twingo, fomos de So Foot, especial “Foot et Mafia”, olha a “Cahiers Du Cinema” com o Wagner Moura, é coisa nossa, ao lado de uma revista sobre os filmes da franquia “Avatar”, levamos também uma revista sobre as 100 figuras mais importantes da política do país desde a Revolução Francesa, de Maximilien de Robespierre a Emmanuel Macron, o amigo do Brasil, onde sempre é recebido calorosamente, passando por Charles De Gaulle, que nunca teria dito sobre o Brasil, “n'est pas un pays sérieux”, durante a crise conhecida como “Guerra da Lagosta”, provocada pelas disputas entre barcos de pesca marítima, em 1963, a citação seria de um diplomata brasileiro, Carlos Alves de Souza Filho, fogo amigo, digo, e Nicolas Sarkozy, alvo de vários julgamentos e condenações, a última delas por financiamento ilegal de campanha, um ano de prisão, sendo que metade da pena pode ser cumprida usando tornezeleira eletrônica, pois é, não é... Chegamos na plataforma às 17h56, o trem já está posicionado, ficamos no andar de baixo, perto da porta, na verdade é quase um mezanino, observando o cartaz que anuncia, “volumes perdidos suspeitos serão destruídos”, e já estamos em trânsito, hora de anotar o horário da passagem pelas estações, 17h59, Val D’ Europe, no escuro fica difícil de registrar a paisagem na janela, dá muito reflexo, 18h02, Boissy Saint-Georges, estação subterrânea, a foto da plataforma reflete a mulher sentada no banco em frente, 18h07, Torcy, a lixeira que diz “Merci” ao lado do rapaz com celular, 18h10, Lognes, fotos “borrão”, 18h12, Noisel, na plataforma sem cobertura tem uma cabine, vazia, faz às vezes da sala de espera das estações de trem antigas, , 18h15, Noisy Champs, aqui a cabine é ocupada por um rapaz negro, 18h17, Noisy Le Grand, a mulher desceu, 18h21, Neuilly Plaisance, estação coberta, bancos em tom sulferino, dois rapazes negros sentam no banco à nossa frente, 18h20, Val de Fontenay, aqui a plataforma tem assentos de cor branca, 18h28, Vincennes e seus ladrilhos amarelos nas paredes, 18h31, Nation, o Samsung A56 quase esgotado, vou de A54, 18h34, Gare De Lyon e 18h37, desembarque em Chatelet Les-Halles... A plataforma está lotada, a subida é pela escada fixa, começo a travessia até o Metrô, vemos o acesso a plataforma da linha B da RER, que vamos usar amanhã para ir ao aeroporto Charles de Gaulle, tem fila da Relay, um faxineiro tranquilo perto da linha de bloqueios, a esteira do mal, um casal perto do cartaz de “La mécanique d’um escalier mécanique”, ela, encostada em um tapume, fotografa ele, a frente de um anúncio da Uni Qlo, “Kaws Winter”, a esteira do bem, “me dá um real”, no caminho pedimos o “check-in” do voo de volta para São Paulo para a agência de turismo pelo WhatsApp e ele já nos retornaram o cartão em embarque, vamos na janela, excelente... Chegamos na plataforma da estação do metrô de Chatelet às 18h50, depois da descida da escada, óbvio, o trem azul, cinza e branco com botãozinho na porta chega um minuto depois, os jovens que conversam ao lado do cartaz de “Chicago” ficaram, mais anotações, 18h53, Pont Neuf La Monnaie, uma garota solitária de boné vaga por entre os bancos alaranjados da plataforma, 18h54, Palais Royal, Musée Du Louvre, a mulher esperando o trem abrir lembra vagamente Ingrid Guimarães, 1856, Pyramides, assentos redondos de cor bordô, estamos na França, não dá para ser grená, e um anúncio de Calvados, 18h57, sempre enche em Opera, mas a moça vendo o celular junto ao mapa dos arredores não embarcou, 18h59, La Fayette e o anúncio do musical “Chicago”, agora sozinho, 19h01, a máquina de comidas e bebidas verde em Le Peletier, os assentos são azul-bebê, 19h02, Cadet, cadeiras patrióticas, vermelhas, azuis e brancas, 19h03, Poissonniére, o rapaz na frente da “vending machine”, 19h05, Gare de l’Est, sempre esvazia, ou quase, a negra alta de cachecol na plataforma, 19h07, desembarcamos em Chateau Landon no momento em que a mãe negra coloca seus filhos nos bancos próximos da porta e lhes dá bolinhos para comer, a porta se fecha, o trem leva a jovem de cabelos verdes que olhava o celular, escada, corredor, escada rolante subindo, a loira de casaco verde, bota marrom e cachecol descendo pela escada fixa, bilheteria, saída, escada rolante parada, desenho da fachada da Gare de l’Est no acesso a estação de Chateau Landon, as bicicletas estacionadas em frente ao hotel, atravessamos o saguão, elevador, rosa dos ventos no carpete do “hall” do quinto andar, vistas da rua em frente e da estação de trem ao fundo, entramos no quarto 507 às 19h13...Resolvemos pendências bancárias pelo app, Pancada mandou pelo WhatsApp o roteiro da terceira parte da saga de 1975 Os Piratas, do Chapolin, episódio perdido mundial, que o Grupo Chespirito trouxe para exibição na CCXP em São Paulo, fazemos fotos do quarto, é nossa última noite no 507, depois de fotografar a banheira, às 21h17, decidimos sair para jantar, olha as plataformas iluminadas da Gare De l’Est, o “lounge” do saguão está vazio, pensamos em ir de novo no Bodrum, bem em frente ao hotel, porém optamos por uma saída pela esquerda, na Rue Du Faubourg Saint Martin, onde tem um restaurante africano, uma filial da rede de lojas de conveniência Franprix e o restaurante chinês Panda Fast Food, onde entramos 21h21, árvore de Natal na vitrine, balcão com pratos variados, a princípio queríamos um macarrão, “chow mein”, mas o balconista avisou que o preparo iria demorar 15 minutos, resolvemos escolher comidas do balcão, macarrão, “spicy chicken”, almôndegas de frango, tudo colocado em vasilhas de plástico transparente e aquecidas no micro-ondas, na bandeja vermelha vai um prato com a vasilha do macarrão, os potes com o frango e a almôndega, uma lata de Coca Zero e uma tacinha de vidro, a pimenta da casa é bem forte e o jantar estava excelente, apesar da cara desconfiada do balconista, a maioria dos clientes compra comida para levar, e do tempo contado que tivemos para comer, pois ele também avisou que o restaurante fechava 22 horas, portanto, terminamos a refeição 21h40, fomos embora vendo o Franprix já fechado e retornamos ao nosso quarto 21h35, amanhã precisaremos acordar cedo por razões da viagem de volta, levando de volta a reprodução do velho álbum de figurinhas, agora com o autógrafo do Pateta que passeava no parque em Paris...
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| E o por do Sol (além dos tapumes ao fundo...) é o indício de que algo ainda mais excelente está por vir no parque... |




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